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Corregedoria sensibiliza notários e registradores sobre Projeto Cartório Inclusivo

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A Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso promoveu uma reunião on-line para sensibilizar notários e registradores sobre o Projeto “Cartório Inclusivo: integrar para valorizar”, que prevê a reserva de 10% das vagas de emprego nos cartórios para as mulheres em situação de violência. A reunião ocorreu na tarde desta sexta-feira (09) e contou com a participação de cerca de 250 pessoas, entre magistrados, servidores, psicólogos, assistentes sociais e cartorários.
 
O corregedor-geral da Justiça de Mato Grosso, desembargador Juvenal Pereira da Silva, fez a abertura do encontro e destacou as parcerias de sucesso entre a Corregedoria e associações que representam os tabeliães, notários e registradores. “São nossos parceiros de longa data e certamente o Cartório Inclusivo, um projeto dessa envergadura, também estará entre elas”, declarou.
 
O projeto tem como proposta oferecer oportunidades de emprego e reintegração social e econômica para vítimas de violência doméstica, bem como estabelecer um ambiente laboral inclusivo e seguro dentro dos cartórios, proporcionando treinamento e acolhimento para essas mulheres.
 
O corregedor lembrou ainda que o projeto foi lançado no mês de março, mês dedicado às mulheres, e que desde então cinco formulários para o requerimento de vagas nas serventias extrajudiciais foram preenchidos. “É com imensa satisfação que informo estes números e que três mulheres já foram contratadas. Embora seja motivo de celebração, é importante que continuemos fortalecendo essa rede de proteção e promoção do direito das mulheres tanto no âmbito judicial quanto extrajudicial”, reforçou.
 
O juiz auxiliar da CGJ, Eduardo Calmon de Almeida Cezar, que coordena o projeto em Mato Grosso fez uma apresentação com a linha do tempo desde a criação até a implantação do projeto, números de vagas, fluxo das ações, parcerias entre os Poderes para o pleno funcionamento do Cartório Inclusivo e o selo que identificará as serventias que aderiram ao projeto.
 
“Nós temos hoje mais de 80 vagas abertas em Mato Grosso por isso é importante esses engajamentos de todos, dos magistrados, psicólogos, assistentes sociais, servidores, todos aqueles que querem contribuir para mitigar os efeitos sofridos pelas mulheres em situação de violência. Todos esses personagens engajados podem colaborar e ser decisivos para absorver essa mão de obra que precisa dessa oportunidade. É muito importante que os senhores fomentem as unidades judiciais para que façam esse encaminhamento da vítima”, destacou.
 
O magistrado lembrou ainda que Mato Grosso vive uma onda crescente de violência contra as mulheres e que o projeto da CGJ nasceu justamente para permitir que as mulheres em situação de violência e que tenham alguma dependência financeira possam quebrar esse ciclo por meio de um trabalho louvável. “Que elas possam encontrar a reestruturação pessoal, principalmente quando falamos em subordinação econômica e que possam se reerguer, rompendo esse ciclo”, completou.
 
A juíza Ana Graziela Vaz de Campos Alves Correa, da 1ª Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Cuiabá, também participou do encontro e abordou os tipos de violência. “A violência de gênero é estrutural e muitas vezes passa despercebida então a gente precisa ter o mínimo de informação. Além disso, convivemos com o machismo na mídia, o humor machista, a publicidade machista, a mulher invisível que a mulher está falando e ninguém está escutando e temos também as humilhações e as culpabilizações, a chantagem emocional, o abuso psicológico, até chegarmos ao feminicídio se não rompermos esse ciclo”, observou.
 
Para ela, esse é um projeto de grande relevância que com o apoio de todos os participantes poderá transformar a realidade de muitas mulheres. “Esse projeto é necessário”, avaliou. A magistrada alertou a necessidade da conscientização dos homens e mulheres em ralação as mulheres que passam ou passaram por esse tipo de situação. “É importante que não façam julgamentos. Em algumas situações existe uma dependência emocional, além da financeira, e não devemos culpar ou julgar aquela mulher que às vezes não consegue quebrar o ciclo”, aconselhou.
 
Conforme a magistrada o Brasil possui a terceira melhor lei do mundo de combate à violência doméstica, a Lei Maria da Penha, ficando atrás apenas da legislação da Espanha e do Chile. No entanto, ter boas leis não tem sido suficiente. É preciso ter recursos para que sejam investidos em políticas públicas que visam à prevenção da violência. “Somos o país que mais mata mulheres, não adianta termos uma excelente legislação. Precisamos investir na prevenção, nas escolas, nas casas, primeiro trabalhamos a prevenção e depois, se já ocorreu, vamos cuidar dessas mulheres”, sugeriu.
 
Para encerrar o encontro, a servidora do Judiciário, Marina Lopes de Almeida, que é formada em a psicologia, abordou a forma como essas mulheres devem ser acolhidas. “É importante que recebamos essas mulheres de forma acolhedora, humana, de uma forma respeitosa. Em especial, no momento do acolhimento, procurar conhecer um pouco da história dela para conseguir formar um vínculo, uma situação de confiança, deixando-a a vontade para começar a se abrir. E verificar, prestar atenção, se ela está com o estado emocional abalado ou se já desenvolveu algum trauma para que ela receba o melhor encaminhamento possível”, explicou.
 
O projeto – Instituído em março deste ano pelo provimento TJMT/CGJ N. 5/2024, é coordenado pela Corregedoria e possui adesão obrigatória das serventias extrajudiciais que estão vagas (geridos por tabelião designado) e adesão facultativa dos cartórios providos (aqueles que são geridos por tabelião concursado).
 
O Cartório Inclusivo tem o propósito de oferecer oportunidades de emprego, capacitação, ambiente de trabalho seguro, reintegração social e econômica para vítimas de violência doméstica em todo o Estado.
 
Em abril, o Poder Judiciário de Mato Grosso (PJMT), por meio da Corregedoria e da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (Cemulher-MT), assinou o Termo de Cooperação Técnica Nº 10/2024 com representantes da classe dos Notários e Registradores de Mato Grosso para viabilizar Cartório Inclusivo – Integrar Para Valorizar.
 
A meta prevista de contratação e capacitação de vítimas de violência doméstica, em especial, mulheres, é de até 10% das funções nos cartórios extrajudiciais. Para a execução das atividades previstas no Termo de Cooperação Técnica, não há transferência de recursos.
 
Selo Cartório Inclusivo – Em um ato de reconhecimento, a CGJ-MT irá entregar um selo aos cartórios que aderirem ao programa e efetivarem a contratação das mulheres. A entrega do selo ocorrerá em solenidade que deve ser realizada no mês de dezembro. O selo recebido deve ser afixado em local visível pelo cartório e terá validade de um ano, renovável, desde que o cartório comprove a manutenção dos critérios estabelecidos a cada novo ciclo anual.
O projeto “Cartório Inclusivo: integrar para valorizar” atende à Diretriz Estratégica 9, que prevê implementar, estimular ou viabilizar ações de sustentabilidade voltadas ao cumprimento da Resolução CNJ nº 400/2021, no que couber e dentro das atribuições da Corregedoria, informando à Corregedoria Nacional de Justiça.
 
A Resolução nº 400/2021, que dispõe sobre a política de sustentabilidade no âmbito do Poder Judiciário e visa fomentar a adoção, pelos órgãos do Poder Judiciário, de modelos de gestão organizacional com processos estruturados que promovam a sustentabilidade, com base em ações ambientalmente corretas, economicamente viáveis e socialmente justas e inclusivas, culturalmente diversas e pautadas na integridade, em busca de um desenvolvimento nacional sustentável.
 
#Paratodosverem – Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Foto 1: captura de tela da reunião virtual. O corregedor-geral aparece ao lado esquerdo da foto. Do lado direito, várias telas divididas com os participantes da reunião. Foto 2: Print da apresentação utilizada pelo juiz auxiliar em que traz dados sobre o Cartório Inclusivo fornecidos pelo Cemulher. Foto 3: Print de tela mostrando alguns participantes da reunião.
 
Gabriele Schimanoski
Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Judiciário de Mato Grosso inicia programação da III Semana Nacional dos Juizados Especiais

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O Poder Judiciário de Mato Grosso iniciou nesta segunda-feira (15) a programação da III Semana Nacional dos Juizados Especiais. Preparadas por meio do Departamento de Apoio aos Juizados Especiais (DAJE), vinculado à Corregedoria-Geral da Justiça (CGJ-TJMT), as atividades incluem capacitação, reconhecimento de boas práticas e discussões sobre o presente e futuro dos Juizados Especiais.

Colocando em pauta o tema “Fortalecer os Juizados Especiais é fortalecer a Justiça”, a mobilização nacional coordenada pelo Conselho Nacional de Justiça e operacionalizada pelos tribunais segue até a próxima sexta-feira (19). Em Mato Grosso, a abertura da programação foi realizada no Complexo dos Juizados Especiais Desembargador José Silvério Gomes, em Cuiabá.

Em sua fala aos mais de setecentos participantes, entre presenciais e virtuais, o presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), desembargador José Zuquim Nogueira fez questão de agradecer todos os integrantes do sistema de juizados pela dedicação e amor empenhados diariamente. Segundo ele, esse é um sistema que potencializa o atendimento das demandas reprimidas.

“Demandas reprimidas exigem prontidão, comprometimento e celeridade. Vivemos um tempo em que não se admite mais um juiz dentro de uma redoma. Deve haver participação na sociedade, para que nós possamos fortalecer todo o nosso sistema judiciário. Por isso, externo aos integrantes dos Juizados Especiais a minha gratidão e alegria de participar deste momento”, disse Zuquim.

Pioneirismo

O corregedor-geral da Justiça, desembargador José Luiz Leite Lindote enfatizou a importância dos Juizados Especiais para a sociedade e para o Judiciário. Nesse contexto, apontou que Mato Grosso sempre foi pioneiro, sendo um dos primeiros no país a implantar esse modelo e se destacando desde que o sistema ainda era chamado de “Juizado de Pequenas Causas”.

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“Essa é a porta de entrada do cidadão no Judiciário. É onde se julga a maioria das ações sem custos e de pequenos valores. É um modelo que garante acesso a todos os cidadãos, principalmente os mais carentes, resolvendo problemas que, às vezes, são pequenos para o Judiciário, mas de valor inestimável para as pessoas que recebem a prestação do serviço”, comentou.

Para o presidente do Conselho de Supervisão dos Juizados Especiais Cíveis e Criminais de Mato Grosso, desembargador Sebastião de Arruda Almeida, a Semana Nacional permite um momento de reflexão sobre o passado e o futuro. “O valor que os Juizados Especiais alcançaram é graças ao trabalho de pioneirismo, resistência e por vontade que esse sistema tivesse a dimensão que hoje tem”, lembrou o desembargador.

O desembargador Carlos Alberto Alves da Rocha, um dos entusiastas dos Juizados Especiais, reforçou a importância desse trabalho. “Continuem acreditando nos Juizados Especiais, pois muitas pessoas precisam dessa prestação jurisdicional. E, muitas vezes, não é só ação, é uma comunicação, é uma conversa com essas pessoas que a gente resolve o caso dela”, afirmou.

Programação

A programação contou com palestras ministradas por juízes e juízas que atuam nos Juizados Especiais de Mato Grosso. Também foram apresentados projetos como o Programa de Acolhimento e Formação Inicial dos Estagiários, a Exposição Permanente dos Juizados Especiais, o Espaço Colaborativo dos Juízes Leigos e o Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania dos Juizados Especiais do Estado de Mato Grosso (Cejusc dos Juizados Especiais Estadual).

Além disso, foi inaugurada a exposição, que se tornará permanente, “Juizados Especiais de Cuiabá”, que conta com arquivos físicos, equipamentos, togas e outros materiais que contam a história dos Juizados Especiais de Mato Grosso. Também fez parte das atividades desta segunda-feira o lançamento do livro “Uma Justiça, Muitos Brasis”, que tem como coautora a juíza Patrícia Ceni, do Juizado Especial do Torcedor de Cuiabá.

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“O CNJ fez com que nacionalmente fosse realizada, nesta semana, a III Semana Nacional dos Juizados Especiais. É um evento que nos traz grandes reflexões e várias atividades estão sendo implementadas. Temos treinamentos com conciliadores, melhoria nos espaços dos juízes leigos, reuniões e divulgação dos nossos trabalhos”, relatou a dirigente do Complexo dos Juizados Especiais, juíza Valdeci Moraes Siqueira.

Registro de presenças

Participaram da solenidade de abertura o presidente do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec), desembargador Mário Roberto Kono, a desembargadora Juanita Cruz da Silva Clait Duarte, o coordenador do Conselho de Supervisão dos Juizados Especiais, juiz Érico de Almeida Duarte, a presidente da Associação Mato-grossense de Magistrados (AMAM), Jaqueline Cherulli, juízes auxiliares da Presidência do TJMT, juízes auxiliares da Corregedoria-Geral da Justiça e a defensora pública-geral do Estado de Mato Grosso, Maria Luziane Ribeiro de Castro.

Também fizeram pronunciamentos de forma virtual o ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), e a conselheira Andréa Cunha Esmeraldo, coordenadora do Comitê Nacional dos Juizados Especiais (Conaje/CNJ).

Autor: Bruno Vicente

Fotografo: Rodrigo Moura

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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