Saúde

Profissionais de saúde e da segurança pública são qualificados para registros de mortes por causas externas

Publicado em

Para fortalecer o diálogo entre diferentes setores e aprimorar a qualidade das informações sobre mortes por causas externas, o Ministério da Saúde (MS) em parceria com o Ministério da Justiça, realizou, nesta quinta-feira (4), o webinário “Qualificação dos Registros de Mortes por Causas Externas: um Desafio Intersetorial”. O tema foi abordado por especialistas durante as palestras que contaram com mais de 700 acessos simultâneos, por meio sessões de perguntas e respostas.

Proposto pela Coordenação de Estatísticas Vitais e Morbidades, do Departamento de Análise Epidemiológica e Vigilância de Doenças Não Transmissíveis, da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente (COESV/DAENT/SVSA), o evento on-line foi um dos produtos do Acordo de Cooperação técnica com a Secretaria Nacional de Segurança Pública. O webnário reuniu profissionais de diversas áreas para discutir estratégias, desafios e boas práticas voltadas à qualificação dos registros de óbitos por causas externas.

Segundo os organizadores, a qualificação dos registros de mortes por causas externas é essencial para orientar ações intersetoriais que busquem a prevenção e a redução desses eventos. Com a realização do webinário, espera-se fomentar a adoção de estratégias integradas entre saúde, segurança pública e demais setores envolvidos, possibilitar a geração de dados mais precisos e interligados, contribuindo para o aprimoramento das políticas públicas de prevenção à violência e outras causas externas.

Em sua fala, o coordenador-geral de Informações e Análises Epidemiológicas da SVSA, Dácio Rabello, explicou que as causas externas são agravos não naturais, como acidentes – quando ocorrem por circunstâncias não intencionais – ou violências – quando praticadas com a mentalidade de intenção do ato. Sobre a importância da intersetorialidade no registro de óbitos, reforçou a articulação dos vários entes federativos no processo. “O Ministério da Saúde tem algumas iniciativas, entre elas o protocolo desenvolvido a partir das experiências, da catalogação e da colaboração de estados e municípios que têm boas experiências. Temos trabalhado para matriciar, por meio de cooperação técnica com o Ministério da Justiça, que esses avanços possam se reproduzir de forma padronizada no país inteiro”, disse.

Leia Também:  Casos de dengue na cidade de São Paulo chegam a 7.230

Rabello expôs, ainda, o glossário produzido e disponibilizado pela SVSA de termos utilizados na Justiça e na Segurança Pública, que são semelhantes e adaptados para a área da Saúde.

Programação e palestrantes

O evento foi dividido em dois turnos, com mediação da tecnologista e servidora do Ministério da Saúde, Andréa Lobo, pela manhã, e da professora da Universidade de São Paulo (USP), Maria de Fátima Marinho, à tarde.

A programação matutina contemplou palestras de especialistas renomados, como a perita criminal da Secretaria Nacional de Segurança Pública (SENASP/MJSP), Beatriz Marques Figueiredo, que apresentou as potencialidades e desafios dos Institutos Médicos Legais do Brasil, e a professora sênior da Universidade de São Paulo, Maria Helena de Melo Jorge, que abordou a qualidade dos dados de mortes por causas externas. Já o pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), Daniel Cerqueira, apresentou o “Atlas da violência” e a situação atual das mortes violentas no Brasil. O Atlas é resultado de parceria entre o Fórum Brasileiro de Segurança Pública e o IPEA.

Entre os palestrantes estiveram, ainda, representantes internacionais, como o assessor da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS/OMS), Juan José Cortez-Escalante, e o pesquisador da Swiss Tropical and Public Health Institute, Daniel Cobos, que compartilham experiências internacionais em investigação médico-legal de óbitos.

Leia Também:  Sábado é Dia D de vacinação contra pólio para menores de 5 anos

No turno da tarde, a programação seguiu com a participação do coordenador-geral do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), Rafael Rodrigues de Souza, que falou sobre as potencialidades do sistema para vigilância epidemiológica. A diretora de Divisão de Dados Vitais do SUS, da Secretaria de Saúde do Estado do Rio de Janeiro, Angela Cascão, e a chefe do Sistema de Informação em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde do Recife, Conceição Oliveira, compartilham as experiências de seus estados no tema.

A técnica da Coordenação-Geral de Informações e Análises Epidemiológicas, Ivana Poncioni (CGIAE/DAENT/SVSA/MS), apresentou a qualificação dos dados de violência contra a mulher na cidade do Recife, enquanto o ponto focal da Rede Nacional de Vigilância Epidemiológica Hospitalar, Francisco Silvanei Gonçalves, abordou a atuação dos Núcleos Hospitalares de Epidemiologia na qualificação dos registros de mortes por causas externas.

Suellen Siqueira
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

Advertisement

Saúde

Durante congresso em Brasília, ministro da Saúde destaca papel das instituições filantrópicas na assistência pelo SUS

Published

on

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou, nesta quinta-feira (20), do encerramento do 34º Congresso Nacional das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos, em Brasília (DF). Com o tema “Saúde: a escolha que transforma o País”, o fórum reuniu gestores, especialistas, autoridades públicas e sociedade civil para tratar de estratégias de fortalecimento do SUS e da assistência hospitalar filantrópica.

Durante o congresso, Padilha apresentou a previsão de acréscimo de R$ 450 milhões no Teto MAC dessas instituições no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027. Com o reforço de 45%, o valor previsto passará de R$ 1 bilhão para R$ 1,45 bilhão, contribuindo para a continuidade dos atendimentos prestados à população pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

“As Santas Casas têm um papel decisivo na assistência à população. Elas não representam apenas o cuidado em saúde, mas também geram empregos e movimentam a economia local. Nosso desafio é construir um novo modelo de financiamento que permita que os recursos cheguem rapidamente aos hospitais filantrópicos, ajude a organizar os serviços e garanta a sustentabilidade dessas instituições, porque fortalecer as Santas Casas é fortalecer o SUS”, afirmou Padilha.

As Santas Casas e os hospitais filantrópicos estão presentes em 1.317 municípios. Ao todo, são 1.846 unidades sem fins lucrativos com produção hospitalar registrada no SUS. Essas instituições representam 25% dos hospitais do país, corresponder por 40% dos leitos do SUS e realizam cerca de 60% dos atendimentos do sistema público.

Leia Também:  Ministério da Saúde anuncia construção de maternidade em município do Paraíba com R$ 103 milhões do Novo PAC

A atuação das instituições também é expressiva em áreas de alta complexidade. Em 2025, os hospitais filantrópicos realizaram 5,1 milhões dos 14,9 milhões de procedimentos cirúrgicos eletivos registrados no SUS. Entre 2012 e maio de 2026, as entidades sem fins lucrativos também responderam por 59,7% dos transplantes realizados pelo sistema público.

34º Congresso Nacional das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos

Ao longo de três dias, o 34º Congresso Nacional das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos promoveu a troca de experiências e a construção de soluções voltadas à qualificação da gestão, ao financiamento do setor, à inovação e à ampliação do acesso da população aos serviços de saúde.

O evento reforça que as Santas Casas e hospitais filantrópicos são responsáveis por uma grande parcela dos atendimentos prestados à população do SUS, incluindo consultas, exames, internações, cirurgias, tratamentos oncológicos e transplantes. O encontro também destaca a parceria entre o poder público e a rede filantrópica como fundamental para ampliar o acesso e qualificar a assistência em todo o país.
 
 SUS reforça apoio às Santas Casas e hospitais filantrópicos

 O fortalecimento das Santas Casas e dos hospitais filantrópicos inclui ações para apoiar o custeio da assistência, melhorar as condições de financiamento e garantir a continuidade dos atendimentos prestados à população. Entre elas está a execução da Portaria GM/MS nº 9.760/2025, que estabeleceu R$ 1 bilhão para entidades sem fins lucrativos que atendem pelo SUS, por meio do programa Agora Tem Especialistas. Desse montante, R$ 800 milhões já foram repassados, em duas parcelas de R$ 400 milhões, e outros R$ 208,4 milhões serão destinados às maternidades filantrópicas.

Leia Também:  Casos de dengue na cidade de São Paulo chegam a 7.230

O repasse às maternidades será distribuído de forma proporcional à atuação de cada estabelecimento, combinando uma parcela fixa, definida conforme o porte assistencial de cada unidade, e outra variável, calculada de acordo com o número de partos realizados. O formato contempla tanto hospitais com grande volume de atendimentos quanto maternidades menores, essenciais para garantir o acesso ao parto e ao nascimento em diferentes regiões. 

Somado a isso, foi sancionada a Lei nº 2465/2026, que prorrogou até 2030 o uso de recursos do FGTS para financiar Santas Casas, hospitais filantrópicos e instituições sem fins lucrativos que atuam no SUS. A medida também reabriu o Programa Caixa Hospitais FGTS, ampliando o acesso dessas entidades a linhas de crédito para investimentos e expansão dos serviços. 

A nova etapa do programa já contemplou importantes instituições do país, como o Instituto do Câncer do Ceará, a Santa Casa de Misericórdia de Goiânia e a Santa Casa de Misericórdia de Barretos. Além disso, o Ministério da Saúde e a Caixa firmaram parceria para impulsionar a contratação dos recursos ainda disponíveis, estimados em R$ 2,1 bilhões. 

Eduarda Paixão
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA