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Cartório Eleitoral de Juína passa a atender em novo local com conforto, segurança e economia

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O novo espaço traz mais conforto, segurança e comodidade para eleitores e servidores, além de gerar uma economia de R$ 73.200,00 ao ano em aluguel para a Justiça Eleitoral em Mato Grosso. Desde esta segunda-feira (1º), o cartório da 35ª Zona Eleitoral, com sede em Juína (a 745 km de Cuiabá), passou a funcionar nas modernas instalações da Subseção Judiciária da Justiça Federal no município. O uso compartilhado do espaço pelos dois ramos do Judiciário representa um avanço em infraestrutura e acessibilidade no atendimento aos eleitores de toda a região. A inauguração está agendada para 13 de setembro.

As condições e responsabilidades pactuadas entre o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) e a Seção Judiciária do Estado de Mato Grosso da Justiça Federal de Primeiro Grau estão descritas no Termo de Compartilhamento de Imóvel e Rateio de Despesas nº 04/2025, assinado pela diretora do Foro, juíza federal Juliana Maria da Paixão Araújo, e pela desembargadora Serly Marcondes Alves, presidente do TRE-MT. O espaço destinado à Justiça Eleitoral possui 179,85 m² e está localizado no edifício-sede da Subseção Judiciária de Juína, na Av. Ives Ortolan, 509N – Módulo I.

“A assinatura deste termo reforça a parceria entre a Justiça Eleitoral e a Justiça Federal em Mato Grosso, promovendo o uso racional dos recursos públicos e garantindo melhores condições de atendimento à sociedade. Trata-se de uma cooperação institucional que fortalece a presença do Judiciário no interior do Estado e assegura eficiência e qualidade na prestação dos serviços. Demonstra ainda nosso compromisso com a cooperação e reforça a importância de trabalharmos lado a lado para garantir um atendimento de qualidade, próximo ao cidadão e em sintonia com os princípios da administração pública”, afirmou Serly Marcondes Alves.

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Visita de reconhecimento

Em julho passado, uma comitiva da Corregedoria Regional Eleitoral (CRE) visitou as instalações da Justiça Federal em Juína. O vice-presidente e corregedor regional eleitoral do TRE-MT, desembargador Marcos Henrique Machado, liderou o grupo que foi conhecer o prédio e verificar in loco as dependências que passariam a abrigar a Casa da Democracia no município. “A Justiça Eleitoral precisava de um espaço com mais conforto para o nosso público, com salas amplas, estrutura moderna e localização privilegiada. Estamos com a campanha Biometria 100% para aumentar a coleta biométrica no Estado, e um espaço assim é mais acolhedor para o nosso eleitor”, destacou.

Demanda antiga

A mudança de sede era uma reivindicação antiga da 35ª Zona Eleitoral, discutida em gestões de juízes que já passaram pelo cartório de Juína. “O cartório funcionava em prédio alugado há 24 anos, desde 2001. As instalações estavam obsoletas, sem condições de garantir acessibilidade adequada ao eleitorado desta jurisdição. Juína é uma cidade polo e merecia um espaço mais moderno e compatível com a demanda”, avaliou o juiz eleitoral Patrick Coelho Campos Gappo.

O chefe do cartório eleitoral da 35ª ZE, Waldomiro Ormond, explica que a nova sede fica a aproximadamente 2,5 km do antigo endereço. “Sem dúvidas, representa uma economia no uso do dinheiro público, mas também simboliza um passo importante rumo a um atendimento mais humanizado e de melhor qualidade”, destacou, ao informar que no cartório atuam sete profissionais: dois servidores do TRE-MT, quatro da Prefeitura de Juína e um estagiário de Direito. O antigo endereço era na Av. dos Jambos, 719-A, Centro.

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Convite partiu da Justiça Federal

A diretora da Justiça Federal em Juína, Cláudia Scatolin, explicou que a parceria foi articulada logo após sua chegada ao município, em setembro de 2023, quando o então juiz eleitoral Wagner Dupin propôs a instalação conjunta. “Desde o início abraçamos a ideia, porque é um espaço que comporta o compartilhamento. O prédio foi dividido praticamente em duas partes iguais e vai abrigar a Justiça Eleitoral com tranquilidade e comodidade”, afirmou.

Eleições 2026

O diretor-geral do TRE-MT, Mauro Sérgio Rodrigues Diogo, lembrou que uma das responsabilidades da Justiça Eleitoral é preparar e organizar todo o processo eleitoral, que ocorre a cada dois anos. “O compartilhamento de espaço com a Justiça Federal representa um passo estratégico importante por uma gestão pública eficiente, com redução de custos. Ao mesmo tempo visa assegurar melhores condições de trabalho no Cartório Eleitoral de Juína, oferecendo estrutura adequada para o planejamento e execução das Eleições de 2026, com mais conforto, eficiência e qualidade no atendimento à população”, reforçou.

Jornalista Anderson Pinho

#PraTodosVerem – A imagem mostra a fachada moderna de um prédio da Justiça Federal, com design em linhas retas e cores em tons de cinza e marrom. Na entrada principal, há uma rampa de acessibilidade, amplo espaço pavimentado e um letreiro com o nome da instituição. Três bandeiras estão hasteadas em mastros à esquerda, e o céu azul ao fundo reforça a iluminação natural 

Fonte: TRE – MT

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TRE-MT promove curso sobre eleições sob a perspectiva dos direitos humanos, da equidade e da inclusão

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Direitos humanos, equidade racial, inclusão e representatividade são temas que ganharam espaço central no debate democrático contemporâneo. Com esse foco, teve início nesta segunda-feira (08.06), no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Direitos Humanos, Gênero, Raça e Etnia em Processo Eleitoral”. A capacitação segue até quinta-feira (11.06) e reúne magistrados(as), promotores(as) e servidores(as) da Justiça Eleitoral.

A formação aborda temas centrais do processo eleitoral a partir de uma perspectiva voltada aos direitos humanos e à promoção da equidade. O conteúdo programático está dividido em quatro módulos: Propaganda Eleitoral com enfoque em direitos humanos, gênero, raça e etnia; Registro de Candidatura com enfoque interseccional; Prestação de Contas e financiamento com foco em equidade; e Abuso de Poder (econômico, político, comunicacional e religioso) e práticas discriminatórias.

Ao dar as boas-vindas aos participantes, a presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, destacou que a inclusão, o diálogo e o acolhimento são fundamentais para o fortalecimento da democracia e para a aproximação da Justiça Eleitoral com a sociedade.

“A Justiça Eleitoral precisa conversar com todas as pessoas, acolher diferentes perspectivas e promover a participação de todos no debate público. O conhecimento e o acolhimento são fundamentais para construirmos uma democracia cada vez mais humana e inclusiva”, afirmou a presidente.

A desembargadora ressaltou ainda que a participação no processo eleitoral, seja como eleitora, candidata, servidora, advogada, promotora, juíza ou mesária, representa um importante exercício de cidadania e fortalecimento democrático. Para ela, iniciativas como o curso ampliam o conhecimento, qualificam o debate público e contribuem para uma atuação institucional cada vez mais inclusiva.

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A juíza auxiliar da Presidência do TRE-MT, Edna Ederli Coutinho, destacou a importância da temática para o fortalecimento da democracia e para a atuação institucional da Justiça Eleitoral.

Segundo ela, o debate sobre inclusão e representatividade deixou de ocupar um espaço periférico e passou a integrar o centro das discussões sobre aperfeiçoamento democrático. “A ampliação da participação de mulheres, pessoas negras, indígenas e outros grupos historicamente minorizados não é apenas uma pauta social, mas uma exigência constitucional e um compromisso institucional. Mais do que uma oportunidade de atualização técnica, este curso nos convida a refletir sobre o papel da Justiça Eleitoral na construção de uma democracia efetivamente inclusiva, plural e representativa”, afirmou.

O diretor da Escola Judiciária Eleitoral de Mato Grosso (EJE-MT), juiz-membro substituto Welder Queiroz dos Santos, ressaltou que a promoção da inclusão e da diversidade está alinhada às diretrizes nacionais da Justiça Eleitoral.

“A primeira grande bandeira institucional do Tribunal Superior Eleitoral foi justamente a inclusão de mulheres, pessoas negras e indígenas na participação política. Trata-se de um tema fundamental para o fortalecimento do ambiente democrático e para a construção de uma sociedade mais representativa”, destacou.

Ao dar início às atividades, o palestrante Elder Maia Goltzman explicou que a proposta do curso é promover um diálogo entre o Direito Eleitoral e os Direitos Humanos, permitindo uma nova leitura dos principais institutos eleitorais.

“A ideia é analisar temas como propaganda eleitoral, abuso de poder, prestação de contas e registro de candidatura sob a perspectiva dos direitos humanos. Muitas das questões enfrentadas pela Justiça Eleitoral envolvem dilemas relacionados à inclusão, igualdade e proteção de direitos fundamentais. Por isso, queremos construir um espaço de diálogo, reflexão e troca de experiências”, afirmou.

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Especialistas de referência nacional

O curso é ministrado por dois especialistas com ampla atuação acadêmica e profissional na área.

Elder Maia Goltzman é analista judiciário do TRE-SP, mestre em Direito e Instituições do Sistema de Justiça pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), doutorando em Direito Político e Econômico pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e especialista em Direito Administrativo. Atua em pesquisas relacionadas à liberdade de expressão, direitos humanos, população LGBTQIAPN+, desinformação e direito digital, além de ser professor em cursos de pós-graduação e autor de obras na área eleitoral.

A programação também contará com a participação de Sabrina de Paula Braga, responsável por ministrar módulos do curso ao longo da semana. Analista judiciária do TRE-MG, é mestra e doutoranda em Direito Político pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), coordenadora do eixo “Participação de Grupos Minorizados” da Capacitação Nacional das Escolas Judiciárias Eleitorais e integrante da Comissão de Promoção da Igualdade Racial da Justiça Eleitoral.

Jornalista: Andréa Martins Oliveira

#PratodosVerem – Participante acompanha, por meio de um notebook, o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Gênero, Raça e Etnia no Processo Eleitoral”, promovido pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). Na tela, aparecem autoridades e participantes da capacitação em videoconferência, enquanto o palestrante apresenta conteúdo relacionado aos direitos humanos e ao processo eleitoral.

Fonte: TRE – MT

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