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Mais próximo da comunidade: Programa Nosso Judiciário visita Escola Hermelinda de Figueiredo

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Com o propósito de aproximar ainda mais o Poder Judiciário da sociedade, o Programa Nosso Judiciário foi até a Escola Estadual Hermelinda de Figueiredo, em Cuiabá.
 
Na unidade de ensino, cerca de 200 alunos do sétimo, oitavo e nono ano do ensino fundamental saíram da sala de aula para acompanhar uma atividade diferente coordenada pelos servidores Neif Feguri e Antônio Cegatti, ambos integram a equipe do espaço Memória, responsável pelo Projeto. O evento foi realizado no pátio da escola. Eles receberam a cartilha “ Aprenda mais sobre o Amigo Judiciário”.
 
“Hoje, falamos para esses estudantes o que é Defensoria, o que faz um juiz, o que faz um desembargador. O papel dos conciliadores e mediadores. Ultrapassamos hoje quase 30.745 alunos, já contemplados com esse projeto. E existem até o momento 12 escolas agendadas para serem visitadas tanto do ensino fundamental, como do ensino médio”, declarou o técnico judiciário.
 
O diretor da escola, Grazino Uchôa, disse que o Judiciário coopera muito para o desenvolvimento dos futuros profissionais da sociedade. “Esse é um trabalho maravilhoso. É uma ação extremamente necessária principalmente para nós que atendemos o ensino fundamental, para construção da cidadania, que eles possam reconhecer direitos e deveres e esclarecer uma série de dúvidas colocadas durante o percurso de construção de conhecimento dos alunos”, destacou o diretor.  
 
A estudante Rebeca de Souza, de 14 anos, está cursando o nono e ficou atenta à palestra interativa em formato bate-papo. “O encontro foi excelente, muitos não sabiam dessas informações e podemos levar o conhecimento para fora da escola. As vezes, pessoas a nossa volta podem estar passando por problemas, e podemos orientar como procurar ajuda da Justiça estadual”.
 
A colega de sala, Júlia Lima, de 13 anos, compartilha da mesma opinião. “ Muita gente não tinha conhecimento sobre os direitos e deveres, e nem para que serve a Justiça. Agora sabemos como resolver um conflito, entre outros problemas, com o auxílio do Judiciário”. Comentou.
 
Nicole Portela, de 14 anos e também do nono ano, aprovou a palestra educacional. “Achei interessante eles dedicarem um pouco do tempo deles para vir falar conosco. Foi uma palestra muito importante para nosso conhecimento, os ensinamentos serão muito bem aproveitados”.
 
Nosso Judiciário: em 10 anos de programa esta é a 134ª unidade contemplada pelo Nosso Judiciário, projeto promovido pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) com intuito de aproximar a sociedade do Poder Judiciário, informando de maneira simples e acessível sobre a estrutura e funcionamento das unidades judiciais.
 
O Judiciário possui parceria com a Secretaria de Educação do Estado (Seduc), que indica quais unidades devem receber a palestra. Entretanto, representantes de estabelecimentos de ensino, público ou privado, podem solicitar a palestra. Para isso, é preciso entrar em contato pelos números (65) 3617-3032/3516.
 
Unidade Educacional: fundada em 1983, a Escola Estadual Hermelinda de Figueiredo, no bairro Coophema atende cerca de 450 alunos, do sexto ao nono ano do ensino fundamental II, nos períodos matutino e vespertino. 
 
#ParaTodosVerem: Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência. Descrição da imagem:
Foto 1 – Colorida e horizontal. O palestrante aparece a frente vestindo uma camisa branca e os estudantes estão uniformizados e sentados no chão acompanhando a palestra.
Foto 2 – Colorida e horizontal, aluna Júlia Lima sentada na mesa em sala de aula escrevendo no caderno. Foto 3 – Colorida e vertical da aluna Nicole Portela sentada na cadeira prestando atenção na aula.
 
Maritza Fonseca
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Comarca de Pontes e Lacerda debate prevenção ao extremismo nas escolas

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A prevenção ao extremismo violento nas escolas exige atuação integrada entre instituições, compartilhamento de informações e fortalecimento dos vínculos humanos. Com esse propósito, a Comarca de Pontes e Lacerda realizou, na quinta-feira (25), um encontro que reuniu representantes do Poder Judiciário, da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), da Polícia Judiciária Civil, gestores da educação e integrantes da rede de proteção para discutir estratégias de prevenção à violência no ambiente escolar.

O evento, realizado no plenário do Fórum, foi um desdobramento do encontro promovido em maio, em Cuiabá, sobre o Sistema Brasileiro de Inteligência (Sisbin). A iniciativa integra um projeto voltado à identificação de processos de radicalização, ao intercâmbio de experiências entre as forças de segurança e à prevenção da violência por meio da Justiça Restaurativa.

As palestras foram ministradas pelo assessor de Relações Institucionais do Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa (NugJur) do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), Rauny José da Silva Viana, por um representante da Abin em Mato Grosso e pelo delegado da Polícia Judiciária Civil Sued Dias da Silva Júnior.

Durante o encontro, os especialistas apresentaram o processo de radicalização de possíveis autores de ataques e destacaram a importância da integração entre escolas, órgãos de inteligência e forças de segurança para identificar sinais de risco e agir preventivamente.

Para a juíza da Comarca de Pontes e Lacerda, Djéssica Küntzer, a iniciativa amplia o conhecimento dos profissionais que atuam diretamente com crianças e adolescentes.

“O evento foi pensado em conjunto pelo Poder Judiciário, a Abin e a Polícia Judiciária Civil, justamente para discutir a violência nas escolas sob a perspectiva do extremismo. Nas explanações foram apresentadas experiências, dados e reflexões para professores, gestores, equipes que atuam com a infância e juventude e demais autoridades, permitindo que todos possam identificar sinais, buscar ajuda e saber como agir diante de situações de risco”, afirmou.

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Muito antes da violência

Na palestra “Círculos de Construção de Paz como Estratégia de Desmobilização da Violência Extrema nas Escolas”, Rauny Viana defendeu que medidas de segurança são importantes, mas, isoladamente, não impedem que um adolescente decida cometer um ataque.

“Primeiro o adolescente perde o pertencimento. Depois perde os vínculos. Depois perde a esperança. Então encontra alguém que o compreende, uma comunidade, uma narrativa, um inimigo e, por fim, uma justificativa para a violência. Os Círculos de Construção de Paz atuam justamente antes desse processo se consolidar, fortalecendo relações, promovendo escuta qualificada e reconstruindo o senso de pertencimento”, explicou.

Ele também informou que os Círculos de Construção de Paz foram retomados em Pontes e Lacerda e que novos facilitadores estão sendo capacitados com apoio do NugJur.

Integração para prevenir

O superintendente da Abin em Mato Grosso, Felipe Midon, destacou que a prevenção depende da união entre instituições e comunidade.

“É uma honra para a Abin participar de um debate tão importante para a população de Pontes e Lacerda. Estar ao lado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, das forças de segurança e dos profissionais da educação aponta caminhos para fortalecermos a prevenção contra ataques violentos em escolas e, também, para construirmos novos círculos de paz.”

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Cenário nacional

O encontro também apresentou dados que evidenciam a importância das ações preventivas. Em 2025, o Brasil registrou três ataques a escolas, com duas mortes e oito feridos. No mesmo período, 280 ameaças foram identificadas e 22 ataques foram impedidos graças à atuação integrada da comunidade de inteligência, das forças de segurança e da comunidade escolar.

Entre os casos recentes está o ataque ocorrido em maio deste ano, quando um adolescente de 13 anos utilizou a arma do padrasto (advogado com registro de CAC) para atirar contra alunos e funcionários de uma escola. Duas mulheres morreram, e o autor teve a internação provisória decretada pela Justiça.

Os dados também mostram que a violência em instituições de ensino cresceu de forma significativa nos últimos anos: cerca de 64% dos ataques registrados desde o início dos anos 2000 ocorreram apenas nos três anos mais recentes. O pico foi em 2023, com 12 ataques com vítimas. Em 2024 foram registrados cinco casos, enquanto as ações de prevenção seguem sendo fortalecidas.

Estudos do Instituto Sou da Paz apontam ainda que o uso de armas de fogo dobra o potencial letal dos ataques em comparação com armas brancas, reforçando a importância da prevenção precoce e da atuação integrada entre escolas, famílias e instituições públicas.

Autor: Marcia Marafon

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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