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Curso aborda comunicação institucional inclusiva na Justiça Eleitoral

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A importância de promover uma comunicação institucional mais inclusiva está sendo abordada em um curso promovido pela Escola Judiciária Eleitoral (EJE-MT) do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). A atividade teve início nesta segunda-feira (10.04) e prosseguirá nos dias 12 e 14 de abril, em formato virtual.

Participaram, neste primeiro dia, aproximadamente 80 pessoas. O curso é voltado para magistrados(as), promotores(as) e servidores(as) do TRE-MT, e conta com apresentação de conteúdo teórico, atividades práticas e momentos de reflexão e troca de experiências entre os(as) participantes.

A abertura foi feita pela diretora da EJE-MT, juíza Ana Cristina Silva Mendes, que ressaltou a diversidade como um aspecto que melhora os serviços prestados pelas instituições. “O curso visa sanar essas lacunas, aperfeiçoar o atendimento ao público, com vistas a evitar o tratamento discriminatório e contribuir para a adaptação da linguagem. É mais um curso que a EJE promove, valorizando a diversidade humana, de modo a não reproduzir uma linguagem discriminatória e estabelecer uma comunicação com respeito a todas as pessoas”.

O assunto é abordado pela mestra em Direito Público pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e analista judiciária do TRE-MG cedida para o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Sabrina de Paula Braga; e pelo mestre em Direito e Instituições do Sistema de Justiça pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA) e analista do TRE-PA cedido para o TSE, Elder Goltzman.

Segundo Sabrina Braga, durante muito tempo a ciência foi pensada com base em uma falsa neutralidade, o que também interferiu na linguagem e, consequentemente, na forma como as pessoas são identificadas na sociedade. “Claro que há muita política realizada fora dos espaços de poder, mas quando falamos do espaço institucionalizado, o primeiro passo para a inclusão política é o alistamento eleitoral. Então, se não formos capazes de receber nossa eleitora e eleitor diversos(as), se ali essa pessoa se sente fora do jogo, esse processo de inclusão já vai ser minado no começo. Por isso, é importante estarmos todas e todos alinhadas e alinhados”.

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As assimetrias de linguagem e a diferença entre linguagens inclusiva e neutra foram outros pontos abordados no curso. “Quando a gente pensa em respeito e vemos que ainda precisamos falar em inclusão, ao mesmo tempo é algo triste, mas também muito importante, porque ao falarmos sobre isso, estamos em busca de uma melhor comunicação. Temos que ficar atentos e atentas às assimetrias de linguagem, como a LGBTfobia, racismo, machismo, etarismo e capacitismo, para não cometer ou reproduzir termos que disseminem essas assimetrias. Adotar a linguagem inclusiva e não sexista, que é diferente da linguagem neutra, é um caminho interessante, porque propõe que as pessoas se expressem de forma que ninguém se sinta excluído utilizando palavras que já existem na língua portuguesa”, explicou Elder Goltzman.

A servidora do TRE-MT, Marcela Ramalho Teixeira, destacou que, observando a diversidade dos povos, e as características próprias de cada região, é preciso ter respeito e empatia. “Se a gente souber trabalhar bem com a diversidade, temos muito a ganhar e aprender, os órgãos públicos têm uma missão muito grande, e nós, como servidoras e servidores da Justiça Eleitoral, também, pois temos muito a crescer a partir da inclusão”.

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A utilização da linguagem inclusiva e não sexista no âmbito da Justiça Eleitoral foi compilada em uma cartilha pelo TSE. Além disso, os(as) lecionadores(as) falaram sobre o Art. 7º da Resolução 23.659/2021, do TSE, que determina a utilização de uma linguagem não discriminatória e acessível à pessoa que está sendo atendida, e sobre a  Resolução n° 376/2021, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que dispõe sobre o emprego obrigatório da flexão de gênero para nomear profissão ou demais designações na comunicação social e institucional do Poder Judiciário nacional.

O curso também contou com a participação do vice-diretor da EJE-MT e juiz-membro do TRE-MT, Eustáquio Inácio de Noronha Neto, que parabenizou a todos(as) pela participação no curso e as reflexões feitas neste primeiro dia.

Jornalista: Nara Assis

#PraTodosVerem: Foto feita a partir do print da tela de computador, no qual aparecem o slide de apresentação do curso com as informações sobre o tema, data e horário e, no canto superior direito, as imagens pequenas da mestra em Direito Público, Sabrina de Paula Braga, e do mestre em Direito, Elder Goltzman, que ministram o curso.

Fonte: TRE – MT

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TRE-MT promove curso sobre eleições sob a perspectiva dos direitos humanos, da equidade e da inclusão

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Direitos humanos, equidade racial, inclusão e representatividade são temas que ganharam espaço central no debate democrático contemporâneo. Com esse foco, teve início nesta segunda-feira (08.06), no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Direitos Humanos, Gênero, Raça e Etnia em Processo Eleitoral”. A capacitação segue até quinta-feira (11.06) e reúne magistrados(as), promotores(as) e servidores(as) da Justiça Eleitoral.

A formação aborda temas centrais do processo eleitoral a partir de uma perspectiva voltada aos direitos humanos e à promoção da equidade. O conteúdo programático está dividido em quatro módulos: Propaganda Eleitoral com enfoque em direitos humanos, gênero, raça e etnia; Registro de Candidatura com enfoque interseccional; Prestação de Contas e financiamento com foco em equidade; e Abuso de Poder (econômico, político, comunicacional e religioso) e práticas discriminatórias.

Ao dar as boas-vindas aos participantes, a presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, destacou que a inclusão, o diálogo e o acolhimento são fundamentais para o fortalecimento da democracia e para a aproximação da Justiça Eleitoral com a sociedade.

“A Justiça Eleitoral precisa conversar com todas as pessoas, acolher diferentes perspectivas e promover a participação de todos no debate público. O conhecimento e o acolhimento são fundamentais para construirmos uma democracia cada vez mais humana e inclusiva”, afirmou a presidente.

A desembargadora ressaltou ainda que a participação no processo eleitoral, seja como eleitora, candidata, servidora, advogada, promotora, juíza ou mesária, representa um importante exercício de cidadania e fortalecimento democrático. Para ela, iniciativas como o curso ampliam o conhecimento, qualificam o debate público e contribuem para uma atuação institucional cada vez mais inclusiva.

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A juíza auxiliar da Presidência do TRE-MT, Edna Ederli Coutinho, destacou a importância da temática para o fortalecimento da democracia e para a atuação institucional da Justiça Eleitoral.

Segundo ela, o debate sobre inclusão e representatividade deixou de ocupar um espaço periférico e passou a integrar o centro das discussões sobre aperfeiçoamento democrático. “A ampliação da participação de mulheres, pessoas negras, indígenas e outros grupos historicamente minorizados não é apenas uma pauta social, mas uma exigência constitucional e um compromisso institucional. Mais do que uma oportunidade de atualização técnica, este curso nos convida a refletir sobre o papel da Justiça Eleitoral na construção de uma democracia efetivamente inclusiva, plural e representativa”, afirmou.

O diretor da Escola Judiciária Eleitoral de Mato Grosso (EJE-MT), juiz-membro substituto Welder Queiroz dos Santos, ressaltou que a promoção da inclusão e da diversidade está alinhada às diretrizes nacionais da Justiça Eleitoral.

“A primeira grande bandeira institucional do Tribunal Superior Eleitoral foi justamente a inclusão de mulheres, pessoas negras e indígenas na participação política. Trata-se de um tema fundamental para o fortalecimento do ambiente democrático e para a construção de uma sociedade mais representativa”, destacou.

Ao dar início às atividades, o palestrante Elder Maia Goltzman explicou que a proposta do curso é promover um diálogo entre o Direito Eleitoral e os Direitos Humanos, permitindo uma nova leitura dos principais institutos eleitorais.

“A ideia é analisar temas como propaganda eleitoral, abuso de poder, prestação de contas e registro de candidatura sob a perspectiva dos direitos humanos. Muitas das questões enfrentadas pela Justiça Eleitoral envolvem dilemas relacionados à inclusão, igualdade e proteção de direitos fundamentais. Por isso, queremos construir um espaço de diálogo, reflexão e troca de experiências”, afirmou.

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Especialistas de referência nacional

O curso é ministrado por dois especialistas com ampla atuação acadêmica e profissional na área.

Elder Maia Goltzman é analista judiciário do TRE-SP, mestre em Direito e Instituições do Sistema de Justiça pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), doutorando em Direito Político e Econômico pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e especialista em Direito Administrativo. Atua em pesquisas relacionadas à liberdade de expressão, direitos humanos, população LGBTQIAPN+, desinformação e direito digital, além de ser professor em cursos de pós-graduação e autor de obras na área eleitoral.

A programação também contará com a participação de Sabrina de Paula Braga, responsável por ministrar módulos do curso ao longo da semana. Analista judiciária do TRE-MG, é mestra e doutoranda em Direito Político pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), coordenadora do eixo “Participação de Grupos Minorizados” da Capacitação Nacional das Escolas Judiciárias Eleitorais e integrante da Comissão de Promoção da Igualdade Racial da Justiça Eleitoral.

Jornalista: Andréa Martins Oliveira

#PratodosVerem – Participante acompanha, por meio de um notebook, o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Gênero, Raça e Etnia no Processo Eleitoral”, promovido pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). Na tela, aparecem autoridades e participantes da capacitação em videoconferência, enquanto o palestrante apresenta conteúdo relacionado aos direitos humanos e ao processo eleitoral.

Fonte: TRE – MT

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