AGRONEGÓCIO

Fazenda de cooperado da Frísia é certificada para produção de soja e milho

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A fazenda Pau Furado, em Teixeira Soares (PR), pelo terceiro ano consecutivo, é certificada como uma propriedade que adota práticas mais sustentáveis de produção. Agora, além de soja, está apta a comercializar créditos de milho, que é um nicho mais restrito. Para adquirir o reconhecimento, a fazenda, que pertence ao cooperado da Frísia, Fabiano Gomes e dois irmãos, passou por uma rigorosa auditoria realizada por uma certificadora autorizada.

Especialista em Meio Ambiente da Frísia, Jean Cesar Andrusko explica que a fazenda passou por um checklist completo, com todos os requisitos atendidos e sem nenhuma inconformidade. “A certificação tem validade de cinco anos, mas nos três primeiros ela é avaliada, como se fossem degraus que o produtor deve subir”, conta Andrusko.

Na avaliação, é feita a revisão documental e de procedimentos, entrevistas com funcionários e stakeholders, avaliações das práticas agronômicas, de sustentabilidade e sociais. Também é analisada a infraestrutura, como área para higienização, distanciamento do local de abastecimento, entre outros.

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A sustentabilidade nas propriedades é incentivada e planejada pela Frísia, que dispõe ao cooperado do Paraná e do Tocantins, estados onde a cooperativa está presente, o programa ‘Fazenda Sustentável’. O programa reúne serviços oferecidos pela cooperativa que visa aumentar a sustentabilidade e a competitividade do cooperado.

O projeto foi “acelerado” com a construção da maltaria em Ponta Grossa (PR), realizado por um grupo de cooperativas, incluindo a Frísia, para a produção de malte nos Campos Gerais. Uma das exigências das indústrias compradoras do malte é que parte da cevada seja sustentável, ou seja, com os produtores cumprindo uma série de requisitos (ambientais, sociais, trabalhistas e de infraestrutura), que é constituída em cinco níveis.

No início deste ano, a Pau Furado foi a primeira propriedade de um cooperado da Frísia a comercializar créditos de soja sustentável. A negociação foi realizada pela própria cooperativa.

Uma empresa localizada na Dinamarca fez a aquisição de um montante, com cada crédito sendo vendido a US$ 2,50, e outra empresa, da Alemanha, comprou outra parte por US$ 2,80 cada.

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A Pau Furado tem 784 hectares onde são produzidos soja, milho verão, feijão, trigo, cevada e aveia.

Fonte: Frísia Cooperativa Agroindustrial

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Impasse entre parlamentares e governo trava socorro financeiro ao agronegócio

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) intensificou as negociações com o Ministério da Fazenda em busca de um socorro financeiro para o setor, mas esbarrou em um impasse técnico que ameaça o planejamento da próxima safra.

Ao apresentar uma contraproposta com taxas de juros mais acessíveis e prazos estendidos, a bancada ruralista tenta reverter as restrições impostas pelo governo, que, até o momento, limita o auxílio apenas aos prejuízos causados por eventos climáticos, excluindo o impacto das oscilações de mercado que também comprimiram a receita dos produtores.

O agronegócio, motor de cerca de um quarto do PIB nacional, enfrenta um cenário de crescente pressão sobre o fluxo de caixa. Entre 2019 e 2025, uma sucessão de frustrações climáticas, somada à desvalorização dos preços das commodities, gerou um passivo significativo que agora trava a capacidade de investimento para o próximo ciclo produtivo. A urgência da FPA em encontrar uma solução baseia-se no temor de que a falta de crédito provoque uma retração na área plantada e no uso de tecnologia, impactando a produtividade de um setor que é pilar da balança comercial brasileira.

Disputa de números

A divergência entre as propostas em mesa reflete a busca pelo equilíbrio entre a viabilidade do produtor e a responsabilidade fiscal do governo. A FPA defende um modelo de renegociação mais abrangente: para perdas por eventos climáticos, a sugestão é de juros de 4%, 6% e 8% ao ano. Já para perdas causadas por movimentos de mercado, a bancada propõe taxas de 5%, 7% e 9% — valores escalonados conforme o porte do produtor. A entidade pede ainda um prazo de oito anos para pagamento, com dois de carência, e a ampliação do teto de financiamento para R$ 10 milhões por CPF.

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O Ministério da Fazenda, contudo, mantém uma postura de maior rigor. A contraproposta do Executivo foca exclusivamente em perdas climáticas, com juros mais elevados — 6%, 9% e 12% ao ano — e um prazo menor de quitação: seis anos de pagamento com dois de carência. Além disso, a pasta sugere um limite de R$ 8 milhões por CPF para a renegociação.

Pontos de consenso e entraves

Embora o impasse nas taxas e na abrangência das dívidas persista, houve avanços em pontos estruturais. O governo concordou em manter o teto de R$ 50 milhões para financiamento a cooperativas, permitindo que estas atuem no repasse de crédito aos cooperados. Também houve progresso na discussão sobre um fundo garantidor e na flexibilização da regulamentação do crédito rural, permitindo que os bancos aproveitem melhor as garantias já existentes, atrelando-as à proporcionalidade da dívida.

Outro mecanismo em debate é a operação “mata-mata” para as Cédulas de Produto Rural (CPRs). A ideia é permitir que produtores emitam novos títulos para quitar dívidas anteriores, uma forma de organizar o passivo e destravar o fluxo financeiro. No entanto, o tratamento das dívidas privadas permanece como um dos pontos mais críticos; a FPA quer evitar que débitos remanescentes sejam renegociados a taxas próximas de 20%, defendendo uma trava atrelada à Selic para não inviabilizar a renegociação.

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A expectativa é que um texto de consenso surja nos próximos dias, seja para a publicação de uma Medida Provisória, com vigência imediata, ou o envio de um projeto de lei em regime de urgência. A resolução rápida é tratada pela bancada ruralista como condição indispensável para garantir que o setor mantenha o ritmo de produção que sustenta a economia nacional.

Fonte: Pensar Agro

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