Tribunal de Justiça de MT

Projeto Nosso Judiciário leva conhecimento sobre direitos e justiça a alunos em Várzea Grande

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Conhecimentos jurídicos, com esclarecimento sobre o que é ciberbullying, injúria, difamação e direitos do consumidor, foram alguns dos aprendizados adquiridos por alunos da Escola Estadual Prof. Vanil Stabilito, em Várzea Grande, na manhã desta terça-feira (12 de agosto). Esta é a segunda vez que a unidade escolar recebe o Projeto Nosso Judiciário do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, que aproxima a Justiça da comunidade com trabalhos voltados para estudantes do ensino médio, fundamental e acadêmicos de Direito.

 Vários estudantes, a maioria vestindo camisetas azuis, estão sentados em mesas, participando de uma palestra. Alguns olham para frente, para a pessoa que está falando, enquanto outros conversam ou olham para baixo, onde estão folhetos sobre a mesa. A cena é de uma atividade educativa em grupo.A diretora da escola, Leyde Laura de Souza, ressaltou a relevância da ação. “A palestra de hoje foi muito significativa, pois muitos dos nossos alunos não têm acesso a esse tipo de informação. Eles aprenderam sobre o papel do Tribunal de Justiça, seus direitos e deveres, e poderão levar esse conhecimento para os pais, discutindo em casa”.

Conforme a educadora, posteriormente, os conteúdos serão trabalhados com os professores em sala. “Esse tipo de ação aproxima a Justiça das crianças e deve acontecer com frequência, fortalecendo a parceria entre o Tribunal de Justiça e as escolas”, destacou.

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A câmera foca em um folheto informativo aberto sobre uma mesa, que é segurado por duas mãos. O folheto mostra duas ilustrações: uma de um grupo de pessoas em frente a um tribunal e outra de um juiz em seu gabinete. Durante a visita, os estudantes participaram de uma palestra interativa e receberam cartilhas ilustradas, elaboradas em linguagem simples e adequada à faixa etária, com exemplos do cotidiano. Entre os temas abordados no encontro estavam ciberbullying, injúria, difamação, drogas, direitos do consumidor e Justiça gratuita.

Os alunos aprovaram a iniciativa. Maria Eduarda da Silva, 13 anos, do 7º A, contou que nunca tinha tido contato com esse tipo de conteúdo. “Achei a palestra muito boa. Aprendi o que é um juiz, algo que eu não sabia. O que mais gostei foi quando ele explicou sobre o que faz um juiz e como funciona o trabalho na Justiça. Quero ser policial quando crescer e achei interessante saber que também existem muitos policiais trabalhando nos fóruns”, disse.

Esta imagem mostra uma visão de trás de uma grande plateia de estudantes. Eles estão sentados em fileiras, com suas costas voltadas para a câmera, ouvindo uma apresentação. A sala é ampla, com um teto de estrutura metálica e paredes azuis, e ao fundo, um grupo de adultos supervisiona a atividade.Para Pedro Henrique do Nascimento, também de 13 anos e estudante do 7º ano, a manhã foi de aprendizado. “Aprendi qual é a função da Justiça, que é resolver os conflitos. Eu não conhecia a Justiça antes, mas agora conheço”, afirmou.

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Com a visita, o Projeto chega à 155ª escola, somando 35.510 alunos impactados desde sua criação, em 2015.

Autor: Priscilla Silva

Fotografo: Eduardo Guimarães

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Mulheres da Cadeia Pública Feminina de Cáceres transformam vivências em versos

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Vista de cima, uma mulher de blusa rosa escreve em um caderno de capa vermelha. Na mesa de vidro, há folhas impressas e os livros “Aqui, escrever não é tarefa, é respiro, é desabafo que sangra em palavras.” Os versos são de uma mulher privada de liberdade na Cadeia Pública Feminina de Cáceres e foram apresentados nesta quarta-feira (3) durante a capacitação virtual Práticas de Leitura no Sistema Prisional e Remição da Pena, promovida pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso, em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) e a Secretaria de Estado de Justiça (Sejus-MT).

A professora Eliene Rocha Pereira apresentou as boas práticas do projeto “Remição pela Leitura: eu, leitora de mundo dentro dos muros”, desenvolvido junto com a professora Aline Aparecida Rocha. A iniciativa transforma os relatos de vida das detentas em poesia e, segundo Eliene, surpreendeu até as próprias participantes. “Esse trabalho mostrou que as meninas têm potencial para fazer as coisas. Quando eu mostrei o resultado para elas, foi uma satisfação muito grande ver que gostaram”, contou a professora durante a apresentação.

Inspiração e metodologia

O projeto nasceu inspirado na escritora Carolina Maria de Jesus, autora de Quarto de Despejo, que registrou em palavras a dureza de sua vida na favela. As detentas se identificaram com a trajetória da escritora a ponto de manifestarem interesse em ler o livro, desejo que ainda não foi possível atender.

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O trabalho seguiu cinco etapas: apresentação do projeto e diálogo sobre a importância da escrita; leitura e reflexão sobre as obras de Carolina Maria de Jesus; produção de relatos sobre experiências de vida dentro e fora da prisão; transformação dos relatos em poesias com o apoio de inteligência artificial; e socialização dos poemas em eventos e murais pedagógicos.

Eliene explicou que organizou e corrigiu os textos produzidos pelas participantes, preservando os pensamentos e a voz de cada uma. “Eu dei uma organizada no texto, porque elas erravam muitas palavras, mas os pensamentos e a história delas foram mantidos”, disse.

A voz que não se cala

Um dos poemas apresentados, de autora identificada como E. S. Freitas, retrata com força a convivência no sistema prisional, a desconfiança, a solidão, as hierarquias invisíveis e, ao mesmo tempo, a resistência e o aprendizado. Em seus versos, a autora escreve sobre conhecer sotaques e culturas de diferentes estados, sobre não abaixar a cabeça e não perder a humanidade: “Essa é minha voz ecoando entre muros que tentam calar, mas não consegue.”

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Para Eliene, o significado do projeto vai além da escrita. “Esse projeto quer mostrar que mesmo dentro dos muros da prisão existem histórias importantes que precisam ser contadas e ouvidas”, afirmou.

Sobre a capacitação

A capacitação Práticas de Leitura no Sistema Prisional e Remição da Pena é uma realização conjunta do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF/TJMT), da Coordenadoria de Educação de Jovens e Adultos (Coeja/Seduc-MT) e do Núcleo de Educação no Sistema Penitenciário (NESP/Sejus-MT). A coordenação está a cargo do juiz auxiliar do GMF, Pierro de Faria Mendes.

O evento tem como objetivo capacitar professores, pedagogos e outros profissionais para a implementação de práticas de leitura no sistema prisional, em alinhamento com o Plano Nacional de Fomento à Leitura no Sistema Prisional e com a Resolução CNJ nº 391/2021.

Autor: Roberta Penha

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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