Várzea Grande

Ação social com ônibus de concessionária em Várzea Grande vira alvo de apuração

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Uma ação social realizada em Várzea Grande utilizando ônibus pertencente a uma concessionária do transporte coletivo passou a ser alvo de questionamentos e deve ser apurada pelos órgãos competentes diante de possíveis irregularidades envolvendo o uso da estrutura concessionada em atividade de caráter político-social.

O caso ganhou repercussão após imagens e vídeos do evento circularem nas redes sociais, mostrando um ônibus da empresa concessionária sendo utilizado durante a realização da ação. A situação levantou dúvidas sobre eventual desvio de finalidade do serviço público concedido e possível utilização indevida de bens vinculados ao sistema de transporte coletivo do município.

Nos bastidores políticos e administrativos de Várzea Grande, o episódio passou a ser tratado com preocupação, principalmente em razão das regras que regem contratos de concessão pública. Especialistas apontam que veículos vinculados à prestação de serviço essencial precisam seguir critérios rigorosos de utilização, já que operam mediante concessão custeada direta ou indiretamente pela população.

A repercussão ocorre em um momento de forte tensão política no município, marcado por sucessivas denúncias, disputas internas e questionamentos envolvendo contratos públicos, concessões e estrutura administrativa da cidade.

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Embora ainda não exista conclusão oficial sobre eventual irregularidade, a utilização do veículo em atividade fora da operação regular do transporte coletivo pode gerar análise sobre possível afronta aos princípios da legalidade, impessoalidade e finalidade pública previstos na administração pública.

O episódio também reacende discussões sobre fiscalização dos contratos de concessão em Várzea Grande e sobre os limites da utilização institucional de bens públicos ou vinculados a serviços públicos delegados à iniciativa privada.

A situação, segundo a denúncia, levanta suspeita porque a União Transportes opera o serviço público de transporte coletivo no município desde 2001, após vencer licitação, e mantém contrato de concessão com a Prefeitura. “Como pode uma prestadora de serviço público, uma empresa que está sujeita à fiscalização do poder legislativo, doa, empresta ou cede um ônibus todo adesivado para ações do presidente da Câmara e qual a isenção na fiscalização do transporte coletivo público?”, questionou o denunciante.

Em nota, a concessionária alega caráter social do veículo

A União Transportes afirmou desenvolver ações sociais no município e disse que disponibiliza um ônibus para apoio a iniciativas comunitárias, conforme demanda e disponibilidade. Segundo a empresa, o veículo é utilizado principalmente para transporte em cortejos fúnebres e atividades de entidades como igrejas e associações, sendo destinado a ações de interesse coletivo.

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A concessionária ainda ressaltou que o ônibus mencionado não integra a frota operacional vinculada ao contrato de concessão firmado com o município.
“As ações reforçam o compromisso social da União Transportes com a população de Várzea Grande, contribuindo não apenas para a mobilidade urbana, mas também para iniciativas que promovem inclusão social e participação comunitária”, declarou.

Assessoria do vereador nega irregularidade

Já a assessoria do presidente da Câmara, Wanderley Cerqueira, negou qualquer irregularidade no uso do veículo e afirmou que a relação com a empresa é “exclusivamente institucional”.Segundo a manifestação, não houve utilização de recursos públicos nem promoção pessoal, e a iniciativa não compromete a atuação fiscalizatória do Legislativo.A assessoria também destacou que:

• Os custos operacionais são arcados pela empresa;

• Não há uso da estrutura da Câmara Municipal;

• O veículo foi disponibilizado mediante autorização formal;

• As ações possuem caráter social e comunitário.

 

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Várzea Grande

CAPS TM III promove palestra sobre saúde mental e reforça importância da escuta e do acolhimento

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Em alusão ao Setembro Amarelo, o CAPS TM III realizou nesta sexta-feira (18) uma palestra voltada aos pacientes da unidade, com orientações sobre saúde mental, prevenção ao suicídio e a importância de estar atento aos sinais apresentados por familiares e amigos.

Durante o encontro, a psicóloga Dra. Eliane Mansour destacou que buscar ajuda profissional não deve ser visto como sinal de fraqueza e que não é preciso esperar o sofrimento chegar a um estágio grave para procurar atendimento.

“A pessoa que procura ajuda já está, muitas vezes, em um estágio em que não consegue se regular. Essa fragilidade precisa ser validada. Saúde mental ainda é muito incompreendida e muitas pessoas associam o tema à loucura, mas não é isso”, explicou.

Segundo a psicóloga, procurar ajuda também é uma oportunidade de autoconhecimento e cuidado. “Nem sempre é necessário estar em um estágio muito ruim para procurar ajuda. O sofrimento é particular e, muitas vezes, invisível. Reconhecer essa fragilidade e buscar apoio é uma forma de cuidado”, acrescentou.

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O psiquiatra Dr. Jaime Benevides também participou da conversa e chamou a atenção para os comportamentos que podem esconder um sofrimento emocional. Ele falou sobre a chamada “falsa alegria” e sobre como a sociedade atual, marcada pela competitividade, pelo consumo e pela exposição constante nas redes sociais, pode criar uma imagem de felicidade que nem sempre corresponde à realidade.

“Precisamos estar alertas conosco mesmos e com a nossa saúde mental. É preciso estar atento ao que vemos, ouvimos, sentimos, pensamos e falamos e, acima de tudo, ao que fazemos”, orientou.

Durante a palestra, o profissional reforçou ainda a importância de observar mudanças de comportamento, como isolamento, alterações na forma de falar ou de se relacionar, e outros sinais que possam indicar que alguém está passando por um momento difícil.

A orientação é que familiares e amigos pratiquem uma escuta ativa, demonstrem presença e acolhimento e, quando necessário, ajudem a pessoa a buscar atendimento com um profissional de saúde.

Após a palestra, a equipe do CAPS preparou um lanche para os pacientes, encerrando o momento de conversa e acolhimento de forma leve e descontraída.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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