Tribunal de Justiça de MT

Há 78 anos Comarca de Alto Araguaia garante acesso à justiça no interior de MT

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Uma das unidades mais antigas do Judiciário de Mato Grosso completou 78 anos neste domingo (21 de setembro). Instalada em 1974, por meio do Decreto Lei nº 862, de 22 de maio de 1947, a Comarca de Alto Araguaia tem levado cidadania e transparência para a região.

A comarca pertence à categoria de Entrância Intermediária e conta com duas Varas Mistas, tendo como juiz titular Daniel de Sousa Campos.

Além de Alto Araguaia (a 415 km de Cuiabá), a jurisdição da unidade abrange os municípios de Araguainha e Ponte Branca e o distrito de Buriti. Aproximadamente 2.100 processos tramitam nas duas varas e no Juizado Cível e Criminal.

Atualmente, o Fórum conta com 50 servidores, entre efetivos, credenciados e terceirizados. O atendimento ao público acontece das 12h às 18h. Para o juiz diretor, Daniel Sousa, que está na comarca há um ano e nove meses, estar à frente da unidade do Judiciário mato-grossense é motivo de orgulho.

“Tenho uma satisfação muito grande em trabalhar nesta comarca, especialmente por estar localizada em uma região importante (fronteira) e por terem passado por aqui diversos juízes com destaque no nosso estado”, declarou o magistrado.

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O juiz lembra que a instalação da comarca foi um marco do desenvolvimento da região, sendo essa uma data importante para a cidade.

“O maior desafio é, sem dúvida, manter a entrega de serviço público de qualidade. É uma data que precisa ser celebrada porque representa o marco inicial de desenvolvimento da região. Todas as outras comarcas próximas surgiram depois da instalação de Alto Araguaia”, pontuou o juiz Daniel.

Imagem em preto e branco, registrada em 1947 na inauguração da instalação da Comarca de Alto AraguaiaA gestora geral do Fórum, Cristiane Tolentino de Barros Borges, atua na comarca desde 2005. Ela conta que revistar as fotos da época quando a unidade foi instalada, aciona na memória os bons momentos e as pessoas que ajudaram a construir essa trajetória.

“Sinto alegria e gratidão por dar continuidade a esse legado de amor por essa comarca. Só tenho a agradecer, pois foi aqui que formei minha família e cuidei dos meus filhos. Sou imensamente grata por tudo”, expressa Cristiane.

Justiça e cidadania

Dentre as ações que são desenvolvidas na comarca, está o Termo de Cooperação Técnica firmado entre o TJMT e a Associação dos Catadores de Materiais Recicláveis da Região do Alto Araguaia, o Araguaia Recicla. O principal objetivo da parceria é a redução do impacto ambiental por meio da implantação da coleta seletiva. A parceria promove a educação ambiental entre os servidores e estabelece parceria com as cooperativas de catadores locais.

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A comarca também conta com Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc). Além disso, a unidade possui dois Pontos de Inclusão Digital (PID’s), um instalado no município de Araguainha e outro em Ponte Branca.

Os PID’s atendem à Resolução nº 508 de 22/06/2023 do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), que promove o acesso para os portais e balcões virtuais dos tribunais da jurisdição, consistindo em uma sala ou espaço equipado com computadores e câmeras providos pelos tribunais em cooperação, para acesso do cidadão.

Conforme o Censo 2022, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o município de Alto Araguaia tem 17.193 habitantes, e 11.381 eleitores, de acordo com Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Autor: Vitória Maria

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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“Selo Imprensa por Elas” destaca adesão de veículos de comunicação e busca proteger mulheres

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O troféu e o “Selo Imprensa Por Elas”, entregues aos 27 veículos de comunicação presentes no “Café com a Imprensa – Diálogo e Proteção à Mulher”, marcam o início de novas ações de enfrentamento à violência de gênero a serem desenvolvidas pelo Poder Judiciário de Mato Grosso. O evento, realizado nesta quarta-feira (15) no Tribunal de Justiça, em Cuiabá, foi o primeiro passo para jornalistas e magistrados construírem juntos um protocolo de cobertura jornalística que proteja as vítimas da violência doméstica e feminicídio.

“Podemos juntos fazer uma transformação cultural. Precisamos do apoio e da parceria dos meios de comunicação para evitar que mais mulheres sejam mortas em seus ambientes íntimos. Esse encontro foi essencial para ouvirmos as dúvidas e sugestões dos profissionais presentes e debatermos questões sensíveis”, ressaltou a coordenadora da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher-MT), desembargadora Maria Erotides Kneip.

Durante o café, foi distribuído o “Guia Rápido –Jornalismo que protege e dignifica” como primeira minuta de um trabalho maior a ser construído, conforme a juíza Ana Graziela Vaz de Campos, membro da Cemulher e vice-presidente do Fórum Nacional de Juízes e Juízas (Fonavid).

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“O ‘Selo Imprensa Por Elas’ destaca os veículos que investem na qualificação de suas equipes e na melhora contínua da cobertura responsável dos casos de violência doméstica. Desse diálogo, vamos construir juntos um protocolo de cobertura jornalística para evitar o chamado efeito copycat, quando se divulga a forma como ocorreu o feminicídio e um caso gera outros similares”, pontuou.

Para a desembargadora Gabriela Knaul Albuquerque, a iniciativa tem como objetivos a “proteção da dignidade das mulheres, a prevenção da revitimização e o estímulo a práticas que contribuam para a responsabilização e reeducação de agressores, inclusive por meio de Grupos Reflexivos”.

Durante o evento, o delegado do Distrito Federal Marcelo Zago trouxe dados de pesquisa científica sobre os impactos da cobertura midiática sobre o assunto, bem como da violência de gênero e feminicídios.

Também estavam presentes o presidente do TJMT, desembargador José Zuquim Nogueira; os desembargadores Márcio Vidal e Jonnes Gattas; o secretário-geral do Tribunal de Justiça, juiz Agamenon Alcântara Moreno; a juíza Tatyana Lopes de Araújo Borges, que preside a Rede de Enfrentamento de Cuiabá; além dos juízes Marcos Terencio Agostinho Pires, de Cuiabá; Leonísio Salles de Abreu Júnior, de Chapada dos Guimarães; Rosângela Zacarkim, de Sinop; Suelen Barizon Hartmann, de Tangará da Serra; Djessica Giseli Kuntzer, de Pontes e Lacerda; Juliano Hermont Hermes da Silva, de Várzea Grande; Luciana Sittinieri Leon, de Rio Branco e Marcelo Sousa Melo Bento de Resende, de Barra do Garças.

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Autor: Lídice Lannes

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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