Tribunal de Justiça de MT

Ação da Expedição Araguaia-Xingu transforma vidas e renova esperanças por meio da cidadania

Publicado em

Cidadania também é um ato de amor. E o amor esteve presente de todas as formas durante a 7ª Expedição Araguaia-Xingu, inclusive em um pedido de casamento.

A iniciativa do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), coordenada pela Justiça Comunitária, percorreu entre os dias 3 e 10 de outubro o distrito de São José do Couto, em Campinápolis, e o município de Bom Jesus do Araguaia.

Foi na primeira parada, diante da multidão que aguardava atendimento na Escola Municipal São José do Couto, que o auxiliar de serviços Paulo Silva de Carvalho, de 37 anos, pediu a cozinheira Hozana Alves da Silva, de 34 anos, em casamento.

Juntos há cinco anos, o casal nutria o sonho de casar, mas a distância da comarca mais próxima e a ausência de alguns documentos foram barreiras para a oficialização acontecer.

“Fomos em Água Boa e não conseguimos por causa do comprovante de endereço, que é do município de Campinápolis. A gente ficou pensando como íamos fazer para casar. Daí, a gente ouviu falar sobre o mutirão”, descreveu a mais nova noiva.

Sabendo do desejo da companheira, Paulo se ajoelhou diante de Hozana e o sim deu início à realização de um sonho que deverá se concretizar em 30 dias. Isso porque, durante a Expedição o casal conseguiu atualizar os documentos e também o termo de hipossuficiência, emitido pela Defensoria Pública do Estado, que garante gratuidade nas taxas para a realização do casamento civil.

“Foi muito bom, porque a gente não ia conseguir tão cedo. Agora, com esse documento nas mãos, a gente vai conseguir casar em qualquer lugar”, festejou Hozana.

Leia Também:  Projeto de ressocialização do CASE Sinop abre novos caminhos para jovens em conflito com a lei

O juiz coordenador da Expedição, José Antonio Bezerra Filho, explica que aproximar a comunidade do Judiciário é um dos grandes objetivos da iniciativa.

“Nós estamos trabalhando sempre no eixo distante das comarcas. A acessibilidade da população local para se deslocar ao juiz da comarca de Campinápolis ou Canarana, quiçá Paranatinga, é uma média de 200 km de distância. Então, o nosso propósito é trazer justiça, cidadania e inclusão social para perto”, exemplificou o magistrado.

Parceiros da 7ª Expedição Araguaia-Xingu

Compõem a lista de parceiros e instituições participantes a Casa Civil, a Proteção e Defesa Civil, a Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel) — nas áreas de Cultura e Esporte —, a Secretaria de Estado de Educação (Seduc), a Secretaria de Estado de Saúde (SES), por meio do programa Imuniza Mais, e a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp).

Integram ainda o grupo a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), o Juizado Especial Volante Ambiental (Juvam), o Programa Verde Novo, a Companhia de Polícia Ambiental de Tangará da Serra, o Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso, o Detran-MT, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), a Polícia Judiciária Civil (PJC), o Exército Brasileiro e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar).

Somam-se aos parceiros a Defensoria Pública de Mato Grosso, o Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc), o Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa (Nugjur) do TJMT, a Comissão Estadual Judiciária de Adoção (Ceja), a Caixa Econômica Federal, a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), a Receita Federal, a Aprosoja e a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).

A relação de colaboradores contempla também a Energisa, as Prefeituras de Campinápolis e de Bom Jesus do Araguaia, além do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai).

Leia Também:  Juizado Unificado de Cuiabá: Judiciário inicia transferência dos Juizados Especiais para nova sede

Confira mais fotos da Expedição no Flickr do TJMT

Assista aos vídeos:

https://www.youtube.com/watch?v=ZE6PGqKvzaI

https://www.youtube.com/watch?v=lII598YMIYw

https://www.youtube.com/watch?v=4J0gvQsgmbA

https://www.youtube.com/watch?v=hHjicE76Ax4&t=17s

Leia matérias relacionadas:

Parceria leva esporte e cidadania a estudantes durante a Expedição Araguaia-Xingu

Programa Verde Novo distribui mudas e promove educação ambiental na Expedição Araguaia-Xingu

Expedição inicia atendimentos em Bom Jesus do Araguaia e leva cidadania a regiões isoladas de MT

“Agora ele ficou feliz”: jovem indígena recebe o primeiro registro civil na Expedição Araguaia-Xingu

Com apoio da Justiça, moradora de São José do Couto reencontra sua identidade e autoestima

Acesso à cidadania transforma realidade de indígenas durante a Expedição Araguaia-Xingu

De São José do Couto a Bom Jesus do Araguaia: 7ª Expedição Araguaia-Xingu segue para próxima parada

Na Expedição Araguaia-Xingu, mãe recebe orientação para garantir direitos da filha adotiva

Um gasto a menos, um sonho a mais: união se concretiza com apoio da Justiça Comunitária em Expedição

Círculo de Paz promove escuta, desperta sonhos e união entre crianças durante Expedição

Justiça que chega até o povo: a alegria de quem recupera o direito de ser reconhecido

Judiciário inicia a 7ª Expedição Araguaia-Xingu levando serviços ao distrito de São José do Couto

Autor: Vitória Maria Sena

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

Tribunal de Justiça de MT

Curso “Pena Justa no Ciclo Penal” fortalece atuação humanizada no sistema penitenciário de MT

Published

on

Magistrados(as), servidores(as) e gestores(as) judiciais concluíram nos dias 29 e 30 de abril o primeiro módulo da capacitação “Pena Justa no Ciclo Penal”, promovida pelo Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF), em parceria com a Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT) e Escola dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso.

A formação integra a estratégia institucional voltada ao aperfeiçoamento da atuação judicial no sistema penal, com foco em práticas mais eficientes, humanizadas e alinhadas aos direitos fundamentais. Durante os dois dias de atividades presenciais, foram debatidos temas como medidas diversas da prisão, execução penal, políticas de cidadania, inspeções judiciais e atenção a populações com vulnerabilidade acrescida no ciclo penal.

O diretor da Esmagis-MT, desembargador Márcio Vidal destacou que a Esmagis e o Poder Judiciário cumprem papel essencial na formação continuada da magistratura e no aprimoramento institucional.

“A execução penal exige uma jurisdição mais consciente e comprometida com a realidade humana do sistema prisional. A formação é o caminho para que possamos refletir sobre nossas responsabilidades e buscar alternativas que efetivamente contribuam para a recuperação das pessoas. Não basta levar ao cárcere, é preciso discutir formas verdadeiras de recuperar e reeducar. Isso exige conhecimento, consciência e responsabilidade de todos nós”, comentou

Supervisor do GMF-MT, o desembargador Orlando de Almeida Perri ressaltou que a capacitação também busca ampliar a sensibilidade dos magistrados(as) diante da realidade prisional. “É muito importante promover cursos como este para conscientizar sobre a importância do sistema prisional. Precisamos enfrentar problemas graves e depende muito das atitudes e condutas dos magistrados para que possamos promover as melhorias necessárias”.

A formadora do curso, Laryssa Angélica Copack Muniz, juíza da Vara de Execuções Penais da Comarca de Curitiba e coordenadora Adjunta do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) do Tribunal de Justiça do Paraná, conduziu os debates com foco na humanização da atuação judicial, no papel constitucional do sistema penal e na necessidade de construir respostas mais eficazes para a violência e a reincidência. Durante a capacitação, a magistrada abordou temas ligados à execução penal, medidas alternativas à prisão, reinserção social e o compromisso institucional de garantir direitos fundamentais também às pessoas privadas de liberdade.

Leia Também:  Empréstimos em nome de pessoa incapaz são anulados pelo TJMT

“O curso propõe uma reflexão sobre como juízes e juízas podem aperfeiçoar sua atuação criminal e na execução penal, contribuindo para reverter o estado inconstitucional reconhecido nas prisões brasileiras. Não existe sociedade sem reintegração. As pessoas privadas de liberdade retornarão ao convívio social, e cabe ao Estado criar condições para que voltem melhores do que entraram. Quando falamos em trabalho, estudo e dignidade no sistema prisional, falamos em segurança pública de verdade. Ressocializar também é proteger a sociedade”, destacou.

Participação ativa

Juiz da 3ª Vara Criminal de Sinop, Walter Tomaz da Costa avaliou que o curso trouxe reflexões importantes para o enfrentamento da superlotação carcerária.

“Mato Grosso vive uma realidade de superpopulação carcerária. O Programa Pena Justa enfatiza a ressocialização e tende a melhorar esse cenário, desde que haja sensibilização de todos os poderes envolvidos. E esta capacitação chega em um momento necessário, especialmente para comarcas que convivem diretamente com a superlotação carcerária. A formação permite que os magistrados compartilhem experiências e reflitam sobre caminhos possíveis. Em Sinop, por exemplo, a superlotação é uma realidade urgente, e precisamos de medidas que envolvam não apenas o Judiciário, mas também o Executivo”, contou

Leia Também:  Loja deve devolver R$ 17,9 mil por vender relógio de luxo com defeito

Já a magistrada Edna Ederli Coutinho, integrante do Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias de Cuiabá e juíza cooperadora de Execução Penal, destacou a importância de enxergar o sistema penitenciário sob a perspectiva humana.

“Esses cursos são fundamentais porque trazem ao magistrado a reflexão de que a pessoa presa continua sendo um ser humano. A rotina do trabalho judicial muitas vezes nos aproxima da burocracia e nos distancia da dimensão humana do sistema prisional. Cursos como este ajudam a resgatar esse olhar. Precisamos ainda lembrar que toda pessoa privada de liberdade um dia retornará ao convívio social. Se o sistema não oferecer trabalho, estudo e condições de dignidade, a reincidência continuará afetando toda a sociedade”, ressaltou Edna Coutinho.

Formação alinhada às metas institucionais

A capacitação “Pena Justa no Ciclo Penal” integra diretrizes estratégicas relacionadas ao Prêmio CNJ de Qualidade 2026/2027 e busca fortalecer a atuação de magistrados(as), assessores(as) e gestores(as) judiciais no ciclo penal, especialmente nas áreas de fiscalização das unidades prisionais, aplicação de medidas alternativas e garantia de direitos fundamentais.

O próximo módulo será ofertado no período de 11 a 15 de maio, na modalidade EAD, com foco na prevenção à tortura e na saúde mental, também sob a responsabilidade da magistrada Laryssa Muniz.

O terceiro e último módulo será promovido no dia 18 de maio de 2026 e tratará do tema “Audiência de Custódia”, tendo como formadores o juiz Marcos Faleiros da Silva e o servidor Marcos Eduardo Moreira Siqueri.

Autor: Ana Assumpção

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA