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TRE-MT participa do 16º Simulado Nacional de Hardware

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O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) participará do 16º Simulado Nacional de Hardware, no período de 22 de setembro a 09 de outubro de 2025. O objetivo é verificar o desempenho de todos os modelos de urna eletrônica atualmente operacionais, identificar eventuais inconsistências e assegurar a conformidade técnica exigida para o pleno funcionamento do sistema de votação. 

 

A execução baseia-se na seleção de urnas operacionais, preparação (inseminação da carga) e votação, simulando um dia de eleição, programado para ocorrer no dia 21 de setembro. Dessa forma, do ponto de vista de hardware, é possível reproduzir todo o caminho percorrido por uma urna até a conclusão do processo de votação. 

 

Para alcance do melhor resultado, a participação de todos os Regionais é imprescindível. No caso do TRE-MT, o quantitativo mínimo a ser submetido ao simulado é de 384 urnas eletrônicas, sendo 11 do modelo UE2013, 53 do UE2015, 75 do UE2020 UEFI Atual, 75 do UE2020 UEFI Atualizada, 85 do UE2022 UEFI Atual, 85 UE2022 UEFI Atualizada. No total, em todo o Brasil, serão 22.291 urnas eletrônicas participantes do 16º Simulado Nacional de Hardware, sendo que cada quantitativo mínimo representa 4% do total do parque de cada TRE.  

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A despeito da meta estipulada, o Tribunal Superior Eleitoral recomenda que os Regionais testem o máximo de urnas possível, em especial a UE2013, respeitada a capacidade operacional e o período estipulado para os testes. Orienta, ainda, que seja feito o maior número de habilitações biométricas possível, observado um mínimo de 100 habilitações por urna eletrônica. 

 

O coordenador de Sistemas Eleitorais e Logística de Eleições do TRE-MT, Salomão de Souza Fortaleza, explica que o setor está no aguardo da liberação dos softwares para o simulado. “Esta etapa está prevista para ocorrer no próximo dia 19. Neste momento, a Seção de Voto Informatizado (SVIN) já mobilizou a equipe que vai preparar e a equipe que vai executar a votação. Para esse quantitativo de urnas, utilizaremos os servidores, servidoras, colaboradores e colaboradoras da Coordenadoria de Sistemas Eleitorais e Logística de Eleições para participar da votação. Eventualmente, solicitamos mais servidores e servidoras do Tribunal”. 

 

O chefe da Seção de Voto Informatizado do TRE-MT, Julceir Reginaldo Ramos, detalha que a data da eleição do simulado é estipulada para 21/09, mas, como são muitas urnas para a realização da votação e testes, o procedimento é realizado ao longo de uma semana. “A gente divide e escolhe uma semana para fazer votação porque a gente tem um período estipulado pelo TSE. Então, se eu for votar hoje eu dou carga na urna com a data de 21/09, ou seja, vamos controlando a carga da urna para que conste a data de 21/09 no dia de votação”. Ele reforça, ainda, que todos os procedimentos têm os prazos a serem seguidos, sendo que as transmissões dos resultados do Simulado devem ser incluídas até o dia 09 de outubro. 

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Além da análise do hardware, o evento também se consolidou como instrumento de teste de outros componentes do processo eletrônico de votação, como o ecossistema da urna e a integração entre os demais sistemas envolvidos. A conclusão do relatório de avaliação está prevista pelo TSE para dia 06 de novembro deste ano. 

 

Jornalista: Nara Assis 

 

#PraTodosVerem: A imagem mostra uma urna eletrônica da Justiça Eleitoral posicionada sobre uma mesa. O equipamento exibe o teclado numérico com botões coloridos — branco, corrige e confirma — em destaque, e ao fundo é possível ver outras urnas alinhadas. 

Fonte: TRE – MT

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TRE-MT promove curso sobre eleições sob a perspectiva dos direitos humanos, da equidade e da inclusão

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Direitos humanos, equidade racial, inclusão e representatividade são temas que ganharam espaço central no debate democrático contemporâneo. Com esse foco, teve início nesta segunda-feira (08.06), no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Direitos Humanos, Gênero, Raça e Etnia em Processo Eleitoral”. A capacitação segue até quinta-feira (11.06) e reúne magistrados(as), promotores(as) e servidores(as) da Justiça Eleitoral.

A formação aborda temas centrais do processo eleitoral a partir de uma perspectiva voltada aos direitos humanos e à promoção da equidade. O conteúdo programático está dividido em quatro módulos: Propaganda Eleitoral com enfoque em direitos humanos, gênero, raça e etnia; Registro de Candidatura com enfoque interseccional; Prestação de Contas e financiamento com foco em equidade; e Abuso de Poder (econômico, político, comunicacional e religioso) e práticas discriminatórias.

Ao dar as boas-vindas aos participantes, a presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, destacou que a inclusão, o diálogo e o acolhimento são fundamentais para o fortalecimento da democracia e para a aproximação da Justiça Eleitoral com a sociedade.

“A Justiça Eleitoral precisa conversar com todas as pessoas, acolher diferentes perspectivas e promover a participação de todos no debate público. O conhecimento e o acolhimento são fundamentais para construirmos uma democracia cada vez mais humana e inclusiva”, afirmou a presidente.

A desembargadora ressaltou ainda que a participação no processo eleitoral, seja como eleitora, candidata, servidora, advogada, promotora, juíza ou mesária, representa um importante exercício de cidadania e fortalecimento democrático. Para ela, iniciativas como o curso ampliam o conhecimento, qualificam o debate público e contribuem para uma atuação institucional cada vez mais inclusiva.

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A juíza auxiliar da Presidência do TRE-MT, Edna Ederli Coutinho, destacou a importância da temática para o fortalecimento da democracia e para a atuação institucional da Justiça Eleitoral.

Segundo ela, o debate sobre inclusão e representatividade deixou de ocupar um espaço periférico e passou a integrar o centro das discussões sobre aperfeiçoamento democrático. “A ampliação da participação de mulheres, pessoas negras, indígenas e outros grupos historicamente minorizados não é apenas uma pauta social, mas uma exigência constitucional e um compromisso institucional. Mais do que uma oportunidade de atualização técnica, este curso nos convida a refletir sobre o papel da Justiça Eleitoral na construção de uma democracia efetivamente inclusiva, plural e representativa”, afirmou.

O diretor da Escola Judiciária Eleitoral de Mato Grosso (EJE-MT), juiz-membro substituto Welder Queiroz dos Santos, ressaltou que a promoção da inclusão e da diversidade está alinhada às diretrizes nacionais da Justiça Eleitoral.

“A primeira grande bandeira institucional do Tribunal Superior Eleitoral foi justamente a inclusão de mulheres, pessoas negras e indígenas na participação política. Trata-se de um tema fundamental para o fortalecimento do ambiente democrático e para a construção de uma sociedade mais representativa”, destacou.

Ao dar início às atividades, o palestrante Elder Maia Goltzman explicou que a proposta do curso é promover um diálogo entre o Direito Eleitoral e os Direitos Humanos, permitindo uma nova leitura dos principais institutos eleitorais.

“A ideia é analisar temas como propaganda eleitoral, abuso de poder, prestação de contas e registro de candidatura sob a perspectiva dos direitos humanos. Muitas das questões enfrentadas pela Justiça Eleitoral envolvem dilemas relacionados à inclusão, igualdade e proteção de direitos fundamentais. Por isso, queremos construir um espaço de diálogo, reflexão e troca de experiências”, afirmou.

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Especialistas de referência nacional

O curso é ministrado por dois especialistas com ampla atuação acadêmica e profissional na área.

Elder Maia Goltzman é analista judiciário do TRE-SP, mestre em Direito e Instituições do Sistema de Justiça pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), doutorando em Direito Político e Econômico pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e especialista em Direito Administrativo. Atua em pesquisas relacionadas à liberdade de expressão, direitos humanos, população LGBTQIAPN+, desinformação e direito digital, além de ser professor em cursos de pós-graduação e autor de obras na área eleitoral.

A programação também contará com a participação de Sabrina de Paula Braga, responsável por ministrar módulos do curso ao longo da semana. Analista judiciária do TRE-MG, é mestra e doutoranda em Direito Político pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), coordenadora do eixo “Participação de Grupos Minorizados” da Capacitação Nacional das Escolas Judiciárias Eleitorais e integrante da Comissão de Promoção da Igualdade Racial da Justiça Eleitoral.

Jornalista: Andréa Martins Oliveira

#PratodosVerem – Participante acompanha, por meio de um notebook, o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Gênero, Raça e Etnia no Processo Eleitoral”, promovido pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). Na tela, aparecem autoridades e participantes da capacitação em videoconferência, enquanto o palestrante apresenta conteúdo relacionado aos direitos humanos e ao processo eleitoral.

Fonte: TRE – MT

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