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Mais próximo da sociedade: juiz de Cáceres fala sobre bullying com crianças e adolescentes

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Para combater o bullying, a violência na escola, o abuso e a exploração sexual de crianças e adolescentes, a 1ª Vara de Cáceres (225 km ao oeste de Cuiabá) promove uma série de palestras nas unidades de ensino da rede pública e privada do município. Desde março já foram realizados 20 encontros para a comunidade escolar, impactando mais de 1300 alunos e 500 pais. O intuito é conscientizar sobre os temas e promover a aproximação entre o Poder Judiciário e a sociedade.
 
O juiz da 1ª Vara de Cáceres, Pierro de Faria Mendes, explica que a intenção é debater temas importantes para as crianças e adolescentes durante todo o ano. “Aproveitamos os assuntos do momento ou datas comemorativas, a exemplo do Maio Laranja, campanha que dá visibilidade a ações de combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes”, cita.
 
O magistrado destaca que a participação dos alunos tem sido muito boa e tópicos como o bullying e cyberbullyng geram grandes debates. “Falamos sobre conceito e as consequências, tanto para a vítima quanto para o infrator, que ao praticar o bullying está cometendo um ato infracional. Abordar assuntos voltados para os jovens é uma das estratégias para combater e prevenir a prática do ato”, argumenta Pierro.
 
As palestras também são conduzidas pelas agentes da infância e juventude da comarca, Lilian Fátima de Sá e Silva e Gésica Cunha da Silva Ferreira. Elas destacam a importância do respeito às diferenças, formas de denúncia e de combate ao bullying, falam sobre violência na escola e o abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes. Esclarecem os questionamentos dos estudantes e salientam a importância em buscar a rede de proteção para atendimento em eventuais ocorrências registradas.
 
“Durante março e abril o foco das palestras foi o bullying e a violência na escola. Agora em maio, em alusão ao Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, celebrado em 18 de maio, estamos tratando desse tema”, detalha Lilian Sá. Foram 12 palestras realizadas em março e abril, sendo oito para alunos e quatro para pais, em maio já ocorreram oito palestras, sendo para alunos.
 
A agente da infância e juventude destaca que o diálogo é uma arma poderosa utilizada na conscientização sobre as temáticas. “Procuramos trabalhar cada tópico de maneira direta e leve. Seja o bullying ou o abuso e a exploração sexual são assunto que devem ser debatidos em todas as esferas, seja na escola, seja em casa, cotidianamente. É uma semente que a gente lança aqui e que as crianças, adolescentes e pais possam entender essa temática, sendo agentes de divulgação e, principalmente, de transformação”, espera Lilian Sá.
 
Ela pontua ainda que é necessário se atentar ao mundo virtual. “Tanto sobre cyber bullying como o abuso e a exploração sexual. Importante os pais acompanharem a vida on-line de seus filhos, repararem nas mudanças de comportamento, pois são eles que conhecem bem suas crianças e adolescentes. Por isso a conscientização é imprescindível”, afirma Lilian.
 
#ParaTodosVerem. Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Foto 1: Imagem colorida. O juiz Pierro e ao seu lado direito a agente da infância e juventude falam com alunos na sala de estudo de uma das escolas de Cáceres.
 
Larissa Klein
Assessoria de Imprensa CGJ-MT
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Curso de formação aborda judicialização da saúde e reforça atuação prática de magistrados

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A formação dos novos juízes e juízas de Mato Grosso ganhou um reforço prático nesta quarta-feira (06) com uma aula voltada para a judicialização da saúde. Conduzido pelo secretário-geral do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), juiz Agamenon Alcântara Moreno Júnior, o encontro do Curso Oficial de Formação Inicial (Cofi) de magistrados destacou a importância de decisões equilibradas, que considerem tanto o direito à vida quanto a realidade do sistema público de saúde.

Durante a aula, os juízes foram orientados a alinhar teoria e prática, levando em conta fatores como orçamento público, evidências científicas e a estrutura disponível na rede de saúde. “A ideia do Cofi sempre foi oportunizar aos novos magistrados o contato com colegas mais experientes, para compartilhar situações do dia a dia, aliando teoria e prática. Trouxemos elementos que possam ser utilizados no cotidiano, principalmente em ações que envolvem a saúde pública”, explicou o juiz Agamenon.

Formação prática

O conteúdo também abordou a evolução das estruturas de apoio no Estado, como o NAT-Jus, o Cejusc da Saúde e o Núcleo 4.0, criados para qualificar decisões e dar mais agilidade às demandas. A proposta é incentivar o diálogo institucional entre Judiciário e gestores públicos, evitando medidas ineficazes, como bloqueios de recursos sem planejamento.

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“A saúde pública está entre as áreas com maior volume de demandas no Judiciário. É fundamental que o magistrado compreenda como funciona o sistema, conheça a realidade local e saiba avaliar quando uma liminar é cabível”, reforçou o secretário-geral.

Para a juíza Ana Flávia Martins François, da Primeira Vara de Juína, o aprendizado tem impacto direto na atuação. “Está sendo de grande valia, principalmente para quem está iniciando na carreira. Conhecer ferramentas como o Núcleo Digital 4.0 da Saúde e o Cejusc contribui para dar mais efetividade às decisões judiciais”, destacou.

Desafios reais

A magistrada Ana Flávia também relatou que já vivencia situações semelhantes na rotina forense, especialmente em plantões judiciais. “Frequentemente surgem pedidos por leitos de UTI. Muitas vezes, o Estado não consegue atender todas as demandas, o que exige soluções mais rápidas e eficientes, como o encaminhamento para núcleos especializados”, afirmou.

O juiz Felipe Barthón Lopez, da comarca de Vila Rica, ressaltou o caráter prático da aula. “Foi muito importante porque trouxe dicas aplicáveis ao dia a dia. Os novos magistrados vão enfrentar diversos desafios, e esse tipo de orientação ajuda a preparar para situações reais”, pontuou.

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Embora ainda atue na área criminal, ele reconhece a relevância do tema. “É importante estar preparado, porque futuramente esses desafios certamente farão parte da atuação”, completou.

O Curso Oficial de Formação Inicial de Juízes Substitutos (Cofi), iniciado em janeiro pela Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), é etapa obrigatória para o exercício da jurisdição. Com carga horária de 496 horas, a formação combina teoria e prática supervisionada, preparando os novos magistrados para uma atuação técnica, humanizada e alinhada às demandas da sociedade.

Autor: Roberta Penha

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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