Tribunal de Justiça de MT

Núcleos de Solução de Conflitos elaboram propostas de enunciados durante evento em Chapada

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Como resultado do 1º Encontro de Nupemec´s (Núcleos Permanentes de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos) da região Centro-Oeste, realizado nos dias 05 e 06 de outubro, pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), as propostas de Enunciados elaboradas durante o encontro pelos quatro tribunais da região, foram lidas pela coordenadora do Nupemec-TJMT, Cristiane Padim da Silva. As propostas foram entregues pelo presidente do núcleo anfitrião, desembargador Mário Roberto Kono de Oliveira, por meio de ofício, ao presidente do Fonamec (Fórum Nacional da Mediação e Conciliação) juiz Gildo Alves de Carvalho Filho, do TJAM.
 
O encontro reuniu mais de cem magistrados e demais servidores de 12 estados, em Chapada dos Guimarães (65 km de Cuiabá), trocando experiências e informações sobre a Justiça autocompositiva desenvolvida em seus tribunais. Ao todo foram realizados sete painéis que debateram desde o uso da tecnologia para a realização das audiências de conciliação e mediação, até o assunto do momento: o superendividamento, passando pelo Cejusc da Saúde Pública.
 
Para o presidente do Nupemec do TJMT, desembargador Mário Roberto Kono de Oliveira, o saldo do evento foi altamente positivo tanto pelos temas importantes debatidos quanto pela participação e engajamento dos participantes, durante a troca de experiências. “O saldo foi positivo e ficou bem caracterizado pelo representante do Mato grosso do Sul, desembargador Vilson Bertelli, onde ele sugeriu e foi acolhido por unanimidade uma recomendação ao TJMT elogiando todo o trabalho realizado, toda a organização que foi feita, os temas desenvolvidos. Acredito que o aproveitamento para o sistema de mediação foi muito bom. Teve uma grande progressão, vários temas importantes foram debatidos. Como fazer, qual o tipo de trabalho que está sendo desenvolvido em cada estado. O que eu posso dizer é que o resultado foi altamente positivo.”
 
A coordenadora do Nupemec-TJMT, juíza Cristiane Padim da Silva, disse que a troca de experiências, o compartilhamento de informações, inclusive as dificuldades, se materializou também por meio dos enunciados que foram apresentados. “Além da imersão que vivemos ao longo de dois dias, apesar de pouco, foi bem profunda, foi bem intensa. Serviu para estabelecer conexões e vínculos e isso faz com que as pessoas que trabalham com a auto composição e as pessoas que pretendem trabalhar, aqui tivemos um público bem variado, se juntem mais, se fortaleçam mais. E essa união, com certeza, trará muitos benefícios para a sociedade na pacificação da humanidade como um todo. O evento permitiu que traçássemos ou pensássemos estratégias que trarão maior efetividade para os serviços de auto composição que são ofertados pelo Poder Judiciário como um todo.”
 
Leia abaixo as propostas dos Enunciados elaborados pelos Nupemec´s de Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso:
 
Enunciado do Nupemec – GO
Os Tribunais devem priorizar o uso da tecnologia para potencializarem os índices de audiências de conciliação/mediação realizadas e, consequentemente, os percentuais de acordos, garantindo, assim, celeridade, efetividade do acesso à justiça e resolução amigável do conflito. Devem, ainda, sempre que possível, firmarem termo de cooperação técnica com as instituições de ensino superior, centros de pesquisa, fundações e instituições científicas, tecnológicas e de inovação (ICTs), para o desenvolvimento e aprimoramento de plataformas digitais e sistema de inteligência artificial voltados à conciliação e mediação.
 
Enunciado do Nupemec – DF
Os Tribunais de Justiça, alinhados à Defensoria Pública, ao Ministério Público e aos demais órgãos interessados. devem fortalecer e estimular mecanismos pré-processuais, a partir da triagem e do tratamento dos casos que surgirem na própria instituição, por meio da conciliação e da mediação, em momento anterior à avaliação de ajuizamento da ação, com consequente homologação judicial, promovendo uma solução célere, antecipada e sem custos aos cidadãos.
Enunciado do Nupemec – MS
As sessões de conciliação ocorridas nos Cejuscs deverão ser realizadas de forma virtual (videoconferência, telepresencial ou híbrida), salvo requerimento das partes, com fundamentação adequada, solicitando realização do ato presencialmente.
 
Enunciados do Nupemec – MT
1º) A legitimidade do pedido na Reclamação Pré-Processual, para a realização de procedimento cirúrgico, exame ou consulta, somente se qualifica mediante a comprovação da prévia solicitação administrativa junto a rede pública de saúde com registro do paciente no Sistema Nacional de Regulação (SISREGIII) ou a negativa da impossibilidade de fazer tal regulação;
e
2º) A legitimidade do pedido na Reclamação Pré-Processual, para o fornecimento de medicamento ou insumos, somente se qualifica mediante a comprovação da prévia solicitação administrativa junto a Secretaria Estadual de Saúde – Ouvidoria Setorial no e-mail [email protected] ou Secretaria Municipal de Saúde, além do receituário médico atualizado, informando a posologia e modo de uso do(s) fármaco(s) pleiteado(s).
 
Por ter sido o primeiro encontro dos Nupemec´s da região Centro-Oeste pedimos para que um representante de cada estado falasse suas impressões sobre evento. Confira!
 
Juiz Juliano Carneiro Veiga – 2º vice-presidente do Fonamec do TJMG – “Esse encontro de imersão, nesse formato que foi idealizado, aglutinando os estados da região foi uma excelente oportunidade para troca experiências, de boas práticas e também dos desafios vivenciados por cada tribunal. Me parece que é um modelo que chegou pra ficar, pra que a gente possa cada vez mais fortalecer e solidificar a política de auto composição. Nós saímos daqui enriquecidos, conscientes dos desafios que ainda precisamos enfrentar para o fortalecimento e a consolidação da política de auto composição.”
 
Desembargador Sílvio Dagoberto Orsatto, coordenador da Cojepemec-TJSC (Coordenadoria Estadual do Sistema dos Juizados Especiais e do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos) – “Primeiramente é necessário frisar o momento de transição na Justiça Brasileira, no sentido da reinvenção do processo como meio de solução de litígio. A modernidade nos impõe novos desafios e o processo tradicional ele muitas vezes gera efeitos colaterais e não resolve a causa, a origem do problema. Por isso a Justiça num momento de crise busca superar esse estado e resgatar instrumentos que possam trazer a pacificação social. Então fundamentalmente esses novos eventos como esse primeiro encontro eles representam uma tentativa da Justiça Brasileira de iniciar um resgate desse modelo de conciliação e mediação para trazer para o conflito uma solução que seja efetiva e que atue sobre a causa dos problemas. Fazendo com que a pacificação social, a transformação da nossa sociedade seja operada de uma forma pacífica e efetiva. Os temas foram fundamentais e aí eu ressalto a questão do superendividamento. O superendividamento não é apenas uma questão de natureza econômico financeira. O superendividamento é a principal causa de separação judicial, de violência. Então a preocupação da justiça na teve uma solução para o superendividamento, que representa uma quantia significativa de brasileiros e brasileiras e famílias que estão endividadas. É o resgate da paz dentro da família. Então é fundamental que temas como esse, temas como a judicialização da saúde, aqui buscando também alternativas que é também uma temática que diz respeito ao estado democrático de direito, né? Assegurar na cidadania, na saúde pública com eficiência.”
 
Desembargador Erik Simões, coordenador do Nupemec-TJPE e 1º vice-presidente do Fonamec-TJPE – “Primeiro queria registrar que eu estou retornando a Mato Grosso. O primeiro Fonamec que eu participei foi em 2016. A coordenadora era a desembargadora Clarice e o coordenador do Nupemec e presidente do Fonamec, era Hildebrando, pra quem eu deixo um abraço muito forte. Pessoa querida. Estou retornando aqui com muita alegria e me surpreendi positivamente porque tudo foi feito de forma extraordinária. Cristiane e desembargador Mário fizeram um trabalho maravilhoso junto com suas equipes e todo o evento foi extraordinário. As palestra a organização, o evento, os temas trazidos, o nível de discussão. Tudo foi extraordinário. Saio daqui muito feliz, muito enriquecido e levo experiência pra nosso estado para divulgarmos e tentar implantar. A gente trabalha com política auto compositiva. Então, a gente sai daquela esfera de julgar processo e tenta conciliar, tenta levar à população pra que ela seja empoderada para decidir as suas questões. Isso é uma coisa nova, uma coisa recente que surgiu a decisão do CNJ em 2010 e cada dia a gente vai crescendo, vai evoluindo. É uma é uma política nova, está sendo implantada em todo país e cada tribunal tem sua característica. Cada um já desenvolveu algo a mais que o outro e essa interação, essa conjunção de esforço, esse aprendizado, essa troca de experiência, é muito importante para que todo o sistema cresça.”
 
Juíza Dalquíria de Melo Ferreira – juíza especial do TJSE e membro do Nupemec-TJSE – “O evento foi maravilhoso. Conversamos e comentamos muito sobre a super organização, a receptividade, o carinho e o afeto com que vocês nos receberam. Eu só tenho a agradecer. Essa não é a primeira vez que venho a Mato Grosso, e todas as vezes fui muito bem recebida pelo Tribunal de vocês. Sem dúvida nenhuma a atenção que vocês dispensaram e o evento que foi organizado aqui vai ficar marcado nas nossas pessoas. Os temas muito interessantes, o espaço de tempo para desenvolver os temas foi muito importante, porque eles (os palestrantes) puderam aprofundar no assunto e nós pudemos fazer as perguntas, tirar as dúvidas.”
 
Juiz Davi Doudement Campos Joaquim Pereira – juiz do 3º Nuvemec do TJ-DFT – “Achei o evento fantástico, fundamental. Esses congressos são importantíssimos para que a gente conheça as boas práticas das outras unidades. Essa interseção é muito importante para que a gente não rode no mesmo lugar. Quer dizer, tem uma boa ideia sendo feita aqui em Mato Grosso e a gente está lá em Brasília começando a produzir isso. A gente vem aqui, pega todo esse know how de vocês e já consegue implementar. Então a gente ganha velocidade na entrega juridiscional. E o evento , a recepção foram fantásticos. O pessoal muito caloroso, o evento muito organizado. As palestras muito preciosas no sentido de trazerem corpo prático. Só tenho a agradecer ao TJMT.”
 
Juiz Gildo Alves de Carvalho Filho – presidente do Fonamec – TJAM – Esse encontro regional do Centro-Oeste, mostrou a imensa capacidade que o Tribunal tem de agregar pessoas, congregar almas, com o objetivo de promover a paz entre as pessoas. Todos os temas, o carinho com que as pessoas nos acolhem aqui, é algo único de vocês e nosso sentimento é de gratidão. Parabéns para todos que participaram da organização.”
 
Desembargador Vilson Bertelli – coordenador do Nupemec-TJMS – “O evento foi extraordinário. Extraordinariamente bem organizado, fomos super bem recebidos. A organização fantástica e também o programa cultural do evento muito bem elaborado, muito bem pensado. Com manifestação de vários tribunais, cada um com sua prática e sua vivência, o que enriqueceu as informações que nós todos temos. O que me impressionou muito foi a desembargadora Clarice, pela sua atuação, o seu compromisso com Mediação e Justiça Restaurativa. Vejo que o Tribunal de Justiça de Mato Grosso está vivendo um momento único porque ela representa uma evolução desse pensamento, desse momento histórico e ela vai concretizar isso. Vai deixar esse caminho todo pavimentado para o futuro. Então foi a maior impressão, a mais bela imprensão que eu levo, além desse maravilhoso que nós estamos, foi essa atuação da desembargadora Clarice, que além de tudo é uma pessoa fantástica, muito aberta. Todos os colegas de Mato Grosso nos receberam super bem, super afetuosos. Foi um evento muito gratificante pra mim estar presente. Levo uma saudade. Só levo coisas boas, querendo voltar, querendo estar em outro evento do Nupemec.”
 
Juiz Eduardo Carvalho, coordenador do Nupemec – TJRR – “Uma satisfação muito grande estar presente nesse evento grandioso, um evento de excelência. Ficamos impressionados com a qualidade das palestras, com a recepção do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, com o cuidado que teve com todos nós e voltamos com a bagagem cheia de muitas experiências trocadas e muitas inovações para complementar o nosso tribunal.”
 
Jackson de Souza Santos, secretário do Nupemec – TJGO – “Gostei bastante do evento. Já participei de outras edições e confesso que fiquei bem impressionado com a organização, com o conteúdo e com a hospitalidade do pessoal do Mato Grosso. Só tenho a agradecer essa experiência e essa participação.”
#Para todos verem. Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Primeira imagem: fotografia colorida geral, mostrando em primeiro plano os participantes sentados, olhando para o palco onde estão vários membros do Nupemec-TJMT. A coordenadora, juíza Cristiane Padim da Silva está ao microfone, no púlpito, lendo as propostas dos Enunciados elaborados durante o evento. Ao fundo, num telão, aparece a imagem do ofício que ela está lendo. 
 
Marcia Marafon/ Fotos: Alair Ribeiro
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Esmagis-MT completa 41 anos com balanço positivo de 99 ações pedagógicas no biênio 2025/2026

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Neste sábado (13 de junho de 2026), a Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT) celebra 41 anos de criação (1985). A data marca também o balanço de quase 18 meses da atual gestão (biênio 2025/2026), período caracterizado pela continuidade das ações de formação e pelo fortalecimento das atividades pedagógicas voltadas aos juízes(as) e desembargadores(as), bem como aos profissionais que integram o sistema de Justiça e instituições parceiras.

A direção da Esmagis-MT é exercida pelos desembargadores Márcio Vidal, na função de diretor-geral, e Anglizey Solivan de Oliveira, como vice-diretora-geral (janeiro de 2025 a dezembro de 2026). A coordenação das atividades pedagógicas está sob responsabilidade do juiz Antônio Veloso Peleja Júnior, e a Secretaria-Geral é conduzida pela servidora Claudia Regina Duarte Bezerra Candia.

Ações formativas

De janeiro de 2025 a maio de 2026, a Escola realizou 99 ações pedagógicas, entre cursos, seminários, eventos e capacitações, totalizando 3.770 horas de formação.

Imagem de um homem de barba e cabelos grisalhos, que veste um terno cinza e olha para a câmera. Ele está em um ambiente externo com bastante vegetação ao fundo.O diretor-geral da Esmagis-MT, desembargador Márcio Vidal, destaca que os resultados apresentados não devem ser compreendidos apenas em sua dimensão numérica, mas principalmente como expressão de um processo mais amplo de amadurecimento institucional. “Ao longo desses quase 18 meses de gestão, buscamos preservar a continuidade das ações já consolidadas pelos meus antecessores, ao mesmo tempo em que promovemos ajustes necessários para que a Esmagis permaneça fiel à sua missão formativa em um cenário de constantes transformações”, pontua.

“A formação do magistrado, em nosso tempo, exige muito mais do que a atualização técnica: impõe uma postura intelectual aberta, sensível às mudanças sociais, às inovações tecnológicas e às complexidades humanas que atravessam a atividade jurisdicional. A Escola tem procurado afirmar-se como um espaço de reflexão qualificada, voltado não apenas à transmissão do conhecimento, mas à construção de um pensamento crítico e de inequívoca responsabilidade.”

Programação pedagógica

A programação da Esmagis-MT manteve alinhamento com as diretrizes da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados Ministro Sálvio de Figueiredo Teixeira (Enfam). No período, das 99 ações pedagógicas, foram realizados 19 cursos credenciados, correspondentes a 19% da programação. As atividades foram desenvolvidas nas modalidades presencial, híbrida, virtual e a distância (EAD), com o objetivo de ampliar o acesso à formação em todo o Estado.

A vice-diretora da Esmagis-MT, desembargadora Anglizey Solivan de Oliveira, ressalta a relevância da diversificação das modalidades e os resultados alcançados pela instituição até o momento. “A Esmagis tem ofertado um ciclo de trabalho consistente, marcado pelo comprometimento institucional e pela busca permanente de aprimoramento. Mais do que números, esses indicadores revelam a consolidação de uma política educacional que vem sendo construída com seriedade, planejamento e atenção às reais necessidades da magistratura”, salienta.

Mulher de longos cabelos pretos fala ao microfone em um púlpito de madeira clara, vestindo um blazer cinza. Ao fundo, uma tela de projeção exibe imagens antigas em preto e branco. No canto inferior do púlpito, há um pequeno emblema azul e dourado com a inscrição parcial Segundo a desembargadora, cada ação desenvolvida, cada participação registrada e cada hora de formação realizada traduzem um esforço coletivo voltado ao fortalecimento da atividade jurisdicional e à valorização do saber como instrumento essencial à prestação da Justiça. “Esse conjunto de resultados também reflete o engajamento da própria magistratura, que reconhece na Escola Superior da Magistratura um ambiente confiável para o seu desenvolvimento profissional e intelectual. Trata-se de um movimento que ultrapassa a mera dimensão administrativa e alcança um sentido muito mais amplo: o de contribuir para a construção de um Judiciário cada vez mais preparado, consciente de seu papel e comprometido com as transformações da sociedade.”

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Formação acadêmica stricto sensu

Em mais um ano, a Esmagis-MT manteve o apoio à formação acadêmica stricto sensu de magistrados(as), com participação em programas de mestrado e doutorado, em parceria com instituições de ensino superior. Atualmente, 19 magistrados integram programas de mestrado e 18 de doutorado.

O juiz coordenador das atividades pedagógicas, Antônio Veloso Peleja Júnior, ressalta a relevância da iniciativa. “O incentivo à formação acadêmica stricto sensu representa um compromisso institucional com a qualificação aprofundada da magistratura. Trata-se de uma política que ultrapassa a capacitação imediata, ao estimular a produção de conhecimento jurídico e o desenvolvimento de uma atuação jurisdicional cada vez mais fundamentada e refletida.”

O juiz Antônio Veloso Peleja Júnior, um homem pardo de cabelos grisalhos e barba aparada vestindo terno e gravata escuros, concede uma entrevista para a TV Justiça.Conforme o magistrado, a participação de magistrados e magistradas em programas de mestrado e doutorado contribui para o fortalecimento do pensamento crítico e para a construção de soluções mais consistentes diante das demandas contemporâneas do sistema de Justiça. “Ao investir nesse tipo de formação, a Esmagis reafirma seu papel não apenas como espaço de ensino, mas como ambiente de reflexão, pesquisa e desenvolvimento institucional.”

Ampla participação

A política de formação continuada registrou resultados expressivos no período. Em 2025, o programa alcançou 77,43% do quadro da magistratura, com 247 magistrados e magistradas capacitados. Destaca-se o elevado nível de engajamento, que superou o número de participantes individuais e atingiu 942 participações, evidenciando a adesão recorrente a múltiplas ações formativas.

Professor Vlademir gesticula enquanto ministra aula em uma sala com alunos. Os alunos estão sentados em meia lua e prestam atenção ao professor.No primeiro semestre de 2026, a tendência se mantém consolidada, com 165 magistrados(as) já envolvidos em atividades ofertadas pela Esmagis, o que representa 47% do corpo funcional capacitado até o momento, somando 723 participações no período.

A secretária-geral da Esmagis-MT, Claudia Regina Duarte Bezerra Candia, destaca a adesão às capacitações. “Mais do que um dado estatístico, esse engajamento dos magistrados e magistradas do Judiciário mato-grossense expressa o compromisso com o aprimoramento permanente e com a qualidade da prestação jurisdicional.”

Segundo a gestora, a participação registrada ao longo do biênio revela o reconhecimento da formação continuada como elemento indispensável ao exercício da jurisdição. “Os números alcançados refletem não apenas a procura pelas atividades promovidas pela Esmagis, mas também a credibilidade construída a partir de uma programação alinhada às necessidades da magistratura”, assinala.

Comunicação e presença digital

A presença digital da Esmagis-MT também foi ampliada no período, com forte produção audiovisual e jornalística voltada à divulgação de conteúdos jurídicos e institucionais. Ao longo do biênio, a Escola produziu 167 episódios de podcasts e programas temáticos, além de vídeos educativos e materiais para redes sociais, consolidando a comunicação como ferramenta estratégica de aproximação com a sociedade.

Cartaz digital para o 35º episódio de Entre os principais formatos, destacam-se o programa Por dentro da Magistratura, o podcast Explicando Direito, a série Entendendo Direito, a versão do Explicando Direito para o YouTube e o programa Magistratura e Sociedade, que abordam temas jurídicos de forma acessível e promovem o diálogo entre o Judiciário e a população. Os conteúdos foram produzidos com o objetivo de ampliar o alcance das ações institucionais, contribuindo para a difusão do conhecimento jurídico e o fortalecimento da confiança no sistema de Justiça.

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A produção jornalística institucional também registrou crescimento, com a publicação de 571 matérias no site oficial (janeiro de 2025 a maio de 2026) e intensificação da presença nas redes sociais.

A Esmagis-MT registrou crescimento expressivo em sua presença digital no primeiro semestre de 2026. Os dados levantados pela Assessoria de Comunicação apontam avanço significativo nas principais métricas do Instagram institucional (@esmagismt), com destaque para o aumento de 46% nas interações com o conteúdo publicado em comparação ao mesmo período de 2025.

Entre 1º de janeiro e 8 de junho de 2026, as publicações do perfil acumularam 385,2 mil visualizações, crescimento de 10,1% frente ao desempenho registrado no ano anterior. No total, foram publicados 635 conteúdos, entre posts, Reels, carrosseis e stories, que juntos alcançaram mais de 210 mil contas e geraram 13,6 mil interações, incluindo curtidas, comentários, compartilhamentos e salvamentos. O perfil também conquistou 882 novos seguidores no período, fortalecendo a base de audiência da instituição nas redes sociais.

Segundo a assessora de Comunicação da Esmagis-MT, jornalista Keila Maressa, a comunicação é uma ponte essencial entre o Judiciário e a sociedade, contribuindo para a transparência e para a compreensão do papel da magistratura, além de ampliar o acesso da população a informações claras e confiáveis.

Pluralidade de conteúdos formativos

As ações formativas desenvolvidas pela Esmagis-MT contemplaram temas diretamente relacionados à atividade jurisdicional e às demandas contemporâneas, com abordagem em áreas como tecnologia, direitos fundamentais, políticas públicas e sustentabilidade, evidenciando a preocupação institucional em oferecer uma formação abrangente, atualizada e interdisciplinar.

Segundo o diretor-geral, a definição desses conteúdos decorre de um processo criterioso de identificação das necessidades da magistratura, em diálogo permanente com as transformações sociais e institucionais que impactam o exercício da jurisdição. “A estruturação da programação formativa parte de uma leitura atenta e sistemática das demandas que emergem da prática jurisdicional, buscando não apenas acompanhar, mas também antecipar os desafios impostos pelo cenário contemporâneo. Trata-se de uma atuação orientada por uma perspectiva estratégica, na qual o conhecimento é compreendido como instrumento essencial para o fortalecimento institucional do Poder Judiciário.”

A pluralidade temática, explica o desembargador, não constitui apenas um dado quantitativo, “mas expressa uma concepção pedagógica comprometida com a formação de magistrados aptos a atuar com segurança, discernimento e responsabilidade diante da complexidade crescente das demandas judiciais.”

Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.

Autor: Lígia Saito

Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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