Tribunal de Justiça de MT

Corregedor se reúne com diretoria e presidentes de subseções da OAB/MT

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O corregedor-geral da Justiça, desembargador Juvenal Pereira da Silva se reuniu com a diretoria e os 28 presidentes das subseções da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT) para tratar de temas relativos à advocacia e para fortalecer o diálogo entre o Poder Judiciário e a entidade. O encontro aconteceu nessa quinta-feira (22/06), no plenário da OAB/MT.
 
“Uma justiça de portas abertas, de diálogo e uma gestão participativa são alguns dos eixos da nossa gestão que é comandada pela presidente, desembargadora Clarice Claudino. E justamente por isso é uma satisfação estar aqui e ouvi-los”, destacou o desembargador Juvenal Pereira. O corregedor também garantiu que todas as reivindicações apresentadas na reunião serão levadas para o Tribunal. “Com certeza vamos procurar analisar e dentro daquilo que for possível vamos tomar as providências necessárias”, pontuou.
 
A presidente da OAB/MT, Gisela Cardoso, agradeceu a presença do corregedor para debater temas de interesse da advocacia, do Judiciário e da sociedade em geral. “Esse nosso encontro só reforça essa premissa de uma gestão participativa e nos aproxima ainda mais. Foi uma oportunidade de compartilhar problemas, sugestões e elogios e com certeza fortalecer o Judiciário e a advocacia que caminham juntos”.
 
Na oportunidade, foram discutidos temas como à criação de varas especializadas, nomeação de juízes, atendimentos aos advogados, morosidade processual, entre outros pontos.
 
O vice-presidente da OAB/MT, José Carlos Guimarães, também agradeceu a visita e considerou a importância de ouvir todas as demandas das subseções. “Para nós é muito significativo termos a oportunidade de sermos ouvidos e mostra o respeito que a Corregedoria e o TJMT têm com a advocacia”, disse.
 
Esse estreitamento de relações entre as entidades foi ressaltado pelo juiz auxiliar da Corregedoria, Emerson Luis Pereira Cajango, que também participou do encontro. “Está tudo anotado aqui, requerimentos, sugestões, críticas e os elogios. Como disse o corregedor, procuramos fazer uma gestão compartilhada”, destacou.
 
Ainda o juiz auxiliar da Corregedoria, Lídio Modesto, aproveitou a oportunidade para convidar os presentes a participar da Audiência Pública “Inteligência Artificial no Poder Judiciário”, que será realizará nesta sexta-feira (23), a partir das 13h30. “É uma audiência pública híbrida que irá tratar sobre os desafios, vantagens e riscos dessa tecnologia no âmbito do Judiciário. Esperamos todos vocês para agregar ainda mais ao debate”, afirmou.
 
#ParaTodosVerem. Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Foto 1: Imagem colorida. Todos os participantes estão sentados no plenário. Ao centro, em frente a logo da OAB/MT, está a presidente da OAB e a sua direita o corregedor. Foto 2: Imagem colorida. Todos os participantes da reunião estão perfilado em pé para a foto.
 
Larissa Klein
Assessoria de Imprensa CGJ-MT
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Aprimoramento das audiências de custódia pauta terceiro módulo do curso Pena Justa

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No terceiro módulo do curso ‘Pena Justa no Ciclo Penal’, ministrado nessa segunda-feira (19 de maio), na Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), o tema principal da capacitação foram as audiências de custódia. Atuaram como formadores o juiz Marcos Faleiros da Silva, titular da Quarta Vara Criminal de Cuiabá, o assessor Marcos Eduardo Moreira Siqueri, e a socióloga Jamile Carvalho, assistente Técnica Nacional do Programa Fazendo Justiça, do Conselho Nacional de Justiça, e referência técnica para o tema da proteção social nas audiências de custódia.

O juiz Marcos Faleiros da Silva explicou que o módulo teve como foco o aprimoramento das práticas já consolidadas nas audiências de custódia, com espaço para troca de experiências entre os participantes. Segundo ele, a proposta foi discutir a forma como o instituto vem sendo aplicado, bem como temas relacionados ao juiz de garantias, com o objetivo de melhorar a prestação jurisdicional.

O magistrado ressaltou ainda que, por se tratar de um tema já incorporado ao ordenamento jurídico, as discussões atuais se concentram em aspectos complementares e nas inovações recentes, especialmente a partir do programa Pena Justa. Ao abordar o programa, enfatizou a importância do fortalecimento do controle na porta de entrada do sistema prisional. “Nós traremos as atuais modificações e ideias com relação à custódia, sobretudo com a implantação do Pena Justa, com a perspectiva de ter um controle maior da porta de entrada da cadeia, dentro das funções de garantias do Poder Judiciário, e a aplicação da melhor forma dos tratados internacionais no direito interno.”

Já o formador Marcos Eduardo Moreira Siqueri destacou que, embora o público participante já seja formado por magistrados e servidores com amplo conhecimento jurídico, a capacitação teve como foco reforçar os eixos do programa Pena Justa. A iniciativa, destaca Siqueri, busca qualificar ainda mais a atuação desses profissionais para promover melhorias no sistema prisional e aprimorar a qualidade dos dados produzidos. “Essas informações são fundamentais para a formulação de políticas criminais mais eficazes, voltadas ao atendimento dos direitos e garantias fundamentais das pessoas encaminhadas ao sistema prisional e a programas de assistência social.”

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Siqueri assinalou que a capacitação representa um avanço importante na humanização das audiências de custódia e na efetivação das políticas públicas previstas pelo programa Pena Justa. Conforme explicou, a iniciativa alia as diretrizes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) ao enfrentamento do estado de coisas inconstitucional no sistema prisional. Ele destacou ainda que o curso prepara magistrados, servidores, equipes psicossociais e instituições parceiras para atuarem de forma integrada no atendimento à pessoa custodiada, garantindo acolhimento e encaminhamentos adequados já no primeiro contato com o Judiciário. Siqueri também enfatizou o fortalecimento da atuação interinstitucional entre Tribunal de Justiça, Poder Executivo, Ministério Público e Defensoria Pública, permitindo uma resposta mais eficiente e humanizada.

No período vespertino, a socióloga Jamile Carvalho, doutoranda em Ciências Sociais, apresentou o Serviço de Atendimento à Pessoa Custodiada (Apec), idealizado pelo CNJ e acompanhado pela Secretaria Nacional de Políticas Penais. Segundo explicou, trata-se de um serviço penal que deve estar integrado à gestão de Políticas de Alternativas Penais, voltado à promoção da proteção social e para o fortalecimento das audiências de custódia.

Além de atender o próprio custodiado, é um serviço que também se presta ao acolhimento de suas famílias, prestando informações a essas pessoas. O modelo ainda funciona como suporte técnico à magistratura, contribuindo para subsidiar decisões no momento das audiências.

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De acordo com a formadora, o serviço é executado por equipe multidisciplinar e prevê atendimento social no contexto das audiências de custódia. Entre os objetivos estão a garantia de proteção integral, a prestação de cuidados emergenciais, a apresentação de informações sobre o contexto de vida e saúde da pessoa custodiada e a ampliação do acesso à informação por parte de seus familiares.

Assista aqui à formação completa, com mais detalhes sobre o serviço Apec. https://www.youtube.com/live/kzSBEzk2gbE

Cronograma

O primeiro módulo foi ofertado nos dias 29 e 30 de abril, das 9h às 12h e das 13h30 às 18h30, e teve como formadora a juíza Laryssa Angélica Copack Muniz, do Tribunal de Justiça do Paraná.

Na ocasião, ela explicou que o programa Pena Justa é uma resposta estratégica do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) à decisão do Supremo Tribunal Federal sobre o estado das prisões brasileiras. Segundo a magistrada, o curso visa qualificar a atuação de magistrados e magistradas para reverter esse estado identificado pelo STF no sistema carcerário brasileiro.

Clique neste link para ler matéria completa sobre a primeira aula.

Já o segundo módulo foi ofertado no período de 11 a 15 de maio, na modalidade EAD, por meio da plataforma Moodle (4 horas-aula de carga horária), com foco na prevenção à tortura e saúde mental, também sob a responsabilidade da magistrada Laryssa Muniz.

Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.

Autor: Lígia Saito

Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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