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Campo Verde vai ajudar Justiça Eleitoral a chegar até eleitores sem biometria

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Campo Verde, município distante 136 km de Cuiabá, está próximo de atingir a meta da campanha “Biometria 100%”, em 2025, que busca ampliar a coleta biométrica de pelo menos 98% do eleitorado mato-grossense. Para alcançar o objetivo no município, um zoneamento urbano vai mapear onde estão os eleitores que ainda não fizeram a biometria. A garantia foi dada nesta segunda-feira (22) pelo prefeito de Campo Verde, Alexandre Lopes de Oliveira, ao desembargador Marcos Henrique Machado, corregedor Regional Eleitoral.

“O apoio das prefeituras é fundamental para ampliar o cadastramento biométrico no Estado. Alguns prefeitos têm sido verdadeiros parceiros. Não é apenas uma obrigação, como gestores, em prol da democracia, de uma política planejada e da relação com os eleitores, mas também um reconhecimento da necessidade que o TRE-MT tem deles, pois são os prefeitos que conhecem os locais, que circulam pelos bairros e compreendem a realidade dos municípios”, analisou o magistrado.

O desembargador citou ainda a dificuldade que a Justiça Eleitoral enfrenta em razão do número insuficiente de servidores próprios para atender às demandas do cadastramento biométrico no Estado. “Ao emprestar servidores, ao ceder servidores, aumentamos a nossa força e a nossa presença. Portanto, é isso que temos buscado, pelo menos dentro de um período de quatro a seis meses. É isso que temos encontrado em gestores como o prefeito Alexandre Lopes, de Campo Verde”, completou o desembargador.

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No panorama eleitoral do município, de acordo com o monitoramento da campanha Biometria 100% da Justiça Eleitoral em Mato Grosso, Campo Verde possui 32.257 eleitores aptos a votar, dos quais 30.559, o equivalente a 94,74%, já realizaram o cadastramento biométrico. Restam 1.698 eleitores, correspondentes a 5,26%.

“A gente pretende dividir a cidade por bairros e regiões para identificar essas pessoas que, de alguma maneira, ainda não fizeram a biometria, de modo a garantir que cada eleitor ou eleitora tenha a oportunidade de realizar a coleta. Temos facilidade para atuar diretamente onde é necessário, pois já dispomos desses dados em nossos levantamentos. Diria que essas informações, organizadas por região, bairro ou assentamento, identificando onde estão os eleitores, vão ajudar a Justiça Eleitoral a ter mais celeridade na campanha”, concluiu o prefeito.

Participaram da reunião o coordenador da Corregedoria Regional Eleitoral (CRE), Breno Antonio Sirugi Gasparoto, e o assessor Kelsen  de França Magalhães.

Jornalista Anderson Pinho

#PraTodosVerem – A imagem mostra quatro homens em trajes formais posando para a foto em um ambiente de escritório, entre eles o desembargador Marcos Henrique Machado e o prefeito de Campo Verde, Alexandre Lopes de Oliveira. Um deles segura um documento, enquanto os demais o acompanham, sugerindo a assinatura ou entrega oficial de um termo ou parceria. Ao fundo, há janelas amplas com persianas, mesas, cadeiras e objetos decorativos, reforçando o caráter institucional da reunião.

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Fonte: TRE – MT

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TRE-MT promove curso sobre eleições sob a perspectiva dos direitos humanos, da equidade e da inclusão

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Direitos humanos, equidade racial, inclusão e representatividade são temas que ganharam espaço central no debate democrático contemporâneo. Com esse foco, teve início nesta segunda-feira (08.06), no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Direitos Humanos, Gênero, Raça e Etnia em Processo Eleitoral”. A capacitação segue até quinta-feira (11.06) e reúne magistrados(as), promotores(as) e servidores(as) da Justiça Eleitoral.

A formação aborda temas centrais do processo eleitoral a partir de uma perspectiva voltada aos direitos humanos e à promoção da equidade. O conteúdo programático está dividido em quatro módulos: Propaganda Eleitoral com enfoque em direitos humanos, gênero, raça e etnia; Registro de Candidatura com enfoque interseccional; Prestação de Contas e financiamento com foco em equidade; e Abuso de Poder (econômico, político, comunicacional e religioso) e práticas discriminatórias.

Ao dar as boas-vindas aos participantes, a presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, destacou que a inclusão, o diálogo e o acolhimento são fundamentais para o fortalecimento da democracia e para a aproximação da Justiça Eleitoral com a sociedade.

“A Justiça Eleitoral precisa conversar com todas as pessoas, acolher diferentes perspectivas e promover a participação de todos no debate público. O conhecimento e o acolhimento são fundamentais para construirmos uma democracia cada vez mais humana e inclusiva”, afirmou a presidente.

A desembargadora ressaltou ainda que a participação no processo eleitoral, seja como eleitora, candidata, servidora, advogada, promotora, juíza ou mesária, representa um importante exercício de cidadania e fortalecimento democrático. Para ela, iniciativas como o curso ampliam o conhecimento, qualificam o debate público e contribuem para uma atuação institucional cada vez mais inclusiva.

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A juíza auxiliar da Presidência do TRE-MT, Edna Ederli Coutinho, destacou a importância da temática para o fortalecimento da democracia e para a atuação institucional da Justiça Eleitoral.

Segundo ela, o debate sobre inclusão e representatividade deixou de ocupar um espaço periférico e passou a integrar o centro das discussões sobre aperfeiçoamento democrático. “A ampliação da participação de mulheres, pessoas negras, indígenas e outros grupos historicamente minorizados não é apenas uma pauta social, mas uma exigência constitucional e um compromisso institucional. Mais do que uma oportunidade de atualização técnica, este curso nos convida a refletir sobre o papel da Justiça Eleitoral na construção de uma democracia efetivamente inclusiva, plural e representativa”, afirmou.

O diretor da Escola Judiciária Eleitoral de Mato Grosso (EJE-MT), juiz-membro substituto Welder Queiroz dos Santos, ressaltou que a promoção da inclusão e da diversidade está alinhada às diretrizes nacionais da Justiça Eleitoral.

“A primeira grande bandeira institucional do Tribunal Superior Eleitoral foi justamente a inclusão de mulheres, pessoas negras e indígenas na participação política. Trata-se de um tema fundamental para o fortalecimento do ambiente democrático e para a construção de uma sociedade mais representativa”, destacou.

Ao dar início às atividades, o palestrante Elder Maia Goltzman explicou que a proposta do curso é promover um diálogo entre o Direito Eleitoral e os Direitos Humanos, permitindo uma nova leitura dos principais institutos eleitorais.

“A ideia é analisar temas como propaganda eleitoral, abuso de poder, prestação de contas e registro de candidatura sob a perspectiva dos direitos humanos. Muitas das questões enfrentadas pela Justiça Eleitoral envolvem dilemas relacionados à inclusão, igualdade e proteção de direitos fundamentais. Por isso, queremos construir um espaço de diálogo, reflexão e troca de experiências”, afirmou.

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Especialistas de referência nacional

O curso é ministrado por dois especialistas com ampla atuação acadêmica e profissional na área.

Elder Maia Goltzman é analista judiciário do TRE-SP, mestre em Direito e Instituições do Sistema de Justiça pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), doutorando em Direito Político e Econômico pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e especialista em Direito Administrativo. Atua em pesquisas relacionadas à liberdade de expressão, direitos humanos, população LGBTQIAPN+, desinformação e direito digital, além de ser professor em cursos de pós-graduação e autor de obras na área eleitoral.

A programação também contará com a participação de Sabrina de Paula Braga, responsável por ministrar módulos do curso ao longo da semana. Analista judiciária do TRE-MG, é mestra e doutoranda em Direito Político pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), coordenadora do eixo “Participação de Grupos Minorizados” da Capacitação Nacional das Escolas Judiciárias Eleitorais e integrante da Comissão de Promoção da Igualdade Racial da Justiça Eleitoral.

Jornalista: Andréa Martins Oliveira

#PratodosVerem – Participante acompanha, por meio de um notebook, o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Gênero, Raça e Etnia no Processo Eleitoral”, promovido pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). Na tela, aparecem autoridades e participantes da capacitação em videoconferência, enquanto o palestrante apresenta conteúdo relacionado aos direitos humanos e ao processo eleitoral.

Fonte: TRE – MT

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