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Dia do Servidor: Desembargadora Clarice destaca trabalho abnegado de servidores e celebra conquistas

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Neste sábado, 28 de outubro, o Poder Judiciário de Mato Grosso comemora uma data muito especial: o Dia do Servidor Público. Apesar de essenciais na relevante missão de servir à sociedade, atender à população é, de longe, a meta mais simples na vida de um servidor público. Os novos modelos de atendimento demandados pela sociedade têm exigido do serviço público respostas cada vez mais dinâmicas, e uma capacidade extraordinária dos servidores de se adaptar.
 
Na percepção da presidente do Poder Judiciário de Mato Grosso, desembargadora Clarice Claudino da Silva, há muito tempo, os servidores públicos deixaram de ser simples ‘re-produtores’ de um sistema falido de atendimento público, para se tornarem pensadores efetivos de um novo amanhã.
 
“Quando pensamos em todas as conquistas, especialmente aquelas alcançadas nos últimos meses pelo Poder Judiciário, e em todo o avanço que ainda poderemos experimentar, é impossível não pensarmos no trabalho árduo dos nossos servidores e servidoras, que diuturnamente nos surpreende com novas ideias, novos conceitos e uma nova conduta de vida, talvez inspirados por esse novo modelo de vida que vivemos hoje no Poder Judiciário de Mato Grosso. É bem verdade, que por força do cargo [presidente do Poder Judiciário], somos levados a talhar caminhos cada vez mais ousados e desafiadores, em resposta à aquilo que nos é exigido pela sociedade. É imperioso reconhecer que sem a dedicação árdua dos nossos servidores, nada disso seria possível. Vivemos tempos cada vez mais desafiadores, e como aquela velha máxima diz ‘mais importante que o caminho, é saber com quem caminhamos’, para mim, é um orgulho e um privilégio imensurável, caminhar ombro a ombro com pessoas extraordinárias, que formam essa grande equipe, sabendo que, pelos caminhos que decidirmos nos conduzir, desde que justos e equilibrados, não estaremos jamais sozinhos”, reverenciou a desembargadora Clarice Claudino.
 
O empenho de cada um dos servidores – entre efetivos, comissionados, contratados, credenciados e terceirizados, colocou o Tribunal de Justiça de Mato Grosso entre os cinco tribunais mais bem avaliados do país, de acordo com o Índice de Produtividade Comparada da Justiça (IPC-Jus), divulgado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), no relatório Justiça em Números 2023.
 
No Índice de Atendimento à Demanda (IAD), o Tribunal de Justiça de Mato Grosso manteve a produtividade, acima dos 100%. Para se ter uma ideia, a média Brasil no IAD foi 95%. O TJMT superou o atendimento à demanda em 107,6%, ou seja, mesmo com a demanda constante e crescente, num universo de quase 468 mil processos que entraram no Judiciário em 2022, o Tribunal de Justiça tem aumentado a sua produtividade e se mantido dentro de índices satisfatórios.
 
Na avaliação da coordenadora de Gestão de Pessoas (CGP), do Tribunal de Justiça, Karine Giacomeli, os resultados apenas refletem o empenho da gestão em construir e manter relações de trabalho, pautadas no sentimento de pertencimento e no reconhecimento dos servidores.
 
“Os números são resultado da dedicação, trabalho e foco dos servidores e servidoras do Poder Judiciário. Isso se deve a uma significativa elevação da motivação e engajamento das equipes, o que, naturalmente, resulta numa prestação jurisdicional mais eficiente e responsiva aos anseios da sociedade. Nada disso seria possível sem a visão acolhedora e visionária da nossa presidente Clarice Claudino, que carinhosamente busca o desenvolvimento e crescimento dos nossos servidores e servidoras, seja com capacitações, melhorias nas carreiras, investimentos em saúde física e emocional e tantas outras ações que comprovam o olhar humano às relações dento do Tribunal”, avaliou Karine.
 
Dentro da politica de valorização dos servidores, adotada pela presidente do Poder Judiciário, desembargadora Clarice Claudino, inúmeras ações têm sido garantidas, com foco no resgate da autoestima do servidor e na construção de ambientes de trabalho mais acolhedores e humanizados de convivência, além da garantia de direitos inerentes às carreiras. O cuidado com a saúde e o bem-estar físico e emocional, também se tornou referência da atual gestão, que tem se dedicado na promoção de campanhas internas e atividades de motivação e autocuidado.
 
#Paratodosverem. Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Primeira imagem: Presidente do Poder Judiciário de Mato Grosso, desembargadora Clarice Claudino da Silva. Na foto, a desembargadora usa blusa na cor preta de gola alta com blazer quadriculado nas cores branco e preto. Ao fundo, um painel no tom azul marinho e um arranjo de flores à esquerda.
 
Naiara Martins/Foto: Alair Ribeiro
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Estereótipos de gênero podem gerar injustiças no Direito de Família, alerta juíza

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Mulher de blazer preto fala ao microfone diante de plateia sentada. Ao fundo, telão com slide sobre campanha e banner do CEMULHER - Coordenadoria Estadual da Mulher“Não existe pai herói por fazer o que é sua obrigação, nem mãe menos dedicada por trabalhar fora”. A reflexão marcou a palestra da juíza Ana Graziela Vaz de Campos Alves Corrêa, titular da 2ª Vara Especializada de Família e Sucessões de Cuiabá, durante a capacitação das Equipes Multidisciplinares das Varas Especializadas de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, realizada na tarde desta quarta-feira (15) pelo Poder Judiciário de Mato Grosso.
Com o tema “Estereótipos de Gênero no Direito de Família”, a magistrada chamou a atenção para a necessidade de psicólogos, assistentes sociais e demais profissionais reconhecerem e romperem padrões culturais que ainda influenciam decisões judiciais e atendimentos às mulheres em situação de violência.
Segundo a juíza Ana Graziela, a ideia de que a mulher deve ser sempre a principal cuidadora dos filhos, enquanto o homem ocupa exclusivamente o papel de provedor, ainda provoca julgamentos que podem comprometer a imparcialidade dos processos. “A gente não pode taxar as pessoas por um estereótipo. O pai não é herói por cuidar do filho, porque isso é obrigação. Da mesma forma, a mulher não deixa de ser uma boa mãe porque trabalha o dia inteiro ou conta com uma rede de apoio para cuidar das crianças”, afirmou.
Plateia sentada assiste palestra em auditório. Ao fundo, palestrante de preto fala ao microfone diante de telão com slide e banner do CEMULHER.Atendimento sem julgamentos
Durante a palestra, a juíza explicou que esses estereótipos podem resultar em violência processual, quando preconceitos e ideias pré-concebidas interferem na forma como mulheres são ouvidas, acolhidas e avaliadas pelo sistema de Justiça.
Ela destacou que é preciso evitar perguntas e conclusões que responsabilizem a vítima pela violência sofrida ou coloquem em dúvida sua credibilidade. “Não adianta essa mulher ser vítima em casa e, quando chega ao Fórum, sofrer um outro tipo de violência praticada pelo próprio poder público. Ela precisa encontrar acolhimento, não julgamento”, comentou.
Ao abordar a evolução histórica dos direitos das mulheres, Ana Graziela lembrou que muitos padrões sociais foram construídos ao longo dos séculos e ainda se refletem nas relações familiares e nas decisões judiciais. Por isso, defendeu que magistrados e equipes técnicas utilizem o Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) como instrumento para reduzir vieses e garantir decisões mais justas.
Como mensagem final aos participantes, a magistrada reforçou que empatia e imparcialidade devem orientar a atuação de todos os profissionais que lidam com famílias e mulheres em situação de violência. “Precisamos quebrar os estereótipos de gênero. Um laudo deve ser construído sem julgamentos e baseado na realidade dos fatos. Quem trabalha com essas famílias precisa compreender o contexto em que elas vivem e atuar com empatia para evitar novas formas de violência”, concluiu.

Autor: Roberta Penha

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Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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