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Poder Judiciário moderniza computadores e aprimora atendimento nas comarcas

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Atendimento ágil, eficiente e seguro. Esta é a meta do Poder Judiciário de Mato Grosso que está realizando a substituição dos computadores de mesa por novos equipamentos. A distribuição das máquinas teve início no começo de fevereiro, com o atendimento gradativo das 79 comarcas no interior do Estado e unidades judiciárias de Primeira e Segunda Instância, que atuam diretamente na prestação de serviços ao cidadão.
 
O trabalho é realizado pela Coordenadoria de Tecnologia da Informação (CTI) do Tribunal de Justiça. Serão substituídos computadores com cinco anos ou mais de tempo de uso, que mesmo em condições de trabalho, já não são capazes de desempenhar as tarefas do dia a dia com a mesma agilidade e eficiência. A entrega dos novos equipamentos deve ser concluída até o final de março.
 
Com a modernização, o Poder Judiciário de Mato Grosso cumpre o Plano Diretor de Tecnologia da Informação e Comunicação (PDTIC), que em consonância com a Resolução 370/2021 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), tem como meta promover a melhoria da governança, da gestão e da colaboração tecnológica, visando direcionar e propiciar a eficiência, eficácia, efetividade e economicidade dos órgãos, com o objetivo de maximizar os resultados com a otimização de recursos.
 
Segundo o gerente de Ativos de Microinformática da CTI, Márcio Ciríaco, “a permanência de equipamentos depreciados com longos anos de uso e que já não conseguem mais receber atualizações, têm um alto potencial de comprometer o desempenho e a funcionalidade das atividades diárias, deixando principalmente, a rede vulnerável a ataques cibernéticos”.
 
A substituição dos equipamentos também cumpre a meta mínima de manter 85% do parque tecnológico atualizado, garantindo eficiência operacional da rotina de trabalho, a manutenção das políticas de segurança da informação, ao mesmo tempo, que prioriza o bem-estar e a valorização de magistrados e servidores.
 
“Somada a segurança e a integridade das informações, uma das grandes metas do Poder Judiciário é garantir bem-estar e maior qualidade na rotina de trabalho de magistrados e servidores”, frisou Thiago Apolônio, assessor de Projetos do Departamento de Suporte da CTI.
 
Compromisso com a sustentabilidade – Os equipamentos considerados inservíveis pela administração deverão ser encaminhados para o procedimento de baixa do patrimônio, e posterior descarte adequado. Os materiais eletroeletrônicos produzidos pelas comarcas deverão ser encaminhados para o Programa de Recondicionamento de Equipamento Eletrônico (Recytec), que funciona na Escola Técnica Estadual (ETE), no bairro Carumbé.
 
A logística para o envio dos equipamentos é realizada pela própria Recytec. A ação só é possível graças à parceria firmada entre o Tribunal de Justiça de Mato Grosso, por meio do Núcleo de Sustentabilidade, e a Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci), gestora do Recytec.
 
Inclusão digital – O compromisso com o cidadão vai além do atendimento da Justiça. Os equipamentos passíveis de reaproveitamento e em bom estado de uso, poderão ser doados para o atendimento de programas públicos de inclusão digital desenvolvidos pela comunidade. Poderão ser contemplados com a doação de computadores, instituições e entidades de atendimento público e filantrópico, igrejas, associações de bairro, escolas, creches, bibliotecas públicas, centros comunitários, organizações espíritas, e também órgãos públicos, como Polícia Militar, Polícia Ambiental, entre outros.
 
Os interessados em solicitar a doação dos computadores, deverão realizar os pedidos por meio do Protocolo Administrativo Virtual (PAV).
 
O aproveitamento consciente dos equipamentos também atende a Resolução 508 do CNJ, que alinhada a Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU), busca pela promoção de uma sociedade pacífica, inclusiva e com acesso à Justiça.
 
Naiara Martins
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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42º Gemam reforça atualização da magistratura diante de desafios sociais complexos

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Homem com cabelos grisalhos e barba, fala direcionando o olhar para baixo e para a esquerda. Ele usa paletó azul e camisa social cinza. Um microfone da A evolução constante da sociedade e o surgimento de novos desafios exigem do Poder Judiciário uma resposta igualmente dinâmica e qualificada. Com esse enfoque, o desembargador Márcio Vidal, diretor da Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), abriu o 42º Encontro do Grupo de Estudos da Magistratura de Mato Grosso (Gemam) ao destacar que a busca por conhecimento é contínua e essencial para enfrentar problemas sociais que acompanham o avanço do tempo.

A afirmação de Vidal sintetiza o espírito do encontro realizado na última sexta-feira (19 de junho), no Tribunal do Júri de Rondonópolis, que reuniu magistrados(as) em uma programação técnica voltada à discussão de temas atuais e sensíveis à prestação jurisdicional.

Na abertura do encontro, o desembargador ressaltou que o Judiciário precisa acompanhar as transformações sociais, que evoluem junto com o avanço tecnológico, mas também trazem novos problemas.

Ao comentar a temática da palestra inicial, intitulada “Juventude em risco: O desafio das drogas no portão da escola e a proteção da vida por meio da internação compulsória para todos”, Vidal chamou atenção para a complexidade da questão das drogas entre jovens, classificando-a como um tema bastante sensível para toda a sociedade. Segundo o desembargador, o papel do Judiciário é justamente se manter atento e buscar constantemente novos modelos de atuação.

Homem de cabelos escuros e curtos, vestindo paletó azul e camisa branca, concede entrevista olhando para o lado esquerdo. Um microfone preto aparece em primeiro plano e o fundo está desfocado.Representando a Corregedoria-Geral da Justiça, o juiz auxiliar Jorge Alexandre Martins Ferreira reforçou o apoio institucional ao evento e destacou o impacto da atualização contínua na qualidade das decisões. “É muito importante que o juiz se qualifique vendo coisas novas”, afirmou, ao comentar a relevância da palestra com o psiquiatra convidado, Diego de Souza Vacari.

Ferreira acrescentou que o contato com dados atuais permite compreender melhor a realidade social, citando como exemplo a evolução do potencial das drogas ao longo das décadas. “São fatos que a gente vê no dia a dia e que mostram que precisamos estar sempre reaprendendo”, completou.

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Construção coletiva fortalece a magistratura

Mulher de cabelos longos e escuros fala ao microfone. Ela veste blazer off-white e brincos de argola. Ao fundo, um painel verde exibe a imagem da estátua da Justiça com a balança.A proposta do Gemam como espaço de construção coletiva foi enfatizada pela coordenadora do grupo, juíza Alethea Assunção Santos. Segundo ela, o diferencial está na produção acadêmica conduzida pelos próprios magistrados(as). “A construção é feita pelos próprios juízes e, a partir das discussões, são elaborados enunciados orientativos para a prestação jurisdicional. Isso é muito importante porque enriquece o nosso trabalho, enriquece a prestação jurisdicional e serve como capacitação profissional e também pessoal para os magistrados de Mato Grosso”, explicou.

Ela destacou ainda que os temas debatidos refletem diretamente os desafios enfrentados nas unidades judiciais. “São dificuldades que encontramos no dia a dia da prestação jurisdicional e, a partir desses debates, conseguimos levar mais segurança para as decisões”, pontuou, ressaltando que o resultado é um serviço mais qualificado à população.

Mulher de cabelos escuros e batom vermelho sorri ao conceder entrevista. Ela veste blusa verde-escura sem mangas. Um microfone da A realização do encontro em Rondonópolis foi celebrada pela juíza diretora do Foro, Aline Bissoni, que destacou a importância institucional do evento. “É uma honra receber o Gemam, um grupo que realmente traz temas muito relevantes para o nosso desenvolvimento”, afirmou. Para ela, a abordagem interdisciplinar amplia a visão dos magistrados sobre questões complexas.

Atuando na área criminal, a magistrada destacou o impacto prático do conteúdo apresentado. “Ouvir o psiquiatra falar de forma técnica sobre os malefícios das drogas e como elas se tornaram mais nocivas faz toda a diferença para que possamos julgar melhor”, disse.

Homem de óculos fala ao microfone, gesticulando com a mão esquerda. Ele veste terno escuro, camisa clara e gravata amarela listrada. Ao fundo, uma parede verde e um banner com a deusa da justiça.No campo interdisciplinar, o psiquiatra Diego Vacari, responsável pela palestra de abertura, enfatizou a importância do diálogo entre diferentes áreas. Ele destacou como positiva a aproximação da magistratura com o tema. “A magistratura está cada vez mais interessada nessa situação, e isso é fundamental para desmitificar e aproximar saúde mental e justiça”, afirmou.

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Vacari alertou ainda para o aumento do consumo de drogas entre crianças e adolescentes, fenômeno que, segundo ele, ocorre em escala global. “Os jovens estão usando drogas cada vez mais cedo, muitas vezes dentro da escola ou nas proximidades”, disse. Para o especialista, o enfrentamento do problema depende de atuação conjunta. “Se não houver união entre saúde, justiça, segurança pública e educação, não vamos conseguir diminuir esses índices”.

Mulher de cabelos longos e ondulados fala ao microfone, com a mão direita fechada. Veste camisa estampada verde e branca e saia escura. Ao fundo, parede verde e pontas de mastros de bandeiras.Outro destaque foi o painel sobre litigância abusiva, no qual a juíza Cristiane Padim da Silva apresentou proposta para aprimorar o monitoramento de demandas predatórias. “A ideia é registrar a Recomendação 159 do CNJ nas decisões em que houver abuso do direito de ação, para que possamos traçar estratégias mais eficientes”, explicou. Segundo ela, a medida busca garantir que o sistema de justiça seja mais acessível a quem realmente precisa. A magistrada também ressaltou a importância do encontro como espaço de troca. “A gente sai daqui cheio de ideias, de motivação, com mais preparo para a atuação diária”, afirmou.

Além das discussões sobre saúde mental, drogas e litigância abusiva, o 42º Gemam contou ainda com painéis voltados a outros temas relevantes para a atuação jurisdicional. Foram abordados o controle judicial do orçamento público e a aplicação de emendas parlamentares frente à discricionariedade e abuso de poder, o tratamento ambulatorial e as medidas de segurança aplicáveis a réus com doença mental, bem como o conceito e as implicações da chamada “purga da mancha probatória”.

Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.

Autor: Lígia Saito

Fotografo: Rodrigo Moura

Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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