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Mutirões eleitorais noturnos em Campo Verde buscam biometria junto ao público universitário

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O cartório da 12ª Zona Eleitoral em Campo Verde (a 136 km de Cuiabá) planejou uma série de mutirões noturnos para alcançar o público universitário e jovens de cursos profissionalizantes, na faixa etária dos 19 aos 25 anos, que ainda não fizeram a coleta biométrica. Nesta terça-feira (21), a Justiça Eleitoral fará atendimentos na unidade municipal do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), no horário das 8h às 11h e das 18h às 21h. Na Faculdade Unicentral, os atendimentos vão até o dia 23 de outubro e serão exclusivamente noturnos. A faculdade funciona nas dependências da Escola Municipal “Profª. Áurea Gonçalves Marqueti”.

Serão oferecidos serviços de alistamento eleitoral (primeiro título), revisão de dados cadastrais, transferência de domicílio, emissão de segunda via e de guia para recolhimento de multa eleitoral. Toda a estrutura necessária será levada para os atendimentos, com um servidor e um kit biométrico, composto por computador portátil, scanner para coleta da biometria, câmera digital, pad para assinatura e case para transporte e acomodação dos equipamentos. A ação integra a campanha Biometria 100%, que busca ampliar o cadastramento biométrico em 2025 para, no mínimo, 98% do eleitorado estadual.

“A Justiça Eleitoral firmou parceria com instituições de ensino superior para oferecer atendimento eleitoral ao público universitário jovem, a partir de listas de alunos matriculados. Com base nelas que foi possível quantificar o número de alunos sem biometria e a situação eleitoral de cada um. Identificamos pessoas que moram aqui e têm outro domicílio eleitoral, gente que não tem biometria e também de alistamento eleitoral tardio”, afirmou a servidora Bianca Baum, do cartório da 12ª Zona Eleitoral, que participará do mutirão como atendente da Justiça Eleitoral.

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Enquanto o Senai Campo Verde está localizado na Avenida Eugênio Prati, Quadra 02 – Lote 20, Bairro Residencial Green Ville, a Faculdade Unicentral está situada na Avenida Mato Grosso, 2.085, Bairro GreenVille II. Para receber atendimento, basta levar um documento oficial com foto, que pode ser apresentado na versão física ou digital. No mutirão, o eleitor ou a eleitora já sai com o título em mãos e recebe orientação para baixar o título digital (com foto) por meio do aplicativo e-Título. Em casos de transferência ou mudança de domicílio, é necessário apresentar um comprovante de endereço. Qualquer eleitor ou eleitora pode ser atendido em mutirões ou ações da Justiça Eleitoral em qualquer parte de Mato Grosso — não é necessário votar no local ou residir na cidade onde a ação é realizada.

Mutirões eleitorais noturnos em Campo Verde buscam biometria junto ao público universitário 2
Atendimentos no Senai de Campo Verde ocorrerão no horário das 8h às 11h e das 18h às 21h

Instituto Federal

O cartório eleitoral retorna para atendimentos no campus Campo Verde do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso (IFMT) entre os dias 29 e 31 de outubro, no horário das 18h às 21h. Servidores da Justiça Eleitoral já estiveram na instituição em setembro como parte dos mutirões que procuraram alcançar o público universitário jovem. O IFMT está situado na Avenida Isidoro Luiz Gentilin, 585 – Belvedere.

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“Nos mutirões noturnos, os atendimentos começam antes das 18 horas, para contemplar aqueles estudantes que chegam mais cedo, e prosseguem até as 21 horas, por conta do intervalo das aulas nessas instituições. No caso do IFMT, o nosso retorno está amparado no cruzamento de informações de que há eleitores que estudam à noite que estão sem biometria!”, completa Bianca Baum.

Biometria em Campo Verde

O Monitoramento da evolução do cadastramento biométrico realizado pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) indica que Campo Verde está próximo de atingir a meta de 98% da campanha Biometria 100%. Com 31.203 eleitores com cadastramento biométrico, o município já possui uma cobertura de 95,35%, dentro de um universo de 32.723 pessoas aptas a votar. Pelo levantamento, o total que ainda precisa fazer a coleta biométrica é de 1.520 eleitores, o equivalente a 4,65%.

Jornalista Anderson Pinho

#PraTodosVerem – A imagem mostra a fachada de uma escola, identificada pela placa principal como Escola Municipal “Profª. Áurea Gonçalves Marqueti”, localizada em Campo Verde. O prédio é térreo, de cor clara, com uma cobertura marrom na área de entrada sustentada por vidros. Há um portão de grades, canteiros de flores coloridas em frente à entrada e gramado bem cuidado. À direita, é visível uma placa de publicidade da “Unicentral”.

Fonte: TRE – MT

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TRE-MT promove curso sobre eleições sob a perspectiva dos direitos humanos, da equidade e da inclusão

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Direitos humanos, equidade racial, inclusão e representatividade são temas que ganharam espaço central no debate democrático contemporâneo. Com esse foco, teve início nesta segunda-feira (08.06), no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Direitos Humanos, Gênero, Raça e Etnia em Processo Eleitoral”. A capacitação segue até quinta-feira (11.06) e reúne magistrados(as), promotores(as) e servidores(as) da Justiça Eleitoral.

A formação aborda temas centrais do processo eleitoral a partir de uma perspectiva voltada aos direitos humanos e à promoção da equidade. O conteúdo programático está dividido em quatro módulos: Propaganda Eleitoral com enfoque em direitos humanos, gênero, raça e etnia; Registro de Candidatura com enfoque interseccional; Prestação de Contas e financiamento com foco em equidade; e Abuso de Poder (econômico, político, comunicacional e religioso) e práticas discriminatórias.

Ao dar as boas-vindas aos participantes, a presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, destacou que a inclusão, o diálogo e o acolhimento são fundamentais para o fortalecimento da democracia e para a aproximação da Justiça Eleitoral com a sociedade.

“A Justiça Eleitoral precisa conversar com todas as pessoas, acolher diferentes perspectivas e promover a participação de todos no debate público. O conhecimento e o acolhimento são fundamentais para construirmos uma democracia cada vez mais humana e inclusiva”, afirmou a presidente.

A desembargadora ressaltou ainda que a participação no processo eleitoral, seja como eleitora, candidata, servidora, advogada, promotora, juíza ou mesária, representa um importante exercício de cidadania e fortalecimento democrático. Para ela, iniciativas como o curso ampliam o conhecimento, qualificam o debate público e contribuem para uma atuação institucional cada vez mais inclusiva.

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A juíza auxiliar da Presidência do TRE-MT, Edna Ederli Coutinho, destacou a importância da temática para o fortalecimento da democracia e para a atuação institucional da Justiça Eleitoral.

Segundo ela, o debate sobre inclusão e representatividade deixou de ocupar um espaço periférico e passou a integrar o centro das discussões sobre aperfeiçoamento democrático. “A ampliação da participação de mulheres, pessoas negras, indígenas e outros grupos historicamente minorizados não é apenas uma pauta social, mas uma exigência constitucional e um compromisso institucional. Mais do que uma oportunidade de atualização técnica, este curso nos convida a refletir sobre o papel da Justiça Eleitoral na construção de uma democracia efetivamente inclusiva, plural e representativa”, afirmou.

O diretor da Escola Judiciária Eleitoral de Mato Grosso (EJE-MT), juiz-membro substituto Welder Queiroz dos Santos, ressaltou que a promoção da inclusão e da diversidade está alinhada às diretrizes nacionais da Justiça Eleitoral.

“A primeira grande bandeira institucional do Tribunal Superior Eleitoral foi justamente a inclusão de mulheres, pessoas negras e indígenas na participação política. Trata-se de um tema fundamental para o fortalecimento do ambiente democrático e para a construção de uma sociedade mais representativa”, destacou.

Ao dar início às atividades, o palestrante Elder Maia Goltzman explicou que a proposta do curso é promover um diálogo entre o Direito Eleitoral e os Direitos Humanos, permitindo uma nova leitura dos principais institutos eleitorais.

“A ideia é analisar temas como propaganda eleitoral, abuso de poder, prestação de contas e registro de candidatura sob a perspectiva dos direitos humanos. Muitas das questões enfrentadas pela Justiça Eleitoral envolvem dilemas relacionados à inclusão, igualdade e proteção de direitos fundamentais. Por isso, queremos construir um espaço de diálogo, reflexão e troca de experiências”, afirmou.

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Especialistas de referência nacional

O curso é ministrado por dois especialistas com ampla atuação acadêmica e profissional na área.

Elder Maia Goltzman é analista judiciário do TRE-SP, mestre em Direito e Instituições do Sistema de Justiça pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), doutorando em Direito Político e Econômico pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e especialista em Direito Administrativo. Atua em pesquisas relacionadas à liberdade de expressão, direitos humanos, população LGBTQIAPN+, desinformação e direito digital, além de ser professor em cursos de pós-graduação e autor de obras na área eleitoral.

A programação também contará com a participação de Sabrina de Paula Braga, responsável por ministrar módulos do curso ao longo da semana. Analista judiciária do TRE-MG, é mestra e doutoranda em Direito Político pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), coordenadora do eixo “Participação de Grupos Minorizados” da Capacitação Nacional das Escolas Judiciárias Eleitorais e integrante da Comissão de Promoção da Igualdade Racial da Justiça Eleitoral.

Jornalista: Andréa Martins Oliveira

#PratodosVerem – Participante acompanha, por meio de um notebook, o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Gênero, Raça e Etnia no Processo Eleitoral”, promovido pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). Na tela, aparecem autoridades e participantes da capacitação em videoconferência, enquanto o palestrante apresenta conteúdo relacionado aos direitos humanos e ao processo eleitoral.

Fonte: TRE – MT

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