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TRE-MT supera índice de 100% no ranking de Transparência do CNJ

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O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) alcançou 100,45% no Ranking Nacional de Transparência do Poder Judiciário de 2024. O resultado final da avaliação foi revelado nesta quarta-feira (21.08), durante a 2ª Reunião Preparatória para o 18º Encontro Nacional do Poder Judiciário, na sede do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em Brasília (DF).

O TRE-MT evoluiu 3%, já que passou de 97,86%, em 2023, para 100,45%, no ranking atual. Segundo a presidente do TRE-MT, desembargadora Maria Aparecida Ribeiro, o resultado é positivo. “Elevamos nossa pontuação e ultrapassamos o máximo de 100%, o que demonstra nosso comprometimento com a transparência e com ações que resultam na prestação de contas dos serviços prestados à sociedade. Agradeço a todos e todas juízes, juízas, servidores e servidoras, que se dedicam e contribuem para o fortalecimento de uma gestão cada vez mais transparente”, afirma.

O assessor de Planejamento e Gestão do Tribunal, André Luiz Régis Emidio, explicou que o resultado final foi publicado após um recurso formulado pelo TRE-MT, pedindo a reconsideração da primeira pontuação, que foi 99%. “Dois itens haviam sido considerados como não atendidos, ambos relacionados ao Plano de Logística Sustentável (PLS), mas entramos com recurso, pois foram quesitos que sempre pontuamos e o CNJ mudou o entendimento sem aviso prévio. Um dos recursos foi acatado, o que nos deu o patamar acima de 100%”.

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Na categoria Estadual, o TRE-MT ficou em segundo lugar, atrás do TRT-23ª Região, que alcançou 100,58. No segmento eleitoral, comparando com todo o Brasil, o TRE-MT está na 13ª posição. Vale ressaltar que a Justiça Eleitoral de Mato Grosso está no rol dos Tribunais que superaram o índice de 100%, obtendo assim a pontuação máxima nesse quesito, que é uma das exigências do Prêmio CNJ, cujo resultado final será divulgado no 18º Encontro Nacional do Poder Judiciário, que ocorrerá nos dias 02 e 03 de dezembro deste ano.

Sobre o Ranking

Realizado pela 7ª vez consecutiva, o Ranking Nacional da Transparência foi estabelecido pela Resolução CNJ nº 260/2018 e é conduzido anualmente, com o objetivo de reconhecer e premiar os tribunais e conselhos que se destacam por oferecer informações claras e bem organizadas à sociedade, facilitando o acesso transparente aos dados de gestão. A classificação, organizada em seis categorias, apresenta a pontuação alcançada por cada órgão. As categorias são: Justiça Estadual, Federal, Trabalho, Militar Estadual, Eleitoral, Tribunal Superior e Conselho.

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Entre os 86 itens analisados, estão a disponibilidade dos números de telefones de unidades, horários de atendimento, serviço de registro de denúncias e reclamações e, ainda, as prestações de contas do ano anterior. Outro quesito importante é a acessibilidade do portal dos órgãos na internet. Nele, é analisado se o local na web conta com os serviços de intérprete de Linguagem Brasileira de Sinais (Libras) e se o acesso ao conteúdo para pessoas com deficiência é facilitado.

Jornalista: Nara Assis

#PraTodosVerem: Foto da 2ª Reunião Preparatória para o 18º Encontro Nacional do Poder Judiciário, que mostra homens e mulheres participantes, sentados em cadeiras dispostas em uma grande sala. Ao fundo tem um painel com a marca do CNJ na parede e nas laterais tem algumas telas pequenas de TV que exibem os e as painelistas.

Fonte: TRE – MT

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TRE-MT promove curso sobre eleições sob a perspectiva dos direitos humanos, da equidade e da inclusão

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Direitos humanos, equidade racial, inclusão e representatividade são temas que ganharam espaço central no debate democrático contemporâneo. Com esse foco, teve início nesta segunda-feira (08.06), no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Direitos Humanos, Gênero, Raça e Etnia em Processo Eleitoral”. A capacitação segue até quinta-feira (11.06) e reúne magistrados(as), promotores(as) e servidores(as) da Justiça Eleitoral.

A formação aborda temas centrais do processo eleitoral a partir de uma perspectiva voltada aos direitos humanos e à promoção da equidade. O conteúdo programático está dividido em quatro módulos: Propaganda Eleitoral com enfoque em direitos humanos, gênero, raça e etnia; Registro de Candidatura com enfoque interseccional; Prestação de Contas e financiamento com foco em equidade; e Abuso de Poder (econômico, político, comunicacional e religioso) e práticas discriminatórias.

Ao dar as boas-vindas aos participantes, a presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, destacou que a inclusão, o diálogo e o acolhimento são fundamentais para o fortalecimento da democracia e para a aproximação da Justiça Eleitoral com a sociedade.

“A Justiça Eleitoral precisa conversar com todas as pessoas, acolher diferentes perspectivas e promover a participação de todos no debate público. O conhecimento e o acolhimento são fundamentais para construirmos uma democracia cada vez mais humana e inclusiva”, afirmou a presidente.

A desembargadora ressaltou ainda que a participação no processo eleitoral, seja como eleitora, candidata, servidora, advogada, promotora, juíza ou mesária, representa um importante exercício de cidadania e fortalecimento democrático. Para ela, iniciativas como o curso ampliam o conhecimento, qualificam o debate público e contribuem para uma atuação institucional cada vez mais inclusiva.

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A juíza auxiliar da Presidência do TRE-MT, Edna Ederli Coutinho, destacou a importância da temática para o fortalecimento da democracia e para a atuação institucional da Justiça Eleitoral.

Segundo ela, o debate sobre inclusão e representatividade deixou de ocupar um espaço periférico e passou a integrar o centro das discussões sobre aperfeiçoamento democrático. “A ampliação da participação de mulheres, pessoas negras, indígenas e outros grupos historicamente minorizados não é apenas uma pauta social, mas uma exigência constitucional e um compromisso institucional. Mais do que uma oportunidade de atualização técnica, este curso nos convida a refletir sobre o papel da Justiça Eleitoral na construção de uma democracia efetivamente inclusiva, plural e representativa”, afirmou.

O diretor da Escola Judiciária Eleitoral de Mato Grosso (EJE-MT), juiz-membro substituto Welder Queiroz dos Santos, ressaltou que a promoção da inclusão e da diversidade está alinhada às diretrizes nacionais da Justiça Eleitoral.

“A primeira grande bandeira institucional do Tribunal Superior Eleitoral foi justamente a inclusão de mulheres, pessoas negras e indígenas na participação política. Trata-se de um tema fundamental para o fortalecimento do ambiente democrático e para a construção de uma sociedade mais representativa”, destacou.

Ao dar início às atividades, o palestrante Elder Maia Goltzman explicou que a proposta do curso é promover um diálogo entre o Direito Eleitoral e os Direitos Humanos, permitindo uma nova leitura dos principais institutos eleitorais.

“A ideia é analisar temas como propaganda eleitoral, abuso de poder, prestação de contas e registro de candidatura sob a perspectiva dos direitos humanos. Muitas das questões enfrentadas pela Justiça Eleitoral envolvem dilemas relacionados à inclusão, igualdade e proteção de direitos fundamentais. Por isso, queremos construir um espaço de diálogo, reflexão e troca de experiências”, afirmou.

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Especialistas de referência nacional

O curso é ministrado por dois especialistas com ampla atuação acadêmica e profissional na área.

Elder Maia Goltzman é analista judiciário do TRE-SP, mestre em Direito e Instituições do Sistema de Justiça pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), doutorando em Direito Político e Econômico pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e especialista em Direito Administrativo. Atua em pesquisas relacionadas à liberdade de expressão, direitos humanos, população LGBTQIAPN+, desinformação e direito digital, além de ser professor em cursos de pós-graduação e autor de obras na área eleitoral.

A programação também contará com a participação de Sabrina de Paula Braga, responsável por ministrar módulos do curso ao longo da semana. Analista judiciária do TRE-MG, é mestra e doutoranda em Direito Político pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), coordenadora do eixo “Participação de Grupos Minorizados” da Capacitação Nacional das Escolas Judiciárias Eleitorais e integrante da Comissão de Promoção da Igualdade Racial da Justiça Eleitoral.

Jornalista: Andréa Martins Oliveira

#PratodosVerem – Participante acompanha, por meio de um notebook, o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Gênero, Raça e Etnia no Processo Eleitoral”, promovido pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). Na tela, aparecem autoridades e participantes da capacitação em videoconferência, enquanto o palestrante apresenta conteúdo relacionado aos direitos humanos e ao processo eleitoral.

Fonte: TRE – MT

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