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Compliance e inovações no processo eleitoral são temas em segundo dia de Encontro

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A programação do segundo dia do Encontro Mato-grossense de Direito Eleitoral, realizado na Casa da Democracia, em Cuiabá, teve início com o painel “Compliance Eleitoral e sua Importância para a Democracia Brasileira”, nesta terça-feira (27.06).

A iniciativa, que está na primeira edição, é fruto de uma parceria entre a Escola Superior da Advocacia de Mato Grosso (ESA-MT), a Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (ESMAGIS-MT) e a Escola Judiciária Eleitoral de Mato Grosso (EJE-MT), vinculada ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT).

O juiz-membro do TRE-MT, Luiz Octavio Oliveira Saboia Ribeiro, presidiu o painel e destacou que a legislação eleitoral é fluida e muda constantemente a cada eleição, e que à observância à prática de compliance deve ser cumprida. A presidente da Comissão Especial de Compliance da OAB Nacional, Luciana Serafim, ressaltou que a previsibilidade das ações significa segurança jurídica e que, por ser contemplado pela Constituição Federal, no Art.37, o compliance ganha a dignidade normativa que merece

Já o advogado e doutor em Direito do Estado, Marcos Marrafon, deu exemplos de como o compliance pode contribuir para fortalecer a democracia. “Por meio de orientação a alta cúpula responsável de partidos políticos, gestão e proteção de dados, e fomento a cultura eleitoral ética, pois esta prática não é construída apenas com procedimentos formais, mas envolve o ethos cultural também”.

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O painel “Inovações no Processo Eleitoral” foi apresentado pela presidente do TRE-MT, desembargadora Maria Aparecida Ribeiro, e contou com a contribuição do juiz-membro Luiz Octavio de Oliveira Saboia Ribeiro na condução da mesa. No debate, participou o advogado Lenine Póvoas de Abreu.

Um dos palestrantes, o advogado e doutor e mestre em Processo Civil, Luiz Fernando Casagrande Pereira, trouxe aspectos sobre inelegibilidade e cassação de mandatos. “Tem se feito isso utilizando a ilusão de retrospecto, ignorando a relação de efeito e causalidade. O que deve ser analisado é se há fato que possa incorrer em inelegibilidade ou cassação, se de fato tal conduta influenciou o resultado da eleição”.

A representatividade indígena no processo eleitoral foi o foco da explanação do doutor em Processual Civil e professor da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Antônio Veloso Peleja Júnior. “Temos uma invisibilidade social dos indígenas, há necessidade dessa participação política, que é correlata à democracia. São necessárias políticas públicas que incentivem isso, pois vemos uma subrepresentatividade de minorias que precisa ser sepultada”.

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No período da tarde, o tema “Efeitos da Nova Lei de Improbidade Administrativa no Processo Eleitoral” será discutido pelo mestre em Direito pela UERJ e juiz de Direito, Bruno D’Oliveira Marques, e a advogada e consultora de comunicação governamental e marketing político/eleitoral, Mariana Bonjour. O último painel abordará “Novas Modalidades de Abuso de Poder”, com a participação da advogada e diretora de Administração e Finanças do Sebrae Nacional, Margarete Castro Coelho, e do advogado especializado em Direito Eleitoral, Carlos Lourenço M. D. Hayashida.

Jornalista: Nara Assis

#PraTodosVerem: Foto em que aparecem participantes do encontro, sentados nas cadeiras do auditório da Casa da Democracia. Os estofados das cadeiras são cor de vinho e o chão é amadeirado. No teto e nas paredes laterais, algumas lâmpadas com iluminações diretas e indiretas.

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Fonte: TRE – MT

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TRE-MT promove curso sobre eleições sob a perspectiva dos direitos humanos, da equidade e da inclusão

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Direitos humanos, equidade racial, inclusão e representatividade são temas que ganharam espaço central no debate democrático contemporâneo. Com esse foco, teve início nesta segunda-feira (08.06), no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Direitos Humanos, Gênero, Raça e Etnia em Processo Eleitoral”. A capacitação segue até quinta-feira (11.06) e reúne magistrados(as), promotores(as) e servidores(as) da Justiça Eleitoral.

A formação aborda temas centrais do processo eleitoral a partir de uma perspectiva voltada aos direitos humanos e à promoção da equidade. O conteúdo programático está dividido em quatro módulos: Propaganda Eleitoral com enfoque em direitos humanos, gênero, raça e etnia; Registro de Candidatura com enfoque interseccional; Prestação de Contas e financiamento com foco em equidade; e Abuso de Poder (econômico, político, comunicacional e religioso) e práticas discriminatórias.

Ao dar as boas-vindas aos participantes, a presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, destacou que a inclusão, o diálogo e o acolhimento são fundamentais para o fortalecimento da democracia e para a aproximação da Justiça Eleitoral com a sociedade.

“A Justiça Eleitoral precisa conversar com todas as pessoas, acolher diferentes perspectivas e promover a participação de todos no debate público. O conhecimento e o acolhimento são fundamentais para construirmos uma democracia cada vez mais humana e inclusiva”, afirmou a presidente.

A desembargadora ressaltou ainda que a participação no processo eleitoral, seja como eleitora, candidata, servidora, advogada, promotora, juíza ou mesária, representa um importante exercício de cidadania e fortalecimento democrático. Para ela, iniciativas como o curso ampliam o conhecimento, qualificam o debate público e contribuem para uma atuação institucional cada vez mais inclusiva.

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A juíza auxiliar da Presidência do TRE-MT, Edna Ederli Coutinho, destacou a importância da temática para o fortalecimento da democracia e para a atuação institucional da Justiça Eleitoral.

Segundo ela, o debate sobre inclusão e representatividade deixou de ocupar um espaço periférico e passou a integrar o centro das discussões sobre aperfeiçoamento democrático. “A ampliação da participação de mulheres, pessoas negras, indígenas e outros grupos historicamente minorizados não é apenas uma pauta social, mas uma exigência constitucional e um compromisso institucional. Mais do que uma oportunidade de atualização técnica, este curso nos convida a refletir sobre o papel da Justiça Eleitoral na construção de uma democracia efetivamente inclusiva, plural e representativa”, afirmou.

O diretor da Escola Judiciária Eleitoral de Mato Grosso (EJE-MT), juiz-membro substituto Welder Queiroz dos Santos, ressaltou que a promoção da inclusão e da diversidade está alinhada às diretrizes nacionais da Justiça Eleitoral.

“A primeira grande bandeira institucional do Tribunal Superior Eleitoral foi justamente a inclusão de mulheres, pessoas negras e indígenas na participação política. Trata-se de um tema fundamental para o fortalecimento do ambiente democrático e para a construção de uma sociedade mais representativa”, destacou.

Ao dar início às atividades, o palestrante Elder Maia Goltzman explicou que a proposta do curso é promover um diálogo entre o Direito Eleitoral e os Direitos Humanos, permitindo uma nova leitura dos principais institutos eleitorais.

“A ideia é analisar temas como propaganda eleitoral, abuso de poder, prestação de contas e registro de candidatura sob a perspectiva dos direitos humanos. Muitas das questões enfrentadas pela Justiça Eleitoral envolvem dilemas relacionados à inclusão, igualdade e proteção de direitos fundamentais. Por isso, queremos construir um espaço de diálogo, reflexão e troca de experiências”, afirmou.

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Especialistas de referência nacional

O curso é ministrado por dois especialistas com ampla atuação acadêmica e profissional na área.

Elder Maia Goltzman é analista judiciário do TRE-SP, mestre em Direito e Instituições do Sistema de Justiça pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), doutorando em Direito Político e Econômico pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e especialista em Direito Administrativo. Atua em pesquisas relacionadas à liberdade de expressão, direitos humanos, população LGBTQIAPN+, desinformação e direito digital, além de ser professor em cursos de pós-graduação e autor de obras na área eleitoral.

A programação também contará com a participação de Sabrina de Paula Braga, responsável por ministrar módulos do curso ao longo da semana. Analista judiciária do TRE-MG, é mestra e doutoranda em Direito Político pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), coordenadora do eixo “Participação de Grupos Minorizados” da Capacitação Nacional das Escolas Judiciárias Eleitorais e integrante da Comissão de Promoção da Igualdade Racial da Justiça Eleitoral.

Jornalista: Andréa Martins Oliveira

#PratodosVerem – Participante acompanha, por meio de um notebook, o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Gênero, Raça e Etnia no Processo Eleitoral”, promovido pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). Na tela, aparecem autoridades e participantes da capacitação em videoconferência, enquanto o palestrante apresenta conteúdo relacionado aos direitos humanos e ao processo eleitoral.

Fonte: TRE – MT

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