Tribunal de Justiça de MT

Acadêmicos de Direito da Unemat assistem audiência previdenciária no Fórum de Comodoro

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Mais de 40 estudantes do curso de Direito da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), polo Comodoro, assistiram audiências previdenciárias no Fórum daquela comarca, na quinta-feira (23 de agosto). As audiências foram conduzidas pelo juiz da Segunda Vara Criminal e Cível, Antônio Carlos Pereira de Sousa Júnior.
 
De acordo com a professora Laudicéia Fagundes Teixeira, a atividades fez parte da disciplina de Direito Previdenciário, ministrado por ela. “A atividade aconteceu no nosso último dia de aula, então, os estudantes puderam assimilar bem a teoria com a prática, que é a principal ideia do projeto”.
 
Ela conta ainda que outro objetivo da visita ao fórum é que os estudantes possam se familiarizar com os espaços jurídicos. “Alguns estudantes já estão nesses espaços, seja como estagiários ou servidores, mas a maioria dos alunos não faz parte desses espaços, então, a ideia é sempre nessa perspectiva deles se sentirem pertencentes a esses espaços, de irem conhecendo, fazendo contato de fato com a prática. É algo que chama muito a atenção dos estudantes! Eles gostam de visualizar como o Direito se materializa e perceber como funciona todo esse ritual da audiência”, afirma a docente.
 
Prestação jurisdicional humanizada
 
As audiências que os estudantes puderam acompanhar trataram sobre questões previdenciárias, cujos autores eram segurados rurais. Conforme a professora Laudicéia Fagundes, chamou a atenção dela e dos seus alunos a condução humanizada do procedimento jurídico. “Os estudantes puderam perceber como as partes e os magistrados se comportam, como funciona o rito processual, mas, principalmente, o que eles puderam perceber – e que também me impactou – foi a humanização do processo. Com relação à forma como a equipe do fórum nos atendeu, a forma como o magistrado conduziu as audiências, a forma como ele estabeleceu diálogo comigo, com os estudantes, com as testemunhas, com as partes dos processos”, relata.
 
Laudicéia Fagundes avalia que, enquanto professora de Direito de universidade pública e advogada, sentiu o coração aquecido ao ver a forma como as pessoas foram tratadas no fórum. “Aqueceu o coração, por perceber que essa área, que majoritariamente atende pessoas carentes, pessoas com baixa escolaridade, então são pessoas que tem um pouco de receio com esses espaços, mas que foram muito bem atendidas, muito bem tratadas. É aí que se insere a humanização do processo, a humanização desses espaços, de entender o público com o qual estamos conversando”.
 
Ganho de aprendizagem
 
A docente comenta ainda que a experiência contribuiu muito para o processo de aprendizagem de seus alunos. “Foi muito interessante! Um ganho muito grande na formação por perceberem como se estabelece a relação advogado, partes, testemunhas, magistrados e demais servidores. O feedback que os estudantes me deram foi positivo no sentido de se sentirem acolhidos, de terem aprendido, de ficarem curioso com a disciplina. Então acredito que o objetivo da ideia foi alcançado. Enquanto professora e representante da Unemat, que preza por essa expansão do conhecimento, me sinto agradecida pela forma como fomos atendidos. Quero agradecer ao magistrado e sua equipe por terem proporcionado esse momento de aprendizagem, que ultrapassou o que era esperado, tanto por mim quanto pelos estudantes”, agradece Fagundes.
 
O estudante Thiago Oliveira de Lima, conta que poder observar uma audiência judicial foi uma experiência “incrível” e já está na expectativa para outras oportunidades como essa. “Gostaria de agradecer pela oportunidade que tivemos de poder estarmos participando das audiências. Embora estejamos no 9° período da faculdade, muitos ainda não tiveram esse contato direto de ver como de fato são realizadas as audiências. Foi uma experiência incrível que agregou um grande conhecimento para nós, alunos. O Dr. Antônio Carlos com toda a paciência e dedicação, no intervalo de uma audiência para a outra, nos explicou a linha processual e se dispôs a sanar nossas dúvidas”, relata.
 
De acordo com o juiz Antônio Carlos Pereira de Sousa Júnior, o fórum está de portas abertas e destaca ainda a contribuição para a formação dos universitários. “Eu entendo que a abertura do Judiciário para toda a sociedade e, nesse caso, em especial, para os futuros operadores do Direito, é de suma importância pois saem dos bancos da faculdade, onde aprendem teoria e veem na prática o Direito sendo realizado em prol da sociedade e da celeridade da Justiça”.
 
#Paratodosverem
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Descrição da imagem: Mais de 40 pessoas (a maioria estudantes de Direito, professora Laudicéia, o juiz Antônio Carlos) posam para a foto, em pé e sorrindo, no Tribunal do Júri do Fórum de Comodoro. Foto 2: Professora Leudicéia e juiz Antônio Carlos posam sorrindo para a foto, lado a lado, no Tribunal do Júri. A professora é uma mulher branca, de cabelos curtos, ruivos e cacheados, usando camisa cinza, calça vermelha, cinto dourado, sandália e paletó pretos. Ela está com as mãos no bolso do paletó. O juiz é um homem branco, alto de cabelo curto, liso e preto, usando camisa branca, gravata azul, calça, paletó e sapatos pretos. Está com as mãos sobrepostas e repousadas à frente do corpo.
 
Celly Silva
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Bens sem uso são disponibilizados para doação a entidades e órgãos públicos de Cuiabá

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A Vara Especializada da Infância e Juventude de Cuiabá publicou edital que disponibiliza para doação a órgãos públicos e entidades sem fins lucrativos bens considerados inservíveis. A iniciativa permite que itens sem uso pelo Judiciário sejam reaproveitados por outras instituições em suas atividades.

Os bens ofertados são classificados como ociosos, obsoletos, antieconômicos ou irrecuperáveis para as finalidades da unidade judicial. A doação será feita no estado em que os materiais se encontram, mediante assinatura de termo específico.

Podem participar órgãos municipais, estaduais e federais, além de entidades públicas ou privadas sem fins lucrativos reconhecidas como de utilidade pública em Mato Grosso e organizações da sociedade civil de interesse público.

Para solicitar os bens, os interessados devem encaminhar pedido formal para o e-mail [email protected], no prazo de 15 dias a partir da publicação do edital, informando quais itens desejam e apresentando a documentação exigida, como dados da instituição, comprovação de regularidade e identificação do representante legal.

As solicitações serão analisadas conforme critérios de prioridade, começando pelos órgãos públicos municipais, seguidos pelos estaduais e federais. Na sequência, serão consideradas entidades sem fins lucrativos e organizações da sociedade civil. Em caso de empate, terá preferência quem fizer o pedido primeiro.

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Após a habilitação, as instituições selecionadas serão convocadas para retirar os bens, sendo responsáveis pelos custos de transporte. Caso haja desistência, o item será destinado ao próximo interessado na ordem de prioridade.

Os bens que não forem doados poderão ser destinados à reciclagem ou descarte ambientalmente adequado.

O edital completo está disponível no Diário da Justiça Eletrônico (DJe) da última quarta-feira (29 de abril), na página 16.

Autor: Adellisses Magalhães

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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