Atividades lúdicas que estimulam o aprendizado e facilitam a fixação do conteúdo são o foco de uma capacitação ministrada pela professora da Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT), Juana da Costa Oliveira, às professoras do programa SoleTRE, iniciativa de alfabetização desenvolvida pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). A formação ocorreu na manhã desta sexta-feira (15.08), na sala de aula da Escola Judiciária Eleitoral (EJE-MT), localizada na Casa da Democracia, em Cuiabá.
A professora, que é integrante do programa Mais MT Muxirum, da Seduc-MT, explicou que o objetivo foi orientar as responsáveis pelas aulas do SoleTRE quanto ao uso do material doado pela Secretaria ao TRE-MT. “Procuramos fazer a oficina de alfabetização com atividades lúdicas, para que esse público consiga adquirir as habilidades e também as oficinas servem como avaliação, porque o professor diagnostica o processo avaliativo por meio de jogos, brincadeiras tipo bingo, caixa silábica, caixa de leitura, etc. O professor vai brincando, no bom sentido da palavra, mas com o objetivo de alfabetizar e de avaliar esse aluno, se ele está tendo progresso ou não, e o os níveis de aprendizagem”.
As quatro professoras do SoleTRE, Angela Capilé Guedes, Maria Luiza Miorim, Anaiá Gomes Frungilo e Sofia Fernandez Moura de Paula, participaram da atividade de formação. Segundo Angela Capillé Guedes, foi muito interessante o conteúdo ministrado, já que todas elas atuam de forma voluntária e a maioria não são pedagogas de formação. “Como nós somos voluntárias, eu não sou da área de educação, nem nada do gênero, é importantíssimo saber como acessar melhor nossos alunos, porque a gente está aqui apenas pelo desejo de ajudar. E a Juana preparou todo o material para adultos, para idosos, então é outro tipo de comunicação, a forma de aprender, de retenção deles é diferente das crianças. Então, foi incrível porque ela falou o que funciona, o que não funciona, a melhor forma de usar, essa pedagogia do Paulo Freire que a gente busca em relação à educação de adultos, o Paulo Freire é mestre nisso, é maravilhoso, justamente para a gente usar o que é do dia a dia”.
Ela citou que o conteúdo dos livros e as atividades lúdicas utilizam elementos culturais e da fauna e da flora regionais. “A professora Juana trouxe figuras do dia a dia, não adianta muito usar um urso para identificar a letra U, por exemplo, você tem que achar bichos daqui, da nossa terra, então, na letra T ela colocou um tuiuiú. Isso é muito maravilhoso, porque ele cria uma identificação maior, então para nosso aluno aprender é mais fácil, porque é algo que ele já conhece. Já estamos combinando para preparar o material semelhante ao que ela deu, porque quando a gente ensina com a brincadeirinha, de uma forma mais leve, eles adoram, eles se divertem e aprendem sem nem perceber. Isso é muito gostoso também, a gente gosta de fazer, mesmo sendo adulto, eles gostam de algumas brincadeiras”, acrescentou.
A professora Maria Luiza Miorim frisou que o curso foi muito bom, pois trouxe experiências de didática. “Aprendemos como podemos trabalhar os alunos de outra maneira, fazendo uma forma mais lúdica, fazendo bingo educativo, caça-palavras, coisas que para eles vão ser diferentes e vão ajudar na alfabetização deles de uma outra forma, não daquela forma mais engenssada. A professora Juana trouxe bastante material, a gente até já combinou de nos reunirmos para fazer mais materiais para trabalhar com os alunos nesse método que ela ensinou também”.
Sobre os materiais
Os 120 kits educacionais doados pelo Programa Mais MT Muxirum, da Seduc-MT, foram entregues aos alunos e alunas do SoleTRE no dia 07 de agosto deste ano. São materiais que adotam uma linguagem e ilustrações adequadas ao letramento de jovens e adultos.
Ao todo, foram 50 kits escolares voltados para alunos do Ensino Fundamental II (6º ao 9º ano), contendo caderno espiral, caderno de desenho, lápis de cor, estojo, apontador, borracha e outros itens, e 70 kits pedagógicos, contendo dois livros: um de Língua Portuguesa e outro de Matemática, com o conteúdo focado na alfabetização de pessoas jovens e adultas. Os livros foram elaborados pela professora Juana da Costa Oliveira, que ministrou a formação.
Mais de 160 pessoas alfabetizadas
O programa SoleTRE já alfabetizou, desde a 1ª edição em 2019, 169 pessoas. Trata-se de um importante serviço voluntário, que promove a cidadania, o acesso e a inclusão social. As aulas são ministradas às terças e quintas-feiras, das 8h às 11h, nas salas de aula nº 01 e 02 da Escola Judiciária Eleitoral de Mato Grosso (EJE-MT), localizada na Casa da Democracia, prédio anexo ao TRE-MT, na Av. Historiador Rubens de Mendonça, n° 4750, no Centro Político e Administrativo (CPA), em Cuiabá.
Jornalista: Nara Assis
#PraTodosVerem: A imagem mostra uma sala de aula onde uma professora está em pé, sorridente, ministrando uma atividade lúdica sobre alfabetização para quatro mulheres sentadas de frente para ela. Ao fundo, há dois painéis coloridos, um com o título “Sílabas e Palavras” e outro com o título “Alfabeto”, ambos com letras e elementos visuais voltados ao ensino. Sobre a mesa, há materiais pedagógicos organizados para a dinâmica. Ao final do texto, tem uma galeria com mais fotos da formação.
O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso abriu as portas nesta quarta-feira, 22 de abril, para um grupo de 34 alunos do curso de Engenharia da Computação da UFMT, campus de Várzea Grande. A iniciativa integra o Programa Voto Consciente, desenvolvido pela Escola Judiciária Eleitoral, e busca aproximar o universo acadêmico da realidade prática da democracia digital brasileira. Durante a manhã, os acadêmicos percorreram setores estratégicos da instituição para compreender o fluxo de dados e a solidez dos sistemas utilizados no processo de votação.
A servidora da Escola Judiciária Eleitoral, Flávia Augusta Rodrigues, destaca que o projeto fortalece o vínculo entre a Justiça Eleitoral e a sociedade ao permitir que os estudantes visualizem a complexidade técnica do sistema. Segundo a organização, o contato direto com a tecnologia das urnas transforma a percepção dos jovens sobre a transparência do processo eletrônico de votação. Essa troca de informações técnica reforça a segurança institucional e promove o exercício da cidadania dentro do ambiente universitário.
A programação detalhou o ciclo de vida da urna eletrônica, desde o armazenamento até a preparação para o dia do pleito. Os visitantes acompanharam explicações sobre as camadas de segurança do software e a resistência física do hardware, pontos de interesse direto para a formação profissional da turma de engenharia. O encontro permitiu que dúvidas específicas sobre criptografia e integridade de sistemas fossem sanadas pelos especialistas do tribunal.
Este evento marca o início de uma série de visitas agendadas para os próximos meses, envolvendo diferentes instituições de ensino superior. O cronograma da Escola Judiciária Eleitoral prevê novas imersões com alunos de Direito da UNIC nos dias 30 de abril e 7 de maio. No final do mês de maio, será a vez dos acadêmicos da UNEMAT, vindos de Barra do Bugres, conhecerem a estrutura do tribunal.
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