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Golpistas enviam mensagens com links falsos usando o nome do Fórum de Colíder

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Golpistas estão usando o nome do Fórum de Colíder para coletar dados pessoais da população local. Segundo denúncia recebida pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), os criminosos enviam e-mails e mensagens de WhatsApp aos cidadãos, com intimações fraudulentas, supostamente expedidas pela instituição judiciária.

A falsa mensagem afirma que um suposto processo judicial foi protocolado em nome da vítima e informa uma data e horário para comparecimento no fórum. Além disso, o texto conta com link com a descrição “Acessar Documento” para, de forma maliciosa, induzir o recebedor a clicar em um documento inexistente.

Para assustar o cidadão e gerar uma necessidade de urgência em consultar o processo falso, os criminosos apontam ainda a possibilidade de recebimento de sanções, em caso de não comparecimento ao fórum. Ao final, as mensagens são assinadas por um servidor fictício do setor de intimações.

“Esse servidor não existe nesta comarca. Já encaminhamos à Delegacia de Polícia Judiciária Civil, para a tomada das devidas providências. Estamos levando esse alerta à população para que não seja vítima desse golpe que está sendo praticado utilizando indevidamente o nome do Fórum de Colíder”, chama a atenção a juíza diretora do fórum, Paula Tathiana Pinheiro.

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Justiça Segura

Atento a essa prática criminosa extremamente danosa à população mato-grossense, o Poder Judiciário de Mato Grosso iniciou a campanha “Justiça Segura – Não Caia no Golpe!”. A iniciativa é voltada à conscientização sobre diferentes modalidades de fraudes que vêm sendo aplicadas utilizando o nome de fóruns das comarcas e até mesmo o próprio Tribunal de Justiça (TJMT).

Não caia em golpe

– Desconfie de mensagens inesperadas e não clique em links suspeitos.

– Não forneça dados pessoais: Não confirme nomes, relações familiares ou outras informações pelo telefone.

– Desconfie de ligações urgentes exigindo pagamentos: O Poder Judiciário não solicita depósitos via mensagem de aplicativo e nem por telefone.

– Confirme as informações: canais oficiais www.tjmt.jus.br ou telefone (65) 3617-3000.

– Registre boletim de ocorrência: Caso receba esse tipo de contato, comunique imediatamente à polícia e registre boletim de ocorrência.

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Autor: Bruno Vicente

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Estereótipos de gênero podem gerar injustiças no Direito de Família, alerta juíza

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Mulher de blazer preto fala ao microfone diante de plateia sentada. Ao fundo, telão com slide sobre campanha e banner do CEMULHER - Coordenadoria Estadual da Mulher“Não existe pai herói por fazer o que é sua obrigação, nem mãe menos dedicada por trabalhar fora”. A reflexão marcou a palestra da juíza Ana Graziela Vaz de Campos Alves Corrêa, titular da 2ª Vara Especializada de Família e Sucessões de Cuiabá, durante a capacitação das Equipes Multidisciplinares das Varas Especializadas de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, realizada na tarde desta quarta-feira (15) pelo Poder Judiciário de Mato Grosso.
Com o tema “Estereótipos de Gênero no Direito de Família”, a magistrada chamou a atenção para a necessidade de psicólogos, assistentes sociais e demais profissionais reconhecerem e romperem padrões culturais que ainda influenciam decisões judiciais e atendimentos às mulheres em situação de violência.
Segundo a juíza Ana Graziela, a ideia de que a mulher deve ser sempre a principal cuidadora dos filhos, enquanto o homem ocupa exclusivamente o papel de provedor, ainda provoca julgamentos que podem comprometer a imparcialidade dos processos. “A gente não pode taxar as pessoas por um estereótipo. O pai não é herói por cuidar do filho, porque isso é obrigação. Da mesma forma, a mulher não deixa de ser uma boa mãe porque trabalha o dia inteiro ou conta com uma rede de apoio para cuidar das crianças”, afirmou.
Plateia sentada assiste palestra em auditório. Ao fundo, palestrante de preto fala ao microfone diante de telão com slide e banner do CEMULHER.Atendimento sem julgamentos
Durante a palestra, a juíza explicou que esses estereótipos podem resultar em violência processual, quando preconceitos e ideias pré-concebidas interferem na forma como mulheres são ouvidas, acolhidas e avaliadas pelo sistema de Justiça.
Ela destacou que é preciso evitar perguntas e conclusões que responsabilizem a vítima pela violência sofrida ou coloquem em dúvida sua credibilidade. “Não adianta essa mulher ser vítima em casa e, quando chega ao Fórum, sofrer um outro tipo de violência praticada pelo próprio poder público. Ela precisa encontrar acolhimento, não julgamento”, comentou.
Ao abordar a evolução histórica dos direitos das mulheres, Ana Graziela lembrou que muitos padrões sociais foram construídos ao longo dos séculos e ainda se refletem nas relações familiares e nas decisões judiciais. Por isso, defendeu que magistrados e equipes técnicas utilizem o Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) como instrumento para reduzir vieses e garantir decisões mais justas.
Como mensagem final aos participantes, a magistrada reforçou que empatia e imparcialidade devem orientar a atuação de todos os profissionais que lidam com famílias e mulheres em situação de violência. “Precisamos quebrar os estereótipos de gênero. Um laudo deve ser construído sem julgamentos e baseado na realidade dos fatos. Quem trabalha com essas famílias precisa compreender o contexto em que elas vivem e atuar com empatia para evitar novas formas de violência”, concluiu.

Autor: Roberta Penha

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Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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