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Educação inclusiva exige prática e sensibilidade, destaca neurocientista em evento do TJMT

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A imagem mostra o auditório lotado enquanto a palestrante apresenta conteúdo no telão sobre estrutura escolar para pessoas com TEA. Bandeiras estão à esquerda do palco e flores coloridas decoram a frente.A compreensão da neurodiversidade e a necessidade de uma educação baseada na prática foram os principais temas abordados pela neurocientista Anita Brito durante a 6ª edição do projeto “TJMT Inclusivo: Capacitação e Conscientização em Autismo”, realizado nesta sexta-feira (5), em Cuiabá. O evento reuniu cerca de 1,2 mil participantes, incluindo servidores(as), magistrados(as), profissionais da educação e saúde, além de familiares.

Reconhecida internacionalmente por sua pesquisa no neurodesenvolvimento, Anita iniciou a palestra convidando o público a adotar uma postura ativa diante do conhecimento.

“O que eu trago aqui é para transformar a forma como enxergamos o outro. É um aprendizado para a vida”, afirmou. Ela destacou ainda que todo seu trabalho é sustentado por vivências reais, construídas ao longo de décadas como pesquisadora e professora.

A inclusão que transforma

Ao tratar da presença crescente de estudantes autistas nas escolas, Anita provocou uma reflexão profunda sobre a própria história. “A pergunta não é por que temos mais autistas hoje na escola. É por que antes eles não estavam lá. Eles sempre existiram”, disse.

Para ela, ainda há resquícios de práticas rígidas que dificultam a inclusão plena, e o desafio é romper padrões para possibilitar novas estratégias de ensino. “Um aluno neurodivergente mexe com o que planejamos. E é isso que exige de nós outra forma de ensinar”, pontuou.

A neurocientista reforçou que inclusão não se limita ao ingresso na escola, mas envolve permanência com qualidade, acompanhamento e adaptação real. Segundo ela, fatores ambientais podem ter impacto tão significativo quanto os biológicos no desenvolvimento das crianças. “Se a criança nasceu autista, ou com qualquer diversidade, a pergunta deve ser: ‘Como podemos trabalhar com ela?’”, questionou.

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Em um dos momentos, Anita compartilhou a trajetória de seu filho, Nicolas Brito Sales, diagnosticado tardiamente após anos de questionamentos. “Diziam que era coisa da minha cabeça. O ‘diagnóstico’ dele era: lindo. Como se aparência definisse desenvolvimento”, contou. O relato sensibilizou o público ao mostrar que muitas famílias ainda enfrentam desinformação, estigmas e falta de acolhimento.

Outro ponto marcante foi a reflexão sobre expectativas parentais e a pressão social por desempenho e status. “Não imponha aos seus filhos as expectativas dos seus desejos. Eles precisam ser felizes no caminho que construírem”, afirmou.

Ao final, Anita ressaltou que comportamentos atípicos não são barreiras, mas convites ao aprendizado. “O atípico tira a gente da zona de conforto. É aí que precisamos aprender mais”.

O evento

O “TJMT Inclusivo – Capacitação e Conscientização em Autismo” é organizado pela Comissão de Acessibilidade e Inclusão do Poder Judiciário de Mato Grosso, pela Escola Superior da Magistratura (Esmagis-MT) e Escola dos Servidores, em parceria com a prefeitura de Cuiabá e com apoio da Igreja Lagoinha Cuiabá.

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A capacitação foi realizada em formato híbrido, com transmissão ao vivo no canaldo TJMT no YouTube, com direito a intérpretes de Língua Brasileira de Sinais (Libras), e reuniu oito palestras com especialistas de neurologia, psicologia, fisioterapia, educação e direito.

Durante o evento, os participantes também puderam conferir a exposição de artes plásticas de Maria Clara Souza Campos, filha da servidora do TJMT Adriana Ferreira de Souza.

Confira mais fotos no Flicker do TJMT

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Capacitação e Conscientização em Autismo do TJ leva mais de mil pessoas a se aprimorarem sobre tema

Autor: Emily Magalhães

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Tribunal de Justiça de MT

CNJ visita Tribunal de Justiça e apresenta programa de segurança cibernética Justiça [+ Segura]

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Uma equipe técnica do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) visitou o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) nesta terça-feira (26) para apresentar o Programa Justiça [+Segura], buscando a atuação conjunta na promoção da segurança cibernética, o fortalecimento da preservação digital e a integridade de informações do Poder Judiciário brasileiro.

O presidente do TJMT, desembargador José Zuquim Nogueira deu as boas-vindas a todos na reunião e enalteceu a importância da pauta. “Segurança cibernética não diz respeito apenas a sistemas. Diz respeito à proteção dos dados, à contiguidade dos serviços e à confiança da sociedade na Justiça. Por isso recebemos essa visita com plena disposição para colaborar”, disse.

O juiz auxiliar da Presidência do CNJ, João Thiago Guerra apresentou o Programa Justiça [+ Segura], explicando que se trata de uma parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) com o objetivo de enfrentar os desafios consequentes do grande avanço do processo de transformação digital dos serviços judiciários, que, segundo ele, “resultou em muitos benefícios, tanto para o Judiciário, quanto para os usuários externos, para a sociedade, mas também aumentou o nosso nível de risco de exposição a ataques cibernéticos a patamares que precisam ser enfrentados”.

Conforme o juiz Thiago Guerra, o Justiça [+ Segura] tem o objetivo de criar um grande conjunto de ações estruturantes para apoiar os tribunais brasileiros a elevarem os seus níveis de segurança cibernética. “Nós temos o objetivo de que o Judiciário brasileiro como um todo alcance patamares ótimos de cibersegurança para que nós, enquanto ecossistemas, consigamos resistir aos contínuos ataques que temos sofrido da criminalidade organizada”, afirmou.

O representante do CNJ destacou ainda que o TJMT foi um dos poucos tribunais selecionados para participar da primeira fase do programa. “A escolha do TJ de Mato Grosso não foi aleatória. O Tribunal de Justiça de Mato Grosso é um tribunal que goza de grande credibilidade junto ao ecossistema de tecnologia da informação, não apenas do Conselho Nacional de Justiça, mas também em relação aos seus pares. Por conta disso, o CNJ, sabendo que aqui nós vamos encontrar profissionais capacitados, programas, projetos robustos e processos de trabalho bem definidos, viemos até aqui para validar as premissas que foram estabelecidas, mas também para aprender, para colher do tribunal sugestões de aprimoramento do programa”, explicou Guerra.

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O juiz auxiliar da Presidência do CNJ defende ainda que a segurança cibernética deve ser preocupação prioritária de todas as organizações, especialmente do Judiciário. “Não adianta um tribunal ter uma quantidade gigantesca de serviços digitais, ser super orientado à inovação, se ele é vulnerável, se ele está exposto aos ataques cibernéticos. Isso pode comprometer a disponibilidade do serviço ou, mais do que comprometer a disponibilidade, pode comprometer a confiabilidade dos serviços judiciais, por meio de um acesso indevido a um dado judicial, a manipulação dos dados. Esse é um risco que nós não podemos mais correr”, assevera.

Diante desse cenário, João Thiago Guerra afirma que toda a população ganha com a segurança cibernética. “A sociedade se beneficia porque essa linha de atuação garante a confiabilidade dos serviços judiciários, não apenas a sua disponibilidade, mas em especial a sua confiabilidade”.

Presidente do Comitê de Gestão Estratégica e do Comitê Técnico Operacional de Inteligência Artificial do Poder Judiciário do Estado de Mato Grosso, o desembargador Luiz Octávio Oliveira Saboia Ribeiro destaca que a visita da equipe do CNJ é relevante para o Tribunal de Justiça porque indica a maturidade da instituição com relação ao tratamento dos sistema digitais, da Tecnologia da Informação e o avanço que o tribunal vem fazendo em termos de inclusão digital e de oferecimento de serviços digitais para a sociedade.

“O Justiça [+ Segura], do Conselho Nacional de Justiça, é um projeto relevante para todos os tribunais do país e nós compreendemos essa oportunidade como única, no momento em que podemos contribuir com o nascedouro do projeto. Essa é a intenção do CNJ, por aquilo que foi colocado, ou seja, uma construção cooperativa com os tribunais e o Tribunal de Justiça de Mato Grosso sendo um desses colaboradores”, afirmou.

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Saboia lembrou que a transformação digital no Poder Judiciário de Mato Grosso remonta a 2009 e tem evoluído continuamente. “Ao longo dos anos, as administrações vieram investindo em tecnologia, em cibersegurança, em uma série de ferramentas de tecnologia e governança para minimizar riscos com relação à cibersegurança. Contudo, nós sabemos que a evolução tecnológica tem adotado uma velocidade exponencial nos últimos anos. E mais do que nunca, essas ferramentas, essas políticas, a prática de governança precisam ser aperfeiçoadas. Então, quando se trabalha em um projeto de cunho nacional, como é o Justiça [+ Segura], o que se pretende é enxergar todas as realidades dos tribunais e construir algo que seja viável a todas as unidades judiciárias do país”, comentou.

Também participaram da reunião com o CNJ os desembargadores Rodrigo Curvo (ouvidor-geral do PJMT) e Lídio Modesto da Silva Filho (presidente do Comitê Gestor de Governança de Tecnologia da Informação e Comunicação do Poder Judiciário do Estado de Mato Grosso); os juízes auxiliares da Presidência do TJMT e da CGJ-MT, respectivamente Agamenon Alcântara Moreno Júnior e Jorge Alexandre Martins Ferreira; a juíza coordenadora do Laboratório de Inovação e Objetivos de Desenvolvimento Sustentável – InovajusMT, Joseane Carla Ribeiro Viana Quinto Antunes; o juiz representante do 1º Grau, Gabriel da Silveira Matos; a vice-diretora geral do TJMT, Renata Bueno; as coordenadoras Judiciária e de Tecnologia da Informação do TJMT, respectivamente Rose Pincerato e Márcia Buhr; o analista técnico de Gestão do Programa Justiça [+ Segura], Fabiano Lima; o chefe substituto da Divisão de Segurança da Informação do CNJ, Hyago Mariano; a assistente de Gestão de Projetos UGP/PNUD, Laisa Lima; e a assistente de Comunicação do Programa Justiça [+ Segura], Amanda Damasceno.

Autor: Celly Silva

Fotografo: Lucas Figueiredo

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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