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Judiciário mais próximo da sociedade: presidente do TJMT faz abertura do Projeto ELO em Rondonópolis

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Com um carinhoso gesto de acolhimento aos presentes no Tribunal do Júri da Comarca de Rondonópolis, a presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), desembargadora Clarice Claudino da Silva, iniciou a sua fala na cerimônia de abertura do Projeto ELO – Fortalecendo a Justiça, na manhã desta segunda-feira (02 de outubro).
 
“Eu gostaria de dar um abraço carinhoso em cada um que aqui está. Queremos criar um ambiente acolhedor, em que todos se sintam bem, com uma atmosfera de amistosidade e de compreensão mútua, começando primeiramente por ouvir. E nós estamos aqui hoje para escutar vocês.”
 
“O nome do nosso projeto ‘ELO – Fortalecendo a Justiça’ já deixa claro o que nós pretendemos e idealizamos durante a gestão. O primeiro Polo a nos receber foi Sinop e agora nos instalamos em Rondonópolis, para prestigiar a população, falar com os segmentos que integram o Sistema de Justiça e fazer uma importante aproximação”, afirma a magistrada.
 
Sede temporária do TJMT – Durante a semana, a Comarca de Rondonópolis recebe a Administração da instituição e passa temporariamente a ser a sede do TJMT, com a realização de atividades direcionadas aos servidores(as), magistrados(as), comunidade acadêmica e sociedade civil organizada.
 
A presidente do TJMT destacou em sua fala à plateia o ambiente de confiança e união que estará estabelecido durante os encontros, para abrir um oásis de reflexão sobre as ações e comunicações nas relações entre servidores(as) do Judiciário.
 
“Vamos ouvir os servidores, magistrados e ver de perto tudo aquilo que podemos melhorar, quais são as reivindicações, os pontos fortes das Comarcas, para exportarmos para outras unidades, com boas e grandes iniciativas. É o momento de integrar as competências, de principalmente aproximar a nossa administração dos Polos de Rondonópolis e Primavera, que estarão conosco nesses dias”, explica a desembargadora.
 
De acordo com o juiz coordenador do Projeto ELO, Jones Gattass, o segundo evento é de grande magnitude, envolvendo diversas áreas do Judiciário com o objetivo de aproximar a instituição de todos.
 
“A ideia primeiro é a integração interna, para que servidores e magistrados possam se falar, conversar e conhecer outras realidades. E ao mesmo tempo, que traremos novidades e programações para nosso público interno, queremos abrir para a comunidade, com a participação da área acadêmica, dos advogados, dos gestores públicos e de toda população.”
 
A líder do Judiciário, desembargadora Clarice Claudino da Silva, elogiou a escolha acertada da programação do evento, em abrir o encontro com a palestra ‘Falar Salva Vidas: Uma Abordagem de Prevenção ao Suicídio’, do médico da família e pós-graduado em psiquiatria, Werley Silva Peres. “Esse tema é muito importante para nós, pois queremos o bem estar de todos aqui presentes.”
 
O psiquiatra apresentou informações sobre saúde mental, prevenção ao suicídio e iniciou a palestra com o poema Ipê Amarelo, de José Veríssimo, o que, segundo ele, foi uma escolha intencional. “O Ipê Amarelo é única árvore que floresce em meio à seca.”
 
“Com as redes sociais vivemos em um mundo fake. Onde somos obrigados a sermos felizes o tempo inteiro, o que é impossível. É preciso se cuidar, olhar com carinho e atenção para dentro de si e para quem está ao seu lado. Uma rede de apoio e o CVV, por exemplo, são fundamentais para conter um impulso da ideação de suicídio”, explica o profissional de saúde.
 
Encontro com servidores – Ainda na manhã desta segunda-feira, a administração do Poder Judiciário, liderada pela presidente do TJMT, desembargadora Clarice Claudino da Silva, se reuniu com os servidores do Polo de Rondonópolis e Primavera do Leste, para, a partir de uma escuta ativa, ouvir as demandas dos colaboradores do Judiciário mato-grossense.
 
Além da líder do judiciário, o bate-papo com os servidores teve a participação da vice-presidente do TJMT, desembargadora Maria Erotides Kneip, dos juízes auxiliares da Presidência, Túlio Duailibi Alves Souza, Viviane Brito Rebello e Jones Gattas, da diretora-geral do TJMT, Euzeni Paiva de Paula, e da vice-diretora-geral do TJMT, Claudenice Deijany F. de Costa.
 
Durante a conversa, os servidores elogiaram as recentes medidas implantadas sobre remoção e plano de carreira de servidores, assim como o olhar humanizado da atual gestão para todos colaboradores do Justiça mato-grossense.
 
Para o diretor do foro da Comarca de Rondonópolis, Francisco Rogério Barros, é uma alegria receber o projeto ELO. “Essa medida da Presidência do TJMT representa muito. Pois teremos a oportunidade de ouvir os servidores, os magistrados e trocarmos ideias. Com certeza isso trará melhorias não só para quem compõe a Justiça, mas principalmente para a população, os jurisdicionados, que serão bem atendidos e com mais empatia. O ELO só traz benefícios para nossa sociedade.”
 
#Paratodosverem 
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. 
Primeira imagem: foto em perspectiva da presidente do TJMT, desembargadora Clarice Claudino da Silva, em pé, em frente ao púlpito de um auditório, falando à plateia do Projeto ELO. Segunda imagem: foto frontal da presidente do TJMT, desembargadora Clarice Claudino da Silva, em frente ao púlpito de um auditório, falando à plateia do Projeto ELO. Ao fundo banners dos 150 anos do TJMT e do projeto ELO. Terceira imagem: auditório cheio com plateia sentada, concentrada. Quarta imagem: foto em perspectiva juiz coordenador do Projeto ELO, Jones Gattass, sentado em uma grande mesa, enquanto fala à plateia do Projeto ELO. Quinta imagem: integrantes do dispositivo de honra da administração do TJMT, com destaque para a presidente do TJMT, desembargadora Clarice Claudino da Silva, que fala ao microfone, ao centro da foto.
 
Marco Cappelletti/ Fotos Ednilson Aguiar
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Nova edição do “Explicando Direito” aborda critérios científicos para análise da palavra da vítima

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Cartaz verde com o título A Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT) lançou uma nova edição do programa Explicando Direito, abordando um tema central para a rotina dos magistrados que atuam no âmbito criminal: a análise da palavra da vítima e da prova testemunhal a partir de critérios técnico-científicos.

Apresentado pelo juiz coordenador das atividades pedagógicas da Esmagis-MT, Antônio Veloso Peleja Júnior, o episódio conta com a participação do juiz Tiago Gagliano Pinto Alberto, do Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR), reconhecido pela sua atuação acadêmica e científica nas áreas de Direito, Psicologia do Testemunho e Neurociência.

Durante a entrevista, Gagliano explica como a Psicologia Cognitiva pode contribuir para a construção de critérios objetivos na análise da credibilidade dos depoimentos. Segundo ele, a forma como a memória é construída e expressa permite identificar elementos técnicos na narrativa.

“Nós temos um marcador mnemônico, marcador da memória, que se transforma em um marcador de narrativa. Se nós, da estrutura decisória, pudermos identificar os marcadores de narrativa de determinadas situações, nós podemos analisar, por consequência, a credibilidade do relato”.

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O magistrado também chama a atenção para um dos principais equívocos na prática jurídica: a confusão entre confiança e credibilidade. Para ele, são conceitos distintos e frequentemente indevidamente misturados. Segundo ele, essa confusão pode levar a decisões baseadas em premissas equivocadas e gerar falsos positivos na análise da prova.

Outro ponto relevante do episódio é a discussão sobre a natureza da memória humana. Gagliano enfatiza que ela não é estática, mas sim constantemente reconstruída, o que exige cautela na interpretação de depoimentos. Ele destaca ainda que fatores emocionais podem afetar significativamente a recordação de fatos, especialmente em situações traumáticas, mencionando casos em que vítimas não conseguem lembrar detalhes básicos. “O bloqueio de memória faz com que a vítima não consiga lembrar determinadas situações”, salienta.

Ao tratar dos instrumentos técnicos disponíveis, o entrevistado destaca as ferramentas de análise da credibilidade do testemunho baseadas no conteúdo verbal, como o protocolo SVA e a análise CBCA. Ele também ressalta o potencial uso da Inteligência Artificial como apoio para cruzar esses critérios técnicos com os depoimentos, sempre com a necessária avaliação crítica por parte do julgador.

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Gagliano enfatiza a importância de decisões fundamentadas em critérios científicos, e não apenas em presunções. “Você decide não mais baseado em presunções, mas sim quanto à presença ou ausência de determinados marcadores”, o que, segundo ele, contribui para maior segurança e qualidade na prestação jurisdicional.

Clique neste link para assistir a entrevista completa no YouTube.

https://www.youtube.com/watch?v=R5vpD2CtzyE

Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.

Autor: Lígia Saito

Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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