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Outubro Rosa: servidora do TJMT vence o câncer de mama e fala da importância da prevenção

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A servidora Beatriz Monteiro Scaff, de 58 anos, gestora de cadastro do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec) do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), é um exemplo de força e superação. Com 35 anos de dedicação ao Poder Judiciário, ela enfrentou um dos maiores desafios da vida: o diagnóstico de câncer de mama em 2024.

Graças ao hábito de realizar exames preventivos todos os anos durante o Outubro Rosa, o câncer foi descoberto ainda em fase inicial, o que permitiu um tratamento rápido e eficaz.

“Eu marcava meus exames de rotina em todo aniversário. Aí eu vi a campanha de Outubro Rosa e decidi que sempre faria meu check-up em outubro. Mamografia, ultrassom, densitometria, tudo aquilo que a mulher precisa acompanhar, principalmente depois dos 40”, contou.

No fim de outubro do ano passado, ela seguiu a rotina de exames e recebeu a notícia que mudaria sua vida. “A médica pediu mais um exame, depois veio a biópsia e, no dia 11 de novembro, o diagnóstico: o câncer na mama direita. Por ter feito os exames anualmente, consegui descobrir no comecinho. Operei em 17 de dezembro, fiz a ‘radio’ e agora sigo em acompanhamento”, relatou a servidora.

Nos últimos anos, Beatriz enfrentou também a perda de pessoas muito próximas, o pai, o filho e um tio. Mesmo diante das dificuldades, ela decidiu olhar para a doença como uma oportunidade de recomeço. “A vida vai nos desafiando. Passamos por luto, tristeza, mas temos que viver. O diagnóstico precoce é essencial para enfrentar de forma positiva”, pontuou.

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O poder do acolhimento

Durante o tratamento, ela conta encontrou apoio na família, nos colegas e dentro do próprio Tribunal de Justiça. “Assim que descobri, procurei o serviço social do TJMT para saber o que havia de suporte. O Programa Bem Viver e a fisioterapia têm me ajudado muito. Mas o acolhimento maior veio do Nupemec. Os colegas me deram muita força, sempre mandando mensagens, perguntando como eu estava. Aqui é uma segunda família”, destacou Bia.

O colega e gestor de Capacitação do Nupemec, Carlos Campelo, acompanhou de perto essa jornada. “A Bia é uma pessoa muito forte. E a gente esteve ao lado dela, oferecendo o que podíamos para que pudesse se sentir acolhida. O mais bonito é que ela não se vitimizou em momento algum”, disse.

Um novo olhar sobre a vida

Depois da experiência, a servidora diz que aprendeu a transformar os desafios em aprendizado. “Aqui no Nupemec, lidamos com conflitos todos os dias. E eu passei a olhar o câncer como um conflito também. O que eu posso tirar de positivo disso? Que tenho família, amigos e uma rede de apoio. Que a vida continua. Então, não tenha medo. Encare de forma positiva e bola pra frente. Como dizia meu pai: ‘rufa o bombo!’”, comentou.

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Ela também incentiva outras mulheres a cuidarem da saúde e não deixarem os exames de rotina para depois. “Põe na sua agenda. Todo ano, faça seus exames e faça sem medo. Se vier, encara e vai tratar. A opção de não tratar não existe mais. O que eu quero é qualidade de vida. E qualidade de vida é estar aqui”, completou.

Outubro Rosa

O Outubro Rosa é um movimento internacional de conscientização sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), mais de 73 mil pessoas são diagnosticadas todos os anos no Brasil.

Neste ano, o Ministério da Saúde anunciou a ampliação do público para a mamografia: antes era recomendada a partir dos 50 anos, agora o exame pode ser realizado a partir dos 40.

Autor: Emily Magalhães

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

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Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Conselho dos Juizados Especiais recebe diretoria da OAB para tratar da Súmula 52 e parcerias

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Foto vertical que mostra diversas pessoas sentadas em volta de uma mesa retangular, durante reunião do Conselho de Supervisão dos Juizados com representantes da OAB-MT.O Conselho de Supervisão dos Juizados Especiais Cíveis e Criminais de Mato Grosso (CSJE) recebeu uma visita institucional de representantes da diretoria da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT), na tarde de segunda-feira (6), no Complexo dos Juizados, para uma conversa sobre a Súmula 52 das Turmas Recursais e parcerias para capacitação na área de conciliação e mediação.
A reunião contou com a participação do presidente do Conselho de Supervisão, desembargador Sebastião de Arruda Almeida; do juiz coordenador do Conselho de Supervisão, Érico de Almeida Duarte; dos juízes membros Cláudia Beatriz Schmidt, Gonçalo Antunes de Barros, Hugo José Freitas da Silva, Lamisse Roder Feguri Alves Corrêa, Marcelo Sebastião Prado de Moraes, Patrícia Ceni dos Santos, Valdeci Moraes Siqueira e Valmir Alaércio dos Santos.
Representando a advocacia mato-grossense, compareceram a presidente da OAB-MT, Gisela Alves Cardoso; o procurador-geral da entidade, Helmut Daltro; o presidente da Comissão de Juizados Especiais, Fábio Nunes e o presidente da Comissão de Defesa do Consumidor, Bernardo Riegel.
“Durante a visita institucional da diretoria da OAB ao Conselho, fizemos uma pequena reunião de trabalho, na qual foi postulada a possibilidade de análise e alteração da Súmula 52 das Turmas Recursais. E o que foi dito à diretoria, principalmente através da sua presidente, é que esse pleito, por se tratar de questão jurisdicional, o Conselho repassaria para o presidente das Turmas Recursais para, através da Turma de Uniformização dos Juizados Especiais, fazer a análise a respeito desse pleito da OAB”, disse o desembargador Sebastião Arruda.
O juiz coordenador do Conselho de Supervisão, Érico de Almeida Duarte, destaca a importância da visita institucional para o alinhamento de objetivos e propósitos e para contemplar a visão da advocacia acerca dos enunciados da Turma Recursal. “Especificamente o Enunciado 52 que, na visão da OAB, ao exigir o histórico de negativações de consumidores, nos últimos cinco anos, dificultaria o acesso e desequilibraria o ônus probatório. Diante disso, foi esclarecido, pelo CSJE, que a discussão tratava de matéria jurisdicional, possuindo o Conselho apenas função administrativa, e orientado a formular proposição de revisão do enunciado diretamente nas Turmas Recursais Reunidas, com as razões de reforma”, explica.
Foto vertical que mostra diversas pessoas sentadas em volta de uma mesa retangular, durante reunião do Conselho de Supervisão dos Juizados com representantes da OAB-MT.A presidente da OAB-MT, Gisela Cardoso, apresentou os impactos que a aplicação do enunciado tem gerado no acesso à Justiça, especialmente nas demandas consumeristas. “Viemos apresentar esse ponto de vista da advocacia e construir, de forma institucional e respeitosa, uma solução para a questão”, destacou.
Para o juiz Érico Duarte, por meio do diálogo foi possível compartilhar dificuldades e proposições. “Essas conversas sempre são a melhor solução, notadamente visando atender aos anseios dos advogados, defender a sociedade de demandas predatórias eventualmente incidentes, bem como, sobretudo, garantir a prestação jurisdicional eficiente e equilibrada ao cidadão que dela mais necessita”, avalia.
Parceria – Durante a agenda institucional, também foi reforçada a intenção do Judiciário de estabelecer parceria com a OAB-MT para a realização de eventos de capacitação que tratem dos métodos adequados de solução de conflitos, a exemplo da conciliação e da mediação.
“Visto que essa ação de mediação e conciliação está dentro do nosso organograma do Conselho de Supervisão e alinhada com o que o Tribunal de Justiça vem desenvolvendo. Tanto é assim, que saiu recentemente uma matéria informando que o nosso Tribunal de Justiça alcançou o primeiro lugar, entre os tribunais de médio porte, no quesito realização de audiências de conciliação. Mas nós não queremos apenas a realização da audiência de conciliação. Nós queremos também alcançar o resultado positivo, os acordos nessas audiências. Porque alcançando o acordo, com certeza nós estaremos resolvendo o processo e resolvendo o problema social instaurado através daquela lide”, avalia o desembargador Sebastião Arruda.

Autor: Celly Silva

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Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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