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TMG investe na automação de suas casas de vegetação

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A TMG – Tropical Melhoramento & Genética – empresa brasileira de soluções genéticas para algodão, soja e milho, está investindo na modernização de suas casas de vegetação. Na unidade de Rondonópolis (MT), a companhia já aportou cerca de R$ 1 milhão em novas tecnologias para controlar remotamente temperatura, iluminação e irrigação das plantas em processos que têm como objetivo abastecer os programas de melhoramento de soja, algodão e milho para gerar novas cultivares e híbridos.

Heitor Dias, coordenador de pesquisa na TMG, explica que esses aportes fazem parte do processo de transformação digital que a empresa vem passando nos últimos anos. ‘’As casas de vegetação são essenciais para o melhoramento genético, pois são os locais onde realizamos milhares de cruzamentos e testes para descobrir e validar resistência às doenças e diferente do campo elas podem funcionar durante o ano todo, acelerando as etapas até o lançamento de produtos comerciais. Essas novas ferramentas estão sendo importantes para tornar o trabalho mais ágil e eficiente, pois podemos fazer a gestão de várias atividades remotamente’’, diz.

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Além da modernização por meio do uso de novos equipamentos e softwares, Dias explica que há benefícios também para a mão-de-obra. “Podemos, com esses avanços, posicionar os colaboradores de forma mais estratégica, ocupando cargos mais analíticos e operacionais extremamente importantes, como os cruzamentos para obtenção de novos produtos, que também dependem da mão humana”, comenta o coordenador, que acrescenta ainda que “isso é possível porque conseguimos monitorar os locais por meio de sensores precisos e resistentes conectados à internet, disponibilizando informação em tempo real. Além disso, é possível coletar e armazenar dados essenciais para as análises dos nossos especialistas”.

O próximo passo da empresa é fazer um aporte de aproximadamente R$ 1,5 milhão também em sua matriz. “A exemplo do que já está acontecendo em Rondonópolis, a ideia de investir na automação das casas de vegetação em Cambé (PR), padronizando assim os sistemas para as duas unidades. Desta forma teremos mais segurança de que todos os processos que acontecem dentro das casas de vegetação atingirão seu objetivo e impulsionaram a TMG ainda mais no mercado.”, acrescenta Dias.

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Companhia investe em tecnologia para aprimorar continuamente os processos de melhoramento genético

A TMG tem investido também na implementação de robôs autônomos capazes de registrar e apontar características importantes para os estudos de genômica, que irão acompanhar o crescimento das plantas no campo, o que deve ampliar ainda mais a agilidade na coleta e processamento de imagens e dados importantes para as pesquisas. Além de todo o aporte que tem sido feito em transformação digital, a companhia conta com um laboratório de biotecnologia capaz de fazer mais de 25 mil análises genéticas por dia e cerca de 40 milhões por ano. Em 2021, o laboratório recebeu um aporte de R$15 milhões para elevar a capacidade e ampliar o leque de possibilidades genéticas a serem analisadas. A empresa tem 14 bases de pesquisa em melhoramento genético, espalhadas por seis estados, nas principais regiões produtoras brasileiras com ensaios e experimentos de campo.

Fonte: TMG – Tropical Melhoramento e Genética

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Soja brasileira caminha para safra recorde de 182 milhões de toneladas e reforça liderança global em 2026

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A soja brasileira segue consolidando sua posição como principal protagonista do agronegócio mundial. De acordo com o relatório AgroInfo Junho 2026, divulgado pelo Rabobank, o Brasil deverá colher uma safra histórica de 182 milhões de toneladas na temporada 2025/26, volume que representa um acréscimo de 10 milhões de toneladas em comparação ao ciclo anterior.

O resultado reflete a combinação entre expansão moderada da área cultivada e condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento das lavouras, fortalecendo ainda mais a competitividade do país no mercado internacional.

Produção recorde fortalece oferta brasileira

Segundo a análise do RaboResearch Food & Agribusiness, o desempenho da safra brasileira confirma o elevado potencial produtivo do setor, mesmo em um ambiente global marcado por incertezas geopolíticas e oscilações nos preços das commodities.

Além do crescimento da produção, a demanda pela oleaginosa continua apresentando sinais robustos, sustentando perspectivas positivas para toda a cadeia produtiva.

Exportações seguem em ritmo acelerado

As exportações brasileiras de soja mantêm forte desempenho em 2026. Dados compilados pelo Rabobank mostram que os embarques entre janeiro e maio registraram crescimento de 8% em relação ao mesmo período do ano passado.

A expectativa é que o Brasil exporte aproximadamente 113 milhões de toneladas ao longo do ano, estabelecendo um novo recorde e ampliando em cerca de 5 milhões de toneladas o volume embarcado em comparação a 2025.

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Mesmo diante da valorização do real frente ao dólar e do aumento dos custos logísticos internos, a soja brasileira continua altamente competitiva no mercado global, especialmente em relação aos principais concorrentes internacionais.

Mercado internacional influencia preços

Durante o primeiro semestre de 2026, os preços da soja foram fortemente impactados pelo cenário geopolítico internacional.

A expectativa de exportações expressivas dos Estados Unidos para a China ajudou a sustentar as cotações na Bolsa de Chicago (CBOT), enquanto o conflito envolvendo Estados Unidos e Irã impulsionou os preços do petróleo e dos óleos vegetais, incluindo o óleo de soja.

Esse movimento levou os contratos da oleaginosa a alcançarem níveis próximos de US$ 12,20 por bushel em março. Entretanto, a valorização observada em Chicago não se refletiu integralmente nos preços recebidos pelos produtores brasileiros.

A combinação entre prêmios mais baixos nos portos e a valorização do real limitou os ganhos no mercado interno, mantendo as cotações em reais relativamente estáveis ao longo do período.

Esmagamento cresce com margens mais atrativas

Outro destaque do relatório é o fortalecimento da indústria de processamento.

Mesmo com o adiamento do aumento da mistura obrigatória de biodiesel ao diesel, as margens de esmagamento foram beneficiadas pela valorização do óleo de soja.

No primeiro trimestre de 2026, o volume processado atingiu 14,3 milhões de toneladas, crescimento de 10% em relação ao mesmo período de 2025.

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A tendência é que a demanda por derivados continue sustentando o avanço do esmagamento ao longo do ano.

Clima nos Estados Unidos e El Niño entram no radar

Nas últimas semanas, os fundamentos de mercado voltaram a assumir protagonismo na formação dos preços globais.

O avanço do plantio e as boas condições das lavouras norte-americanas pressionaram as cotações da soja em Chicago, que registraram queda próxima de 5% durante junho.

Segundo o Rabobank, caso o clima continue favorável nos Estados Unidos, os preços poderão sofrer novas correções no curto prazo.

Por outro lado, após o início da colheita norte-americana, a atenção dos investidores deverá migrar para a América do Sul, especialmente para os possíveis impactos do fenômeno El Niño sobre a safra brasileira 2026/27.

Perspectivas para o produtor

Apesar da volatilidade dos mercados internacionais e das incertezas climáticas para a próxima temporada, o cenário para a soja brasileira permanece amplamente favorável.

A combinação entre safra recorde, crescimento das exportações, aumento do esmagamento e forte demanda global reforça o papel estratégico da cultura para o agronegócio nacional.

No entanto, produtores devem acompanhar atentamente fatores como o comportamento do clima, a evolução da demanda chinesa, os custos logísticos e os movimentos do câmbio, que continuarão exercendo influência direta sobre a rentabilidade do setor nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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