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Parceria com TJMT gera frutos e transforma vidas em 17 anos de fundação da Ampara

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Auditório cheio acompanha apresentação no púlpito do projeto Ampara. Em destaque, slide sobre grupo pós-adoção. Participantes observam atentos, enquanto instrumentos musicais aparecem ao lado do palco.Milhares de vidas transformadas e centenas de famílias formadas pela via adotiva foram destaques no Encontro de Voluntários da Ampara, realizado nesta terça-feira (3 de março), na Escola dos Servidores do TJMT. Autoridades, agentes, pais e filhos celebraram 17 anos de atuação conjunta em prol dos direitos da criança e do adolescente.

O berço de tudo é o trabalho do Poder Judiciário em prol da adoção. Ainda como servidora, Lindacir Rocha Bernardon atuou junto à Presidência do TJMT e à Comissão Estadual Judiciária de Adoção (Ceja) da Corregedoria-Geral da Justiça e, ao se aposentar em 2009, fundou a Associação Mato-grossense de Pesquisa e Apoio à Adoção (Ampara).

“A Ampara nasceu do entendimento de que adoção não é um ato isolado, é um processo humano jurídico e social. A primeira motivação foi o fato de eu ter três filhos por adoção. Sabendo das dores dos meus filhos, não queria que outras crianças passassem pelas mesmas dores. Nossa missão é contribuir para que cada criança tenha uma família”, afirmou Lindacir.


Do pré-natal à família acolhedora

Mulher fala ao microfone atrás de um púlpito com a marca Ampara, voltada ao apoio à adoção e convivência familiar. Participantes sentados assistem à apresentação em ambiente de auditório.

O primeiro projeto, Pré-Natal da Adoção, assegurado pela Lei 12.010/2009 e que prepara as pessoas para o ato de adotar, passou a ser obrigatório para os pretendentes em Cuiabá e Várzea Grande, com seis encontros temáticos. Atualmente, Sinop, Primavera do Leste, Cáceres, Mirassol D’Oeste e outras sete comarcas oferecem a formação à distância (EAD), além de 11 estados brasileiros. Foram mais de 3 mil pessoas certificadas.

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Desde então, houve muitos avanços, ações e projetos: Gestão Adotiva, grupos de pós-adoção, Adoção na Escola, Busca Ativa, e o mais recente, Família Acolhedora. “As crianças vão estar em família e não institucionalizadas no momento mais difícil da vida delas. Os projetos que o Tribunal de Justiça tem feito com a Ceja têm diminuído essa dificuldade do encontro dos corações”, ressaltou a presidente da Ampara, Daisy Guilem.

Juíza Anna Paula. Mulher de cabelos lisos, castanhos escuros e longos, veste blusa branca de mangas longas e gola alta. Sorri suavemente, olhando para a câmera, transmitindo simpatia e profissionalismo.

Para a juíza auxiliar da Corregedoria-Geral da Justiça (CGJ), Anna Paula Gomes de Freitas, a parceria firmada entre o Tribunal de Justiça e a Ampara fortalece ações essenciais em prol das crianças e adolescentes que aguardam um lar.

“Celebrar os 17 anos da Ampara é reconhecer uma história construída a muitas mãos, mas que tem suas raízes no compromisso do Poder Judiciário de Mato Grosso com a proteção integral de crianças e adolescentes. Mais do que números ou projetos, essa trajetória se revela nas vidas transformadas: crianças que encontraram famílias, pais e mães que descobriram novos sentidos para o amor e uma rede de apoio que se consolidou ao longo dos anos. A Ampara nasceu desse diálogo entre sociedade civil e Judiciário e se tornou um exemplo de como a cooperação institucional pode produzir mudanças reais e duradouras”, destacou a magistrada.


Encontro de almas

A biomédica Bárbara Saade, hoje com 24 anos, foi adotada aos 13 pela assistente social Eliacir Pedrosa e esposo e afirma que foi um encontro de almas. “O amor que meus pais tiveram por mim transformaram meu futuro. Se eles não tivessem me acolhido, talvez eu não estaria aqui como voluntária jovem, não teria me formado, não teria alcançado objetivos que hoje vejo como possíveis”, observou.

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A mãe, que tem dois filhos de origem e netos, conta que a rotina foi transformada com a chegada da filha pela adoção. “Os vínculos afetivos se entrelaçam e se fortalecem a partir dessa diferença, dessa chegada, dessa construção que é efetiva, afetiva e para sempre”, pontuou Eliacir.

Também estavam presentes o deputado estadual Diego Guimarães, a defensora pública Cleide Regina Ribeiro Nascimento, representando a Defensoria Pública-Geral; o ouvidor-geral da Defensoria Pública, Getúlio Pedroso Ribeiro; a presidente do IBDFM-MT, Emanouelly Moraes Costa Nadaf; o presidente do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Cedca), Iberê Pereira da Silva Júnior; a presidente do Conselho Municipal da Criança e do Adolescente(CMCDA), Ivete Carneiro de Souza; e a coordenadora social do Núcleo Quero Viver, Áurea Bertha.

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Autor: Lídice Lannes

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Esmagis-MT completa 41 anos com balanço positivo de 99 ações pedagógicas no biênio 2025/2026

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Neste sábado (13 de junho de 2026), a Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT) celebra 41 anos de criação (1985). A data marca também o balanço de quase 18 meses da atual gestão (biênio 2025/2026), período caracterizado pela continuidade das ações de formação e pelo fortalecimento das atividades pedagógicas voltadas aos juízes(as) e desembargadores(as), bem como aos profissionais que integram o sistema de Justiça e instituições parceiras.

A direção da Esmagis-MT é exercida pelos desembargadores Márcio Vidal, na função de diretor-geral, e Anglizey Solivan de Oliveira, como vice-diretora-geral (janeiro de 2025 a dezembro de 2026). A coordenação das atividades pedagógicas está sob responsabilidade do juiz Antônio Veloso Peleja Júnior, e a Secretaria-Geral é conduzida pela servidora Claudia Regina Duarte Bezerra Candia.

Ações formativas

De janeiro de 2025 a maio de 2026, a Escola realizou 99 ações pedagógicas, entre cursos, seminários, eventos e capacitações, totalizando 3.770 horas de formação.

Imagem de um homem de barba e cabelos grisalhos, que veste um terno cinza e olha para a câmera. Ele está em um ambiente externo com bastante vegetação ao fundo.O diretor-geral da Esmagis-MT, desembargador Márcio Vidal, destaca que os resultados apresentados não devem ser compreendidos apenas em sua dimensão numérica, mas principalmente como expressão de um processo mais amplo de amadurecimento institucional. “Ao longo desses quase 18 meses de gestão, buscamos preservar a continuidade das ações já consolidadas pelos meus antecessores, ao mesmo tempo em que promovemos ajustes necessários para que a Esmagis permaneça fiel à sua missão formativa em um cenário de constantes transformações”, pontua.

“A formação do magistrado, em nosso tempo, exige muito mais do que a atualização técnica: impõe uma postura intelectual aberta, sensível às mudanças sociais, às inovações tecnológicas e às complexidades humanas que atravessam a atividade jurisdicional. A Escola tem procurado afirmar-se como um espaço de reflexão qualificada, voltado não apenas à transmissão do conhecimento, mas à construção de um pensamento crítico e de inequívoca responsabilidade.”

Programação pedagógica

A programação da Esmagis-MT manteve alinhamento com as diretrizes da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados Ministro Sálvio de Figueiredo Teixeira (Enfam). No período, das 99 ações pedagógicas, foram realizados 19 cursos credenciados, correspondentes a 19% da programação. As atividades foram desenvolvidas nas modalidades presencial, híbrida, virtual e a distância (EAD), com o objetivo de ampliar o acesso à formação em todo o Estado.

A vice-diretora da Esmagis-MT, desembargadora Anglizey Solivan de Oliveira, ressalta a relevância da diversificação das modalidades e os resultados alcançados pela instituição até o momento. “A Esmagis tem ofertado um ciclo de trabalho consistente, marcado pelo comprometimento institucional e pela busca permanente de aprimoramento. Mais do que números, esses indicadores revelam a consolidação de uma política educacional que vem sendo construída com seriedade, planejamento e atenção às reais necessidades da magistratura”, salienta.

Mulher de longos cabelos pretos fala ao microfone em um púlpito de madeira clara, vestindo um blazer cinza. Ao fundo, uma tela de projeção exibe imagens antigas em preto e branco. No canto inferior do púlpito, há um pequeno emblema azul e dourado com a inscrição parcial Segundo a desembargadora, cada ação desenvolvida, cada participação registrada e cada hora de formação realizada traduzem um esforço coletivo voltado ao fortalecimento da atividade jurisdicional e à valorização do saber como instrumento essencial à prestação da Justiça. “Esse conjunto de resultados também reflete o engajamento da própria magistratura, que reconhece na Escola Superior da Magistratura um ambiente confiável para o seu desenvolvimento profissional e intelectual. Trata-se de um movimento que ultrapassa a mera dimensão administrativa e alcança um sentido muito mais amplo: o de contribuir para a construção de um Judiciário cada vez mais preparado, consciente de seu papel e comprometido com as transformações da sociedade.”

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Formação acadêmica stricto sensu

Em mais um ano, a Esmagis-MT manteve o apoio à formação acadêmica stricto sensu de magistrados(as), com participação em programas de mestrado e doutorado, em parceria com instituições de ensino superior. Atualmente, 19 magistrados integram programas de mestrado e 18 de doutorado.

O juiz coordenador das atividades pedagógicas, Antônio Veloso Peleja Júnior, ressalta a relevância da iniciativa. “O incentivo à formação acadêmica stricto sensu representa um compromisso institucional com a qualificação aprofundada da magistratura. Trata-se de uma política que ultrapassa a capacitação imediata, ao estimular a produção de conhecimento jurídico e o desenvolvimento de uma atuação jurisdicional cada vez mais fundamentada e refletida.”

O juiz Antônio Veloso Peleja Júnior, um homem pardo de cabelos grisalhos e barba aparada vestindo terno e gravata escuros, concede uma entrevista para a TV Justiça.Conforme o magistrado, a participação de magistrados e magistradas em programas de mestrado e doutorado contribui para o fortalecimento do pensamento crítico e para a construção de soluções mais consistentes diante das demandas contemporâneas do sistema de Justiça. “Ao investir nesse tipo de formação, a Esmagis reafirma seu papel não apenas como espaço de ensino, mas como ambiente de reflexão, pesquisa e desenvolvimento institucional.”

Ampla participação

A política de formação continuada registrou resultados expressivos no período. Em 2025, o programa alcançou 77,43% do quadro da magistratura, com 247 magistrados e magistradas capacitados. Destaca-se o elevado nível de engajamento, que superou o número de participantes individuais e atingiu 942 participações, evidenciando a adesão recorrente a múltiplas ações formativas.

Professor Vlademir gesticula enquanto ministra aula em uma sala com alunos. Os alunos estão sentados em meia lua e prestam atenção ao professor.No primeiro semestre de 2026, a tendência se mantém consolidada, com 165 magistrados(as) já envolvidos em atividades ofertadas pela Esmagis, o que representa 47% do corpo funcional capacitado até o momento, somando 723 participações no período.

A secretária-geral da Esmagis-MT, Claudia Regina Duarte Bezerra Candia, destaca a adesão às capacitações. “Mais do que um dado estatístico, esse engajamento dos magistrados e magistradas do Judiciário mato-grossense expressa o compromisso com o aprimoramento permanente e com a qualidade da prestação jurisdicional.”

Segundo a gestora, a participação registrada ao longo do biênio revela o reconhecimento da formação continuada como elemento indispensável ao exercício da jurisdição. “Os números alcançados refletem não apenas a procura pelas atividades promovidas pela Esmagis, mas também a credibilidade construída a partir de uma programação alinhada às necessidades da magistratura”, assinala.

Comunicação e presença digital

A presença digital da Esmagis-MT também foi ampliada no período, com forte produção audiovisual e jornalística voltada à divulgação de conteúdos jurídicos e institucionais. Ao longo do biênio, a Escola produziu 167 episódios de podcasts e programas temáticos, além de vídeos educativos e materiais para redes sociais, consolidando a comunicação como ferramenta estratégica de aproximação com a sociedade.

Cartaz digital para o 35º episódio de Entre os principais formatos, destacam-se o programa Por dentro da Magistratura, o podcast Explicando Direito, a série Entendendo Direito, a versão do Explicando Direito para o YouTube e o programa Magistratura e Sociedade, que abordam temas jurídicos de forma acessível e promovem o diálogo entre o Judiciário e a população. Os conteúdos foram produzidos com o objetivo de ampliar o alcance das ações institucionais, contribuindo para a difusão do conhecimento jurídico e o fortalecimento da confiança no sistema de Justiça.

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A produção jornalística institucional também registrou crescimento, com a publicação de 571 matérias no site oficial (janeiro de 2025 a maio de 2026) e intensificação da presença nas redes sociais.

A Esmagis-MT registrou crescimento expressivo em sua presença digital no primeiro semestre de 2026. Os dados levantados pela Assessoria de Comunicação apontam avanço significativo nas principais métricas do Instagram institucional (@esmagismt), com destaque para o aumento de 46% nas interações com o conteúdo publicado em comparação ao mesmo período de 2025.

Entre 1º de janeiro e 8 de junho de 2026, as publicações do perfil acumularam 385,2 mil visualizações, crescimento de 10,1% frente ao desempenho registrado no ano anterior. No total, foram publicados 635 conteúdos, entre posts, Reels, carrosseis e stories, que juntos alcançaram mais de 210 mil contas e geraram 13,6 mil interações, incluindo curtidas, comentários, compartilhamentos e salvamentos. O perfil também conquistou 882 novos seguidores no período, fortalecendo a base de audiência da instituição nas redes sociais.

Segundo a assessora de Comunicação da Esmagis-MT, jornalista Keila Maressa, a comunicação é uma ponte essencial entre o Judiciário e a sociedade, contribuindo para a transparência e para a compreensão do papel da magistratura, além de ampliar o acesso da população a informações claras e confiáveis.

Pluralidade de conteúdos formativos

As ações formativas desenvolvidas pela Esmagis-MT contemplaram temas diretamente relacionados à atividade jurisdicional e às demandas contemporâneas, com abordagem em áreas como tecnologia, direitos fundamentais, políticas públicas e sustentabilidade, evidenciando a preocupação institucional em oferecer uma formação abrangente, atualizada e interdisciplinar.

Segundo o diretor-geral, a definição desses conteúdos decorre de um processo criterioso de identificação das necessidades da magistratura, em diálogo permanente com as transformações sociais e institucionais que impactam o exercício da jurisdição. “A estruturação da programação formativa parte de uma leitura atenta e sistemática das demandas que emergem da prática jurisdicional, buscando não apenas acompanhar, mas também antecipar os desafios impostos pelo cenário contemporâneo. Trata-se de uma atuação orientada por uma perspectiva estratégica, na qual o conhecimento é compreendido como instrumento essencial para o fortalecimento institucional do Poder Judiciário.”

A pluralidade temática, explica o desembargador, não constitui apenas um dado quantitativo, “mas expressa uma concepção pedagógica comprometida com a formação de magistrados aptos a atuar com segurança, discernimento e responsabilidade diante da complexidade crescente das demandas judiciais.”

Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.

Autor: Lígia Saito

Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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