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Fonavid encerra nesta sexta com eleição da nova diretoria e forte presença de Mato Grosso

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O XVII Fórum Nacional de Juízas e Juízes de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher (Fonavid) chega ao fim nesta sexta-feira (14), em São Luís (MA), com a eleição da nova diretoria nacional. Realizado desde o dia 10, o evento reuniu cerca de 300 participantes no Teatro Arthur Azevedo, entre magistrados, equipes técnicas e representantes da rede de proteção, e reforçou a preocupação do Judiciário diante do aumento dos casos de feminicídio e da violência de gênero no país.

A escolha da nova direção do Fonavid marcou o encerramento do encontro e evidenciou a forte representatividade de Mato Grosso. O estado, reconhecido nacionalmente pela atuação de suas Varas Especializadas de Violência Doméstica, passa a integrar a cúpula do colegiado com dois nomes: a juíza Ana Graziela Vaz de Campos Alves Corrêa, que assume a 2ª Vice-presidência, e a juíza Tatyana Lopes, escolhida como representante da região Centro-Oeste.

A nova diretoria será formada por Camila Guerin (TJRJ) na presidência, Naiara Brancher (TJSC) na 1ª vice-presidência, e Ana Graziela Vaz de Campos Alves Corrêa (TJMT) na 2ª vice-presidência. Também integram o grupo as secretárias Eliana Augusta Acioly Machado de Oliveira (TJAL) e Fernanda Yumi Furukawa Hata (TJSP). A composição inclui ainda representantes das cinco regiões do país.

A presença de Mato Grosso na diretoria é reflexo da atuação consistente dos magistrados que integram as Varas Especializadas do estado. Durante o Fonavid, o TJMT esteve representado pelas juízas e juízes Ana Graziela Vaz, Marcos Terêncio Agostinho Pires, Tatyana Lopes, José Mauro Nagib Jorge e Maria Mazarelo Farias Pinto, todos reconhecidos pela condução de projetos, práticas inovadoras e articulação com a rede de proteção.

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Ao comentar a escolha para a 2ª Vice-Presidência, a juíza Ana Graziela reforçou o momento desafiador vivido pelo país.

“Estamos diante de um cenário de agravamento da violência contra a mulher, o que exige uma postura ainda mais firme e qualificada do sistema de Justiça. Integrar a nova diretoria do Fonavid é assumir o compromisso de fortalecer políticas públicas, aprimorar a atuação judicial e ampliar estratégias de proteção às mulheres”, defendeu a magistrada

Ela acrescentou que sua presença na direção também representa o trabalho contínuo desenvolvido em Mato Grosso. “É uma honra representar o TJMT. Temos uma magistratura muito atuante nas varas especializadas, com equipes comprometidas e projetos consolidados. Queremos levar essa experiência ao debate nacional e contribuir para decisões e práticas mais sensíveis e alinhadas à perspectiva de gênero”.

A juíza Tatyana Lopes, representante do Centro-Oeste, também destacou a importância da participação regional na direção nacional do Fonavid.

“A região Centro-Oeste tem avançado no fortalecimento das medidas protetivas, no diálogo com a rede de atendimento e na implementação de boas práticas. Estar na diretoria significa ampliar esse trabalho e garantir que nossas experiências tenham espaço nas discussões nacionais. Nossa atuação diária nas varas especializadas mostra o comprometimento do estado no enfrentamento à violência doméstica”, afirmou.

Criado em 2009, o Fonavid é considerado o principal espaço de articulação entre profissionais do sistema de Justiça dedicados à aplicação da Lei Maria da Penha. Durante sua 17ª edição, o evento promoveu debates sobre estereótipos de gênero, oficinas e apresentação de boas práticas de todo o país.

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O colegiado já definiu também o próximo encontro: o XVIII Fonavid será realizado em 2026, no Estado do Ceará. Em 2027, Cuiabá vai sediar o evento.

Com a eleição da nova diretoria, o Fonavid encerra os trabalhos desta edição reafirmando o compromisso do Poder Judiciário com a proteção das mulheres e com o fortalecimento de políticas públicas estruturadas para prevenir e enfrentar a violência doméstica e familiar.

Composição da nova gestão do Fonavid:

Presidência: Camila Guerin – TJRJ

1ª Vice: Naiara Brancher – TJSC

2ª Vice: Ana Graziela Vaz de Campos Alves Corrêa -TJMT

Secretária: Eliana Augusta Acioly Machado de Oliveira – TJAL

Secretária: Fernanda Yumi Furukawa Hata – TJSP

Centro-Oeste:

Tatyana Lopes – TJMT: representante

Isabella Luiza Alonso Bittencourt – TJGO: legislativo

Bruna Tafarelo – TJMS: suplente

Nordeste:

Lúcia Helena Barros Heluy – TJMA: representante

Virgílio Madeira Martins Filho – TJPI: suplente

Juliana Nogueira Galvão Martins – TJSE: legislativo

Norte:

Márcia Regina Gomes Serafim – TJRO: representante

Legislativo: Cirlene Maria de Assis Santos Oliveira – TJTO

Louise Kristina Lopes de Oliveira Santana – TJAC

Sudeste:

Marcelo de Paula – TJMG: representante

Danielle Galhano – TJSP: legislativo

Katylene Collyer Pires de Figueiredo – TJRJ: suplente

Sul:

Julia Barreto Campelo – TJPR: representante

Rafael Pagnon Cunha – TJRS: legislativo

Karolin Guesser – TJSC: suplente

Autor: Flávia Borges

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Aprimoramento do suporte pedagógico e valorização de potencialidades marcam debate sobre inclusão

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A inclusão escolar ultrapassa a dimensão técnica e demanda a construção de um ambiente pautado pela empatia, pela escuta e pela compreensão das diferenças. A reflexão é do professor Agnaldo Fernandes, um dos mais de mil participantes do evento “TJMT Inclusivo: Autismo e Direitos das Pessoas com Deficiência”, realizado pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).

Com 24 anos de atuação na rede pública de ensino em Cuiabá e Várzea Grande, o educador destacou que o processo inclusivo se consolida, sobretudo, na convivência e no envolvimento de toda a comunidade escolar. “Existe também um trabalho importante com os demais estudantes, para que compreendam as diferenças e participem, respeitem e entendam. Exige preparo, sensibilidade e tempo”, afirmou.

A vivência em sala de aula, como professor de Artes, também revela o potencial expressivo dos estudantes atípicos quando encontram estímulos adequados. Segundo o professor Agnaldo Fernandes, há um envolvimento natural dos educadores em buscar estratégias mais direcionadas, especialmente em áreas como as artes, onde muitos alunos demonstram habilidades significativas. “A gente se apega muitas vezes, quer trabalhar de uma forma mais específica, mais enfática, pra que ele consiga se desenvolver, principalmente na minha área, que tem crianças que conseguem ter um potencial incrível na área de artes. Alguns autistas, por exemplo, conseguem trabalhar pintura, o faz de conta, uma série de elementos da arte que são interessantíssimos”, relatou.

No entanto, o tempo limitado e a dinâmica da rotina escolar acabam impondo barreiras à continuidade desse trabalho mais aprofundado. “Só que você tem muito pouco tempo pra trabalhar, aí você tem a próxima turma e a próxima turma e a próxima turma”, acrescentou, ao destacar a dificuldade de conciliar a atenção individualizada com a demanda de múltiplas turmas ao longo do dia.

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Ainda assim, o compromisso dos professores se mantém como um dos pilares da inclusão. O educador enfatiza que há um esforço contínuo para oferecer o melhor atendimento possível, mesmo diante das limitações estruturais. “A gente se esforça muito, tenta fazer o máximo, mas a gente gostaria que tivesse mais um apoio, um espaço específico pra aqueles que precisam, porque são seres humanos que necessitam de um acompanhamento maior”, afirmou.

Para ele, a ampliação desse suporte pode representar um avanço significativo não apenas no processo de aprendizagem, mas também na construção de perspectivas futuras para esses estudantes. “Esse apoio mais estruturado permitiria que eles se desenvolvessem melhor e pudessem, futuramente, estar no mercado de trabalho de uma forma muito mais efetiva”, concluiu.

Promovido pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), o evento foi realizado na quinta-feira (16), na Igreja Lagoinha, reunindo mais de 2,1 mil participantes, entre coordenadores escolares, professores e cuidadores de alunos com deficiência. A iniciativa, conduzida pela vice-presidente do TJMT e presidente da Comissão de Acessibilidade e Inclusão, desembargadora Nilza Maria Pôssas de Carvalho, reafirma o compromisso institucional do Judiciário mato-grossense com a promoção de direitos e com o fortalecimento de práticas inclusivas alinhadas às demandas sociais.

TJMT Inclusivo

O projeto reforça o compromisso do Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio da Comissão de Acessibilidade e Inclusão, com o respeito à neurodiversidade, e dá cumprimento à Resolução nº 401/2021 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que estabelece diretrizes de acessibilidade e inclusão de pessoas com deficiência no âmbito do Judiciário. A iniciativa também está em consonância com a Lei nº 12.764/2012, conhecida como Lei Berenice Piana, que institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista.

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Autor: Patrícia Neves

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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