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CRE-MT lança projeto “Zonas Sem Fronteiras” e facilita atendimento eleitoral em Mato Grosso

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O cidadão e a cidadã mato-grossense já podem solicitar o alistamento, transferência de domicílio eleitoral, cadastramento biométrico e outros serviços da Justiça Eleitoral em qualquer cartório eleitoral, posto ou central de atendimento ao eleitor do Estado, independentemente de seu domicílio eleitoral. Essa realidade se tornou possível com o projeto “Zonas sem Fronteiras”, implementado pela Corregedoria Regional Eleitoral de Mato Grosso e que foi lançado nesta terça-feira, 12 de dezembro, em uma coletiva à imprensa.

A corregedora regional eleitoral e vice-presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, enfatizou a relevância desse projeto inovador e o compromisso do Tribunal em proporcionar um atendimento eleitoral mais ágil e eficaz: “Estamos na era da tecnologia e não cabe mais falar que, para obter um atendimento presencialmente, o cidadão precisa estar em seu município. O projeto Zonas Sem Fronteiras reflete nosso compromisso em desburocratizar e modernizar o atendimento ao cidadão, assegurando que os avanços tecnológicos se traduzam em benefícios concretos para a população de Mato Grosso.”

O projeto tem como objetivo principal ampliar o acesso da população aos serviços da Justiça Eleitoral, impulsionando também o cadastramento biométrico no Estado. Atualmente, dos 2,4 milhões de eleitores em Mato Grosso, 81% já estão biometricamente cadastrados. Além disso, espera-se reduzir o número de eleitores com títulos cancelados devido à ausência nas urnas ou à falta de participação nas revisões eleitorais, totalizando 208.041 casos.

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A corregedora regional ressaltou que a Justiça Eleitoral tem se empenhado em ampliar sua presença em todo o Estado, com postos eleitorais, mutirões e acordos com prefeituras e outros parceiros. Mato Grosso conta atualmente com 57 zonas eleitorais situadas em 52 municípios, além de 89 centrais e postos de atendimento. O projeto “Zonas sem Fronteiras” possibilita que eleitores solicitem serviços presencialmente, eliminando deslocamentos desnecessários e filas, principalmente em momentos críticos, como o fechamento do cadastro.

“A Justiça Eleitoral se faz presente em 100% dos municípios mato-grossenses, e agora, com o ZonaS sem Fronteiras, o eleitor pode solicitar nossos serviços onde quer que esteja”, afirmou a desembargadora Serly Marcondes Alves. Ela reconheceu a realidade de muitos eleitores que residem em um município, mas votam em outro, seja por ser sua cidade natal ou onde estão seus familiares.

Serviços Disponíveis pelo Zonas sem Fronteiras

O projeto “Zonas sem Fronteiras” simplifica a obtenção de diversos serviços eleitorais, incluindo:

  • Alistamento eleitoral
  • Mudança de local de votação
  • Transferência de domicílio eleitoral
  • Justificativa eleitoral
  • Regularização de pendências
  • Inclusão de nome social
  • Cadastramento biométrico
  • Atualização cadastral
  • Emissão de certidões
  • Conferência de situação eleitoral
  • Acompanhamento de solicitações de serviços
  • Cadastro como mesário voluntário
  • Informação sobre deficiência física
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Independentemente do serviço solicitado, é necessário apresentar um documento oficial com foto, comprovante de endereço e, no caso de alistamento, a reservista para homens que completarão 19 anos até a data da eleição.

A corregedora regional esclareceu que alguns serviços mais complexos não poderão ser solicitados pelo “Zonas sem Fronteiras”. O projeto foi regulamentado pelo Provimento nº 06/2023 da CRE/MT e entrou em vigor em 11/12/2023, marcando uma nova era na prestação de serviços eleitorais em Mato Grosso.

Jornalista: Andréa Martins Oliveira

#DescriçãodaImagem: Imagem contendo na parte superior uma faixa com as logos do Zonas Sem Fronteiras, do TRE-MT e da CRE-MT. Abaixo duas fotos, sendo a da esquerda da coletiva e a direita da corregedora regional eleitoral de Mato Grosso, durante a coletiva. 

Fonte: TRE – MT

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TRE-MT promove curso sobre eleições sob a perspectiva dos direitos humanos, da equidade e da inclusão

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Direitos humanos, equidade racial, inclusão e representatividade são temas que ganharam espaço central no debate democrático contemporâneo. Com esse foco, teve início nesta segunda-feira (08.06), no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Direitos Humanos, Gênero, Raça e Etnia em Processo Eleitoral”. A capacitação segue até quinta-feira (11.06) e reúne magistrados(as), promotores(as) e servidores(as) da Justiça Eleitoral.

A formação aborda temas centrais do processo eleitoral a partir de uma perspectiva voltada aos direitos humanos e à promoção da equidade. O conteúdo programático está dividido em quatro módulos: Propaganda Eleitoral com enfoque em direitos humanos, gênero, raça e etnia; Registro de Candidatura com enfoque interseccional; Prestação de Contas e financiamento com foco em equidade; e Abuso de Poder (econômico, político, comunicacional e religioso) e práticas discriminatórias.

Ao dar as boas-vindas aos participantes, a presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, destacou que a inclusão, o diálogo e o acolhimento são fundamentais para o fortalecimento da democracia e para a aproximação da Justiça Eleitoral com a sociedade.

“A Justiça Eleitoral precisa conversar com todas as pessoas, acolher diferentes perspectivas e promover a participação de todos no debate público. O conhecimento e o acolhimento são fundamentais para construirmos uma democracia cada vez mais humana e inclusiva”, afirmou a presidente.

A desembargadora ressaltou ainda que a participação no processo eleitoral, seja como eleitora, candidata, servidora, advogada, promotora, juíza ou mesária, representa um importante exercício de cidadania e fortalecimento democrático. Para ela, iniciativas como o curso ampliam o conhecimento, qualificam o debate público e contribuem para uma atuação institucional cada vez mais inclusiva.

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A juíza auxiliar da Presidência do TRE-MT, Edna Ederli Coutinho, destacou a importância da temática para o fortalecimento da democracia e para a atuação institucional da Justiça Eleitoral.

Segundo ela, o debate sobre inclusão e representatividade deixou de ocupar um espaço periférico e passou a integrar o centro das discussões sobre aperfeiçoamento democrático. “A ampliação da participação de mulheres, pessoas negras, indígenas e outros grupos historicamente minorizados não é apenas uma pauta social, mas uma exigência constitucional e um compromisso institucional. Mais do que uma oportunidade de atualização técnica, este curso nos convida a refletir sobre o papel da Justiça Eleitoral na construção de uma democracia efetivamente inclusiva, plural e representativa”, afirmou.

O diretor da Escola Judiciária Eleitoral de Mato Grosso (EJE-MT), juiz-membro substituto Welder Queiroz dos Santos, ressaltou que a promoção da inclusão e da diversidade está alinhada às diretrizes nacionais da Justiça Eleitoral.

“A primeira grande bandeira institucional do Tribunal Superior Eleitoral foi justamente a inclusão de mulheres, pessoas negras e indígenas na participação política. Trata-se de um tema fundamental para o fortalecimento do ambiente democrático e para a construção de uma sociedade mais representativa”, destacou.

Ao dar início às atividades, o palestrante Elder Maia Goltzman explicou que a proposta do curso é promover um diálogo entre o Direito Eleitoral e os Direitos Humanos, permitindo uma nova leitura dos principais institutos eleitorais.

“A ideia é analisar temas como propaganda eleitoral, abuso de poder, prestação de contas e registro de candidatura sob a perspectiva dos direitos humanos. Muitas das questões enfrentadas pela Justiça Eleitoral envolvem dilemas relacionados à inclusão, igualdade e proteção de direitos fundamentais. Por isso, queremos construir um espaço de diálogo, reflexão e troca de experiências”, afirmou.

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Especialistas de referência nacional

O curso é ministrado por dois especialistas com ampla atuação acadêmica e profissional na área.

Elder Maia Goltzman é analista judiciário do TRE-SP, mestre em Direito e Instituições do Sistema de Justiça pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), doutorando em Direito Político e Econômico pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e especialista em Direito Administrativo. Atua em pesquisas relacionadas à liberdade de expressão, direitos humanos, população LGBTQIAPN+, desinformação e direito digital, além de ser professor em cursos de pós-graduação e autor de obras na área eleitoral.

A programação também contará com a participação de Sabrina de Paula Braga, responsável por ministrar módulos do curso ao longo da semana. Analista judiciária do TRE-MG, é mestra e doutoranda em Direito Político pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), coordenadora do eixo “Participação de Grupos Minorizados” da Capacitação Nacional das Escolas Judiciárias Eleitorais e integrante da Comissão de Promoção da Igualdade Racial da Justiça Eleitoral.

Jornalista: Andréa Martins Oliveira

#PratodosVerem – Participante acompanha, por meio de um notebook, o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Gênero, Raça e Etnia no Processo Eleitoral”, promovido pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). Na tela, aparecem autoridades e participantes da capacitação em videoconferência, enquanto o palestrante apresenta conteúdo relacionado aos direitos humanos e ao processo eleitoral.

Fonte: TRE – MT

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