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Em coletiva à imprensa, presidente do TRE-MT fala sobre planejamento para Eleições 2026

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A presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), desembargadora Serly Marcondes Alves, concedeu entrevista coletiva à imprensa, nesta quarta-feira (21.05), na Sala de Reuniões do Tribunal. Em pauta, o planejamento das Eleições Gerais de 2026 e o trabalho que será feito pela gestão no biênio 2025-2027.

Sobre o pleito do próximo ano, a presidente afirmou que o TRE-MT está pronto para aplicar as resoluções do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). “Antes de serem consolidadas, elas passaram por consulta pública e valem para o Brasil inteiro, e se valem para o Brasil inteiro, valem para Mato Grosso também. Então, a correta aplicação destas resoluções garante o resultado satisfatório da eleição. Temos um calendário a ser seguido, passo a passo, e o mais importante é ter uma equipe preparada e treinada, que cumpra exatamente o que está sendo planejado”.

Durante a coletiva, foram apresentadas as frentes prioritárias do planejamento estratégico do Tribunal, que são: Gestão eficiente dos recursos públicos; Planejamento de contratações e licitações; Sustentabilidade; e Inovação e inclusão digital. Para executá-los, a Justiça Eleitoral de Mato Grosso conta com 281 servidores e servidoras efetivos e 212 requisitados e requisitadas, que passam por constantes capacitações, visando ao fortalecimento da atuação de magistrados, magistradas e chefias de cartório.

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A desembargadora Serly Marcondes Alves ressaltou que a ampliação do cadastro da biometria é uma das preocupações da atual gestão. Atualmente, do total de 2,6 milhões de eleitores e eleitoras de Mato Grosso, pouco mais de 2,2 milhões possuem o cadastro biométrico, ou seja, uma cobertura de 86,7%. O estado possui 57 Zonas Eleitorais, distribuídas em 142 municípios, com 1.509 locais de votação e 8.819 seções eleitorais.

Quanto aos eixos de atuação, a presidente destacou o combate ao crime organizado nas eleições, por meio de ações em parceria com o Ministério Público e forças de segurança, para identificar o financiamento ilícito de campanhas. Citou, ainda, o incentivo à participação feminina na política, com ações afirmativas nesse sentido, e programas de formação e visibilidade de lideranças femininas. Também incluem, entre os eixos de atuação, a gestão eleitoral com segurança e liberdade e o fortalecimento de parcerias institucionais.

O juiz auxiliar da Presidência, Luís Aparecido Bortolussi Júnior, também participou da entrevista coletiva, e reforçou o comprometimento da gestão com a realização de eleições seguras e transparentes. Da mesma forma, o diretor-geral, Mauro Sérgio Rodrigues Diogo, salientou o reconhecimento e a confiança da presidente com relação ao trabalho desempenhado pelos servidores e servidoras do TRE-MT. Secretários(as) e assessores(as) do Tribunal, que compõem a nova gestão, também participaram da entrevista coletiva.

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Jornalista: Nara Assis

#PraTodosVerem: Foto principal que mostra uma sala de reuniões e, em uma ponta, próximo a uma parede azul com a marca do TRE-MT em destaque, estão representantes do Tribunal, incluindo a presidente. De frente para eles, estão jornalistas e cinegrafistas, sentados ao redor de uma grande mesa. Ao final da matéria, tem uma galeria com mais fotos da coletiva.

1/ Galeria de imagens

Fonte: TRE – MT

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TRE-MT promove curso sobre eleições sob a perspectiva dos direitos humanos, da equidade e da inclusão

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Direitos humanos, equidade racial, inclusão e representatividade são temas que ganharam espaço central no debate democrático contemporâneo. Com esse foco, teve início nesta segunda-feira (08.06), no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Direitos Humanos, Gênero, Raça e Etnia em Processo Eleitoral”. A capacitação segue até quinta-feira (11.06) e reúne magistrados(as), promotores(as) e servidores(as) da Justiça Eleitoral.

A formação aborda temas centrais do processo eleitoral a partir de uma perspectiva voltada aos direitos humanos e à promoção da equidade. O conteúdo programático está dividido em quatro módulos: Propaganda Eleitoral com enfoque em direitos humanos, gênero, raça e etnia; Registro de Candidatura com enfoque interseccional; Prestação de Contas e financiamento com foco em equidade; e Abuso de Poder (econômico, político, comunicacional e religioso) e práticas discriminatórias.

Ao dar as boas-vindas aos participantes, a presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, destacou que a inclusão, o diálogo e o acolhimento são fundamentais para o fortalecimento da democracia e para a aproximação da Justiça Eleitoral com a sociedade.

“A Justiça Eleitoral precisa conversar com todas as pessoas, acolher diferentes perspectivas e promover a participação de todos no debate público. O conhecimento e o acolhimento são fundamentais para construirmos uma democracia cada vez mais humana e inclusiva”, afirmou a presidente.

A desembargadora ressaltou ainda que a participação no processo eleitoral, seja como eleitora, candidata, servidora, advogada, promotora, juíza ou mesária, representa um importante exercício de cidadania e fortalecimento democrático. Para ela, iniciativas como o curso ampliam o conhecimento, qualificam o debate público e contribuem para uma atuação institucional cada vez mais inclusiva.

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A juíza auxiliar da Presidência do TRE-MT, Edna Ederli Coutinho, destacou a importância da temática para o fortalecimento da democracia e para a atuação institucional da Justiça Eleitoral.

Segundo ela, o debate sobre inclusão e representatividade deixou de ocupar um espaço periférico e passou a integrar o centro das discussões sobre aperfeiçoamento democrático. “A ampliação da participação de mulheres, pessoas negras, indígenas e outros grupos historicamente minorizados não é apenas uma pauta social, mas uma exigência constitucional e um compromisso institucional. Mais do que uma oportunidade de atualização técnica, este curso nos convida a refletir sobre o papel da Justiça Eleitoral na construção de uma democracia efetivamente inclusiva, plural e representativa”, afirmou.

O diretor da Escola Judiciária Eleitoral de Mato Grosso (EJE-MT), juiz-membro substituto Welder Queiroz dos Santos, ressaltou que a promoção da inclusão e da diversidade está alinhada às diretrizes nacionais da Justiça Eleitoral.

“A primeira grande bandeira institucional do Tribunal Superior Eleitoral foi justamente a inclusão de mulheres, pessoas negras e indígenas na participação política. Trata-se de um tema fundamental para o fortalecimento do ambiente democrático e para a construção de uma sociedade mais representativa”, destacou.

Ao dar início às atividades, o palestrante Elder Maia Goltzman explicou que a proposta do curso é promover um diálogo entre o Direito Eleitoral e os Direitos Humanos, permitindo uma nova leitura dos principais institutos eleitorais.

“A ideia é analisar temas como propaganda eleitoral, abuso de poder, prestação de contas e registro de candidatura sob a perspectiva dos direitos humanos. Muitas das questões enfrentadas pela Justiça Eleitoral envolvem dilemas relacionados à inclusão, igualdade e proteção de direitos fundamentais. Por isso, queremos construir um espaço de diálogo, reflexão e troca de experiências”, afirmou.

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Especialistas de referência nacional

O curso é ministrado por dois especialistas com ampla atuação acadêmica e profissional na área.

Elder Maia Goltzman é analista judiciário do TRE-SP, mestre em Direito e Instituições do Sistema de Justiça pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), doutorando em Direito Político e Econômico pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e especialista em Direito Administrativo. Atua em pesquisas relacionadas à liberdade de expressão, direitos humanos, população LGBTQIAPN+, desinformação e direito digital, além de ser professor em cursos de pós-graduação e autor de obras na área eleitoral.

A programação também contará com a participação de Sabrina de Paula Braga, responsável por ministrar módulos do curso ao longo da semana. Analista judiciária do TRE-MG, é mestra e doutoranda em Direito Político pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), coordenadora do eixo “Participação de Grupos Minorizados” da Capacitação Nacional das Escolas Judiciárias Eleitorais e integrante da Comissão de Promoção da Igualdade Racial da Justiça Eleitoral.

Jornalista: Andréa Martins Oliveira

#PratodosVerem – Participante acompanha, por meio de um notebook, o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Gênero, Raça e Etnia no Processo Eleitoral”, promovido pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). Na tela, aparecem autoridades e participantes da capacitação em videoconferência, enquanto o palestrante apresenta conteúdo relacionado aos direitos humanos e ao processo eleitoral.

Fonte: TRE – MT

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