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TRE-MT integra rede de inovação que disputa Prêmio Innovare com projeto de linguagem simples

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“Linguagem Simples e Democracia: como explicar a segurança das urnas eletrônicas” é o nome do projeto que concorre à 22ª edição do Prêmio Innovare, na categoria “Aberta à Sociedade – Justiça e Cidadania”. A iniciativa foi criada por uma rede colaborativa de inovação, da qual o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) é integrante, e propõe uma abordagem acessível e inovadora para explicar o funcionamento da votação eletrônica. Ao traduzir temas técnicos em linguagem clara, o projeto contribui para o enfrentamento da desinformação e o fortalecimento da confiança pública no processo eleitoral. 

  

Nesta quinta-feira (31.07), o consultor do Prêmio Innovare para os estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, Nivaldo Romko, esteve no TRE-MT para cumprir mais uma fase do processo de avaliação. Nessa etapa, os consultores visitam os locais onde as práticas são implementadas, entrevistam seus idealizadores e coletam evidências que serão encaminhadas aos jurados para análise final. 

  

Segundo o consultor, o objetivo da visita é colher informações sobre a problemática que deu origem ao projeto, as impressões pessoais dos autores e executores e o contexto social de sua aplicação. “Em suma, é trazer à luz as informações que não cabem no processo de inscrição, como as dores, os desafios e a vivência de colocar a ideia em prática. Posteriormente, essas informações integram um relatório com impressões do consultor, dados estatísticos e percepções extraídas das entrevistas, que subsidiam o processo de avaliação nos conselhos superiores do Innovare”, explicou. 

 

Iniciado em agosto de 2024, o projeto surgiu a partir da escuta ativa de dúvidas recorrentes manifestadas por eleitores, mesários e fiscais durante o período eleitoral. A iniciativa foi desenvolvida por uma rede formada por servidores da Justiça Eleitoral, especialistas em linguagem simples, pesquisadores, designers e integrantes da comunidade de inovação pública. Criaram um material impresso e digital que explica, com clareza e linguagem acessível, todas as etapas de segurança da votação — antes, durante e após o pleito. 

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A proposta utiliza recursos visuais, estrutura cronológica e expressões de fácil assimilação, como “urna zerada”, “boletim na mão” e “entrega dos dados”. O material foi aplicado de forma experimental nas Eleições Municipais de 2024, tanto no contexto da auditoria das urnas eletrônicas quanto em seções eleitorais de Cuiabá, durante o segundo turno. Nesses cenários, serviu como ferramenta de apoio pedagógico para mesários e despertou o interesse de eleitores e fiscais sobre o funcionamento seguro do sistema eletrônico de votação. Também em caráter experimental, foi adotado na 50ª Zona Eleitoral do TRE do Paraná, evidenciando sua versatilidade e potencial de replicação em diferentes realidades eleitorais. 

  

Sem orçamento formal, a prática foi construída de forma totalmente colaborativa e voluntária. O projeto conta com a participação e o apoio institucional do TRE-MT que integra uma rede de parceiros composta pelo Linguagem Simples Lab, a Comunidade Linguagem Simples Brasil, a Escola Nacional de Administração Pública (ENAP), além de colaboradores voluntários de diferentes estados. A produção gráfica foi viabilizada com o apoio do parque gráfico do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), possibilitando a impressão do material físico. 

  

Entre os principais resultados da iniciativa, destacam-se a ampliação do acesso à informação clara, o fortalecimento do controle social, a redução da vulnerabilidade a fake news e a melhoria no diálogo entre a Justiça Eleitoral e a população. O projeto também conquistou reconhecimento acadêmico e institucional, sendo convidado a integrar um capítulo de livro sobre as eleições de 2024, que será publicado em outubro de 2025 pelo Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Democracia Digital (INCT-DD). 

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Apesar das dificuldades enfrentadas — como a ausência de equipe formal e resistências iniciais ao uso da linguagem simples — a prática demonstrou ser replicável, de baixo custo e com alto potencial de transformação institucional. “A iniciativa é um exemplo promissor de como redes de colaboração podem promover um diálogo mais transparente entre o Estado e o cidadão, especialmente em tempos de desinformação e crise de confiança nas instituições. A indicação ao Prêmio Innovare, uma das maiores premiações dedicadas à inovação no sistema de Justiça brasileiro, reforça a atualidade e a relevância dessa ação”, afirma a servidora do TRE-MT Marcela Lopes, idealizadora do projeto. 

Acesse o material do projeto na Biblioteca InovaGov

 

Jornalista: Nara Assis 

 

#PraTodosVerem: A imagem mostra duas pessoas — uma mulher e um homem — em uma reunião formal, sentados em uma sala moderna com decoração descontraída. Ambos observam atentamente uma apresentação exibida em uma tela, cujo slide traz o título “O problema e seu contexto” e ilustrações visuais em estilo gráfico. Sobre a mesa estão xícaras de café, papéis impressos, um notebook e materiais de escritório. Ao fundo, é possível ver uma parede azul com obras de arte e plantas decorativas, reforçando o ambiente colaborativo e inovador. 

1/ Galeria de imagens

Fonte: TRE – MT

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TRE-MT promove curso sobre eleições sob a perspectiva dos direitos humanos, da equidade e da inclusão

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Direitos humanos, equidade racial, inclusão e representatividade são temas que ganharam espaço central no debate democrático contemporâneo. Com esse foco, teve início nesta segunda-feira (08.06), no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Direitos Humanos, Gênero, Raça e Etnia em Processo Eleitoral”. A capacitação segue até quinta-feira (11.06) e reúne magistrados(as), promotores(as) e servidores(as) da Justiça Eleitoral.

A formação aborda temas centrais do processo eleitoral a partir de uma perspectiva voltada aos direitos humanos e à promoção da equidade. O conteúdo programático está dividido em quatro módulos: Propaganda Eleitoral com enfoque em direitos humanos, gênero, raça e etnia; Registro de Candidatura com enfoque interseccional; Prestação de Contas e financiamento com foco em equidade; e Abuso de Poder (econômico, político, comunicacional e religioso) e práticas discriminatórias.

Ao dar as boas-vindas aos participantes, a presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, destacou que a inclusão, o diálogo e o acolhimento são fundamentais para o fortalecimento da democracia e para a aproximação da Justiça Eleitoral com a sociedade.

“A Justiça Eleitoral precisa conversar com todas as pessoas, acolher diferentes perspectivas e promover a participação de todos no debate público. O conhecimento e o acolhimento são fundamentais para construirmos uma democracia cada vez mais humana e inclusiva”, afirmou a presidente.

A desembargadora ressaltou ainda que a participação no processo eleitoral, seja como eleitora, candidata, servidora, advogada, promotora, juíza ou mesária, representa um importante exercício de cidadania e fortalecimento democrático. Para ela, iniciativas como o curso ampliam o conhecimento, qualificam o debate público e contribuem para uma atuação institucional cada vez mais inclusiva.

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A juíza auxiliar da Presidência do TRE-MT, Edna Ederli Coutinho, destacou a importância da temática para o fortalecimento da democracia e para a atuação institucional da Justiça Eleitoral.

Segundo ela, o debate sobre inclusão e representatividade deixou de ocupar um espaço periférico e passou a integrar o centro das discussões sobre aperfeiçoamento democrático. “A ampliação da participação de mulheres, pessoas negras, indígenas e outros grupos historicamente minorizados não é apenas uma pauta social, mas uma exigência constitucional e um compromisso institucional. Mais do que uma oportunidade de atualização técnica, este curso nos convida a refletir sobre o papel da Justiça Eleitoral na construção de uma democracia efetivamente inclusiva, plural e representativa”, afirmou.

O diretor da Escola Judiciária Eleitoral de Mato Grosso (EJE-MT), juiz-membro substituto Welder Queiroz dos Santos, ressaltou que a promoção da inclusão e da diversidade está alinhada às diretrizes nacionais da Justiça Eleitoral.

“A primeira grande bandeira institucional do Tribunal Superior Eleitoral foi justamente a inclusão de mulheres, pessoas negras e indígenas na participação política. Trata-se de um tema fundamental para o fortalecimento do ambiente democrático e para a construção de uma sociedade mais representativa”, destacou.

Ao dar início às atividades, o palestrante Elder Maia Goltzman explicou que a proposta do curso é promover um diálogo entre o Direito Eleitoral e os Direitos Humanos, permitindo uma nova leitura dos principais institutos eleitorais.

“A ideia é analisar temas como propaganda eleitoral, abuso de poder, prestação de contas e registro de candidatura sob a perspectiva dos direitos humanos. Muitas das questões enfrentadas pela Justiça Eleitoral envolvem dilemas relacionados à inclusão, igualdade e proteção de direitos fundamentais. Por isso, queremos construir um espaço de diálogo, reflexão e troca de experiências”, afirmou.

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Especialistas de referência nacional

O curso é ministrado por dois especialistas com ampla atuação acadêmica e profissional na área.

Elder Maia Goltzman é analista judiciário do TRE-SP, mestre em Direito e Instituições do Sistema de Justiça pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), doutorando em Direito Político e Econômico pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e especialista em Direito Administrativo. Atua em pesquisas relacionadas à liberdade de expressão, direitos humanos, população LGBTQIAPN+, desinformação e direito digital, além de ser professor em cursos de pós-graduação e autor de obras na área eleitoral.

A programação também contará com a participação de Sabrina de Paula Braga, responsável por ministrar módulos do curso ao longo da semana. Analista judiciária do TRE-MG, é mestra e doutoranda em Direito Político pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), coordenadora do eixo “Participação de Grupos Minorizados” da Capacitação Nacional das Escolas Judiciárias Eleitorais e integrante da Comissão de Promoção da Igualdade Racial da Justiça Eleitoral.

Jornalista: Andréa Martins Oliveira

#PratodosVerem – Participante acompanha, por meio de um notebook, o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Gênero, Raça e Etnia no Processo Eleitoral”, promovido pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). Na tela, aparecem autoridades e participantes da capacitação em videoconferência, enquanto o palestrante apresenta conteúdo relacionado aos direitos humanos e ao processo eleitoral.

Fonte: TRE – MT

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