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Entra em funcionamento posto de atendimento da Justiça Eleitoral em Nova Marilândia

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Está mais fácil ter acesso aos serviços da Justiça Eleitoral em Nova Marilândia (distante a 251 km de Cuiabá) para conforto e comodidade do eleitor e da eleitora. O município ganhou um Posto Eleitoral de Atendimento, que entrou em funcionamento nesta quarta-feira (24). Ele que funciona de segunda a sexta-feira, no horário das 7h às 11h e das 12h30 às 16h30, e está localizado na Rua Marechal Rondon, nº 278 N, Centro, anexo ao Posto de Identificação Municipal de Nova Marilândia. 

A providência é parte da campanha Biometria 100%, coordenada pela Corregedoria Regional Eleitoral (CRE), visando a ampliação do cadastramento biométrico no Estado este ano em, no mínimo 98%, do eleitorado mato-grossense. A criação do posto eleitoral também considera as disposições da Resolução 330/1994/TRE-MT, que dispõe sobre a criação de Postos Eleitorais para auxiliar o alistamento eleitoral nos Municípios, e as disposições do Provimento nº 06/2006/CRE/MT para agregar maior agilidade, segurança, robustez e amplitude ao processo biométrico. 

A instalação do Posto Eleitoral também cumpre decisão que consta na Portaria nº 02/2025, assinada pela juíza eleitoral Marina Dantas Pereira, da 17ª Zona Eleitoral, com sede em Arenápolis (a cerca de 20 km de Nova Marilândia). A mesma decisão designou servidora pública da Prefeitura Municipal para atuar como responsável pelo posto da Justiça Eleitoral. 

O Município de Nova Marilândia e a Justiça Eleitoral de Mato Grosso assinaram um Termo de Cooperação com o objetivo e comungar esforços para a realização do cadastramento do eleitorado com coleta de dados biométricos no município, mediante a cessão gratuita de espaço físico, mobiliário e pessoal. Em julho de 2023 uma parceria semelhante permitiu a criação e o funcionamento do mesmo posto para as eleições municipais de 2024. 

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Entre os serviços oferecidos pelo Posto Eleitoral estão: alistamento (primeiro título), transferência, revisão, regularização de inscrição cancelada, emissão de segunda via e de guia para pagamento de multas, além da coleta biométrica. Para ser atendido, basta levar documento oficial com foto e comprovante de endereço atualizado, que podem ser apresentados em versão física ou digital.  

Do local, o cidadão ou cidadã já sai com o título de eleitor em mãos, além da orientação para baixar o título digital (com foto) por meio do aplicativo e-Título. Qualquer eleitor(a) pode ser atendido (a) em mutirões ou ações da Justiça Eleitoral em qualquer parte de Mato Grosso: não é necessário votar no local ou morar na cidade onde a ação é realizada. 

Panorama Eleitoral 

No ranking do cadastramento biométrico no Estado, Nova Marilândia ocupa a posição de 117º lugar entre os 142 municípios mato-grossenses com 75,58% do eleitorado com biometria, o que corresponde a 2.173 pessoas. No município são 2.875 eleitores aptos a votar. A Justiça Eleitoral no município está à procura de 702 eleitores que ainda não fizeram a biometria, o equivalente a 24,42%. No estado, o índice de cobertura biométrica é de 89,78% (2.270.618 eleitores), restando um eleitorado de 258.407 pessoas ou 10,22% dos 2.529.085 aptos a votar em Mato Grosso. 

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Biometria 

A biometria é um processo de identificação por meio das impressões digitais, coletadas e armazenadas pela Justiça Eleitoral. É pessoal e intransferível, garantindo que cada pessoa vote apenas uma vez e evitando que alguém se passe por outra no momento da votação. No dia da eleição, o eleitor coloca o dedo no leitor biométrico para confirmar sua identidade e, em seguida, é liberado para votar na urna eletrônica. 

 Além das digitais, no cadastro biométrico também são atualizados outros dados pessoais e a foto do eleitor, aumentando a segurança e reduzindo fraudes, como o voto múltiplo ou o uso de títulos de terceiros. 

 A biometria eleitoral representa um avanço tecnológico que fortalece a segurança, a confiabilidade e a inclusão no processo de votação. Ela impede a duplicidade no cadastro, assegura a autenticidade do eleitor, garante agilidade na identificação, reduz filas, otimiza o tempo de votação, promove a acessibilidade e aumenta a confiabilidade dos resultados das eleições. 

Jornalista Anderson Pinho 

#PraTodosVerem – A imagem mostra um homem sendo atendido em um local de cadastro biométrico da Justiça Eleitoral. Ele está sentado em frente a uma atendente que opera um computador, enquanto ao lado há equipamentos para coleta de dados, como câmera e leitor biométrico. O ambiente é simples, com mesa, cadeiras e um cartaz na parede orientando sobre a biometria. 

Fonte: TRE – MT

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TRE-MT promove curso sobre eleições sob a perspectiva dos direitos humanos, da equidade e da inclusão

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Direitos humanos, equidade racial, inclusão e representatividade são temas que ganharam espaço central no debate democrático contemporâneo. Com esse foco, teve início nesta segunda-feira (08.06), no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Direitos Humanos, Gênero, Raça e Etnia em Processo Eleitoral”. A capacitação segue até quinta-feira (11.06) e reúne magistrados(as), promotores(as) e servidores(as) da Justiça Eleitoral.

A formação aborda temas centrais do processo eleitoral a partir de uma perspectiva voltada aos direitos humanos e à promoção da equidade. O conteúdo programático está dividido em quatro módulos: Propaganda Eleitoral com enfoque em direitos humanos, gênero, raça e etnia; Registro de Candidatura com enfoque interseccional; Prestação de Contas e financiamento com foco em equidade; e Abuso de Poder (econômico, político, comunicacional e religioso) e práticas discriminatórias.

Ao dar as boas-vindas aos participantes, a presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, destacou que a inclusão, o diálogo e o acolhimento são fundamentais para o fortalecimento da democracia e para a aproximação da Justiça Eleitoral com a sociedade.

“A Justiça Eleitoral precisa conversar com todas as pessoas, acolher diferentes perspectivas e promover a participação de todos no debate público. O conhecimento e o acolhimento são fundamentais para construirmos uma democracia cada vez mais humana e inclusiva”, afirmou a presidente.

A desembargadora ressaltou ainda que a participação no processo eleitoral, seja como eleitora, candidata, servidora, advogada, promotora, juíza ou mesária, representa um importante exercício de cidadania e fortalecimento democrático. Para ela, iniciativas como o curso ampliam o conhecimento, qualificam o debate público e contribuem para uma atuação institucional cada vez mais inclusiva.

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A juíza auxiliar da Presidência do TRE-MT, Edna Ederli Coutinho, destacou a importância da temática para o fortalecimento da democracia e para a atuação institucional da Justiça Eleitoral.

Segundo ela, o debate sobre inclusão e representatividade deixou de ocupar um espaço periférico e passou a integrar o centro das discussões sobre aperfeiçoamento democrático. “A ampliação da participação de mulheres, pessoas negras, indígenas e outros grupos historicamente minorizados não é apenas uma pauta social, mas uma exigência constitucional e um compromisso institucional. Mais do que uma oportunidade de atualização técnica, este curso nos convida a refletir sobre o papel da Justiça Eleitoral na construção de uma democracia efetivamente inclusiva, plural e representativa”, afirmou.

O diretor da Escola Judiciária Eleitoral de Mato Grosso (EJE-MT), juiz-membro substituto Welder Queiroz dos Santos, ressaltou que a promoção da inclusão e da diversidade está alinhada às diretrizes nacionais da Justiça Eleitoral.

“A primeira grande bandeira institucional do Tribunal Superior Eleitoral foi justamente a inclusão de mulheres, pessoas negras e indígenas na participação política. Trata-se de um tema fundamental para o fortalecimento do ambiente democrático e para a construção de uma sociedade mais representativa”, destacou.

Ao dar início às atividades, o palestrante Elder Maia Goltzman explicou que a proposta do curso é promover um diálogo entre o Direito Eleitoral e os Direitos Humanos, permitindo uma nova leitura dos principais institutos eleitorais.

“A ideia é analisar temas como propaganda eleitoral, abuso de poder, prestação de contas e registro de candidatura sob a perspectiva dos direitos humanos. Muitas das questões enfrentadas pela Justiça Eleitoral envolvem dilemas relacionados à inclusão, igualdade e proteção de direitos fundamentais. Por isso, queremos construir um espaço de diálogo, reflexão e troca de experiências”, afirmou.

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Especialistas de referência nacional

O curso é ministrado por dois especialistas com ampla atuação acadêmica e profissional na área.

Elder Maia Goltzman é analista judiciário do TRE-SP, mestre em Direito e Instituições do Sistema de Justiça pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), doutorando em Direito Político e Econômico pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e especialista em Direito Administrativo. Atua em pesquisas relacionadas à liberdade de expressão, direitos humanos, população LGBTQIAPN+, desinformação e direito digital, além de ser professor em cursos de pós-graduação e autor de obras na área eleitoral.

A programação também contará com a participação de Sabrina de Paula Braga, responsável por ministrar módulos do curso ao longo da semana. Analista judiciária do TRE-MG, é mestra e doutoranda em Direito Político pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), coordenadora do eixo “Participação de Grupos Minorizados” da Capacitação Nacional das Escolas Judiciárias Eleitorais e integrante da Comissão de Promoção da Igualdade Racial da Justiça Eleitoral.

Jornalista: Andréa Martins Oliveira

#PratodosVerem – Participante acompanha, por meio de um notebook, o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Gênero, Raça e Etnia no Processo Eleitoral”, promovido pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). Na tela, aparecem autoridades e participantes da capacitação em videoconferência, enquanto o palestrante apresenta conteúdo relacionado aos direitos humanos e ao processo eleitoral.

Fonte: TRE – MT

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