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CEJUD reconhece esforço dos Juízos Eleitorais no julgamento de processos

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Durante a 66ª reunião ordinária do Comitê Estratégico de Gestão Judiciária (CEJUD) do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), realizada nesta segunda-feira (30.10), os membros destacaram o empenho dos juízes eleitorais no julgamento de processos que tramitam na 1ª Instância.

O esforço, segundo o juiz auxiliar da Presidência e presidente do CEJUD, Aristeu Dias Batista Villela, e o juiz auxiliar da Corregedoria Regional Eleitoral, Antônio Veloso Peleja Júnior, é fundamental para o cumprimento das Metas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e das metas próprias do TRE-MT.

Na reunião, os membros avaliaram o resultado das Metas 1, 2 e 4 do CNJ no período de janeiro a setembro de 2023 e das Metas do Pauta Limpa 2024 (metas próprias), além de discutirem estratégias para concluí-las.

Conforme relatado pelo juiz auxiliar da Corregedoria, esta é uma preocupação da corregedora regional eleitoral, desembargadora Serly Marcondes Alves, tanto que estão sendo feitas reuniões quinzenais com os juízes que respondem pelas Zonas Eleitorais. “Temos desenvolvido um forte trabalho com os juízes do primeiro grau, tanto na parte jurisdicional quanto de preparação das eleições, e já notamos resultados positivos. Após a primeira reunião, contabilizamos 200 processos a menos a serem julgados”, destacou o juiz Antônio Veloso Pele Júnior.

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O juiz auxiliar da Presidência ressaltou que a presidente, desembargadora Maria Aparecida Ribeiro, reconhece o trabalho feito da Corregedoria e a resposta dos juízes eleitorais, bem como dos chefes de Cartório. “Este é um esforço que envolve todas e todos do Tribunal. É importante fazer esse trabalho de adesão, porque sabemos as dificuldades, principalmente daquelas e daqueles que estão no interior do estado e que, muitas vezes, acumulam demandas de mais de uma Vara, além do eleitoral. Precisamos evoluir e quero registrar o reconhecimento aos magistrados titulares das Zonas Eleitorais, bem como os chefes de Cartório e toda a equipe, que dão apoio nesse sentido”, frisou Aristeu Dias Batista Villela.

Sobre o CEJUD

O Comitê Estratégico de Gestão Judiciária foi criado por meio da Resolução TRE-MT nº 1719/2016, que instituiu a Rede Interna de Governança no âmbito do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso. É composto pelo juiz auxiliar da Presidência; juiz auxiliar da Corregedoria Regional Eleitoral; diretor-geral da Secretaria do Tribunal; secretário judiciário; coordenador jurídico-administrativo da Corregedoria Regional Eleitoral; assessor da Presidência; assessor de Planejamento e Gestão Estratégica; coordenador de Gestão da Informação; coordenador de Registros e Informações Processuais; coordenador de Apoio ao Pleno e Julgamento; assessor(a) da Assessoria de Metas, Monitoramento Especial e Controle de 1º Grau; servidor(a) lotado(a) em cartório eleitoral, indicado(a) pela Corregedoria Regional Eleitoral, que não componha, como titular, outro comitê estratégico; e assessor de Exame de Contas Eleitorais e Partidárias.

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Jornalista: Nara Assis

#PraTodosVerem: Foto em que aparecem as e os participantes da reunião, sentados ao redor de uma grande mesa, na Sala de Reuniões do Tribunal. No fundo, tem uma parede azul escura com a marca do TRE-MT gravada nela e à esquerda, aparecem as bandeiras do Brasil e do estado de Mato Grosso.

Fonte: TRE – MT

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TRE-MT promove curso sobre eleições sob a perspectiva dos direitos humanos, da equidade e da inclusão

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Direitos humanos, equidade racial, inclusão e representatividade são temas que ganharam espaço central no debate democrático contemporâneo. Com esse foco, teve início nesta segunda-feira (08.06), no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Direitos Humanos, Gênero, Raça e Etnia em Processo Eleitoral”. A capacitação segue até quinta-feira (11.06) e reúne magistrados(as), promotores(as) e servidores(as) da Justiça Eleitoral.

A formação aborda temas centrais do processo eleitoral a partir de uma perspectiva voltada aos direitos humanos e à promoção da equidade. O conteúdo programático está dividido em quatro módulos: Propaganda Eleitoral com enfoque em direitos humanos, gênero, raça e etnia; Registro de Candidatura com enfoque interseccional; Prestação de Contas e financiamento com foco em equidade; e Abuso de Poder (econômico, político, comunicacional e religioso) e práticas discriminatórias.

Ao dar as boas-vindas aos participantes, a presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, destacou que a inclusão, o diálogo e o acolhimento são fundamentais para o fortalecimento da democracia e para a aproximação da Justiça Eleitoral com a sociedade.

“A Justiça Eleitoral precisa conversar com todas as pessoas, acolher diferentes perspectivas e promover a participação de todos no debate público. O conhecimento e o acolhimento são fundamentais para construirmos uma democracia cada vez mais humana e inclusiva”, afirmou a presidente.

A desembargadora ressaltou ainda que a participação no processo eleitoral, seja como eleitora, candidata, servidora, advogada, promotora, juíza ou mesária, representa um importante exercício de cidadania e fortalecimento democrático. Para ela, iniciativas como o curso ampliam o conhecimento, qualificam o debate público e contribuem para uma atuação institucional cada vez mais inclusiva.

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A juíza auxiliar da Presidência do TRE-MT, Edna Ederli Coutinho, destacou a importância da temática para o fortalecimento da democracia e para a atuação institucional da Justiça Eleitoral.

Segundo ela, o debate sobre inclusão e representatividade deixou de ocupar um espaço periférico e passou a integrar o centro das discussões sobre aperfeiçoamento democrático. “A ampliação da participação de mulheres, pessoas negras, indígenas e outros grupos historicamente minorizados não é apenas uma pauta social, mas uma exigência constitucional e um compromisso institucional. Mais do que uma oportunidade de atualização técnica, este curso nos convida a refletir sobre o papel da Justiça Eleitoral na construção de uma democracia efetivamente inclusiva, plural e representativa”, afirmou.

O diretor da Escola Judiciária Eleitoral de Mato Grosso (EJE-MT), juiz-membro substituto Welder Queiroz dos Santos, ressaltou que a promoção da inclusão e da diversidade está alinhada às diretrizes nacionais da Justiça Eleitoral.

“A primeira grande bandeira institucional do Tribunal Superior Eleitoral foi justamente a inclusão de mulheres, pessoas negras e indígenas na participação política. Trata-se de um tema fundamental para o fortalecimento do ambiente democrático e para a construção de uma sociedade mais representativa”, destacou.

Ao dar início às atividades, o palestrante Elder Maia Goltzman explicou que a proposta do curso é promover um diálogo entre o Direito Eleitoral e os Direitos Humanos, permitindo uma nova leitura dos principais institutos eleitorais.

“A ideia é analisar temas como propaganda eleitoral, abuso de poder, prestação de contas e registro de candidatura sob a perspectiva dos direitos humanos. Muitas das questões enfrentadas pela Justiça Eleitoral envolvem dilemas relacionados à inclusão, igualdade e proteção de direitos fundamentais. Por isso, queremos construir um espaço de diálogo, reflexão e troca de experiências”, afirmou.

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Especialistas de referência nacional

O curso é ministrado por dois especialistas com ampla atuação acadêmica e profissional na área.

Elder Maia Goltzman é analista judiciário do TRE-SP, mestre em Direito e Instituições do Sistema de Justiça pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), doutorando em Direito Político e Econômico pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e especialista em Direito Administrativo. Atua em pesquisas relacionadas à liberdade de expressão, direitos humanos, população LGBTQIAPN+, desinformação e direito digital, além de ser professor em cursos de pós-graduação e autor de obras na área eleitoral.

A programação também contará com a participação de Sabrina de Paula Braga, responsável por ministrar módulos do curso ao longo da semana. Analista judiciária do TRE-MG, é mestra e doutoranda em Direito Político pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), coordenadora do eixo “Participação de Grupos Minorizados” da Capacitação Nacional das Escolas Judiciárias Eleitorais e integrante da Comissão de Promoção da Igualdade Racial da Justiça Eleitoral.

Jornalista: Andréa Martins Oliveira

#PratodosVerem – Participante acompanha, por meio de um notebook, o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Gênero, Raça e Etnia no Processo Eleitoral”, promovido pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). Na tela, aparecem autoridades e participantes da capacitação em videoconferência, enquanto o palestrante apresenta conteúdo relacionado aos direitos humanos e ao processo eleitoral.

Fonte: TRE – MT

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