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TRE-MT oferece intérpretes de libras para eleitores surdos ou com deficiência auditiva nos dias 05 e 06 de outubro

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Nos dias 05 e 06 de outubro, véspera e dia das eleições municipais, o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) disponibilizará um serviço especializado para atender eleitoras e eleitores surdos ou com deficiência auditiva. Por meio de uma parceria com a Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania de Mato Grosso (SETASC-MT), a Central de Interpretação de Libras (CIL) estará presente no TRE-MT para garantir que todos possam exercer seu direito ao voto de maneira acessível e inclusiva.

Durante esse período, equipes de tradutores da CIL, juntamente com servidores da Justiça Eleitoral, estarão à disposição para oferecer suporte e orientação a esses eleitores. O objetivo é assegurar que todos, independentemente de sua condição auditiva, possam participar do processo eleitoral sem barreiras de comunicação.

A presidente do TRE-MT, desembargadora Maria Aparecida Ribeiro, destacou a importância da iniciativa: “Essa parceria entre o TRE-MT e a SETASC-MT representa um passo crucial para garantir que todos os cidadãos, incluindo aqueles com surdez ou deficiência auditiva, possam exercer plenamente seu direito ao voto de maneira acessível e inclusiva. Ao contar com a Central de Interpretação de Libras durante as eleições, reforçamos nosso compromisso com uma democracia mais justa e igualitária, assegurando que nenhuma eleitora ou eleitor fique à margem do processo eleitoral por falta de acessibilidade”.

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A CIL, criada em 2015, é uma referência no atendimento a pessoas surdas em Mato Grosso, proporcionando acesso a diversos serviços públicos. Com milhares de atendimentos realizados, a central é um exemplo de inclusão social no estado.

Serviço: Eleitores e eleitoras que precisarem de auxílio da Central de Intérpretes de Libras poderão contar com o atendimento gratuito no TRE-MT nos dias 05 e 06 de outubro. O atendimento será no sábado, 5 de outubro, das 12 às 19 horas e no domingo, 06 de outubro, das 7 às 16 horas, pelos telefones (65) 99237-4282 / (65) 99237-5143 / (65) 99241-3833 / (65) 98433-0372 / (65) 98462-6876.

Jornalista: Andréa Martins Oliveira

#DescriçãodaImagem: Nela se vê uma imagem de fundo branco, contendo na parte superior à esquerda a logo da Central de Interpretação de Libras, na parte central uma faixa azul com a escrita: Atendimento para pessoas surdas ou com deficiência auditiva. Abaixo dessa faixa consta 5 números telefônicos e a imagem em desenho de uma mulher mostrando o celular com a frase: “Chama no zap”. Do lado direito em tamanho grande está um rapaz sorrindo e fazendo sinais de libras. Ao seu lado vários quadriculados coloridos. Abaixo da imagem consta as logos das eleições, do Estado de Mato Grosso e do TRE-MT.

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Fonte: TRE – MT

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TRE-MT promove curso sobre eleições sob a perspectiva dos direitos humanos, da equidade e da inclusão

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Direitos humanos, equidade racial, inclusão e representatividade são temas que ganharam espaço central no debate democrático contemporâneo. Com esse foco, teve início nesta segunda-feira (08.06), no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Direitos Humanos, Gênero, Raça e Etnia em Processo Eleitoral”. A capacitação segue até quinta-feira (11.06) e reúne magistrados(as), promotores(as) e servidores(as) da Justiça Eleitoral.

A formação aborda temas centrais do processo eleitoral a partir de uma perspectiva voltada aos direitos humanos e à promoção da equidade. O conteúdo programático está dividido em quatro módulos: Propaganda Eleitoral com enfoque em direitos humanos, gênero, raça e etnia; Registro de Candidatura com enfoque interseccional; Prestação de Contas e financiamento com foco em equidade; e Abuso de Poder (econômico, político, comunicacional e religioso) e práticas discriminatórias.

Ao dar as boas-vindas aos participantes, a presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, destacou que a inclusão, o diálogo e o acolhimento são fundamentais para o fortalecimento da democracia e para a aproximação da Justiça Eleitoral com a sociedade.

“A Justiça Eleitoral precisa conversar com todas as pessoas, acolher diferentes perspectivas e promover a participação de todos no debate público. O conhecimento e o acolhimento são fundamentais para construirmos uma democracia cada vez mais humana e inclusiva”, afirmou a presidente.

A desembargadora ressaltou ainda que a participação no processo eleitoral, seja como eleitora, candidata, servidora, advogada, promotora, juíza ou mesária, representa um importante exercício de cidadania e fortalecimento democrático. Para ela, iniciativas como o curso ampliam o conhecimento, qualificam o debate público e contribuem para uma atuação institucional cada vez mais inclusiva.

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A juíza auxiliar da Presidência do TRE-MT, Edna Ederli Coutinho, destacou a importância da temática para o fortalecimento da democracia e para a atuação institucional da Justiça Eleitoral.

Segundo ela, o debate sobre inclusão e representatividade deixou de ocupar um espaço periférico e passou a integrar o centro das discussões sobre aperfeiçoamento democrático. “A ampliação da participação de mulheres, pessoas negras, indígenas e outros grupos historicamente minorizados não é apenas uma pauta social, mas uma exigência constitucional e um compromisso institucional. Mais do que uma oportunidade de atualização técnica, este curso nos convida a refletir sobre o papel da Justiça Eleitoral na construção de uma democracia efetivamente inclusiva, plural e representativa”, afirmou.

O diretor da Escola Judiciária Eleitoral de Mato Grosso (EJE-MT), juiz-membro substituto Welder Queiroz dos Santos, ressaltou que a promoção da inclusão e da diversidade está alinhada às diretrizes nacionais da Justiça Eleitoral.

“A primeira grande bandeira institucional do Tribunal Superior Eleitoral foi justamente a inclusão de mulheres, pessoas negras e indígenas na participação política. Trata-se de um tema fundamental para o fortalecimento do ambiente democrático e para a construção de uma sociedade mais representativa”, destacou.

Ao dar início às atividades, o palestrante Elder Maia Goltzman explicou que a proposta do curso é promover um diálogo entre o Direito Eleitoral e os Direitos Humanos, permitindo uma nova leitura dos principais institutos eleitorais.

“A ideia é analisar temas como propaganda eleitoral, abuso de poder, prestação de contas e registro de candidatura sob a perspectiva dos direitos humanos. Muitas das questões enfrentadas pela Justiça Eleitoral envolvem dilemas relacionados à inclusão, igualdade e proteção de direitos fundamentais. Por isso, queremos construir um espaço de diálogo, reflexão e troca de experiências”, afirmou.

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Especialistas de referência nacional

O curso é ministrado por dois especialistas com ampla atuação acadêmica e profissional na área.

Elder Maia Goltzman é analista judiciário do TRE-SP, mestre em Direito e Instituições do Sistema de Justiça pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), doutorando em Direito Político e Econômico pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e especialista em Direito Administrativo. Atua em pesquisas relacionadas à liberdade de expressão, direitos humanos, população LGBTQIAPN+, desinformação e direito digital, além de ser professor em cursos de pós-graduação e autor de obras na área eleitoral.

A programação também contará com a participação de Sabrina de Paula Braga, responsável por ministrar módulos do curso ao longo da semana. Analista judiciária do TRE-MG, é mestra e doutoranda em Direito Político pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), coordenadora do eixo “Participação de Grupos Minorizados” da Capacitação Nacional das Escolas Judiciárias Eleitorais e integrante da Comissão de Promoção da Igualdade Racial da Justiça Eleitoral.

Jornalista: Andréa Martins Oliveira

#PratodosVerem – Participante acompanha, por meio de um notebook, o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Gênero, Raça e Etnia no Processo Eleitoral”, promovido pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). Na tela, aparecem autoridades e participantes da capacitação em videoconferência, enquanto o palestrante apresenta conteúdo relacionado aos direitos humanos e ao processo eleitoral.

Fonte: TRE – MT

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