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Desembargadora fala sobre trajetória e equidade de gênero no TRT de Mato Grosso

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DA CASA – Após quase 30 anos de dedicação à Justiça do Trabalho, Eleonora Lacerda tomou posse como desembargadora em maio deste ano. Para falar dessa trajetória, a magistrada participa do programa TRT Entrevista e conta sobre as mudanças ocorridas nas últimas três décadas, as diferenças de atuação entre o 1º e o 2º grau e a importância da equidade de gênero no Tribunal.

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A Entrevista da Semana vai ao ar todas as segundas na rádio TRT FM, dentro do programa Estúdio 104, e ao longo da programação. Para ouvir, basta sintonizar a frequência 104.3MHz (região metropolitana de Cuiabá) ou acessar o endereço www.trtfm.com.br. Também é possível ouvir através de sites como RadiosNet e outros serviços semelhantes.

Confira os principais trechos:

Qual foi a sensação de ter tomado posse pela primeira vez no TRT de Mato Grosso? 

Eu entrei no Tribunal em 1993, costumo dizer que foi o meu primeiro emprego formal, eu até fazia uma coisa ou outra, dava uma aula particular, mas meu primeiro trabalho foi aqui. Eu fiz o primeiro concurso do Tribunal, ainda de nível médio, fui nomeada com 18 anos para ser servidora e passei quatro anos como recepcionista até conseguir entrar na magistratura.

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Como foi ingressar na carreira de juíza do trabalho?

Comecei trabalhando na recepção da Presidência, na área administrativa, mas conheci pessoas que me incentivaram a ir adiante. Nessa época, eu já estudava direito e me espelhei em pessoas que eram exemplo pra mim. Depois que eu saí da Presidência fui trabalhar no gabinete da desembargadora Maria Berenice, ali eu aprendi muito e defini o que eu queria para a minha vida.

Quais foram as mudanças na magistratura e no Tribunal entre aquele período?

A grande mudança, quando eu entrei na magistratura para agora, é decorrente do engrandecimento físico do Tribunal. Era um Tribunal pequeno com poucas varas que, naquela época, nem chamavam varas ainda, chamavam Junta de Conciliação e Julgamento. Eram poucas juntas, poucos juízes, poucos servidores e a gente se reunia toda semana para discutir as questões mais interessantes. O contato físico entre os juízes e os servidores era algo familiar porque não havia nem celular na época.

Hoje o espaço é enorme, a gente quase não se encontra com outras pessoas, mas por outro lado, temos facilidade de se comunicar pelos meios digitais.

Qual a diferença no trabalho de um juiz de primeira instância e um magistrado que atua no Tribunal?

Quando existe uma ação trabalhista entre o empregado e o empregador e esse problema vem parar na justiça, o empregado entra com a ação contra o empregador para tentar receber algum direito seu que foi violado. Se não chegarem a um acordo, quem decide aquela questão é o juiz de primeiro grau. Ele vai dar a sentença para dizer se esse empregado tem aquele direito ou não.

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Se a sentença insatisfaz o empregado ou o empregador, ambos têm o direito de uma segunda decisão, recorrendo para uma instância acima do juiz, conhecida como segundo grau. Nela, é o Tribunal quem toma a decisão, dada por uma turma de desembargadores. No nosso Tribunal, por exemplo, são duas turmas. Esses magistrados se reúnem e decidem se a sentença daquele juiz de primeiro grau estava adequada ou não àquelas provas que estavam no processo.

Agora o Tribunal conta com quatro homens e quatro mulheres. Como avalia a equidade de gênero alcançada com sua chegada?

Eu fiquei muito feliz em estar fazendo parte disso, sabendo que a minha entrada no Tribunal trouxe essa igualdade entre os desembargadores e é claro que as discussões, especificamente as que dizem respeito à mulher, vão ser tomadas de forma bastante equilibrada. A gente consegue evoluir nesse princípio que está sendo buscado pela própria evolução da sociedade brasileira.

Fonte: TRT – MT

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TRT/MT prorroga validade do concurso para servidor até 2026

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O Tribunal Pleno do TRT de Mato Grosso decidiu, em sessão realizada na quinta-feira (21), prorrogar por mais dois anos a validade do concurso público para provimento de cargos de servidor, realizado em setembro de 2022.

Homologado em dezembro daquele ano, o atual concurso perderia a validade no próximo dia 8 de dezembro. A previsão de prorrogação consta do edital do concurso.

A proposta de prorrogação foi aprovada pelo Tribunal Pleno considerando “os princípios da economicidade e do interesse público, pela adoção de medidas que possam impedir e/ou amenizar desgastes e perdas de recursos orçamentários despendidos para a realização dos certames”.

(Comunicação Social – TRT/MT)

Fonte: TRT – MT

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