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Corregedoria Participativa realiza correições e fortalece laços na Comarca de Comodoro

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O Programa Corregedoria Participativa chegou à Comarca de Comodoro (a 644 km de Cuiabá). O corregedor-geral da Justiça de Mato Grosso, desembargador Juvenal Pereira da Silva, foi recebido pelos servidores, pelo magistrado Vinícius Paiva Galhardo e pelo diretor do Fórum, Ricardo Garcia Maziero, segunda-feira (09).
 
A programação começou com a foto oficial em frente ao prédio da Comarca. Em seguida, o corregedor deu início aos trabalhos, destacando a importância das correições presenciais, uma determinação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), como forma de melhorar o diálogo e enfrentar os desafios diários de magistrados e servidores.
 
“Chegamos a Comodoro para promover essa aproximação com os servidores e toda a sociedade. É um momento para ouvir, conhecer e entender as demandas locais, a realidade da comarca e suas particularidades, visando à melhoria da prestação jurisdicional”, afirmou o corregedor.
 
O diretor do Fórum agradeceu a presença da Corregedoria na Comarca. “Eu e o Vinícius assumimos recentemente e, desde o início, tivemos o apoio da Corregedoria para realizarmos um bom trabalho. Como ex-servidor público em São Paulo por 13 anos, sei o quanto é importante essa aproximação com a administração para prestar um melhor serviço. Estamos todos contentes em recebê-los em nossa casa”, disse Ricardo Garcia Maziero.
 
O magistrado Vinícius Paiva Galhardo também expressou sua gratidão pela visita e pelo foco na melhoria do sistema judiciário. “Atualmente, estamos passando por uma reforma no nosso Fórum, não só para oferecer maior qualidade e conforto aos servidores, mas também à população. Esperamos que essa visita fortaleça a conexão entre a Justiça e a comunidade”, afirmou.
 
Em seguida, o juiz auxiliar da Corregedoria, Emerson Cajango, conduziu uma conversa sobre gestão de gabinete e secretaria. Ele interagiu com servidores e magistrados, discutindo os desafios enfrentados pelo Judiciário na Comarca. O magistrado abordou as metas do CNJ, indicou prioridades, ofereceu idéias sobre administração judiciária e coletou feedback sobre as dificuldades relatadas pelos servidores. Paralelamente, Cajango e sua equipe realizaram as correições presenciais nas unidades judiciais, conforme a determinação do CNJ.
  
Aproximação – No período vespertino, o corregedor, desembargador Juvenal Pereira, realizou visitas institucionais ao promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, à defensora pública Priscila Cristyna dos Prazeres e à 26ª Subseção de Comodoro da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT).
 
#Paratodosverem. Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão de pessoas com deficiência visual. Descrição da imagem: Foto 1 – Comitiva da CGJ com servidores e magistrados posam em frente ao Fórum de Comodoro. Todos estão em pé. Foto 2 – Corregedor conversa com servidores e magistrados.  
 
Larissa Klein 
Assessoria de Imprensa CGJ/TJMT
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Democracia radical e soberania: Márcia Tiburi é a convidada do programa Magistratura e Sociedade

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Cartaz digital do 35º episódio de

A necessidade de repensar os espaços de poder sob as lentes de gênero, raça e classe é o fio condutor da 35ª edição do programa Magistratura e Sociedade. O episódio traz uma entrevista aprofundada com a escritora e filósofa Márcia Tiburi, que debate o tema “A mulher na vida pública e na sociedade globalizada”.

Conduzido pelo juiz e professor de Filosofia Gonçalo de Antunes de Barros Neto — responsável pelo eixo Deontologia da Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT) —, o encontro promove uma reflexão sobre as estruturas que ainda moldam as instituições e o pensamento ocidental.

Questionada sobre o rótulo de “feminista radical”, Márcia Tiburi prefere se autodefinir como uma feminista dialógica e defende a urgência de uma democracia radical, onde a participação política seja efetivada por todos. Para ela, a sub-representação feminina nos Três Poderes ainda é uma realidade crítica. “Nós temos uma representação pífia das mulheres nos espaços parlamentares, enfim, no campo das decisões políticas, no Legislativo, no Executivo, e também, como você sabe, no Judiciário”, pontua.

A escritora analisa que o verdadeiro cerne da emancipação feminina e o maior embate contra o patriarcado residem na capacidade de autodeterminação. “O grande medo do patriarcado é que as mulheres se tornem sujeitos, ou seja, que elas se tornem autônomas, que elas se tornem iguais, que elas se tornem sujeitos de direitos, mas, sobretudo, que elas se tornem soberanas na decisão política. O que é soberania? É a decisão sobre a própria vida”, destaca a entrevistada.

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Durante o programa, a conversa avançou ainda para a urgência de uma releitura dos clássicos da filosofia, historicamente contada e protagonizada por homens brancos. Ao analisar a resistência da academia em pautar debates contemporâneos, a filósofa foi enfática. “Quem hoje em dia não usa perspectiva de gênero e raça para fazer suas análises, está falando em abstrato”.

Para ela, a reação exacerbada às pautas de igualdade reflete a crise de um modelo social que resiste em ceder espaço. “É de uma nova história que se constrói diante da extinção, mesmo de uma forma social, que se tornou ultrapassada, que está nos seus estertores, mas que reage, e que, justamente por isso, reage de uma maneira feroz à chegada desses outros corpos, dessas outras presenças, no espaço que, anteriormente, esse grupo, essa figura tinha construído para si.”

Apesar do cenário de enfrentamento e da persistência da violência de gênero, que Tiburi classifica como “geometricamente variável”, ela vislumbra um horizonte coletivo. “A gente precisa construir essa sociedade numa linha, num vetor feminista, e certamente isso vai ser bom, não apenas para as mulheres, […] mas certamente vai ser bom também para todos os homens”.

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Márcia Tiburi é graduada em Filosofia e em Artes Plásticas, com pós-doutorado pela Universidade de Campinas. Atualmente, é professora convidada da Universidade Paris 8, na França, colunista nas revistas Cult e Liberta, e autora de obras como Ninfa Morta e Uma História do Ódio às Mulheres.

O programa Magistratura e Sociedade, produzido pela Esmagis-MT com apoio do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), busca fortalecer a formação humanística da magistratura, promovendo uma reflexão crítica sobre o papel social da Justiça e uma atuação judicial mais ética, equilibrada e humanizada.

Clique aqui para assistir o episódio completo.

Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.

Autor: Lígia Saito

Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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