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TJ ratifica protocolo e inicia capacitação para gestores escolares no combate à violência de gênero

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), por meio da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher-MT), irá ratificar nesta quinta-feira (15 de agosto) o Protocolo de Intenções para realização do Concurso Escolar “A escola ensina, a mulher agradece”, que marcará a capacitação “O Papel da Educação no Enfrentamento da Violência Contra a Mulher” destinada a gestores e diretores da rede estadual e municipal de ensino. O evento será realizado na sede do Judiciário, em Cuiabá.

A formação tem como objetivo capacitar gestores da rede estadual e municipal para atuarem como multiplicadores do conhecimento nas escolas, fortalecendo a prevenção e o enfrentamento à violência de gênero por meio da educação.

Programação

A abertura ocorrerá com a ratificação do Protocolo de Intenções às 8h40, com a presença de autoridades do TJMT e instituições parceiras. Às 10h20 a primeira palestra aborda “Violência contra a Mulher: O que é – Causas, Consequências e Tipos de Violência Doméstica e Familiar”, com a presidente da Academia Mato-grossense de Direito, Dinara de Arruda Oliveira. Às 11h20, a juíza da Primeira Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Cuiabá, Ana Graziela Vaz de Campos Alves Correa apresenta a palestra “Origem Histórica da Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher”.

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A programação da tarde inicia às 14h com a palestra “A Denúncia dos Atos de Violência contra a Mulher”, ministrada pela delegada de polícia titular da Delegacia Especial em Defesa da Mulher de Cuiabá, Judá Maali Pinheiro Marcondes, seguida às 15h pela palestra “Medidas Protetivas: a proteção da vida das Mulheres”, com a promotora de Justiça, Claire Vogel Dutra. Em seguida, o juiz da Segunda Vara Especialziada de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher da Capital, Marcos Terêncio Agostinho Pires fala sobre “Estatísticas e Interseccionalidade da Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher”. Encerrando a programação, às 17h a juíza Tatyana Lopes de Araújo Borges, também da Segunda Vara de Violência Doméstica de Cuiabá, aborda “Como Elaborar a Produção Cultural sobre a Violência contra a Mulher”.

Educação como ferramenta de transformação

A intenção é que com a capacitação dos profissionais da educação haja a difusão de uma cultura de prevenção que se espalha pelas salas de aula e chega às famílias e comunidades.

O projeto cumpre a Lei Federal nº 14.164/2021, que institui a Semana Escolar de Combate à Violência contra a Mulher, e integra o Plano de Gestão 2025-2026 do TJMT. Além da capacitação, prevê palestras nas escolas e a realização do Concurso Escolar, que contará com categorias como dissertação, poesia, carta fictícia, música e produção teatral ou audiovisual.

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A iniciativa busca sensibilizar estudantes, professores e comunidades para a importância do respeito e da valorização das mulheres, contribuindo para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária.

Autor: Dani Cunha

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Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

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Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Evento rememora primeira condenação do Brasil por violação dos direitos humanos

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Magistrados (as) e servidores (as), especialmente integrantes dos Grupos de Monitoramento e Fiscalização (GMFs) e dos Comitês Estaduais Interinstitucionais de Monitoramento da Política Antimanicomial(CEIMPAS), estão convidados a participarem do evento “20 anos da sentença da Corte Interamericana de Direitos Humanos no Caso Ximenes Lopes vs. Brasil: memória, reparação e compromisso do Estado brasileiro com o cuidado”. O evento, promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), será realizado no dia 27 de julho, às 16h, em formato virtual, com transmissão pelo canal do CNJ no Youtube, pelo link: https://yputu.be/BDGQLyuGO5k. A atividade relembra os 20 anos da sentença da primeira condenação do Estado brasileiro pela Corte Interamericana de Direitos Humanos.

Além de resgatar a memória e a relevância histórica da decisão, o evento promoverá um debate acerca dos avanços e desafios da implementação da Política Antimanicomial do Poder Judiciário, instituída pela Resolução CNJ nº 487/2023, reunindo representantes do Sistema de Justiça, da academia, de organismos internacionais, dos movimentos sociais e da gestão pública.

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Na programação consta a realização da mesa “Das Recomendações da Corte à Resolução CNJ nº 487/2023: o que mudou em 20 anos?”, destinada à reflexão sobre os impactos da sentença na construção das políticas públicas de saúde mental e nos processos de desinstitucionalização desenvolvidos no país.

Além de magistrados e servidores da Justiça Estadual, o convite, encaminhado ao supervisor do Grupo de Monitoramento e Fiscalização (GMF) do sistema penitenciário do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargador Orlando Perri, é estendido aos profissionais da Rede de Atenção Psicossocial (RAPs), representantes do Ministério Público, da Defensoria Pública e demais instituições parceiras envolvidas na implementação da Política Antimanicomial do Poder Judiciário.

Resumo do caso – O “Caso Ximenes Lopes versus Brasil” foi um processo internacional julgado em agosto de 2006 pela Corte Interamericana de Direitos Humanos contra o Brasil pela violação dos direitos humanos de Damião Ximenes Lopes. O Estado brasileiro foi acusado de violar os direitos previstos nos artigos 4 (direito à vida), 5 (à integridade pessoal), 8 (garantias judiciais) e 25 (proteção judicial) da Convenção Americana sobre Direitos Humanos. Damião Ximenes Lopes morreu no dia 4 de outubro de 1999, na Casa de Repouso Guararapes, vítima de tortura. Em 22 de novembro de 1999, Irene Ximenes Lopes Miranda, irmã de Damião, apresentou petição denunciando os fatos e a falta de investigação e punição dos responsáveis.

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Autor: Nadja Vasques

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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