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Netflix faz mudanças em plano barato; veja qual compensa mais

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Netflix muda plano 'Básico com Anúncios'
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Netflix muda plano ‘Básico com Anúncios’

Nesta semana, a Netflix anunciou mudanças no plano ‘Básico com Anúncios’ . Até o fim do mês, a modalidade terá resolução melhor e poderá ser acessada em duas telas ao mesmo tempo.

Apesar dessa alteração, a Netflix confirmou ao portal iG que o plano ‘Básico’ não sofrerá mudanças . Isso significa que a modalidade mais cara terá resolução pior que a modalidade mais barata.

A seguir, compare todos os planos da Netflix após as mudanças.

Com ou sem anúncio?

O plano mais barato da Netflix, o ‘Básico com Anúncios’, custa R$ 18,90 por mês no Brasil. A principal desvantagem dele é justamente a presença de anúncios antes e durante os filmes e séries.

Todas as outras modalidades de assinatura não têm anúncios. Portanto, se esse é um critério muito importante para você, vale a pena apostar em um dos outros três planos: o ‘Básico’ (R$ 25,90), o ‘Padrão’ (R$ 39,90) ou o ‘Premium’ (R$ 55,90).

Qualidade de imagem

Outro grande critério na hora de escolher entre os planos é analisar a resolução da imagem. É nesse sentido que o ‘Básico’ sai perdendo diante das mudanças no ‘Básico com Anúncios’.

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Antes, os dois planos tinham resolução de 720p. Até o fim do mês, porém, o ‘Básico com Anúncios’ terá resolução melhorada para 1080p, a mesma do plano ‘Padrão’.

Na prática, se você não quer gastar muito e tem a qualidade da imagem como principal critério, compensa assinar o ‘Básico com Anúncios’ ao invés do ‘Básico’. Agora, se você pode gastar um pouco mais e se incomoda com anúncios, então a modalidade ‘Padrão’ pode ser a melhor opção.

O plano ‘Premium’, o mais caro de todos, só teve ser escolhido por usuários que têm muito critério com resolução de imagem e possuem dispositivos compatíveis. Isso porque a modalidade entrega resolução 4K + HDR.

Quantidade de telas

Outra característica que deve ser observada na hora de escolher um dos planos da Netflix é a quantidade de telas que é possível assistir à plataforma ao mesmo tempo. Nesse caso, a escolha varia muito de acordo com a quantidade de pessoas que usam a mesma assinatura – lembrando que, em breve, a Netflix vai exigir que todas as telas estejam dentro da mesma casa .

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O plano que aceita mais telas simultâneas é o ‘Premium’, com limite de quatro. O ‘Padrão’ pode ser usado em até dois dispositivos ao mesmo tempo, quantidade que será aplicada ao ‘Básico com Anúncios’ em breve. Já o ‘Básico’ manterá apenas uma tela por vez.

Confira os detalhes de cada plano da Netflix

Planos da Netflix de Dimitria Coutinho


Fonte: Tecnologia

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Credores aprovam plano do Grupo HPAR e fortalecem recuperação judicial da companhia

Assembleia com 80% de adesão consolida continuidade do conglomerado e reforça confiança do mercado

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O Grupo HPAR teve o plano de recuperação judicial aprovado nesta quarta-feira (13/05), durante Assembleia Geral de Credores realizada no processo que tramita na 1ª Vara Cível de Cuiabá (MT). A decisão representa uma das etapas mais relevantes da reestruturação financeira do Grupo.

O plano recebeu apoio maciço dos credores, alcançando adesão de 80,58% do valor total dos créditos presentes à assembleia. Instituições financeiras como Daycoval e Bradesco deram voto favorável às condições previstas no plano e no termo aditivo apresentado pelas recuperandas.

A aprovação consolida a continuidade operacional do Grupo HPAR, que atua nos setores de tecnologia, telecomunicações, infraestrutura de redes e serviços corporativos, reunindo as empresas Globaltask, SPE Piauí Conectado, H.Tell Telecom e Bao Bing Infraestrutura.

Internamente, o grupo trata a aprovação como um marco estratégico para preservação das atividades empresariais diante da crise provocada pelo descumprimento do contrato envolvendo a PPP-Piauí Conectado, considerada uma das maiores iniciativas de infraestrutura digital do país. O projeto implantou aproximadamente 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

O grupo sustenta que houve encampamento ilegal da infraestrutura implantada sem a correspondente indenização pelos investimentos realizados.

O plano aprovado prevê que os recursos financeiros advindos (1) do procedimento de arbitragem que sujeita o Estado do Piauí, (2) da ação judicial de execução que tem contra o Banco do Brasil, garantidor do investimento realizado ou (3) da decisão que determina o pagamento da garantia na recuperação judicial — classificados como “Eventos de Liquidez” — sejam destinados ao cumprimento das obrigações previstas na recuperação judicial e ao pagamento dos credores.

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Entre os principais pontos de tensão está o litígio envolvendo garantias financeiras relacionadas à PPP. Segundo o grupo, o Banco do Brasil teria se recusado a liberar o dinheiro depositado e vinculado ao investimento realizado, esgotando financeiramente a empresa para levá-la à quebra para posterior tomada dos investimentos efetuados. Um recurso de agravo de instrumento, que vai decidir a liberação do valor para a empresa está pautado para ser julgado dia 20/05 no TJMT.

Para o advogado especialista em recuperação judicial do Grupo ERS, Euclides Ribeiro, a aprovação do plano demonstra maturidade do ambiente negocial e reforça a viabilidade econômica do grupo.

“Essa aprovação representa um importante sinal de confiança dos credores na capacidade de recuperação da companhia e principalmente na tese de que o Banco do Brasil deve sim liberar o dinheiro bloqueado pois é garantidor e caucionante dos recursos que estão na conta corrente do projeto. O processo demonstrou que, mesmo em cenários de forte complexidade institucional e financeira, é possível construir soluções jurídicas voltadas à manutenção da operação, proteção dos empregos e satisfação coletiva dos credores”, afirmou.

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado é acompanhada com atenção por investidores, operadores de PPPs e agentes do mercado financeiro, diante dos possíveis impactos sobre a segurança jurídica de projetos públicos de infraestrutura no Brasil.

Entenda o caso

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado transformou-se em uma das maiores disputas jurídico-empresariais já registradas no setor de infraestrutura digital brasileiro. A concessionária foi responsável pela implantação do projeto Piauí Conectado, considerado um dos maiores projetos públicos de conectividade do país, com cerca de 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

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O modelo foi estruturado como uma Parceria Público-Privada (PPP), na qual a iniciativa privada realizou os investimentos necessários para construção, operação e manutenção da infraestrutura tecnológica estadual, enquanto o Estado se comprometeu contratualmente a remunerar a concessionária ao longo dos 30 anos da concessão.

Segundo as recuperandas, aproximadamente R$ 650 milhões foram investidos diretamente na implantação da rede óptica, datacenter, centros operacionais e infraestrutura de telecomunicações. A empresa sustenta que o projeto contribuiu para elevar o Piauí aos primeiros lugares nacionais em indicadores de conectividade entre 2022 e 2024.

A partir de 2023, com a posse do governador Rafael Fonteles, a relação entre a concessionária e o Governo do Piauí sofreu uma mudança abrupta e o conflito escalou rapidamente.

Segundo a concessionária, apesar de o contrato ter sido integralmente executado e a rede ter permanecido plenamente operacional durante toda a execução da concessão, o Estado passou a promover retenções massivas das contraprestações mensais previstas contratualmente, comprometendo severamente o fluxo financeiro da operação, tudo arquitetado para tomada da empresa pelo Estado sem pagamento dos investimentos.

Na sequência, sucederam-se auditorias técnicas, instauração de processos sancionatórios, decretação de intervenção estatal e, posteriormente, a caducidade da concessão. Além do conflito com o Governo do Piauí, o Grupo HPAR obteve a negativa do Banco do Brasil em pagar a garantia prestada, em que pese já ter ganho a arbitragem na Câmara Brasil Canadá. Segundo as recuperandas, a não liberação dessas garantias agravou significativamente o cenário de crise financeira das empresas.

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