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Chefes de cartório e juízes eleitorais de Cuiabá alinham preparação das eleições

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O ciclo de reuniões preparatórias para as Eleições Municipais de 2024 percorreu sete polos regionais de Mato Grosso, com o objetivo de discutir questões importantes relacionadas ao pleito deste ano com juízes e juízas eleitorais. Demandas foram apresentadas e diretrizes alinhadas, contemplando, por meio das 57 Zonas Eleitorais presentes, os 142 municípios do estado. O balanço positivo do ciclo preparatório foi feito na última reunião de polo, realizada em Cuiabá, nesta sexta-feira (02.08), na Sala de Reuniões do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT).

O polo de Cuiabá engloba 13 municípios, totalizando 766.147 eleitores e eleitoras aptos ao voto. Segundo a presidente do Tribunal, desembargadora Maria Aparecida Ribeiro, as atividades itinerantes possibilitaram à gestão ter o conhecimento sobre os principais desafios e experiências das Zonas Eleitorais. “Nós verificamos, ouvindo os juízes e juízas eleitorais e chefes de cartório, que o saldo é positivo, e que estão todos empenhados na realização da eleição. Percebemos o comprometimento para garantir um pleito da forma mais transparente possível e isso nos deixa tranquilos pra que a gente possa realmente exercer essa atividade de organização das eleições, que não é muito fácil, mas que será muito positiva”, avaliou.

O juiz da 1ª Zona Eleitoral, com sede em Cuiabá, Jamilson Haddad Campos, parabenizou a gestão pela realização das reuniões preparatórias. “É um trabalho muito importante para a realização de eleições limpas, transparentes e eficientes, como tem sido o lema do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso. E essa orientação que nós estamos recebendo, além da oportunidade de compartilharmos experiências, é fundamental para alinharmos informações quanto às necessidades e melhorias, para que haja uma coesão de qualidade de serviço, harmonia e que haja um respeito entre os juízes e chefes de cartório. Este ato preparatório demonstra responsabilidade e preocupação da alta gestão eleitoral com eleições eficientes no estado”.

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Para a chefe de cartório da 20ª Zona Eleitoral, com sede em Várzea Grande, Simeres Albuquerque Godoy, a reunião viabiliza a apresentação dos anseios. “É uma oportunidade que os chefes de cartórios e juízes eleitorais têm de trazer as demandas das Zonas Eleitorais para a administração e, com isso, a gente faz ajustes e alinhamentos. Podemos melhorar os processos que a gente tem já desenvolvidos nos cartórios também e as demandas extraordinárias também são apresentadas. Então, a administração tem a oportunidade de ouvir chefes de cartórios e juízes eleitorais e, com isso, estabelecer políticas, auxiliar os que estão precisando mais e também alinhar a política da Justiça Eleitoral de Mato Grosso”.

Foram abordados os aspectos gerais das Eleições Municipais 2024; informações do Gabinete de Gestão Integrada (GGI); metas de produtividade e selo do Conselho Nacional de Justiça (CNJ); logística administrativa; logística de Tecnologia da Informação; postura em entrevistas e redes sociais; assédio eleitoral nas campanhas; acessibilidade; propaganda eleitoral e desinformação; entre outros assuntos.

Polo de Cuiabá

Neste último encontro, participaram representantes das Zonas Eleitorais que compõem o polo de Cuiabá e também de outros polos que não puderam comparecer nas reuniões anteriores. São elas: 1ª, 39ª, 51ª e 55ª ZEs, com sede em Cuiabá; 3ª ZE, de Rosário Oeste; 4ª, com sede em Poconé; 20ª e 49ª ZEs, de Várzea Grande; 34ª ZE, com sede em Chapada dos Guimarães; 38ª ZE, de Santo Antônio de Leverger; 21ª ZE, de Lucas do Rio Verde; 16ª ZE, de Vila Rica; 17ª ZE, de Arenápolis; 19ª, com sede em Tangará da Serra; 23ª ZE, de Colíder; 26ª ZE, de Nova Xavantina; 30ª ZE, com sede em Água Boa; 31ª ZE, de Canarana; 40ª ZE, de Primavera do Leste; 43ª ZE, de Sorriso; 52ª ZE, com sede em São José dos Quatro Marcos; e 53ª ZE, de Querência.

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O ciclo de reuniões teve início no dia 14 de junho, em Barra do Garças, depois seguiu para Sinop, em 21 de junho. Em seguida, foi a vez de Rondonópolis, no dia 28 de junho e, em 05 de julho, ocorreu em São Félix do Araguaia. Depois, a reunião foi realizada em Cáceres, no dia 19 de julho, e em Tangará da Serra, no dia 26 de julho. O encerramento ocorreu nesta sexta-feira (02.08), em Cuiabá.

Jornalista: Nara Assis

#PraTodosVerem: Foto que mostra os participantes da reunião, sentados ao redor de uma grande mesa e, à frente deles, tem um telão projetando alguns dados apresentados pelo diretor-geral, que aparece, de pé e de perfil, à direita da foto.

1/ Galeria de imagens

Fonte: TRE – MT

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TRE-MT promove curso sobre eleições sob a perspectiva dos direitos humanos, da equidade e da inclusão

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Direitos humanos, equidade racial, inclusão e representatividade são temas que ganharam espaço central no debate democrático contemporâneo. Com esse foco, teve início nesta segunda-feira (08.06), no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Direitos Humanos, Gênero, Raça e Etnia em Processo Eleitoral”. A capacitação segue até quinta-feira (11.06) e reúne magistrados(as), promotores(as) e servidores(as) da Justiça Eleitoral.

A formação aborda temas centrais do processo eleitoral a partir de uma perspectiva voltada aos direitos humanos e à promoção da equidade. O conteúdo programático está dividido em quatro módulos: Propaganda Eleitoral com enfoque em direitos humanos, gênero, raça e etnia; Registro de Candidatura com enfoque interseccional; Prestação de Contas e financiamento com foco em equidade; e Abuso de Poder (econômico, político, comunicacional e religioso) e práticas discriminatórias.

Ao dar as boas-vindas aos participantes, a presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, destacou que a inclusão, o diálogo e o acolhimento são fundamentais para o fortalecimento da democracia e para a aproximação da Justiça Eleitoral com a sociedade.

“A Justiça Eleitoral precisa conversar com todas as pessoas, acolher diferentes perspectivas e promover a participação de todos no debate público. O conhecimento e o acolhimento são fundamentais para construirmos uma democracia cada vez mais humana e inclusiva”, afirmou a presidente.

A desembargadora ressaltou ainda que a participação no processo eleitoral, seja como eleitora, candidata, servidora, advogada, promotora, juíza ou mesária, representa um importante exercício de cidadania e fortalecimento democrático. Para ela, iniciativas como o curso ampliam o conhecimento, qualificam o debate público e contribuem para uma atuação institucional cada vez mais inclusiva.

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A juíza auxiliar da Presidência do TRE-MT, Edna Ederli Coutinho, destacou a importância da temática para o fortalecimento da democracia e para a atuação institucional da Justiça Eleitoral.

Segundo ela, o debate sobre inclusão e representatividade deixou de ocupar um espaço periférico e passou a integrar o centro das discussões sobre aperfeiçoamento democrático. “A ampliação da participação de mulheres, pessoas negras, indígenas e outros grupos historicamente minorizados não é apenas uma pauta social, mas uma exigência constitucional e um compromisso institucional. Mais do que uma oportunidade de atualização técnica, este curso nos convida a refletir sobre o papel da Justiça Eleitoral na construção de uma democracia efetivamente inclusiva, plural e representativa”, afirmou.

O diretor da Escola Judiciária Eleitoral de Mato Grosso (EJE-MT), juiz-membro substituto Welder Queiroz dos Santos, ressaltou que a promoção da inclusão e da diversidade está alinhada às diretrizes nacionais da Justiça Eleitoral.

“A primeira grande bandeira institucional do Tribunal Superior Eleitoral foi justamente a inclusão de mulheres, pessoas negras e indígenas na participação política. Trata-se de um tema fundamental para o fortalecimento do ambiente democrático e para a construção de uma sociedade mais representativa”, destacou.

Ao dar início às atividades, o palestrante Elder Maia Goltzman explicou que a proposta do curso é promover um diálogo entre o Direito Eleitoral e os Direitos Humanos, permitindo uma nova leitura dos principais institutos eleitorais.

“A ideia é analisar temas como propaganda eleitoral, abuso de poder, prestação de contas e registro de candidatura sob a perspectiva dos direitos humanos. Muitas das questões enfrentadas pela Justiça Eleitoral envolvem dilemas relacionados à inclusão, igualdade e proteção de direitos fundamentais. Por isso, queremos construir um espaço de diálogo, reflexão e troca de experiências”, afirmou.

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Especialistas de referência nacional

O curso é ministrado por dois especialistas com ampla atuação acadêmica e profissional na área.

Elder Maia Goltzman é analista judiciário do TRE-SP, mestre em Direito e Instituições do Sistema de Justiça pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), doutorando em Direito Político e Econômico pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e especialista em Direito Administrativo. Atua em pesquisas relacionadas à liberdade de expressão, direitos humanos, população LGBTQIAPN+, desinformação e direito digital, além de ser professor em cursos de pós-graduação e autor de obras na área eleitoral.

A programação também contará com a participação de Sabrina de Paula Braga, responsável por ministrar módulos do curso ao longo da semana. Analista judiciária do TRE-MG, é mestra e doutoranda em Direito Político pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), coordenadora do eixo “Participação de Grupos Minorizados” da Capacitação Nacional das Escolas Judiciárias Eleitorais e integrante da Comissão de Promoção da Igualdade Racial da Justiça Eleitoral.

Jornalista: Andréa Martins Oliveira

#PratodosVerem – Participante acompanha, por meio de um notebook, o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Gênero, Raça e Etnia no Processo Eleitoral”, promovido pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). Na tela, aparecem autoridades e participantes da capacitação em videoconferência, enquanto o palestrante apresenta conteúdo relacionado aos direitos humanos e ao processo eleitoral.

Fonte: TRE – MT

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