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Acadêmicos de Direito da UNIC acompanham sessão híbrida do TRE-MT e fazem visita guiada

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Cerca de oitenta estudantes do curso de Direito da Universidade de Cuiabá (UNIC), campus Beira Rio, realizaram nesta quarta-feira (8) uma visita guiada ao edifício-sede do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) e acompanharam a primeira sessão híbrida do Plenário. A iniciativa, promovida pela Escola Judiciária Eleitoral de Mato Grosso (EJE-MT), visa aproximar a Justiça Eleitoral e a comunidade acadêmica, incentivando a experiência prática de alunos e alunas na atuação do Direito. 

A presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, apresentou magistrados, magistradas, servidores e servidoras que acompanharam a sessão, além de explicar a dinâmica do funcionamento da plenária aos universitários. “Recebam o nosso boas-vindas aos estudantes da UNIC e sintam-se acolhidos pelo Tribunal Regional Eleitoral. Temos um compromisso com as resoluções de cada eleição. Todos deveriam se apaixonar por essa disciplina”, disse. 

Antes do início da sessão, o diretor da EJE-MT, juiz-membro Welder Queiroz dos Santos, recepcionou as turmas, que cursam entre sétimo e décimo semestre. O magistrado explicou a organização e as competências da Justiça Eleitoral e do TRE-MT nas Eleições Gerais. “Nas Eleições Gerais, votamos para governador, senadores, deputados e para o Presidente da República. Nós tivemos uma modificação de competência, como eu disse a vocês, que passa a ser dos tribunais regionais eleitorais”, recordou. “Aqui, vamos ver o julgamento de alguns recursos eleitorais que serão pautados para a sessão de hoje”, completou. 

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A visitação é parte do plano de atividades do curso, que permite aos acadêmicos um entendimento imersivo da profissão. O professor de Direito da UNIC Beira Rio, Samuel de Oliveira Varanda, esclareceu que a disciplina Núcleo de Prática Jurídica (NPJ) é ofertada para contribuir na formação prática dos estudantes.  

“O início do curso tem bastante teoria e, a partir do sétimo semestre, eles precisam ter a prática. Isso é feito por meio de atendimentos, confecção de peças, visitas técnicas no Tribunal de Justiça, Tribunal Regional Eleitoral e delegacias. Assim, eles começam a ter contato com o Direito”, pontuou. Na Universidade, o curso possui cinco anos de duração, totalizando dez semestres. Desta forma, tem a vivência prática os alunos com 70% das disciplinas concluídas. 

Para a estudante Luciane Batista P. de Moraes Oliveira, que está cursando o último semestre, a atividade contribuiu para a formação acadêmica, pois “saiu um pouco da parte técnica, da faculdade, para entender um pouco da parte física, de como funciona o dia a dia”. A acadêmica Bianca Borsatto Galera também está no décimo semestre e compartilha da experiência da colega. “Contribuiu muito para os meus conhecimentos acerca da Justiça Eleitoral. Foi importante para conhecermos como funciona operacionalmente e como se dá a tramitação desses recursos que garantem a lisura do processo eleitoral”. 

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Bianca ainda ressaltou a importância das sessões na modalidade híbrida. “Temos um estado extremamente grande. Isso possibilitou uma maior rapidez e maior participação. Não precisa todas as pessoas estarem aqui presencialmente. Foi uma aquisição muito importante para a celeridade dos processos e para a economia do estado”, afirmou. 

Para entender o cronograma das sessões híbridas, confira o site do TRE-MT ou clique aqui. 

 

Estagiária: Laís Guilherme (supervisão do jornalista Anderson Pinho) 

 

#PraTodosVerem: A imagem mostra as turmas do curso de Direito da UNIC Beira Rio em uma foto com a presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, e os outros magistrados e servidores presentes na sessão. O grupo está no Plenário do TRE-MT. 

Fonte: TRE – MT

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TRE-MT promove curso sobre eleições sob a perspectiva dos direitos humanos, da equidade e da inclusão

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Direitos humanos, equidade racial, inclusão e representatividade são temas que ganharam espaço central no debate democrático contemporâneo. Com esse foco, teve início nesta segunda-feira (08.06), no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Direitos Humanos, Gênero, Raça e Etnia em Processo Eleitoral”. A capacitação segue até quinta-feira (11.06) e reúne magistrados(as), promotores(as) e servidores(as) da Justiça Eleitoral.

A formação aborda temas centrais do processo eleitoral a partir de uma perspectiva voltada aos direitos humanos e à promoção da equidade. O conteúdo programático está dividido em quatro módulos: Propaganda Eleitoral com enfoque em direitos humanos, gênero, raça e etnia; Registro de Candidatura com enfoque interseccional; Prestação de Contas e financiamento com foco em equidade; e Abuso de Poder (econômico, político, comunicacional e religioso) e práticas discriminatórias.

Ao dar as boas-vindas aos participantes, a presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, destacou que a inclusão, o diálogo e o acolhimento são fundamentais para o fortalecimento da democracia e para a aproximação da Justiça Eleitoral com a sociedade.

“A Justiça Eleitoral precisa conversar com todas as pessoas, acolher diferentes perspectivas e promover a participação de todos no debate público. O conhecimento e o acolhimento são fundamentais para construirmos uma democracia cada vez mais humana e inclusiva”, afirmou a presidente.

A desembargadora ressaltou ainda que a participação no processo eleitoral, seja como eleitora, candidata, servidora, advogada, promotora, juíza ou mesária, representa um importante exercício de cidadania e fortalecimento democrático. Para ela, iniciativas como o curso ampliam o conhecimento, qualificam o debate público e contribuem para uma atuação institucional cada vez mais inclusiva.

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A juíza auxiliar da Presidência do TRE-MT, Edna Ederli Coutinho, destacou a importância da temática para o fortalecimento da democracia e para a atuação institucional da Justiça Eleitoral.

Segundo ela, o debate sobre inclusão e representatividade deixou de ocupar um espaço periférico e passou a integrar o centro das discussões sobre aperfeiçoamento democrático. “A ampliação da participação de mulheres, pessoas negras, indígenas e outros grupos historicamente minorizados não é apenas uma pauta social, mas uma exigência constitucional e um compromisso institucional. Mais do que uma oportunidade de atualização técnica, este curso nos convida a refletir sobre o papel da Justiça Eleitoral na construção de uma democracia efetivamente inclusiva, plural e representativa”, afirmou.

O diretor da Escola Judiciária Eleitoral de Mato Grosso (EJE-MT), juiz-membro substituto Welder Queiroz dos Santos, ressaltou que a promoção da inclusão e da diversidade está alinhada às diretrizes nacionais da Justiça Eleitoral.

“A primeira grande bandeira institucional do Tribunal Superior Eleitoral foi justamente a inclusão de mulheres, pessoas negras e indígenas na participação política. Trata-se de um tema fundamental para o fortalecimento do ambiente democrático e para a construção de uma sociedade mais representativa”, destacou.

Ao dar início às atividades, o palestrante Elder Maia Goltzman explicou que a proposta do curso é promover um diálogo entre o Direito Eleitoral e os Direitos Humanos, permitindo uma nova leitura dos principais institutos eleitorais.

“A ideia é analisar temas como propaganda eleitoral, abuso de poder, prestação de contas e registro de candidatura sob a perspectiva dos direitos humanos. Muitas das questões enfrentadas pela Justiça Eleitoral envolvem dilemas relacionados à inclusão, igualdade e proteção de direitos fundamentais. Por isso, queremos construir um espaço de diálogo, reflexão e troca de experiências”, afirmou.

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Especialistas de referência nacional

O curso é ministrado por dois especialistas com ampla atuação acadêmica e profissional na área.

Elder Maia Goltzman é analista judiciário do TRE-SP, mestre em Direito e Instituições do Sistema de Justiça pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), doutorando em Direito Político e Econômico pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e especialista em Direito Administrativo. Atua em pesquisas relacionadas à liberdade de expressão, direitos humanos, população LGBTQIAPN+, desinformação e direito digital, além de ser professor em cursos de pós-graduação e autor de obras na área eleitoral.

A programação também contará com a participação de Sabrina de Paula Braga, responsável por ministrar módulos do curso ao longo da semana. Analista judiciária do TRE-MG, é mestra e doutoranda em Direito Político pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), coordenadora do eixo “Participação de Grupos Minorizados” da Capacitação Nacional das Escolas Judiciárias Eleitorais e integrante da Comissão de Promoção da Igualdade Racial da Justiça Eleitoral.

Jornalista: Andréa Martins Oliveira

#PratodosVerem – Participante acompanha, por meio de um notebook, o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Gênero, Raça e Etnia no Processo Eleitoral”, promovido pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). Na tela, aparecem autoridades e participantes da capacitação em videoconferência, enquanto o palestrante apresenta conteúdo relacionado aos direitos humanos e ao processo eleitoral.

Fonte: TRE – MT

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