Tribunal de Justiça de MT

Estagiários de Direito do Tribunal participam de palestra sobre governança de dados no Judiciário

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Cerca de 50 estagiários de Direito do Tribunal de Justiça e do Fórum da Capital participaram da palestra com o tema “A importância da gestão orientada por dados”, ministrada pelo juiz da 3ª Vara Cível de Cuiabá, Luiz Octávio Saboia Ribeiro, no Plenário 4 do TJMT. A atividade faz parte do programa Super Star_gio, desenvolvido pela Coordenadoria Judiciária para aprimorar o aprendizado dos futuros operadores do Direito.
 
A coordenadora judiciária do TJMT, Rose Pincerato, explica que o programa de estágio tem diversos diferenciais em relação aos demais existentes no mercado. “Ele visa dar uma ênfase na capacitação dos nossos estagiários que estão na área judiciária. Além das atividades laborais e o aprendizado que eles têm no dia-a-dia, a gente acelera esse conhecimento mostrando todas as áreas, a tramitação do processo, por onde ele passa e as nossas rotinas”.
 
Rose conta ainda que, por meio de parcerias com os departamentos e os gabinetes, os estudantes aprendem a redigir votos, sentenças, entre outros documentos. “O programa tem o ‘Se sustente oralmente’, que visa fortalecer essa comunicação, fazer laboratório, vendo as melhores sustentações orais e fazer essa observação. A gente reúne, discute sobre isso. Temos também o ‘Adote um processo’, onde eles pegam um processo no início da distribuição e acompanham todos os atos desse processo. E também se reúnem para contar a história do processo uns para os outros, numa forma de melhorar a oralidade deles e a apresentação de uma causa”, detalha.
 
O juiz convidado do 14º encontro do programa, Luiz Octávio Saboia Ribeiro, elogia o Super Star_gio. “É uma iniciativa fantástica! Eu digo sempre que o estágio e voluntariado tem que ser um processo de ganha-ganha, ou seja, um processo onde aqueles que são recrutados, que ingressam no Judiciário ganham de alguma forma. E o ganhar, pra mim, não é só economicamente, é ganhar em conhecimento, ganhar em experiência. E um processo onde o Tribunal ganha porque a partir do momento em que ele capacita esse estagiário, ele vai ter um estagiário de maior qualidade, podendo fazer uma prestação de serviço com maior celeridade e eficiência ao cidadão”.
 
Segundo o magistrado, seu gabinete conta com estagiários e voluntários que, na avaliação dele, são essenciais para o bom funcionamento do Poder Judiciário, pois tem demonstrado isso no cotidiano. “Nós temos estagiários extremamente aplicados ali dentro. Alguns juízes que ingressaram no último concurso já recrutaram alguns estagiários para talvez irem como assessor para o interior. Então eu estou muito feliz com o nível de qualidade, de esforço, de interesse dos estagiários. Atualmente, tanto os estagiários, quanto os voluntários são essenciais para que a gente desenvolva um serviço a contento à população”.
 
Governança de dados e inovação
 
Em sua palestra proferida aos estagiários, o juiz Luiz Octávio Saboia Ribeiro, que é especialista em Direito Digital e Cyber Segurança e já foi coordenador do laboratório de inovação do Tribunal de Justiça, abordou o tema “gestão orientada por dados” contando a história do próprio TJMT, fazendo uma viagem no tempo, mostrando as evoluções tecnológicas que ocorreram na prestação jurisdicional e destacando como as pessoas tiveram que se preparar para lidar com a enorme quantidade de informações com que lidam diariamente.
 
“O Poder Judiciário gera muitos dados, mas esses dados, se a gente não souber gerir, não tiver alguma governança sobre eles, nós nos perdemos nessa imensidão de informações. E o ideal é que nós entendamos primeiro oque são dados, pra que eles servem, como eles podem nos ajudar. E aí esclarecer como se dá essa governança de dados no âmbito do poder judiciário”, afirma Saboia. Ao final da palestra, o magistrado ainda levou o grupo de estagiários para conhecer o Laboratório do Inovação do TJ, que já foi coordenado por ele, e onde são desenvolvidas as novas soluções para os desafios e demandas que surgem a cada dia.
 
A palestra foi precedida pela participação do juiz auxiliar da Presidência, Jones Gattas, que fez a leitura do currículo do palestrante e teceu elogios tanto ao programa Super Star_gio quanto ao convidado do encontro.
 
Oportunidade de aprendizado
 
Estagiários ouvidos são unânimes em pontuar o grande aprendizado que estão adquirindo no Super Star_gio, muitas vezes até antecipando os conteúdos da faculdade. É o caso da estudante Isadora Sampaio, estagiária no gabinete da desembargadora Serli Marcondes. Ela conta que ingressou no estágio no 5º semestre já aprendendo sobre recursos, disciplina que só foi estudar no semestre seguinte na academia. “Tem sido fantástico! Quando eu entrei, fui direto para a Secretaria. Depois tive a oportunidade de ser encaminhada para o Gabinete e só tenho a agradecer porque é uma oportunidade incrível. Eu aprendi muito em pouco tempo que eu estou lá no Gabinete. Faz 4 meses mais ou menos. Já fiz voto! Desde o primeiro dia que a gente vai aprendendo não só as matérias, mas a escrita. Tenho visto que meu vocabulário e a minha escrita estão muito mais ricos. É muito bom! Estou muito feliz”.
 
O estagiário da 3ª Vara Cível de Cuiabá, Caio Augusto Vaz de Castro, também avalia positivamente o programa. “É uma experiência incrível! A gente aprende ali na prática como é o mundo do Direito. A gente aprende a teoria na faculdade e agora, vendo na prática. São muitos ensinamentos, decisões, despachos e até mesmo sentenças, aprendendo na prática, na vivência”, relata.
 
O jovem destaca que gostaria que todos os seus colegas pudessem ter essa mesma chance, visão que é compartilhada por Isadora Sampaio. “Eu sempre falei para o pessoal aqui do tribunal que a gente está tendo uma oportunidade única porque meus colegas de faculdade não tem essa oportunidade de aprendizado, que é muito enriquecedora, não só dos temas, mas das pessoas com quem a gente tem contato. Com certeza é muito diferente”, avalia.
 
#Paratodosverem – Esta matéria possui recursos de texto alternativo para inclusão das pessoas com deficiência visual. Foto 1: Imagem em plano aberto que mostra o Plenário 4 do TJMT, com o juiz Luis Octavio Saboia Ribeiro proferindo palestra, falando ao microfone e encostado no parlatório usado pelos advogados, a plateia lotada da estagiários. Foto 2: Coordenadora Judiciária do TJMT, Rose Pincerato. Ela é uma mulher branca, alta, de cabelos compridos, lisos e loiros, usando camisa branca com botões de pérolas. Atrás dela é possível ver o Plenário 4 do Tribunal. Foto 3: Juiz Luis Octávio Saboia Ribeiro concede entrevista à TV Justiça. Ele é um homem branco, de olhos e cabelos castanhos, barba, usando camisa e paletó pretos. Ao fundo, o plenário 4 do TJ lotado. Foto 4: Foto 4: Estagiária Isadora Sampaio concede entrevista à TV Justiça. Ela é uma jovem, branca, de olhos e cabelos castanhos escuros, estes lisos e presos, usando camiseta preta, brinco em formato de flor branca e com um semblante feliz. Atrás dela, o plenário 4 do TJ lotado. Foto 5: Estagiário Caio Augusto concede entrevista à TV Justiça. Ele é um rapaz branco, alto, magro, de olhos e cabelos castanho-escuros, usando camiseta preta. Atrás dele, o plenário 4 do TJ. Foto 6: Juiz e estudantes no laboratório de inovação, todos em pé. O juiz gesticula e fala, enquanto os estudantes ouvem, alguns tiram foto. A sala tem uma mobília com design moderno, uma parede preta com uma decoração em formato de lâmpada de led e o teto tem uma pintura de um robô humanoide.
 
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Celly Silva
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Justiça e Corpo de Bombeiros se unem pela pacificação social em Rondonópolis

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Bombeiros de uniforme laranja perfilados em frente ao quartel

O Corpo de Bombeiros é reconhecido por salvar vidas e apagar incêndios que destroem o patrimônio físico, mas, nesta terça-feira (16), transformou-se em um espaço de diálogo voltado à cultura da paz social, direitos fundamentais e cooperação institucional.
Numa parceria inédita, o Poder Judiciário de Mato Grosso e o comando da unidade de bombeiros militares de Rondonópolis realizou um ciclo de palestras direcionado a todo o efetivo militar local e da região, com foco em duas ferramentas essenciais para a harmonia comunitária: a Autocomposição e a Justiça Restaurativa.
O encontro foi conduzido pelo juiz Wanderlei José dos Reis, coordenador do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) de Rondonópolis, que expôs sobre duas políticas públicas judiciárias.
O objetivo central da iniciativa foi estreitar os laços entre as instituições e a sociedade civil, demonstrando como os métodos consensuais podem transformar a realidade local, mitigar a judicialização e promover a verdadeira reparação de danos.
Homem de terno preto dá entrevista a repórter de camisa verde, que segura um celular. Ao fundo, um bombeiro de uniforme laranja observa a cena em frente ao batalhão, sob céu nublado.Logo na abertura dos trabalhos, às 8h da manhã, o juiz Wanderlei Reis traçou um paralelo entre a nobre missão dos bombeiros e a atuação do Judiciário moderno. Para o magistrado, as duas instituições atuam, cada uma à sua maneira, na preservação da integridade e no restabelecimento da ordem.
“O que trazemos hoje, em nome do Poder Judiciário de Mato Grosso, aos bombeiros militares é a proposta de agirmos juntos também como pacificadores, utilizando o diálogo e as práticas restaurativas para ‘apagar os incêndios’ sociais e relacionais antes que eles se transformem em tragédias ou em processos judiciais. A farda militar carrega disciplina e proatividade, valores fundamentais para propagar essa cultura de pacificação social”, destacou o juiz coordenador.
O comando do 3º Batalhão ressaltou que receber o Judiciário no quartel amplia os horizontes da corporação e contribui diretamente para a formação humana do efetivo. “A aproximação das instituições é muito saudável e importante para conhecimento dos instrumentos que a Justiça dispõe e que ainda não conhecíamos, como a justiça restaurativa. Ficamos muito felizes pela parceria com o Poder Judiciário e pelo conhecimento adquirido por toda tropa aqui hoje. Nosso desejo é participar e divulgar esse trabalho de maneira cidadã à toda a sociedade”, pontuou o comandante Tenente-coronel BM Ednaldo Fernando Rodrigues.
O ciclo foi dividido em dois eixos temáticos que prenderam a atenção dos militares durante toda a manhã. Na primeira conferência, intitulada “A Autocomposição e o Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) e seus papéis na pacificação social”, o palestrante esmiuçou como a estrutura do Cejusc atua como porta de entrada para uma justiça mais ágil e humana, baseada na cooperação mútua.
Na sequência, o magistrado aprofundou o debate com o tema “O papel da Justiça Restaurativa em promover a reparação de danos e a pacificação social”. O foco foi demonstrar que o modelo restaurativo, que recentemente teve sua apresentação em parceria com o Exército Brasileiro e em escolas cívico-militares, busca reparar as relações rompidas pelo conflito, gerando autorresponsabilidade.
“O conhecimento e a empatia são instrumentos definitivos de transformação. Quando o militar compreende a profundidade da Justiça Restaurativa, ele se torna um agente multiplicador da paz social nas ruas, nas ocorrências e nos projetos sociais que a própria corporação desenvolve em nossa terra. Ou seja, todos saem ganhando com o conhecimento e prática dessas ferramentas que são políticas públicas judiciárias”, concluiu o juiz Wanderlei José dos Reis.
O capitão BM Roberto Coelho de Lima, que também atua diretamente na gestão da tropa, enalteceu a aplicabilidade prática das metodologias restaurativas na rotina militar. “Contamos com um contingente expressivo e a Justiça Restaurativa surge como uma ferramenta viável para solucionar eventuais conflitos internos no cotidiano do batalhão. Nossa expectativa é a formação de facilitadores para que possamos aplicar essas técnicas de forma contínua no nosso dia a dia”, pontuou o oficial.
Ainda novo na instituição militar, mas já imbuído de um espírito pacificador, o Tenente BM Felipe Cruz Vieira confidenciou que busca aplicar princípios da cultura de paz dentro do batalhão. “Buscamos sempre adotar princípios semelhantes aos da justiça restaurativa e seguindo essa linha de cultura de paz aqui dentro do batalhão, procurando resolver os problemas através do diálogo e da paz, assim como o Cejusc tem buscado fazer para toda a sociedade”, completou.

Autor: Assessoria

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Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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