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3º Seminário Pop Rua Jud reúne autoridades públicas e movimento de população em situação de rua

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O auditório Gervásio Leite, localizado no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), ficou lotado, na manhã desta segunda-feira (14 de outubro), de pessoas que estão vivendo em situação de rua, servidores públicos do Município de Cuiabá das áreas de Assistência Social, Saúde, entre outras pastas, magistrados e magistradas da Justiça federal e estadual, além de membros da Defensoria Pública estadual e federal, advogados e servidores do sistema de justiça. Em comum entre eles está o objetivo de conhecer e aprimorar o debate sobre a Política Nacional Judicial de Atenção a Pessoas em Situação de Rua e suas interseccoinalidades, regulamentada pela Resolução 425/2021, do Conselho Nacional de Justiça.
 
O evento, que conta com palestras ao longo de todo o dia, é uma realização do TJMT, da Defensoria Pública Estadual (DPE-MT), da Justiça Federal – Seção Judiciária de Mato Grosso, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), com apoio de diversos parceiros.
 
O desembargador Mário Roberto Kono de Oliveira, coordenador do Comitê Multinível, Multissetorial e Interinstitucional para a Promoção de Políticas Públicas de Atenção às Pessoas em Situação de Rua (CMMIRua-PJMT), fez a abertura do Seminário e também mediou a primeira palestra, proferida telepresencialmente pelo ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ),  Reynaldo Soares da Fonseca, com o tema “Acesso à Justiça para População em Situação de Rua e Princípio da Fraternidade”.
 
“Foi editada a Resolução 425 do Conselho Nacional de Justiça, que disciplina como deve ser feita essa atenção à população em situação de rua, trazendo humanidade, trazendo formas de atendimento com técnica, mostrando caminhos. E o ministro Reynaldo é um dos baluartes, que traz em si esse ideal, esse princípio e ele pretende que essa resolução seja atendida da melhor maneira possível”, destacou o desembargador Mário Kono.
 
Em sua fala de abertura, ele ressaltou ainda que “a fraternidade é um princípio universal em que todos somos realmente irmãos”, e que já é passada a hora desse princípio ser de fato colocado em prática. “Esse princípio foi muito bem trabalhado na Revolução Francesa, quando se queria a liberdade, a igualdade e a fraternidade, essa irmandade entre todos. E nós temos aplicado esse princípio humano? É algo a ser indagado. Nós vamos trabalhar nesses dois dias com os excluídos sociais, pessoas que por razões várias ficaram nesta situação de rua […] É preciso vê-los com outros olhos, com acolhimento, com fraternidade, mas trabalhar com técnica para resgatar a autoestima, a capacidade de retorno ao trabalho e a uma vida digna”, afirmou.
 
Política Nacional Judicial de Atenção a Pessoas em Situação de Rua e suas interseccoinalidades – Este foi o tema da segunda palestra do Seminário, que foi proferida pelo conselheiro e coordenador do Comitê Pop Rua Jud do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), procurador regional da República Pablo Coutinho Barreto. Ele detalhou como essa política tem sido praticada para garantir os direitos do público específico e apresentou dados que mostram que esse grupo vulnerabilizado cresceu mais de 200% em 10 anos, no Brasil, enquanto a população brasileira cresceu pouco mais de 10%.
 
“O Judiciário percebeu que é necessário ter um olhar diferenciado para a população em situação de rua e suas interseccionalidades. Essas interseccionalidades significam que essa população em situação de rua tem dentro dela diversos outros grupos: pessoas em situação de rua, idosa, crianças e adolescentes, LGBTQIAPN+, pessoas com deficiência, mulheres em situação de vulnerabilidade. Então nós temos pessoas que ultrapassam todos os outros grupos vulnerabilizados, daí a importância de ter um olhar especializado em torno dessa população e garantir direitos, que essas pessoas tenham acesso à justiça, desde o acesso físico aos prédios dos fóruns até o olhar diferenciado para que essas pessoas se sintam acolhidas e não tenham receio de ir ao Judiciário buscar os seus direitos’, afirmou.
 
Dentre as estratégias para efetivação da Polícia Nacional Judicial, o conselheiro do CNJ apontou os mutirões Pop Rua Jud. “Temos a diretriz do atendimento dessas pessoas aonde essas pessoas estão, que são os mutirões, em que a Justiça sai do seu gabinete, daquela atuação tradicional que nós temos, e vai às ruas para garantir que essas pessoas consigam alcançar os seus direitos, mesmo quando não conseguem, por qualquer motivo, ir até um prédio do Poder Judiciário”, explicou.
 
Em Cuiabá, o Mutirão Pop Rua Jud será realizado nesta terça-feira (15 de outubro), das 9h às 16h, no complexo Esportivo Dom Aquino, no bairro Porto, em Cuiabá. Lá, as pessoas em situação de rua poderão se beneficiar com diversos serviços gratuitos, oferecidos pelos parceiros do evento. 
 
Haverá atendimento jurídico nas esferas estadual e federal, emissão de segunda via de documentos, consulta a benefícios sociais e FGTS, atendimento do INSS e perícia médica, atendimento ao migrante, cadastro no cartão SUS, CAD Único, alistamento e regularização do serviço militar, atendimentos de saúde, avaliação odontológica, distribuição de kit de saúde bucal, atendimento psicológico e social, vacinação, testes rápidos, atendimento oftalmológico e distribuição de óculos, banho solidário, doação de roupas e kits de higiene pessoal, corte de cabelo e doação de livros. 
 
O 3º Seminário Pop Rua Jud de Mato Grosso contou com a participação do desembargador do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, Alexandre Vasconcelos, que destacou a quebra de paradigma na forma de atuação do Poder Judiciário em relação ao público mais vulnerabilizado socialmente.
 
“Eu costumo dizer que nós estamos indo atrás de quem precisa da Justiça e não esperando que ele venha, em razão da sua situação de carência social. Então, muitas vezes, eles têm os direitos que não são reconhecidos porque a Justiça normalmente costuma ser procurada. Sempre foi assim. E esse movimento traz uma nova realidade do Judiciário, que é convidar aqueles que têm direito a vir buscá-los. E direitos que às vezes eles nem sabem que têm. Eu acho que é uma perspectiva tão nova, tão justa que essas pessoas saibam que elas não estão pedindo favor, que elas estão exercendo um direito”, avaliou.
 
Coordenadora do Movimento Nacional da População de Rua em Mato Grosso, Rúbia Cristina de Jesus Silva afirma que eventos como o Seminário Pop Rua Jud têm gerado avanços no acesso aos direitos das pessoas em situação de rua. “Através do movimento, a gente tem conseguido chegar em vários comitês, em vários eventos com as autoridades porque o movimento em si não tem aquela força, a gente busca força nas autoridades porque eles sim podem fazer, eles, sim, podem ajudar a população em situação de rua. A gente é simplesmente uma ponte para que essas políticas e esses direitos cheguem até eles”, comenta.
 
Questionada se essa dificuldade de acesso aos serviços públicos e direitos fundamentais, como moradia, trabalho, educação, saúde, entre outros, é devido à invisibilidade social, Rúbia Cristina avalia por outra perspectiva. “A gente não é invisível, não. O povo que muitas vezes fecha os olhos. Eles, na verdade, não querem enxergar o que está bem na frente deles, mas a gente só tem a agradecer pelas autoridades que têm aberto as portas para nós porque a gente sabe que é muito difícil, no entanto, a população de rua se encontra aqui hoje nesse seminário. Isso é porque a gente está conseguindo avançar, eles estão acreditando na possibilidade de uma melhora para eles também”, assevera.
 
Uma das organizadoras do Seminário, a defensora pública Rosana Esteves Monteiro Sotto Mayor, destacou que o evento é uma das formas de dar concretude à Resolução 425 do CNJ.  “A Resolução traz essas estratégias, tanto a capacitação, não apenas de magistrados, mas de toda a rede do sistema de justiça e toda a rede de serviços. E a resolução também prevê os mutirões, que são as ocasiões em que o Judiciário sai dos seus tribunais, dos seus gabinetes para ir ao encontro da população de rua, facilitando e democratizando esse acesso. Hoje nós estamos com mais de 60 pessoas em situação aqui dentro do Tribunal de Justiça. Isso é algo inédito, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso abrindo suas portas para receber as pessoas em situação de rua e nós estamos muito felizes com o nosso Tribunal se empenhando na aplicação e efetivação dessa política”.
 
#Paratodosverem. Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Foto 1: Foto em plano aberto que mostra o auditório do TJMT lotado e, no palco, o desembargador Mário Kono sentado em uma poltrona e falando ao microfone e o ministro do STJ, Reynaldo Soares da Fonseca, participando virtualmente. Foto 2: Foto colorida que mostra o conselheiro do CNJ, Pablo Coutinho Barreto, proferindo palestra, falando ao microfone no púlpito do auditório. Ele é um homem branco, alto, de cabelos e olhos castanhos, usando camisa branca, gravata marrom e terno azul-marinho. Atrás dele há um telão com o slide da apresentação. Foto 3: Coordenadora do Movimento de População de Rua, Rúbia Cristina de Jesus, concede entrevista à TV.Jus. Ela é uma mulher negra, de olhos e cabelos castanhos, que estão presos, usando uma camiseta vermelha com a logo do movimento social. Foto 4: Defensora pública Rosana Monteiro sorri e conversa com um idoso, no saguão do TJMT. Ela é uma mulher branca de cabelos castanhos claros e cacheados, usando blusa verde com estampa geométrica em formato de folhas. O idoso está de costas, é um homem negro, de barba, usando chapéu marrom e camisa camuflada do Exército. 
 
Celly Silva/ Fotos: Alair Ribeiro 
Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT  
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Programa Verde Novo distribui mil mudas durante a 41ª Corrida de Reis

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Mais que uma tradicional disputa esportiva. A 41ª Corrida de Reis, realizada neste domingo (11), no Parque Novo Mato Grosso, em Cuiabá, foi palco também para conscientização e preservação ambiental. Durante o evento, o Programa Verde Novo, iniciativa do Poder Judiciário de Mato Grosso voltado à recuperação das florestas urbanas, distribuiu mil mudas de árvores nativas do Cerrado aos atletas e ao público.

A ação começou no sábado (10), com o plantio simbólico de uma muda no parque, que marcou o início do Bosque dos Campeões. O espaço contará com o plantio de 57 mudas, número que representa os 57 atletas campeões da edição 2026 da Corrida de Reis. A iniciativa é fruto da parceria entre o Programa Verde Novo e a TV Centro América (TVCA).

Mulher e jovem sorriem segurando mudas de árvores. Ao fundo, uma van do projeto Entre as pessoas que acompanharam a prova estava a médica veterinária Waldirene Souza, moradora de Várzea Grande. Ao levar a irmã para participar da corrida, ela também aproveitou a oportunidade para receber uma muda do Verde Novo. Waldirene vem reflorestando o sítio onde mora após a queda de árvores nativas, provocada por vendavais recentes.

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“Algumas árvores caíram com os ventos e estamos replantando para repor o que foi perdido. Eu não gosto de cortar árvores, e ações como essas ajudam a conscientizar as pessoas sobre a importância da arborização”, afirmou.

Homem e mulher com medalhas da Corrida de Reis seguram mudas de plantas. Eles vestem roupas esportivas e estão em um ambiente externo iluminado.A iniciativa também foi bem recebida entre os corredores. O comerciante Cleiton de Sá Santos, que completou a prova de 10 quilômetros, destacou a importância do reflorestamento em uma cidade de clima quente. “Nós precisamos estar cada vez mais incentivando o reflorestamento. A área verde contribui para amenizar o calor, melhora o clima e traz benefícios para a saúde, especialmente para quem pratica atividade física”, disse.

Saúde e sustentabilidade

Dois corredores caminham lado a lado após a prova, ambos com medalhas no pescoço e mudas de árvores nas mãos. Eles estão em espaço aberto, com outros atletas dispersos e vegetação ao fundo.Segundo o coordenador do Programa Verde Novo, Sérgio Savioli Resende, o plantio e a distribuição de mudas durante a Corrida de Reis ampliam o alcance da mensagem ambiental. “Além de incentivar a prática esportiva, falamos de conservação do meio ambiente e qualidade de vida”, explicou.

O gerente de Sustentabilidade da Rede Mato-grossense de Comunicação, Cícero Mariano, ressaltou que a ação contribui para o engajamento do público em práticas sustentáveis. “É um gesto simples, mas que ajuda a fortalecer a consciência ambiental entre atletas e população em geral”, pontuou.

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Já a engenheira florestal do Programa Verde Novo, Rosiani Carnaíba, destacou que a Corrida de Reis atrai participantes de várias regiões do estado. “Muitas pessoas levam as mudas para plantar em outros municípios, o que amplia o impacto do programa”, afirmou.

Além das ações realizadas durante o evento, o Programa Verde Novo mantém o ZapMudas, canal de atendimento via WhatsApp pelo número (65) 3648-6879, para solicitação de mudas e agendamento de plantios.

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Autor: Vitória Maria Sena

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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