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Nosso Judiciário: Acadêmicos de Administração e Economia da UFMT são recebidos no Palácio da Justiça

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O juiz auxiliar da Corregedoria-Geral da Justiça do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, Lídio Modesto recepcionou nesta terça-feira (11 d abril), na sede do Poder Judiciário, um grupo de aproximadamente 30 acadêmicos dos cursos de Administração e Economia da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). A recepção faz parte do Projeto Nosso Judiciário, desenvolvido para ampliar o convívio e a aproximação entre a Justiça e a sociedade.
 
Durante a visita, alunos do 6º ao 10º semestre percorreram as instalações do Tribunal de Justiça, e puderam acompanhar parte da rotina de servidores (as) e magistrados (as) na execução dos trabalhos judiciais.
 
Na passagem pelo Espaço Memória, os acadêmicos tiveram acesso à história do Poder Judiciário de Mato Grosso contada em imagens, documentos e obras de arte. No local é possível conhecer fatos do Brasil Colônia, narrados a partir de documentos originais do final do século XIX e início do século XX, como uma petição manuscrita de um habeas corpus de 1.886, impetrado em favor de uma escrava alforriada, mas que teve a liberdade constrangida pelo seu antigo dono.
 
O visitante também tem a oportunidade de ver como era a estrutura do Judiciário no passado, como a mostra da instalação completa de um Tribunal do Júri, que funcionou até 1.963 na Comarca de Diamantino. Ou ainda, a máquina de datilografia Remingtom, de 1.920, sobre a mesa do presidente do Tribunal do Júri, entre outras peças e obras preservadas.
 
Em conversa com os alunos e alunas, o juiz Lídio Modesto, anfitrião das turmas, fez uma breve apresentação sobre sua carreira no judiciário e os trabalhos desenvolvidos junto à Corregedoria-Geral da Justiça.
 
“O Nosso Judiciário é um projeto de sucesso, dentro e fora do Tribunal, exatamente pela capacidade de enxergar a contribuição que pode ser dada para o aprendizado não apenas dos alunos, mas também para nós, servidores e servidoras do Poder Judiciário, que seguimos em constate aprendizado. E a oportunidade hoje, de passar por esse enriquecimento, foi totalmente minha. Receber alunos de outras carreiras, como Administração e Economia demonstra o interesse da juventude em conhecer o funcionamento da máquina pública, e inclusive, as possibilidades de um dia adentrar ao Poder”, enfatizou o magistrado.
 
Os alunos também receberam das mãos do magistrado, exemplares do Glossário Jurídico – TJ Responde, onde estão reunidas definições simplificadas de conceitos jurídicos, tornando a linguagem mais simples e acessível à população.
 
A professora do curso de Administração da UFMT, Ana Paula Marques Andrade, parabenizou o Poder Judiciário pela sensibilidade em abrir as portas da instituição, garantindo oportunidade de enriquecimento pessoal e profissional aos alunos.
 
“Quando soube que teríamos a oportunidade de conhecer o Tribunal, imediatamente visualizei as possibilidades que os nossos alunos teriam de integração com um ambiente tão rico em conhecimento. Foi possível ver nos olhos deles a expressão de admiração e entusiasmo, especialmente no contato com os magistrados, que para quem está do lado de fora, parece algo difícil e distante. O intercâmbio entre diferentes profissões é necessário, porque eles vão lidar com isso durante a vida, e talvez até mesmo, decidam mudar de profissão e se tornarem juízes ou advogados”, refletiu a professora.
 
Para a aluna de Administração, Maria Lúcia, a visita ao Tribunal confirmou sua decisão pela realização de uma segunda faculdade, desta vez, na área de Direito. “O simples fato de conhecer o Tribunal de Justiça já é inspirador. É um ambiente que motiva, que desperta a vontade de progredir profissionalmente, e para mim, de uma forma muito especial, trouxe a certeza de que devo cursar Direito, minha segunda paixão. E as oportunidades de fazer parte do Tribunal são diversas, não apenas para concursados, mas aqui temos profissionais de diferentes áreas, atuando como comissionados, contratados e terceirizados. Estou bastante motivada”, concluiu.
 
#Paratodosverem. Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Primeira imagem: Foto dos alunos em visita ao Espaço Memória, posando para foto com o juiz Lídio Modesto, ao centro. Segunda imagem: Juiz Lídio Modesto, que usa terno cinza escuro e camisa branca, em entrevista à TV.Jus. Terceira imagem: Professora Ana Paula, que usa blusa rosa, tem cabelos castanho escuro, lisos e na altura dos ombros. Quarta Imagem: Aluna Maria Lúcia, que veste blusa cinza, cabelos loiros e lisos abaixo dos ombros, que segura nas mãos um exemplar do Glossário Jurídico.
 
Naiara Martins
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Justiça de MT não cumpre reintegração de posse há 19 anos e gera prejuízo milionário

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O caso vem gerando denúncias no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e dentro do próprio Tribunal de Justiça
O caso vem gerando denúncias no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e dentro do próprio Tribunal de Justiça

A demora de quase duas décadas no cumprimento de uma decisão judicial de reintegração de posse da Fazenda Poconé, em Querência (945 km de Cuiabá), segundo a defesa, teria causado prejuízo na ordem de R$ 500 milhões referente a lucros cessante do Espólio de Itagiba Carvalho Diniz.

O caso vem gerando denúncias no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e dentro do próprio Tribunal de Justiça, para apurar a conduta do juiz e diretor da Comarca, Thalles Nóbrega Miranda Rezende de Britto, e da secretaria da Vara Única de Querência-MT, que é responsável pela ação.

A matéria voltará à pauta da Corte no próximo dia 29 de julho, quando os desembargadores analisarão mais de dez incidentes processuais que, conforme o espólio, ainda impedem a conclusão da fase de execução e a restituição integral da propriedade.

“Embora a sentença que reconheceu o direito possessório do espólio tenha transitado em julgado em 2007 e uma segunda sentença tenha definido os limites da fazenda após extensa produção de provas e perícias técnicas que se prolongou por quase 30 anos, a maior parte da área permanece fora da posse dos proprietários”, sustentam os advogados.

Levantamentos técnicos anexados ao processo indicam que a Fazenda Poconé possui 7.237 hectares, dos quais aproximadamente 3.921 hectares são agricultáveis.

Desse total, apenas 604 hectares estariam atualmente sob posse direta do espólio. Outros 3.317 hectares permanecem pendentes de restituição e continuam sendo explorados economicamente por terceiros, segundo a petição.

O espólio afirma que cerca de 1.653 hectares de lavouras seguem sendo cultivados por empresas e produtores que figuram na própria ação judicial, enquanto outros ocupantes apresentaram embargos de terceiro para tentar impedir ou retardar o cumprimento das decisões judiciais.

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Para os proprietários, a demora na execução permitiu que a área permanecesse produzindo riqueza por mais de 20 anos, apesar da existência de decisões judiciais favoráveis ao espólio.

Compromisso firmado antes da disputa

Um dos documentos anexados aos autos, revela um ‘Termo de Compromisso’, firmado em 5 de maio de 1997 pelos então proprietários das áreas envolvidas na futura ação demarcatória.

No documento, os signatários assumiram o compromisso de preservar a situação existente até a definição técnica dos limites das propriedades. O texto estabelece que eles se obrigavam a “não realizar alteração alguma e expansão das respectivas posses atuais enquanto não se proceder o levantamento topográfico que as delimite e as caracterize segundo a titulação legítima”, prevendo que a demarcação seria realizada “por meio judicial ou amigável”.

O compromisso também registra que “a atual localização das posses não representa em definitivo a coerência destas com os respectivos títulos de domínio que cada um detém” e determina que o grupo tinha a obrigação de “promover a demarcatória a fim de definir a propriedade e em consequência a posse”.

Na avaliação do espólio, o documento demonstra que os próprios signatários concordaram em submeter a definição dos limites ao resultado da futura demarcação judicial, comprometendo-se a respeitar a solução técnica do conflito.

Patrimônio continua produzindo riqueza

Enquanto a execução permanece pendente, a atividade agrícola continua em ritmo intenso na região. Segundo o relatório consolidado de capacidade financeira que A Gazeta teve acesso, diversos ocupantes ou pessoas ligadas às áreas em disputa possuem patrimônio rural expressivo, empresas e participações societárias relevantes.

Entre eles está a Indústria e Comércio de Máquinas Agrícolas Mantovani Ltda., empresa com capital social de R$ 3 milhões e proprietária da Fazenda Paraíso, em Ribeirão Cascalheira, com mais de 2.400 hectares.

O relatório também aponta que Benildo Carvalho Teles possui patrimônio rural no Pará, participação na AgroGalaxy, da qual alienou ações em operação superior a R$ 31 milhões, além de integrar empresas do agronegócio com capital superior a R$ 15 milhões.

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Outro é Claudio Augusto Diniz, proprietário de fazendas em Mato Grosso e Goiás, sócio de empresas rurais e credor da recuperação judicial do Grupo AgroGalaxy em mais de R$ 3,2 milhões.

O levantamento ainda relaciona a JMSW Agropecuária Ltda., empresa voltada ao cultivo de soja com capital social de R$ 17,6 milhões e proprietária de fazenda superior a 7 mil hectares em Querência.

Também aparecem produtores rurais e empresários como Leandro De Conti, Adalberto Backes, Carlos Caneppele, Gelson Caneppele, Sérgio Caneppele, Ivanete Lurdes Caneppele, Leandro Caneppele, Fernando Passinatto, José Adelar Jaenisch, além das empresas AGL Administradora e Participações Ltda. e MPS Empreendimentos Imobiliários Ltda., todos descritos como proprietários de imóveis rurais, beneficiários de financiamentos públicos ou integrantes de grupos empresariais ligados ao agronegócio.

O relatório atribui a esse conjunto de pessoas físicas e jurídicas patrimônio imobiliário rural, empresas e ativos considerados de elevada expressão econômica.

Julgamento

O espólio sustenta que a controvérsia deixou de ser sobre quem é o proprietário da Fazenda Poconé. Segundo os advogados, a discussão atual restringe-se ao cumprimento de decisão já transitada em julgado e à retirada dos ocupantes remanescentes.

A expectativa é que o julgamento marcado para 29 de julho pelo TJMT destrave a fase de execução e permita a efetiva restituição da área, encerrando um litígio que se arrasta há quase duas décadas e que, segundo o espólio, gerou perdas patrimoniais estimadas em aproximadamente R$ 500 milhões em razão da exploração agrícola contínua da fazenda.

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