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Audiência de conciliação transforma histórias de vida e refaz relacionamento de casal em Sorriso

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Oportunizar o diálogo, possibilitar que a comunicação aconteça de forma natural, espontânea e que seja entendida e compreendida pelas partes para que o conflito possa ser solucionado da maneira mais pacífica possível. Este é o propósito central de uma audiência de conciliação.
 
E tem sido exatamente em audiências de conciliação, preparadas pelos Centros Judiciários de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejuscs) das mais variadas unidades judiciais de Mato Grosso, que a história de muitos homens e mulheres tem sido retomada e tomada trajetória de harmonia, de humanidade.
 
O último vídeo da série ‘A Conciliação Mudou a Minha Vida’, do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec), do Tribunal de Justiça, traz depoimentos de pessoas que resolveram problemas, entre os quais de sentimentos, ou de relacionamentos pessoais, familiares, de maneira mais rápida e sem a necessidade de uma ação judicial.
 
E o episódio registra a experiência que mudou a vida da professora Marcilene Mariano e do sargento Adeilson Ferreira, da Polícia Militar. Os dois são pais de um garoto e, depois de alguns anos de casamento, resolveram colocar um fim na união. O divórcio foi realizado no Cejusc da Comarca de Tangará da Serra (251 Km da Capital).
 
E pouco tempo mais tarde, a professora e o ex-marido, apesar de separados, foram morar em outra cidade, em Sorriso (420 Km ao norte de Cuiabá). Nesse município, e como tinham o filho como ligação, o ex-casal percebeu que àquela história, que culminou com o divórcio, não havia sido resolvida totalmente até porque ainda existia afeto entre os dois. Assim, e com a intenção de estabelecer um novo tempo na vida deles, tendo como referência o passado, procuraram a intermediação do Cejusc de Sorriso.
 
Mediados pela equipe do Judiciário, a professora e o militar decidiram, por meio da conciliação, dar chance ao tempo, aos fatos, aos sentimentos e reataram o relacionamento, com um novo casamento para mudar a história da vida deles.
 
#Paratodosverem
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Primeira imagem: fotografia colorida mostrando o casal. Eles estão sentados e ao fundo o filho.
 
 
 
Álvaro Marinho
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Dislexia e TDAH: leitura pode se tornar um desafio e exige olhar inclusivo do poder público

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A dificuldade para ler e compreender textos, que para muitos passa despercebida, pode ser um obstáculo significativo para pessoas com dislexia e TDAH. O tema foi abordado no podcast Prosa Legal, da Rádio do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), em entrevista com a psicóloga do Departamento de Saúde, Gisele Ramos de Castilho Teixeira. Durante a conversa, ela destacou os desafios enfrentados por esse público e reforçou o papel do setor público na construção de uma comunicação mais inclusiva.

Logo no início da entrevista, a psicóloga explicou que a leitura pode gerar cansaço e dificultar a compreensão. “A principal dificuldade é a fadiga e a impulsividade. Quando a pessoa com dislexia lê, muitas vezes ela tenta adivinhar o que está lendo. Ela tem dificuldade de decodificar a letra, troca ‘p’ por ‘b’, por exemplo. Isso traz muitas consequências cognitivas, tanto para a criança quanto para o adulto”, afirmou.

Papel do setor público

Ao falar sobre inclusão, Gisele Teixeira foi direta em destacar a responsabilidade das instituições públicas. Para ela, é o setor público quem deve criar políticas que garantam o acesso e o pertencimento dessas pessoas na sociedade.

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“Quem faz as políticas é o setor público. Então, é preciso ter esse olhar afetivo, esse olhar diferenciado. É isso que vai fazer com que a pessoa com alguma deficiência consiga se incluir, consiga, por exemplo, pesquisar um processo no site do Tribunal de Justiça”, disse.

A psicóloga ressaltou que essas ações são fundamentais para que essas pessoas se sintam parte da sociedade e tenham seus direitos garantidos, especialmente no acesso à informação.

Acesso e ferramentas

Durante a entrevista na Rádio TJMT, também foi destacada a importância de pensar em formas de facilitar o acesso à leitura e à informação. Segundo ela, pessoas com dislexia e TDAH podem perder o foco com textos longos e ter dificuldade de manter a atenção.

“O TDAH é a questão da atenção. Muitas vezes, a pessoa começa a ler um texto grande e perde o foco. Já na dislexia, ela não consegue ver a palavra como quem não tem essa dificuldade vê. Ela começa a trocar letras, a adivinhar”, explicou.

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Orientação e busca por ajuda

Ao final da conversa, Gisele orientou que o primeiro passo é se conhecer e buscar ajuda especializada. Ela destacou a importância de dividir a leitura em partes menores e respeitar os próprios limites.

“Se a pessoa pega um texto muito grande, muitas vezes ela não tem foco. Então, é importante trabalhar por partes e se conhecer no dia a dia. E, principalmente, aceitar essa condição para buscar ajuda”, orientou.

A psicóloga também lembrou que esse apoio pode envolver diferentes profissionais. “É uma busca com fonoaudiólogo, com psicopedagogo, com terapia. Muitas vezes até com medicamentos. Essa rede de apoio é importante para cada um desses casos”, concluiu.

Autor: Roberta Penha

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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