Saúde

Ministro da Saúde inaugura serviços especializados no Pará como legado da COP 30

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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, inaugurou nesta quinta-feira (28), em Breves (PA), o primeiro Centro Especializado em Reabilitação (CER III) da Ilha do Marajó e, em Belém, entregou 43 Unidades Odontológicas Móveis (UOMs) a municípios paraenses, totalizando mais de R$ 23 milhões em investimentos. As ações fazem parte do legado da COP 30, que será realizada este ano em Belém, e ampliam o acesso da população a serviços especializados e a estruturas de atendimento em áreas remotas.

Ainda na capital, Padilha lançou o cofinanciamento da Atenção Primária, vinculado ao Pacto Nacional pela Redução da Mortalidade Materna, com recursos para incentivar boas práticas, reduzir desigualdades, fortalecer o vínculo entre profissionais e comunidades e melhorar a qualidade do atendimento nas UBS.

“Pela primeira vez, a Ilha do Marajó conta com um equipamento completo de reabilitação, aliado à oficina ortopédica e integrado a um plano que já dobrou o número de Unidades Básicas de Saúde Fluviais, e ampliou equipes de saúde da família”, afirmou Padilha.

Com investimento de quase R$ 7 milhões, o CER III de Breves reforça a Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência (RCPD) no Marajó. A unidade oferece reabilitação auditiva, física e visual, além de Oficina Ortopédica para produção de órteses, próteses e meios auxiliares de locomoção, beneficiando sete municípios: Anajás, Bagre, Breves, Curralinho, Gurupá, Melgaço e Portel. A expectativa é realizar cerca de 3,7 mil procedimentos mensais, atendendo 500 pessoas por mês.

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Adquiridas com recursos do Novo PAC Saúde, as 43 Unidades Odontológicas Móveis (UOMs), entregues pelo ministro da Saúde, estão equipadas para ampliar o acesso ao atendimento odontológico, especialmente em áreas rurais, ribeirinhas e indígenas, onde a oferta de serviços de saúde bucal é limitada.

Foto: João Risi/MS
Foto: João Risi/MS

O investimento de mais de R$ 16 milhões reforça a rede de atenção primária no Pará, estado que apresenta índices de saúde bucal abaixo da média nacional, segundo a Pesquisa Nacional de Saúde Bucal – SB Brasil 2023.

“Mais de 10% de todos os veículos enviados ao país vêm para o Pará, garantindo saúde bucal até nas áreas rurais e ribeirinhas. Após 10 anos sem investimentos, o governo federal voltou a comprar odontomóveis: já entregamos 400 e vamos entregar mais 400 até o fim do ano. A novidade é que os odontomóveis chegam equipados com impressoras 3D, que produzem próteses em apenas 15 minutos, dando dignidade e rapidez ao atendimento”, destacou o ministro.

No último dia 21, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro Padilha entregaram 400 UOMs em Sorocaba (SP). Com investimento de R$ 152 milhões do Novo PAC Saúde, os veículos vão beneficiar 1,4 milhão de pessoas em 400 municípios de todos os estados. A ação marca a retomada, após 10 anos, de uma política estratégica do Brasil Sorridente, que garante acesso à saúde bucal em regiões de difícil acesso.

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Legado para a COP 30

As ações se somam a uma série de investimentos que o governo federal vem implementando no Pará em preparação para a COP 30. Para o ministro Alexandre Padilha, a conferência representa uma oportunidade de transformar a cidade com benefícios permanentes para a população local. O compromisso do governo é deixar um legado real, fortalecendo a rede pública de saúde para além do evento, com infraestrutura e serviços duradouros que prepararão Belém não apenas para receber a COP 30, mas para o futuro.

O investimento federal em saúde no arquipélago tem crescido: de R$ 73,3 milhões em 2022 para R$ 134,3 milhões em 2024. Em 2025, até agosto, já foram destinados R$ 105,5 milhões, com expectativa de novos aportes até o fim do ano. Entre as ações, destaque para a ampliação das Unidades Básicas de Saúde Fluviais (UBSF), que passaram de 5 em 2022 para 10 em 2024, com custeio ampliado de R$ 5,2 milhões para R$ 12,7 milhões. O Novo PAC Saúde também destinou R$ 37,1 milhões à região entre 2024 e 2025, incluindo equipamentos, duas UOMs e a construção de 14 UBS.

Edjalma Borges
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Ministério da Saúde inicia jornada para a Nuvem Soberana do SUS

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O Ministério da Saúde inicia, nesta terça-feira (11), a Jornada para a Nuvem Soberana do SUS, estratégia desenvolvida em parceria com o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) para ampliar progressivamente a soberania digital sobre a infraestrutura que sustenta dados, sistemas e serviços digitais de saúde. Com isso, o Brasil será um dos únicos países com soberania sobre dados públicos do setor e, pela primeira vez, dados do SUS serão armazenados e processados em território nacional, submetidos exclusivamente à legislação brasileira.

“Hoje é dia que o SUS sobe de patamar com a consolidação dessa nuvem soberana. A partir de hoje o SUS começa a ter a casa própria dos dados de saúde da população brasileira. Esta parceria com o Serpro garante o controle a segurança dos dados que estão submetidos apenas às leis brasileiras, inclusive à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). É a garantia da soberania dos dados da área da saúde”, destacou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. 

A iniciativa tem como primeira grande frente o Cadastro Nacional de Usuários do SUS (CadSUS) e a Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS), infraestrutura nacional de interoperabilidade do SUS e que reúne atualmente mais de 5 bilhões de registros de saúde. A Rede permite que diferentes sistemas compartilhem informações de forma padronizada, apoiando a integração dos dados e a continuidade do cuidado em diferentes pontos da rede de saúde.

O planejamento que começa nesta terça-feira representa o avanço de uma construção técnica já realizada entre as instituições. Nesta etapa, as equipes irão consolidar o modelo de trabalho e as definições de escopo e premissas, atualizar o inventário dos ambientes, revisar a arquitetura atual, mapear os requisitos da arquitetura futura e concluir o desenho da arquitetura-alvo.

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“Essa jornada não é apenas tecnológica. Ela é institucional e estratégica. Estamos realizando uma convergência arquitetural faseada, começando pelos dados, produzindo evidências, validando cada etapa e somente depois avançando para a próxima”, detalhou a secretária de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde, Ana Estela Haddad.

O que muda para o cidadão

O Serpro e o DataSUS vão gerenciar a infraesturutra, com acesso exclusivo aos dados armazenados. Para o cidadão, a jornada não aparece como troca de arquitetura, e sim como maior capacidade de continuidade, segurança e evolução dos serviços digitais de saúde.

Com a Nuvem Soberana, o Ministério da Saúde garante capacidade pública para sustentar o SUS Digital, com menor risco de interrupção de serviços, com mais proteção aos dados – com aumento da governança, controle e continuidade do cuidado e integração federativa das informações.

Infraestrutura pública e soberania digital

Parceiro tecnológico do Ministério da Saúde na iniciativa, o Serpro é a empresa pública de tecnologia do Governo Federal e terá papel estratégico na oferta da infraestrutura soberana que dará suporte à jornada, sendo responsável por disponibilizar capacidades de data center, processamento, armazenamento, rede e operação tecnológica.

“O papel do Serpro nessa jornada é oferecer infraestrutura, arquitetura, consultoria técnica e conectividade para que os dados críticos e sensíveis dos cidadãos brasileiros processados no âmbito do Ministério da Saúde permaneçam em ambiente nacional, com controle, auditoria e jurisdição aplicáveis: atributos técnicos que competem a uma empresa pública federal como o Serpro”, explicou o presidente do Serpro, Wilton Mota.

A parceria reúne a experiência do DataSUS na gestão dos ambientes digitais da saúde e a capacidade do Serpro de prover infraestrutura tecnológica de governo para serviços públicos de grande escala.

A infraestrutura soberana ofertada pelo Serpro integra a estratégia de fortalecimento da soberania digital do Estado e amplia a capacidade pública de governança, operação e evolução tecnológica dos ambientes que sustentam o SUS Digital

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Proteção de dados

A proteção das informações de saúde será transversal a toda a Jornada para a Nuvem Soberana. Dados de saúde são considerados dados pessoais sensíveis pela Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD).

A arquitetura considera mecanismos como criptografia, autenticação multifator, gestão de identidades, controle de acessos, monitoramento, auditoria, backup e recuperação de dados.

A ampliação da governança sobre a infraestrutura não altera as regras de acesso às informações dos cidadãos. O tratamento dos dados permanece submetido às regras de finalidade, segurança, controle de acesso e proteção previstas na legislação.

A Jornada para a Nuvem Soberana será orientada por quatro eixos: continuidade, proteção, interoperabilidade e autonomia, fortalecendo a capacidade pública de sustentar e evoluir a transformação digital do SUS.

Jornada em fases 

O CadSUS e a RNDS estão na primeira grande frente da estratégia. Nas etapas seguintes, que poderão avançar de forma simultânea de acordo com o planejamento técnico, a Jornada para a Nuvem Soberana alcançará os demais sistemas e soluções digitais sob custódia do Datasus.

Atualmente, o CadSUS reúne 228.602.858 usuários ativos com CPF e 4.822.980 usuários ativos sem CPF. O Datasus também estima aproximadamente 459 sistemas e soluções digitais sob sua custódia, considerando aplicações e outros componentes tecnológicos.

Cada ambiente será analisado de acordo com suas características e necessidades. Ao longo da jornada, as soluções poderão passar por migração, modernização, substituição ou descontinuação. A estratégia será desenvolvida progressivamente durante o período do novo contrato previsto. 

Max de Oliveira
Ministério da Saúde 

Fonte: Ministério da Saúde

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