Saúde

Termina hoje prazo para remoção de pacientes de hospital em São Paulo

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Termina nesta quarta-feira (6) o prazo estipulado pela Centro de Vigilância Sanitária (CVS) do Estado de São Paulo para que todos os pacientes internados no Hospital Municipal Brigadeiro, na capital paulista, sejam removidos depois da interdição da unidade. A remoção foi determinada pela Vigilância Sanitária de Saúde do estado após a visita que constatou, no último dia 22,
irregularidades no hospital. A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) tinha a obrigação de enviar relatórios semanais da remoção ao CVS.  

A interdição ocorreu após vistoria realizada neste mês constatar as mesmas irregularidades apontadas durante visita feita pelas autoridades em janeiro deste ano, quando a unidade foi parcialmente interditada e proibida de receber novos pacientes. Depois de novas diligências, o Ministério Público de São Paulo (MPSP) recomendou à secretaria que o hospital fosse redesignado para outro tipo de serviço, de menor complexidade, como assistência médica ambulatorial ou unidade básica de saúde (UBS).  

No auto de infração do MPSP, constam as informações de que o hospital não dispõe equipamento para conforto térmico, o ar é viciado, a temperatura é extremamente alta e há sensação de calor extremo nas enfermarias, em prejuízo dos pacientes. O documento aponta ainda incidência solar direta em pacientes; risco de diagnóstico para os internados porque o laboratório técnico instalado nas dependências do hospital não tem descrição dos procedimentos, incompatibilidade da área da enfermagem com as normas vigentes e remédios armazenados, sem supervisão, no corredor.  

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Além disso, a visita constatou ausência de distribuição de alimentos nos andares de internação; banheiro único para pacientes e funcionários com dimensões inadequados, sendo também inadequada a sala de expurgo e utilidades; número insuficiente de kits carrinho de emergência e ventiladores pulmonares; materiais médicos saneantes espalhados pelo hospital, sem controle ou registro de temperatura ou umidade. Além disso, alguns itens estavam com embalagens violadas, entre outras irregularidades.  

Após a entrega dos apontamentos do Centro de Vigilância Sanitária ao Ministério Público, a prefeitura de São Paulo teve dez dias para apresentar um plano de ação referente à unidade e às irregularidades encontradas. Em nota, a Secretaria de Saúde informou que o Hospital Municipal Brigadeiro continua em funcionamento, mas que, no momento, não está realizando transferências e recebendo novos pacientes. 

Todos os questionamentos apontados pelo CVS e pelo Ministério Público foram respondidos e estão em análise técnica. As tratativas ocorrem por meio das vigilâncias municipal e estadual, e aguardam essa avaliação para as próximas definições, acrescentou a secretaria.

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De acordo com a SMS, o Hospital Municipal Brigadeiro registrou 3,3 mil altas nos últimos três anos. “A tomografia da unidade, que é um importante equipamento de diagnóstico, realiza cerca de 1 mil exames por mês. A pasta reforça que mantém o compromisso e a qualidade da assistência prestada à população e se mantém à disposição para quaisquer esclarecimentos.” 

O Hospital Municipal Brigadeiro foi criado, em caráter emergencial, para atendimento a pacientes de covid-19. Porém, mesmo com o fim da pandemia e sem que o local tivesse condições sanitárias mínimas para funcionamento a longo prazo, a Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina, entidade responsável pela gestão da unidade, teve o contrato mantido pela prefeitura.

Fonte: EBC SAÚDE

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Saúde

Ministério da Saúde debate estratégias para ampliar a gestão democrática no SUS

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O Ministério da Saúde coordenou o III Encontro Nacional de Mesas de Negociação Permanente do SUS, em 20 e 21 de maio, em São Paulo. O objetivo foi ampliar estratégias para fortalecer espaços coletivos de participação e negociação no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Durante o encontro, houve articulação entre gestores e trabalhadores para enfrentar os desafios da saúde pública, especialmente relacionados a força de trabalho, regulamentação das profissões e equidade.

Para o secretário-adjunto de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Jérzey Timóteo, é preciso garantir cada vez mais um atendimento qualificado na saúde pública. “A relevância dessa pauta está diretamente ligada à qualidade do cuidado prestado à população, que depende das condições de trabalho das equipes que sustentam o SUS nos territórios. Precisamos que os trabalhadores do sistema sejam respeitados e valorizados. Com isso, buscamos garantir um atendimento cada vez mais contínuo, humanizado e qualificado à população brasileira”, ressaltou.

O Protocolo da Carreira Única Interfederativa do SUS foi um dos temas de debate do evento. A proposta pretende valorizar a força de trabalho, combater desigualdades regionais e melhorar o planejamento e a gestão do trabalho em saúde pública. Também foram abordados temas como responsabilidade sanitária, mudanças climáticas, equidade e serviços oferecidos à população em geral.

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Entre os pontos importantes se destaca o debate sobre protocolos da Mesa Nacional de Negociação Permanente do SUS (MNNP-SUS), que formalizam acordos entre gestores e trabalhadores. Além de criarem diretrizes para a gestão do trabalho e orientarem estados e municípios a regularem as relações trabalhistas.

Além dos diálogos, foram realizadas oficinas que promoveram trocas de experiências, identificaram desafios comuns, qualificaram propostas e deram força às mesas de negociações em estados e municípios voltadas a esses temas prioritários para a gestão do trabalho. Participaram do evento, integrantes de mesas estaduais e municipais, que aderiram ao Sistema Nacional de Negociação Permanente do SUS (SiNNP-SUS), representantes do Conselho Nacional de Saúde (CNS), além de outras instituições.

Para o representante do CNS, Paulo Garrido, a mesa nacional fortalece a construção coletiva de soluções, contribui para valorizar profissionais e amplia a capacidade aos direitos no âmbito do SUS. “Nesse espaço conseguimos estabelecer relações democráticas e adotar os princípios constitucionais implícitos do nosso sistema de saúde”, finalizou.

Confira as diretrizes da Carreira Única Interfederativa do SUS

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Victor Almeida
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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