TRE - MT
CCORELB termina com encaminhamentos de propostas e entrega de medalhas
Publicado em
9 de dezembro de 2024por
Da Redação
O 54º Encontro do Colégio de Corregedoras e Corregedores Eleitorais (CCORELB) foi encerrado, na última sexta-feira (06.12), com a publicação da Carta de Florianópolis, documento que sintetiza as demandas e encaminhamentos levantados ao longo de três dias de discussões e debates. Magistrados, magistradas, servidores e servidoras que representam as corregedorias dos Tribunais Regionais Eleitorais de todo o Brasil estiveram reunidos na capital catarinense para compartilhar experiências na condução das Eleições Municipais 2024 e ponderar melhorias para os próximos pleitos.
No encerramento, a presidente do Colégio e corregedora regional eleitoral do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), desembargadora Serly Marcondes Alves, destacou a satisfação com os resultados alcançados. “Os debates frutíferos, as trocas de experiência e a convivência harmoniosa ao longo desses três dias nos preenche de alegria. É momento de agradecimento a cada um dos participantes e, em especial, rendemos nossas homenagens à Corte Eleitoral de Santa Catarina, pela excelente recepção a todas e todos os presentes, que primou pela organização e método necessários à construção de eventos otimizados”.
A presidente do CCORELB agradeceu, ainda, ao Governo do Estado de Santa Catarina, pelo apoio e pela receptividade, que possibilitaram momentos agradáveis de convívio. “A essência de nossos Colégios é o intercâmbio de informações e debate para propor tomada de decisões. Isso foi muito bem realizado no atual encontro, com diversas palestras que fomentaram o diálogo no âmbito eleitoral”, acrescentou.
O último dia de evento contou com a presença da ministra Isabel Gallotti, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que é também corregedora-geral da Justiça Eleitoral brasileira. Ela destacou o papel das corregedorias em pautar o que está ocorrendo nas zonas eleitorais, no contato cotidiano dos cartórios com os eleitores e eleitoras. “Nós, juízes, somos passageiros na Justiça Eleitoral, e são os servidores que constituem o corpo e a alma da instituição, assegurando um fluxo de informações entre as diferentes gestões. Dependemos muito da ajuda deste Colégio, que leva até nós o que está acontecendo na ponta. Sem esse diálogo permanente, nada seria possível”, afirmou a corregedora.
O corregedor e vice-presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina (TRE-SC), desembargador Carlos Alberto Civinski, sintetizou o conteúdo programático do evento no “desejo de todos em avançar e tornar o processo eleitoral mais ágil, para que o eleitor possa exercer seu voto com cada vez mais tranquilidade”.
Medalha Guerreira Maria
Ainda durante o último dia de encontro, foi realizada a entrega da Medalha Guerreira Maria. Nomeada em homenagem a uma das líderes da Independência da Bahia, Maria Felipa de Oliveira, a medalha é entregue àqueles que, com dedicação e empenho, contribuíram de forma significativa para o engrandecimento e dignificação da Justiça Eleitoral.
Receberam a honraria a servidora aposentada, ex-diretora geral e ex-secretária da Corregedoria do TRE do Paraná, Mônica Miranda Gama Monteiro; a chefe de gabinete da Corregedoria Regional Eleitoral do TRE do Paraná, Cristiane Paula da Silva Galperin; a coordenadora de assuntos judiciários da Corregedoria-Geral da Justiça Eleitoral, Márcia Magliano Pontes; o ex-presidente do Colégio de Corregedoras e Corregedores Eleitorais, desembargador Fernando Wolff Bodziak; o ex-corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Raul Araújo Filho; e a corregedora-geral da Justiça Eleitoral, ministra Isabel Gallotti.
Carta de Florianópolis
Ao final do evento, a Carta de Florianópolis foi apresentada e aprovada pelos integrantes do Colégio, documento que sumariza as principais deliberações do encontro. Além disso, o corregedor do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), desembargador Luiz Osório Moraes Panza, anunciou a realização do 55º Colégio de Corregedoras e Corregedores Eleitorais, que será sediado no município de Foz do Iguaçu, entre os dias 26 e 29 de março de 2025.
Confira o teor da Carta na íntegra:
O COLÉGIO DE CORREGEDORAS E CORREGEDORES ELEITORAIS DO BRASIL, reunido em Florianópolis/SC, aos seis de dezembro de 2024, por ocasião do LIV Encontro do Colégio de Corregedoras e Corregedores Eleitorais do Brasil e por meio desta carta propõem:
1.Levar ao TSE a preocupação com a utilização do PJe na Justiça Eleitoral e propor estudos para implementação do Sistema e-Proc.;
2.Manifestar ao TSE a necessidade de aquisição de novas urnas para o pleito de 2026;
3.Registrar a preocupação com a flagrante carência de pessoal do quadro efetivo da Justiça Eleitoral de primeiro grau, solicitando ao TSE estudos e providências para a resolução da questão, antes das Eleições 2026.
Florianópolis, 6 de dezembro de 2024.
Jornalista: Nara Assis
(Com informações do TRE-SC)
Fotos: TRE-SC
#PraTodosVerem: Foto que mostra homens, de pé, e mulheres, sentadas, posicionados à frente de um grande painel com a marca do 54º CCORELB. Ao final da matéria, tem uma galeria com mais fotos do evento.
Fonte: TRE – MT
TRE - MT
TRE-MT promove curso sobre eleições sob a perspectiva dos direitos humanos, da equidade e da inclusão
Published
2 dias agoon
9 de junho de 2026By
Da Redação
Direitos humanos, equidade racial, inclusão e representatividade são temas que ganharam espaço central no debate democrático contemporâneo. Com esse foco, teve início nesta segunda-feira (08.06), no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Direitos Humanos, Gênero, Raça e Etnia em Processo Eleitoral”. A capacitação segue até quinta-feira (11.06) e reúne magistrados(as), promotores(as) e servidores(as) da Justiça Eleitoral.
A formação aborda temas centrais do processo eleitoral a partir de uma perspectiva voltada aos direitos humanos e à promoção da equidade. O conteúdo programático está dividido em quatro módulos: Propaganda Eleitoral com enfoque em direitos humanos, gênero, raça e etnia; Registro de Candidatura com enfoque interseccional; Prestação de Contas e financiamento com foco em equidade; e Abuso de Poder (econômico, político, comunicacional e religioso) e práticas discriminatórias.
Ao dar as boas-vindas aos participantes, a presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, destacou que a inclusão, o diálogo e o acolhimento são fundamentais para o fortalecimento da democracia e para a aproximação da Justiça Eleitoral com a sociedade.
“A Justiça Eleitoral precisa conversar com todas as pessoas, acolher diferentes perspectivas e promover a participação de todos no debate público. O conhecimento e o acolhimento são fundamentais para construirmos uma democracia cada vez mais humana e inclusiva”, afirmou a presidente.
A desembargadora ressaltou ainda que a participação no processo eleitoral, seja como eleitora, candidata, servidora, advogada, promotora, juíza ou mesária, representa um importante exercício de cidadania e fortalecimento democrático. Para ela, iniciativas como o curso ampliam o conhecimento, qualificam o debate público e contribuem para uma atuação institucional cada vez mais inclusiva.
A juíza auxiliar da Presidência do TRE-MT, Edna Ederli Coutinho, destacou a importância da temática para o fortalecimento da democracia e para a atuação institucional da Justiça Eleitoral.
Segundo ela, o debate sobre inclusão e representatividade deixou de ocupar um espaço periférico e passou a integrar o centro das discussões sobre aperfeiçoamento democrático. “A ampliação da participação de mulheres, pessoas negras, indígenas e outros grupos historicamente minorizados não é apenas uma pauta social, mas uma exigência constitucional e um compromisso institucional. Mais do que uma oportunidade de atualização técnica, este curso nos convida a refletir sobre o papel da Justiça Eleitoral na construção de uma democracia efetivamente inclusiva, plural e representativa”, afirmou.
O diretor da Escola Judiciária Eleitoral de Mato Grosso (EJE-MT), juiz-membro substituto Welder Queiroz dos Santos, ressaltou que a promoção da inclusão e da diversidade está alinhada às diretrizes nacionais da Justiça Eleitoral.
“A primeira grande bandeira institucional do Tribunal Superior Eleitoral foi justamente a inclusão de mulheres, pessoas negras e indígenas na participação política. Trata-se de um tema fundamental para o fortalecimento do ambiente democrático e para a construção de uma sociedade mais representativa”, destacou.
Ao dar início às atividades, o palestrante Elder Maia Goltzman explicou que a proposta do curso é promover um diálogo entre o Direito Eleitoral e os Direitos Humanos, permitindo uma nova leitura dos principais institutos eleitorais.
“A ideia é analisar temas como propaganda eleitoral, abuso de poder, prestação de contas e registro de candidatura sob a perspectiva dos direitos humanos. Muitas das questões enfrentadas pela Justiça Eleitoral envolvem dilemas relacionados à inclusão, igualdade e proteção de direitos fundamentais. Por isso, queremos construir um espaço de diálogo, reflexão e troca de experiências”, afirmou.
Especialistas de referência nacional
O curso é ministrado por dois especialistas com ampla atuação acadêmica e profissional na área.
Elder Maia Goltzman é analista judiciário do TRE-SP, mestre em Direito e Instituições do Sistema de Justiça pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), doutorando em Direito Político e Econômico pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e especialista em Direito Administrativo. Atua em pesquisas relacionadas à liberdade de expressão, direitos humanos, população LGBTQIAPN+, desinformação e direito digital, além de ser professor em cursos de pós-graduação e autor de obras na área eleitoral.
A programação também contará com a participação de Sabrina de Paula Braga, responsável por ministrar módulos do curso ao longo da semana. Analista judiciária do TRE-MG, é mestra e doutoranda em Direito Político pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), coordenadora do eixo “Participação de Grupos Minorizados” da Capacitação Nacional das Escolas Judiciárias Eleitorais e integrante da Comissão de Promoção da Igualdade Racial da Justiça Eleitoral.
Jornalista: Andréa Martins Oliveira
#PratodosVerem – Participante acompanha, por meio de um notebook, o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Gênero, Raça e Etnia no Processo Eleitoral”, promovido pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). Na tela, aparecem autoridades e participantes da capacitação em videoconferência, enquanto o palestrante apresenta conteúdo relacionado aos direitos humanos e ao processo eleitoral.
Fonte: TRE – MT
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