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Desembargadora Maria Erotides Kneip participa da inauguração da Casa Aconchego em Sorriso

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O nome diz tudo: acolhimento, segurança e esperança. A Casa Aconchego foi inaugurada nesta quarta-feira (5) em Sorriso com a proposta de devolver às mulheres vítimas de violência um espaço de pertencimento e reconstrução. O ato contou com a presença da desembargadora Maria Erotides Kneip, que foi até a cidade, no interior do estado, especialmente para prestigiar a entrega da nova estrutura.
“Esta casa representa a retomada do local onde as mulheres podem ser verdadeiramente elas próprias. É o símbolo da recuperação de um espaço que lhes foi tomado pela violência. Onde deveria haver amor, tantas encontraram dor. Aqui, elas reencontram o direito de serem felizes”, declarou a magistrada, emocionada, durante a cerimônia.
Instituída pela Lei Municipal nº 3.685/2025, a Casa Aconchego passa a abrigar a Secretaria da Mulher e da Família (Semfa) e centraliza todos os serviços voltados à mulher e à família sorrisense. O espaço oferece acolhimento humanizado, escuta qualificada, acompanhamento psicológico e social, além de cursos profissionalizantes e terapias alternativas que buscam fortalecer a autonomia econômica e emocional das mulheres atendidas.
A primeira-dama de Sorriso e gestora da Semfa, Mara Fernandes, destacou o caráter transformador da iniciativa. “Hoje é um dia de gratidão. Esta casa foi muito sonhada e pensada para ser um lugar de recomeços. Aqui, as mulheres terão apoio, tratamento psicológico, oportunidades de profissionalização e, acima de tudo, um lugar onde elas nunca estarão sozinhas. Nosso objetivo é resgatar a saúde mental, a liberdade financeira e a dignidade dessas mulheres”, afirmou.
Já o prefeito Alei Fernandes ressaltou que o novo espaço reforça o compromisso da gestão municipal com a proteção das mulheres. “É um projeto fantástico, criado para receber e amparar mulheres vítimas de violência. E não apenas acolher, mas oferecer toda uma estrutura com profissionais capacitados para auxiliá-las e reintegrá-las à sociedade. Aqui serão desenvolvidos programas, treinamentos e cursos, além de um atendimento humanizado, para que essas mulheres se sintam seguras, acolhidas, empoderadas e prontas para retomar suas vidas com dignidade”, disse.’
Com funcionamento de segunda a sexta-feira, das 7h às 11h e das 13h às 17h, a Casa Aconchego está localizada na Avenida Curitiba, região central de Sorriso. O acesso ao atendimento pode ser feito por encaminhamento do Cras, pela Prefeitura ou de forma espontânea, diretamente no local.
Fortalecimento da rede de proteção
Após a inauguração da Casa Aconchego, a desembargadora Maria Erotides Kneip participou de uma reunião na Promotoria de Justiça de Sorriso, onde foi oficializada a separação da Rede Unificada de Proteção às Mulheres, Crianças e Adolescentes da Comarca, medida que cria duas redes independentes, uma voltada às mulheres e outra ao público infantojuvenil.
A mudança atende a uma solicitação feita pelo prefeito Alei Fernandes e pela primeira-dama Mara Fernandes durante reunião no Tribunal de Justiça de Mato Grosso, realizada no mês passado.
O encontro contou ainda com a presença da juíza diretora do Fórum de Sorriso, Emanuelle Chiaradia Navarro Mano, da promotora de Justiça Fernanda Pawelec Vasconcelos, da primeira-dama do município e de membros das redes de proteção, que celebraram o avanço institucional como um passo importante para o aprimoramento do atendimento às mulheres vítimas de violência na região.
Fotos: Reginaldo de Souza

Autor: Roberta Penha

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Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

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Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Metodologia colaborativa do Escuta Cidadã marca construção do novo planejamento do TJMT

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Grupo de sete pessoas sentadas ao redor de uma mesa redonda com toalha amarela, escrevendo em papéis. O ambiente sugere uma oficina ou reunião colaborativa em uma sala iluminada.O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) encerrou na sexta-feira (8) uma etapa importante da construção do Planejamento Estratégico para o ciclo 2027-2032. Durante três dias, as Oficinas Escuta Cidadã reuniram representantes de diferentes instituições, grupos sociais e setores da sociedade para discutir temas ligados ao presente e ao futuro da Justiça mato-grossense.
A metodologia utilizada nas oficinas foi desenvolvida de forma colaborativa entre a Coordenadoria de Planejamento (Coplan) e o Laboratório de Inovação do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (InovaJusMT). O modelo apostou em encontros mais próximos, dinâmicos e imersivos, permitindo uma participação mais ativa dos convidados e criando um ambiente de escuta qualificada.
Foto do servidor Thomas Augusto Caetano. Ele está sorrindo e olhando levemente para o lado. Tem cabelos curtos e escuros, veste uma camiseta roxa sob um paletó preto. Gestor de projetos de inovação do InovaJusMT, Thomás Augusto Caetano explicou que o principal objetivo foi aproximar o Judiciário das pessoas em um espaço de maior empatia e confiança. Segundo ele, o formato escolhido ajudou os participantes a se sentirem mais seguros para compartilhar experiências e percepções que serão úteis para a melhoria na prestação de serviços.
“Um futuro melhor passa pela percepção de diferentes pontos de vista, aproximação com o nosso cliente e também com outras instituições do ecossistema judiciário. Para isso, veiculamos bastante a campanha para inscrição no evento por meio de canais como o Justiça Comunitária e as nossas comissões”, contou Thomás.
A proposta também buscou ampliar a participação de públicos que, muitas vezes, têm mais dificuldade de ocupar espaços tradicionais de debate, como grandes audiências públicas. Nas oficinas, estiveram presentes representantes de minorias, comunidades quilombolas, população cigana, vítimas de violência doméstica, integrantes do sistema de justiça e da sociedade civil organizada.
Thomás lembrou ainda que o processo exigiu preparação e construção conjunta entre diferentes setores do Judiciário. “Foi um trabalho feito em parceria com várias pessoas da Coplan. Era algo novo para nós essa aproximação mais íntima com públicos diferentes por mais de duas horas de conversa, mas estamos muito satisfeitos com o resultado”, afirmou.
Homem jovem de camiseta clara fala ao microfone diante de uma tela de projeção com as palavras "Refletir, Relatar, Registrar". Ao fundo, garrafas térmicas sobre uma mesa lateral.Para André Tamura, diretor da WeGov e facilitador das oficinas, a metodologia fortalece a construção de um planejamento mais próximo da realidade vivida pela população. Segundo ele, abrir espaço para escuta faz com que as pessoas se sintam pertencentes ao processo e enxerguem, no futuro, que suas contribuições ajudaram a construir melhorias concretas no Judiciário.
“Essa construção ativa do planejamento é muito mais poderosa porque os participantes se sentem pertencentes dessa construção. Quando o cidadão perceber uma melhoria no serviço, ele poderá identificar que aquilo também foi pensado a partir da escuta dele”, apontou Tamura.
Retrato em primeiro plano de uma mulher sorridente com longos cabelos pretos e lisos. Ela veste uma blusa preta. O fundo está levemente desfocado, mostrando uma janela com luz natural.A gestora do Centro Judiciário de Solução de Conflitos (Cejusc) dos Juizados Especiais Estadual, Raniele Silva Farias, que participou de uma das oficinas, destacou que o modelo baseado no diálogo permitiu compartilhar experiências reais do dia a dia. Para ela, esse tipo de construção coletiva ajuda a pensar em soluções mais acessíveis, humanas e eficientes para a população.
“Nós que trabalhamos com conciliação priorizamos sempre o diálogo. Portanto, esse modelo de conversar, de dialogar, de trocar experiências, de trazer a rotina do dia a dia como um fator de discussão em uma oficina é uma forma muito positiva. É a partir disso que saem as ideias, novas propostas de melhoria de atendimento, de uma justiça mais justa, próxima e acessível”, pontuou.

Autor: Bruno Vicente

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Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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