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TRE-MT mobiliza atendimento biométrico em Barra do Garças

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A Justiça Eleitoral de Mato Grosso, por meio da 9ª Zona Eleitoral, realiza um mutirão de atendimento em Barra do Garças nesta terça e quarta-feira (18 e 19 de novembro). A ação acontece no CRAS Construir, localizado na Rua do Orvalho, nº 10, Bairro Novo Horizonte. O objetivo é facilitar o acesso aos serviços de alistamento, transferência, revisão, regularização e, principalmente, a coleta biométrica. O horário de atendimento será das 07:30 às 13:30 (horário de Brasília). 

A iniciativa é resultado de um planejamento estratégico. Conforme Wilian Bezerra Andrade, Chefe de Cartório da 9ª ZE, a ação foi definida após uma análise de dados. “O referido atendimento surgiu do cruzamento da lista de beneficiários do bolsa família e lista de eleitores sem biometria, em Barra do Garças, resultando em cerca de 230 eleitores beneficiários sem biometria”. 

O atendimento no local será realizado por agendamento. Servidores do cartório e da assistência social estão responsáveis pelo contato prévio com os eleitores identificados para marcar o horário.  

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“A Corregedoria incentiva e parabeniza esta postura proativa da 9ª Zona Eleitoral. A Justiça Eleitoral moderna não se limita a esperar o cidadão; ela vai ativamente ao encontro do eleitor. O uso da inteligência, ao cruzar dados de beneficiários de programas sociais para identificar quem mais precisa do nosso atendimento, demonstra eficiência e um profundo senso de inclusão. É exatamente este o caminho para alcançarmos a cidadania plena e a meta da biometria 100% em Mato Grosso”, destacou o desembargador vice-presidente e corregedor do TRE, Marcos Machado.  

Biometria: identificação e segurança  

Para ser atendido em qualquer ação da Justiça Eleitoral, basta apresentar um documento oficial com foto, físico ou digital. Nos casos de transferência ou mudança de domicílio, é necessário também um comprovante de endereço. 

O eleitor ou a eleitora sai do atendimento com o título em mãos e recebe orientação para baixar o aplicativo e-Título. O app funciona como o título digital com foto. A Justiça Eleitoral reforça que qualquer cidadão pode ser atendido em mutirões em qualquer parte de Mato Grosso, não sendo necessário votar ou residir na cidade onde a ação ocorre. 

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A biometria é o processo de identificação por meio das impressões digitais. Os dados são coletados e armazenados pela Justiça Eleitoral. O cadastro é pessoal e intransferível. 

Este sistema representa um avanço para a segurança do processo de votação. Ele impede a duplicidade no cadastro e assegura a autenticidade do eleitor no momento do voto. A biometria garante agilidade na identificação, reduz filas, otimiza o tempo de votação e aumenta a confiabilidade dos resultados das eleições. 

 

Daniel Dino 

Assessoria TRE-MT 

Fonte: TRE – MT

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TRE-MT promove curso sobre eleições sob a perspectiva dos direitos humanos, da equidade e da inclusão

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Direitos humanos, equidade racial, inclusão e representatividade são temas que ganharam espaço central no debate democrático contemporâneo. Com esse foco, teve início nesta segunda-feira (08.06), no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Direitos Humanos, Gênero, Raça e Etnia em Processo Eleitoral”. A capacitação segue até quinta-feira (11.06) e reúne magistrados(as), promotores(as) e servidores(as) da Justiça Eleitoral.

A formação aborda temas centrais do processo eleitoral a partir de uma perspectiva voltada aos direitos humanos e à promoção da equidade. O conteúdo programático está dividido em quatro módulos: Propaganda Eleitoral com enfoque em direitos humanos, gênero, raça e etnia; Registro de Candidatura com enfoque interseccional; Prestação de Contas e financiamento com foco em equidade; e Abuso de Poder (econômico, político, comunicacional e religioso) e práticas discriminatórias.

Ao dar as boas-vindas aos participantes, a presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, destacou que a inclusão, o diálogo e o acolhimento são fundamentais para o fortalecimento da democracia e para a aproximação da Justiça Eleitoral com a sociedade.

“A Justiça Eleitoral precisa conversar com todas as pessoas, acolher diferentes perspectivas e promover a participação de todos no debate público. O conhecimento e o acolhimento são fundamentais para construirmos uma democracia cada vez mais humana e inclusiva”, afirmou a presidente.

A desembargadora ressaltou ainda que a participação no processo eleitoral, seja como eleitora, candidata, servidora, advogada, promotora, juíza ou mesária, representa um importante exercício de cidadania e fortalecimento democrático. Para ela, iniciativas como o curso ampliam o conhecimento, qualificam o debate público e contribuem para uma atuação institucional cada vez mais inclusiva.

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A juíza auxiliar da Presidência do TRE-MT, Edna Ederli Coutinho, destacou a importância da temática para o fortalecimento da democracia e para a atuação institucional da Justiça Eleitoral.

Segundo ela, o debate sobre inclusão e representatividade deixou de ocupar um espaço periférico e passou a integrar o centro das discussões sobre aperfeiçoamento democrático. “A ampliação da participação de mulheres, pessoas negras, indígenas e outros grupos historicamente minorizados não é apenas uma pauta social, mas uma exigência constitucional e um compromisso institucional. Mais do que uma oportunidade de atualização técnica, este curso nos convida a refletir sobre o papel da Justiça Eleitoral na construção de uma democracia efetivamente inclusiva, plural e representativa”, afirmou.

O diretor da Escola Judiciária Eleitoral de Mato Grosso (EJE-MT), juiz-membro substituto Welder Queiroz dos Santos, ressaltou que a promoção da inclusão e da diversidade está alinhada às diretrizes nacionais da Justiça Eleitoral.

“A primeira grande bandeira institucional do Tribunal Superior Eleitoral foi justamente a inclusão de mulheres, pessoas negras e indígenas na participação política. Trata-se de um tema fundamental para o fortalecimento do ambiente democrático e para a construção de uma sociedade mais representativa”, destacou.

Ao dar início às atividades, o palestrante Elder Maia Goltzman explicou que a proposta do curso é promover um diálogo entre o Direito Eleitoral e os Direitos Humanos, permitindo uma nova leitura dos principais institutos eleitorais.

“A ideia é analisar temas como propaganda eleitoral, abuso de poder, prestação de contas e registro de candidatura sob a perspectiva dos direitos humanos. Muitas das questões enfrentadas pela Justiça Eleitoral envolvem dilemas relacionados à inclusão, igualdade e proteção de direitos fundamentais. Por isso, queremos construir um espaço de diálogo, reflexão e troca de experiências”, afirmou.

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Especialistas de referência nacional

O curso é ministrado por dois especialistas com ampla atuação acadêmica e profissional na área.

Elder Maia Goltzman é analista judiciário do TRE-SP, mestre em Direito e Instituições do Sistema de Justiça pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), doutorando em Direito Político e Econômico pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e especialista em Direito Administrativo. Atua em pesquisas relacionadas à liberdade de expressão, direitos humanos, população LGBTQIAPN+, desinformação e direito digital, além de ser professor em cursos de pós-graduação e autor de obras na área eleitoral.

A programação também contará com a participação de Sabrina de Paula Braga, responsável por ministrar módulos do curso ao longo da semana. Analista judiciária do TRE-MG, é mestra e doutoranda em Direito Político pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), coordenadora do eixo “Participação de Grupos Minorizados” da Capacitação Nacional das Escolas Judiciárias Eleitorais e integrante da Comissão de Promoção da Igualdade Racial da Justiça Eleitoral.

Jornalista: Andréa Martins Oliveira

#PratodosVerem – Participante acompanha, por meio de um notebook, o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Gênero, Raça e Etnia no Processo Eleitoral”, promovido pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). Na tela, aparecem autoridades e participantes da capacitação em videoconferência, enquanto o palestrante apresenta conteúdo relacionado aos direitos humanos e ao processo eleitoral.

Fonte: TRE – MT

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